sexta-feira, 18 de novembro de 2016

PediTRAUMAtria

Olá, Nari!
Tudo na paz, meu querido? Olhe, desculpe o atraso, primeiramente... Dessa vez foi fogo, né?! Eu sei, eu sei... Vou melhorar a mequetrefice... Mas bem, hoje vou te contar uma paradinha talvez um pouco insperada... Primeiro dia de atuação HORRÍVEL! Olhe, existem atuações ruins, e existe essa! Simplesmente, péssima! Foi na pediatria. Acho que não precisa dizer mais nada... Num sei se foi o dia também... Sei que os pirralha tavam todos na brinquedoteca e restaram nas enfermarias os menores (com medo da gente) e os que tinham medo de palhaço... A gente às vezes não fazia nada além de olhar e já tinha pirralha chorando, pô?! E até os profissionais do setor tavam pouco abertos, não sei... Eu e Záh só queríamos ser amadas! (Hahahahahahha) Hoje rio, mas doeu na hora... Saímos da atuação com o peso do mundo nas costas. Cheguei em casa, mainha percebeu logo (claramente) e veio falar comigo. Me disse que eu tinha que entender que nem sempre as pessoas estão disponíveis e estão em condições emocionais para brincadeiras... (Acho que ela quis dizer "encontros") E logo ela que pode falar com propriedade sobre tudo isso diante de tudo o que ela passou com a minha irmã Maria, sabe?! Todas as intercorrências e a luta diária que também é minha e de minha família, mas sobremaneira, dela. Mas bem, voltando... Daí ela disse que era assim mesmo e etc e tal... Ah, esqueci de dizer que passamos tambe´m na brinquedoteca e lá encontro além dos pirralha (pouco receptivos para variar), uns amigos da minha sala! Olhe... Tremi um pouco as bases (leia-se muito) e tentei ser o mais natural possível. De certa forma, até foi... Mas não sei... O clima não parecia legal... Depois da atuação, teve reunião la do PERTO e Tatá me disse uma coisa (sempre ela, velhoo?! Vai entender...)  que reconfortou tanto o meu coração que estava em pedaços... (Tenho tendências de culpabilização de mim mesma por tudo que acontece de errado...) Ela me disse que já tinha passado por situação semelhante e só para eu ter em mente que: "a culpa não é sua". Ainda me lembro do jeitinho que ela me falou isso e foi tão... ela... Enfim! Tento seguir em frente e "rezo" para que a próxima atuação seja boa!
Beijos, até depois.
Ahhhhh, eieiei... Faltou uma coisa: faltou contar algo que só percebo agora que já deveria ter percebido na minha MCM... O memento em que conversamos nós duas com Toni - quase uma DR - foi quando entendi o quáo falha eu estava sendo para minha MCM... O quanto ela precisava de mim em alguns momentos, principalmente os que requeriam mais palavras e eu não estava lá por ela... (Fisicamente, inclusive, néh?! Acho que dispensa comentários, Nari...) Sinto profundamente ao perceber que para ela, eu não estava conseguindo olhar bem e percebê-la e ser a sua melhor companheira do mundo... E logo na condição de palhaça, não consegui perceber os seus sinais... Nossas melhores atuações são quando estamos juntas. Narizinho, prometo melhorar, eu juro. Juro tentar ser, de fato, a melhor companheira da mundo.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Risoleta, Tutu e Eu.

Querido DB,

Sexta o dia começou meio estranho. Foi protesto fechando a entrada na ufpe e deixando o trânsito caótico nas proximidades da ufpe. Um vai não vai danado pra quem tava em casa, até que o reitor cancelou as aulas. E quem pensou que não ia ter atuação por conta disso, tava muito errado. O setor precisa da gente, a gente precisa do setor. O PERTO não para.
Como se não bastasse tudo isso, eu iria atuar com outra dupla, Madada e Marininha. Novamente me vi extremamente ansiosa e pisando em ovos pra não atrapalhar a "rotina" de atuação delas. Foi tudo tão lindo... desde a hora que subimos a energia até a hora que descemos até o 0%.
Estava querendo MUITO atuar na hemodiálise conhecer dona Vera (e cantar com ela). Que pessoa viu? De presente ainda conquistamos muitos funcionários do setor e outros pacientes, como Tia Jaci, que nos contou absolutamente todas as fofocas da nefro.
Perdemos a noção do tempo e saímos tardão!!!

Até breve!
P.S.: Agora vou apelar para o despertador após a atuação, tendo em vista que esse cabeção não tem jeito mesmo.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Campanha eleitoral na hemodiálise!

Hemodiálise.... O lugar mais diferente até agora e também o mais desafiador. Viemos de uma atuação sexta passada que fluiu muito naturalmente para situações em que tivemos que ter muito jogo de cintura pra permanecer com a energia alta, além de muita sensibilidade.
Após nos trocarmos e subirmos a energia, nos jogamos na sala da hemo, contudo o ambiente nos pegou de supresa. Uma das pacientes nem olhava pra nossa cara e outra os médicos estavam tentando ajeitar uma das máquinas, acredito que havia ocorrido algum problema. Tava um corre corre grande, o ambiente tava pesado... olhei pra Durvalina e propus uma andada pelo resto do andar até as coisas se acalmarem um pouco. Encontramos então uma senhora sentada vendo tv no fim do corredor. Perguntamos se aquilo era um cinema, ela riu kkkkk acredito que queria que fosse. Achavamos que ela tava assistindo um filme antigo, já que estava em preto e branco, mas logo notamos que era problema da TV mesmo KKKKKKKKKKKK ela ficava ora colorida, ora sem cor. Então nós projetamos toda nossa energia e ficamos com as mãos viradas pra tv para poder canalizar nosso poder de cura tecnológica. O mais engraçado é que toda vez que abaixávamos a mão, a imagem voltava a ser preta e branca KKKK demos então uma carreira para que a tv não reparasse que estávamos indo embora.
            Voltamos então para a hemo e na porta um aviso: acompanhantes tinham que ser anunciados! Quem iria nos anunciar?? Durvalina e eu decidimos entrar escondidas mesmo. Sorte que estávamos discretas, ninguém ia notar nossa presença.... Encontramos então com dona Sol, a primeira paciente do dia. Ela estava muito debilitada, mal conseguia falar, infelizmente :/ Mas conseguimos boas risadas dela ao dizer que ela estava bronzeando todo mundo da sala, com sua irradiação solar. Durva aproveitou pra pegar uma corzinha, besta nada ela.
E ai, dona Luzinete. Uma senhora muito querida por todos ao redor. Após conversarmos um pouco e ela nos falou de sua filha, que morava em brasilia. Prontamente perguntamos se sua filha era política kkkkkkkkkkk a filha não era, mas já que dona Luzinete era muito conhecida no setor, decidimos lançar sua candidatura a vereadora!!! Teve direito até a slogan (Dona Luzinete, a luz do povo), a numero (1515) e até a PANFLETO! Tudo digno de uma super campanha eleitoral. Pegamos um receituário medico de dois médicos muito legais e fizemos os panfletos e saímos entregando pelo resto da hemo para arrecadar votos.

*Infelizmente levei uma leve bronca de um dos médicos pois eu não sabia que não podia ficar muito junto do paciente quando ele tava com o cateter aberto. Mas ainda bem que o médico era supeeeeer de boa e depois eu até tive a liberdade de denunciar ele de doutor mau. Ele revidou tocando no meu nariz. Não deu outra e toquei no dele também, HAHAHAHA perdeeeeu! (Não sei como eu teria reagido se o médico não fosse uma pessoa tranquila como esse :/).
            Após fazer mais um pouco de boca de urna, encontramos a famosa dona Vera Lúcia. Que senhora mais lindaaaaaa! Ela disse que ama os palhacinhos e que tira foto de todos e anota seus nomes (fez o mesmo com a gente). E após ela cantar várias musicas para nós (pausa pro suspiro) e eu e Durva termos dançado ao som da melodia de sua voz baixinha, ela perguntou se podia nos adotar também. Lóooooooooogico que pode!!! Foi um momento beeeem feliz <3

            Vimos que a hora tinha passado e lembramos que em um dos quartos tinha um senhor que tinha pedido a uma enfermeira pra nos ver, pegamos o restinho de tempo que tínhamos e fomos lá (após anunciar a efetiva campanha de dona Luzinete, claro). Conhecemos, então, seu Falcão. O assunto foi basicamente sobre o quanto ele detestava futebol, discurso que arrancou gargalhadas do seu companheiro da cama ao lado. Porém quando ele disse que se fossem mulheres bonitas jogando como eu e Durva, ele amaria o jogo, foi o nosso sinal de que era hora de dar o ashinguilingue... Saímos então a procura de um lugar para a apuração dos votos da nossa eleição e contabilizamos todos os momentos que ficaram marcados durante essa atuação.

Sobre a vida... A clínica médica 11º sul responde!

Tantas vezes questionei-me sobre em que consiste a vida... Isso pode até parecer devaneios sem pé ou cabeça. Mas pare e pense um pouco comigo: O que você leva da vida senão o que viveu nela?! O que importa na vida senão o que você construiu nela?! Esse último questionamento, pode nos conduzir a vários vieses que circunscrevem os bens materiais ou os próprios bens humanísticos (aqueles que dizem repeito ao eu humano ou ao eu coletivo - humanidade). O que você mais gosta dessa vida, Coralinda? Pergunta Susi TchuTchu. Ah, eu amooo viajar! E o senhor, seu Anthelmo, do que o senhor mais gosta. Pergunta Coralinda ao lindo senhor de olhos estreitos sentado de pernas cruzadas e com uma simpatia inigualável. Do que eu mais gosto? Pergunta ele para ter certeza da pergunta. Ah, minha linda, eu gosto é da vida. Da vida? Pergunta Coralinda emocionada e com os olhos emudecidos e evidenciando o deslumbramento provocado pela surpresa de ouvir a mais linda resposta que poderia receber. Sim, a vida! Uma vez eu tive um sonho muito ruim; muito, mas muito ruim mesmo. E um criatura nada amigável perguntava se eu largaria tudo para trás para viver uma nova vida. E eu respondi, eu largo tudo, eu deixo tudo, menos os meus filhos! Os filhos são o nosso maior tesouro. A família é o nosso bem mais precioso. Eu largo tudo, mas não minha família.  Coralinda, já admirando aquele nobre senhor, disse: Seu Anthelmo, seu sonho foi uma verdadeira prova de amor. Seu Anthelmo, emocionado com o que ouviu, concordou dizendo: minha vida não faria sentido sem os meus. Seu Anthelmo encantou Coralinda, que saiu querendo voltar para encontrá-lo. Seguindo... Seguindoo... Uma moça ao longe é avistada usando um tablet. Logo, olhares disfarçados e tímidos são lançados ao ar. Ela vê. Ela ri. Ela chama para entrar! Coralinda e TchuTchu entram animadas com o convite. Valéria, você sabia que Coralinda amaa viajar? Ahh, eu também amo. Inclusive quando eu sair daqui eu vou para a Bahia, Maceió... Então, vamos! Diz Coralinda animada. Mas agora infelizmente, eu não posso. Hmmm... Podemos sim! Vamos lá. A gente dá as mãos, fecha aos olhos e viajamos! Quem você quer ver, Valéria? Meu filho... Valéria, de olhos fechados, começa a se emocionar. Então vamos vê-lo. Qual o nome dele? Pedro. De olho fechados começamos a nossa viagem. Um menino brincando, que menino lindo... Ele está feliz... Olha, ele está correndo para cá... Ele está vindo em nossa direção, Valéria. Awwwwt... Que abraço mais gostoso e forte... Vocês são tão lindos! Consigo sentir o calorzinho dele, o cheirinho dele... Pedrinho é muito lindo, Valéria! Aliás, que lugar bonito e colorido, hein TchuTchu... Tem umas ladeiras, casas de várias cores... Você está escutando?! Tundinitonton tundinitonton dinitonton... Claro!!! Estamos na Bahia! Que sol gostoso, que terra bonitaaa... Valéria, emocionada, nos agradece. Aaah, a vida... É tão bonitaa... O que há de mais bonito na vida, senão a própria vida?! O que importa na vida senão o amor que a gente leva daqueles que nos amam?! O que importa da vida senão o amor que a gente nutre pelos nossos e pela própria vida. Seu Anthelmo e Valéria, ensinaram a Coralinda que a vida e como ela é vivida é a melhor forma de se dizer: estou vivo e creio/vivo a felicidade.

domingo, 13 de novembro de 2016

Lá em cima e lá em baixo

Sem palavras. Portas fechadas, contatos secos, dificuldades no primeiro passo. Tudo isso teve. Não sei ao certo se o setor, os pacientes ou os palhaços. Mas alguma coisa fazia tudo pender pro difícil. No meio de um mar de slow play, existiam aqueles dispostos a All-in. E aí foi. Estar com Giuli essa semana foi essencial. De essência mesmo. Perdemos o setor, reconquistamos o setor. Tivemos bons e maus momentos. O certo é que saímos com a certeza de que, independente de ser 1 ou serem 30, encontrar sempre faz valer a pena. Não sei porque continuo tentando, mas é coisa de palhaço, eu acho: querer tanto e tentar até não conseguir. As palavras são rasas demais quando se trata de dizer o que esse dia traz à memória e ao coração. A oncologia do HC deixou marcas - daquelas boas de olhar.

Não caia no mar geladoooo!!!

Hoje atuei no setor que pra mim seria o maior desafio. A atuação na pediatria segundo os
MCMs é cheia de delícias e desventuras. Isso me assusta um pouco por que nunca me dei muito bem com crianças, mas para minha surpresa a atuação foi incrível. Quando subimos a energia e saímos para atuar encontramos uma mocinha linda que nos acompanhou durante toda a atuação. Começamos a brincar com seu balão, que se chamava Bola e depois fomos sair pra tomar sorvete. O meu sorvete foi uma bola de morango, já o de Isolda foram 11 bolas de sorvete de arroz com calda de feijão. Em meio a nossa comilança apareceu Safira a companheira de quarto da menina que nos alimentava. Ela prontamente aceitou os nossos jogos, de modo que pegamos nossas malas e fomos à praia. Durante a viagem recrutamos mais uma companheira: Ingrid. Ela acabara de chegar ao HC, era muito tímida e ainda não tinha amigas no hospital. Mas sutilmente nós fomos introduzindo Ingrid no jogo de modo que quando saímos ela já estava íntima das outras meninas (<3). Ao chegarmos à praia escolhemos os nossos biquínis, nadamos pra fugir dos tubarões, que eram a equipe de enfermagem, e caminhamos perigosamente num desfiladeiro. Na volta pra casa achamos melhor pegar um bote e remar. Remamos muuuito, nessa hora eu já estava pingando a suor. Depois surgiu outro jogo no qual estávamos no Ártico e tínhamos que fugir das orcas. Além disso, não podíamos pisar nos riscos do piso pra não cair no mar gelado (o rejunte do piso do HC nunca mais vai ser o mesmo pra mim kkkkk). Quando chegamos ao Ártico algo errado aconteceu com Isolda, ela tinha se transformado num urso polar. Nessa hora eu pensei que fosse morrer de tanto correr ao redor dos elevadores. As meninas estavam com um medo tão real que ás vezes eu parava pra gargalhar disso com Melcop. Surgiram muitos outros jogos legais com elas, como a guerra de piolhos, a ida de ônibus ao salão de beleza (vai a direita, a esquerda, três voltinhas e pula, segundo informantes) e muitos outros. Passamos boa parte da atuação com essas três meninas e o jogo não caía. Um jogo bem legal foi quando pedimos pizza para o jantar, porque nesse momento comemos todas juntas: eu e Isolda (a gorda), as três crianças e suas mães.
O setor estava com poucos pacientes, mas tentamos mudar um pouco o foco da atuação. Isso nos presenteou com um dos encontros mais lindos que já vivenciei. Foi em um quarto com um bebê de menos de um ano. Quando passávamos pelo quarto ele nos olhava todo esbugalhado. Começamos a brincar com ele de esconder e aparecer. Ele ficava morrendo de rir. Teve um momento que Isolda se aproximou mais berço e ele começou a engatinhar em direção a ela, foi muito lindo assistir isso. Outro fato marcante dessa atuação foi um menino que ficava quieto, nos observando de longe, mas que quando chegávamos perto dele, ele se escondia ou nos ignorava. Tentamos nos aproximar sutilmente, mas preferimos não insistir muito. Ele realmente era um desafio e eu queria muito ter passado um tempo com ele, pois aparentemente o menino estava sempre isolado.

Houve um momento em que meu corpo não aguentava mais. Decidimos encerrar a atuação. Foi difícil dizer adeus às meninas e ainda não sei responder a pergunta "você volta amanhã?". Descemos a máscara muito felizes porque conseguimos fazer ótimos jogos e envolver muitas pessoas que estavam no setor. Pra mim, atuar na pediatria foi uma delícia, espero voltar lá em breve. 

Vocês fazem parte da equipe do sétimo sul!

Como fazia tempo que não atuava estava com uma saudade ENORME e por isso fui tomado por um nervosismo de igual ou maior proporção! Além da saudade, estava meio ansioso pois iria atuar com duas novinhas Cami e Cela, então ficava repetindo muitas vezes pra mim que tinha que dar exemplo pras meninas, imagina só eu chegar lá no setor e fazer um bucado de merda?(kkkkkk) e por fim, ainda seríamos fotografados por Tati que estava juntando material para o seu TCC.

Ah, e ainda tinha um fator agravante, eu tinha prova de cardio no dia, logo dormi cerca de 3H da quinta pra sexta e fui embora, após uma prova fumo já estava preocupado pois tinha atrasado demais as meninas e estava com medo de estar cansado pra atuar, tive medo de não dar meus 100%, mas quando menos vejo, já estávamos todos no quarto conversando, se arrumando, dando boas risadas e o cansaço foi indo embora e só ficou aquele frio na barriga aterrorizante mas ao mesmo tempo gostoso de quem vai mergulhar no vazio. E lá fomos nós...

Logo na saída do quarto encontramos com a SAFADA da dona Maria que disse que o setor era muito pra baixo porque ninguém fazia festa, eu disse então que poderíamos fazer alí mesmo bastava só termos uns pacotes de soro onde faríamos furinhos pra brincar de arma d´água, ela adorou! Mas disse que não gostava do cheiro do soro, prontamente respondi que era só a gente colocar pó de kisuqui dentro, ela adorou e ficou acertado que seriam de uva e laranja! Aí vocês me perguntam e porque ela é safada? Porque quando menos esperávamos passaram 2 rapazes por nós e dona Maria foi logo dizendo que tinha dormido com eles, que dava conta de mais de três! Essa se garante viu(kkkkkkkk)  foi quando perguntei se ela me queria, ela disse logo que não porque era muito baixinho e não ia aguentar a pressão,mas também quando chamei ela pra ir no cantinho e mostrar meus dotes ela deu pra trás(kkkkkkk).Não sei como mas em algum momento ela virou uma onça e começou a “atacar” a gente, fez competição de rugido com Durvalina e tudo!

Após termos conseguido fugir entramos no quarto de 3 belas mulheres onde não sabia eu conheceria minha noiva, ela muito ousada disse que não tinha cintura e pediu para eu ir lá conferir, vê que oferecida! Mas claro que não ia perder a oportunidade e fui lá, claro, do jeito que eu gosto pense! Marquei logo um encontro na Tv ás 20h, dito isso saímos do quarto para arranjar alguns homens pra Durvalina e Dorotéia.

No corredor encontramos 3 acompanhantes  vindo em nossa direção, também não sei como mas instauramos um jogo de tapar a passagem, então eu, Dorotéia e Durvalina bloqueamos a passagem como podíamos, porém quando menos vejo Durvalina foi vencida e ficou difícil de manter a barricada, principalmente porque tinha um rapaz 4X4 que teve a audácia de saltar por cima da minha perda! Não tive dúvida, segurei o braço dele(kkkkkk) só tinha um problema, como disse ele era unas 3 vezes maior que eu, logo foi ele que começou a me arrastar, não fosse Dorotéia e Durvalina pra me segurarem ele teria me arrastado até o final do corredor(kkkkk) 

Achamos também um médico bonitão pra Dorotéia, que logo se engraçou pro lado dele, pois ele fazia de tudo, atendia, trocava pneu, óleo de carro e ainda fazia cafuné, ou seja pacote completo(kkkk). Eis que surge uma história de uma transferência de um paciente e ficou decidido que Dorotéria seria a motorista e eu e Durvalina só observaríamos pra o paciente não cair no chão(kkkkk).

Sim!! Quase que esqueço, ainda jogamos cartas com 2 canalhas que não ensinaram o jogo pra gente e claramente eles passavam horas e horas jogando de poker a kanastra, quando perguntamos se eles apostavam disseram que não, só comida mesmo, então ficou acertado que quem perdesse pagaria um churros ao vencedor(kkkk), foi revoltante mais eu e Durvalina não ganhamos por uma carta, aqueles canalhas....

Não é que no meio da atuação encontramos um português de 500anos que tinha chegado aqui antes do descobrimento do Brasil e de lá pra cá vinha pegando todas as índias que via pela frente?! E lá estava uma de suas esposas bisneta de uma índia muito montada na grana! Não sei como diabos mas Durvalina e Dorotéia começaram a fazer uma dança da chuva que virou a dança da chuva do dinheiro, morri de rir(kkkkkkkkkkk). Não é que no mesmo quarto encontramos também um camarada que tinha vivido na época da ditadura militar ,mas quem sabia torturar era a mulher dele se visse ele com outras mulheres(kkkkk) ela disse que a especialidade dela era da cintura pra baixo(kkkkk) rapidamente fizemos um complô e foi minha deixa de salvar as meninas que estavam já se engraçado pra cima do esposo dela.

No corredor encontramos o homem do carrinho do lixo e quando vimos logo mais a frente estava a temível dona Maria, então combinamos dele passar por cima dela com o carrinho e depois dar ré pra ter certeza que o trabalho tinha sido bem feito, ou então quando estivesse passando jogasse ela dentro do carrinho e levasse(kkkkk) e num é que a mejera desviou na hora que ele passou! Affe...

Por fim quando menos esperávamos nossa chefinha no andar( enfermeira dona da chave, sim todo detentor da chave digo que é meu chefinho), disse que queria tirar uma foto conosco, mas o que me tocou foram suas palavras, ela virou e disse: “não se esqueçam que vocês fazem parte da equipe do sétimo sul!”  foi muito lindo, melhor que qualquer obrigado que poderia ter recebido naquele dia .

Uma vez no quarto Tati começou a nos fazer uma série de perguntas sobre a filosofia do projeto e da nossa construção como palhaços, foi muito interessante responder, mas principalmente foi muito mais feliz ver as respostas das meninas( Cami e Cela), sentir o quanto o projeto foi transformador e o amor que as duas sentiam por estar vivendo aquilo, não tenho palavras para descrever minha gratidão.

Acho que as meninas se assustaram um pouco comigo porque sou meio atacado, mas no final tudo deu certo! Pra mim uma coisa que tinha muita dificuldade, mas que nessa atuação senti que fluiu bem, foi sair do quarto com o jogo alto, não deixando a energia baixar pra poder sair. Mas ainda tenho MUITO a prender!  Por mais atuações como essa, por mais encontros, por mais “ somos a equipe do sétimos sul!!”


A vida não cabe no lattes!

Muri