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sábado, 11 de junho de 2016

BEM VINDA CARLINHAAAAAAAAAAAAAA

Aff, Gustavo do Futuro, postar o DB pouco antes da meia-noite do sábado pro domingo faz se sentir a Cinderela.
Lembre-se que a primeira atuação com Carlinha, digo, FalaMuito, foi irada.
Teve Orangino casado, com cabelo pintado, filho por chegar. Eu casei também, só FalaMuito que quis o médico, depois não quis mais. Melhor, né, vai que ele é ciumento e eles vão morar onde tem Saguis. Descobrimos que Saguis são criaturas extremamente perversas. Primeiro eles assobiam do meio da mata que dá pra ouvir a km de distância. Aí se acharem uma mulher bonita, ficam no 5x1. E se der sopa, eles sequestram os humanos e levam eles pra criar.
A enfermeira do 11º dessa vez não deixou o carro dela com a gente. E o projeto de quase doutor tem uma diarreia braba.
Infelizmente tô com a memória fraca, deve ser a emoção do dia e de postar correndo.
Fica aqui a 11º atuação, teoricamente eu e Mano já terminamos o semestre, mas vamos continuar com Carlinha. Não sei se com DB(#provas mil).
Por enquanto é isso. Um grande abraço.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

O fim da saga de Gigantes?

Quem diria que a saga acabaria na Pediatria, Gustavo do futuro?
É mentira, não acabou ainda! Apenas recebemos a notícia de que a partir da próxima semana atuaremos com uma humana. Seja bem vinda, Carlinha.
Essa atuação foi histórica por outro motivo. NÓS ANDAMOS DE SEGWAY. AEEEEEEEEEEEEEEEEEE, UM SONHO CAME TR00. Voltando pra atuação,  foi arretado demais. Soltarei nomes e características. Tayane a tímida risonha. Diego o transformer companheiro. Laurinha a Laurinha, sem apresentações. Lara,  que fique claro que é Lara.  José caminhante. Gabriel do beijo e tchau. Emerson do jang james. A menina da roupa de bailarina (clara?). Thalisson e seu sorriso, sua mãe também merece uma menção. A menina esposa de Diego. Não lembro outros nomes. E infelizmente não podemos voltar amanhã por mais que vocês e nós dois tenhamos amado tudo o que rolou nessa tarde de quinta-feira, crianças. Mas lembrem-se com carinho dos dois palhaços gigantes, pois já guardo suas lembranças com muito amor no meu diário.
Por hoje é só, um abraço.
Para mais detalhes, veja o último episódio da versão oficial da saga de Gigantes. A partir da semana que vem o nome será two and a half giants.

sábado, 28 de maio de 2016

sou mequetrefar. 10 sul

Peço desculpas por não ter tempo de fazer uma postagem decente, Gustavo do futuro. Estou escrevendo direto dum plantão entre festas. Mas lembre-se de Levítico 11 e eventos finais(?) e das pessoas. Um abraço.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

A caça do Segway

Gustavo do futuro, não poste mais pelo tablet. Ele tem um corretor MUITO chato. Você fica parecendo um analfabeto quando não revisa o texto.
Sobre a atuação da semana, fomos novamente ao alojamento conjunto! Primeiro repeteco do período. Como toda atuação do alojamento, uma mistura de saber dosar êxtase e calmaria com os neonatos. Coincidente mente,  mais uma vez atuamos no alojamento um dia depois de eu dar plantão no COB, uma mãe me reconheceu! Mas a energia não baixa. Na verdade, esteve altíssima no quarto onde o Pietro Ayshou Pérola pra dar à Maria Helena.
Muito bom conhecer Arthur, Davi, Débora Vitória, as gêmeas Maria clara e Maria forgot, filhas de Maria somente. Ver a felicidade dos casais recebendo alta pra levarem seus babies pra casa.
Um papo profundo sobre educação sexual e bloqueios nos computadores da rede EBSEHR com a enfermeira. Tentativa de saque no banco de leite. Resenha na hora de registrar nascimentos. As faxineiras esposas de Espetinho e Careca. O dia das primas. O moço bom de nome e bom de troca. Mas no fim ficou faltando uma coisa que temos procurado há um certo tempo. ANDAR DE SEGWAY. Vimos o guarda de novo, ele nos ensinou como anda. Da próxima vez o Segway não escapa nem com uma moléstia. O cara desceu, nos deu esperança e depois nos deu um chute na bundão enquanto se afastava em velocidade. Espero que no próximo capítulo da Saga de Gigantes já tenha o rolo que daremos depois de amarrar o guarda.
São só lembranças e desejos desconexos mesmo, não olhe pra mim.
Um abraço.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

COB como palhaço e plantonista no mesmo dia :0

Hoje é meu dia de mequetrefar, Gustavo do futuro. Você vai lembrar desse dia mas também da prova de cardio que está por vir... por isso a postagem será breve, mas servirá como relato para o futuro. Você e o Mano fizeram algumas gestantes em trabalho de parto esquecerem da dor ou de que estavam sentadas naquela cadeira há horas. Mesmo que por pouco tempo hahahaha.  LAURETE É UMA LINDA, SEMPRE FOI E PRA SEMPRE SERÁ. E lembre também que foi no mesmo dia como plantonista. E que muitas gestantes te olharam estranho kkkkkkkkkkkkkkkkk poucas reconheceram. Mais um grande capítulo na minha caminhada com a palhaçoterapia,  mas se quiser uma descrição boa do capítulo, recomendo a Saga de Gigantes dessa semana. Meu MCM dessa vez vai postar com tempo e voltar à inspiração George-Martiniana. Um efusivo abraço.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

7° sul que a gente não é doido...

Eaeeeeee, Gustavo do futuro, mais uma atuação. Quando será que vem o COB??
Novamente já de cara eu quero me desculpar por ser um imbecil e não conseguir lembrar de muitos nomes e meu MCM também não postou ainda. Estou chateado desde já.
O primeiro quarto que entre os foi o quarto de Geraldo. Ele estava com sua esposa, falou sobre dupla porta no hospital e freiras iluminati que começarão dominando o hospital, para depois dominar o mundo. Ele é um paciente NYHA 3, mas me forcei pra não ficar pensando nele como um caso de cardiovasculares e tiramos muita onda lá.  Tanta que teve foto(primeiras do dia) e ela até quis nos pagar hahahaha a gente muitas vezes depois de tirar foto diz que quer pagamento, mas dessa vez nem precisamos falar nada. Dinheiro devolvido, cobramos o que queríamos, abraços. Encontramos um pessoal no corredor, uns mais abertos que outros. Gente que se abriu depois também. Mas tinha uma senhora que não lembro o nome e nos levou para o quarto da sua filha que estava logo ao lado. A filha curtiu muito na mostra fotos dela de quando tinha mais cabelo. E fotógrafa que é, também tirou foto nossa. 2 fotos no dia, 1 elogio pra nossos trajes e o primeiro momento de polêmica sobre se o cabelo do Orangino é pintado ou de verdade. Mesmo ele dizendo que é alemão, não ganhou o selo de natural nesse quarto. Uma paciente nem quis participar, disse que não tinha paciência, mas sua irmã que entrou logo depois tinha tanta paciência que até pediu pra tirarmos fotos. E depois tirar fotos que ela pudesse mostrar pro marido. Kkkkkk. 3 fotos. Mais onda no corredor, mas fomos sugados pro quarto de Dani Brum logo depois. Quase não saímos mais. O negócio fluiu muito lá. Até a nutricionista novata que primeiramente nos viu no andar chegou no quarto também, sempre preocupada se iria ou não arrumar um marido "a tempo". Queria saber se íamos pro 7° norte (psiquiatria), mas as grades não deixam. Dani brum cantou pra gente e também queria um marido, viajava em como seria seu casamento em Maceió, ou Natal. Mas sua mãe dizia que ela estava alí por causa do último namorado. Não lembro se teve mais fotos, mas teve muito abraço. Por hoje é só. Só para não perder o costume, para mais detalhes, assista ao episódio VI da Saga de Gigantes.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Risodiálise na Nefro

E aí,  Gustavo do Futuro, fosse pra Nefro de novo! Foi irado demais. Acho que foi uma das minhas primeiras no período  e também trouxe reencontros.  Já fomos surpreendidos na saída com Adriana. Ela se queixava no exato momento que nunca mais tinha tido palhaço na enfermaria. Ela tá lá como fiscal de palhaço há 1 mês e disse que nunca mais tinha visto nenhum, estava quase indo no serviço social ou direção do HC cobrar nossa presença. Ela nos acompanhou por muito tempo na atuação, até irmos divertir também a sua mãe. No primeiro quarto encontramos a mãe de Orangino, dona bonita ou dona gostosa(com quem quase fui pro banheiro). Uma outra senhora muito simpática que tinha furado o sinal é nos ofereceu maçã. O marido dela tinha ido, pois na camisa tinha "eu fui", só que ninguém sabe pra onde. Depois encontramos a mãe de Adriana,  o quarto dela também teve um astral muito bom. Tome tempo e jogos aí também. Depois fomos na copa, vimos o jogo dos duplicados, teve porteiro que deixou a gente entrar e enfermeira que mandou a gente sair. Teve tatá e Tony colhendo caso clínico e beijos melados. Aaaaaaaaaaaaah, como eu queria ser melhor de nomes... Mas vou só salientar aqui Polaina,  Roberta e Fernanda. Fernanda esteve na minha primeira atuação na Nefro e tirou uma selfie comigo e Dionísio da outra vez. Dessa vez, eu e Orangino fizemos logo um book no celular dela. Até vídeo teve! E ela postou no Facebook também. Foi baum demais. Como sempre, para mais detalhes, leia A Saga de Gigantes da semana!

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Tirar dentes em onco

Gustavo do futuro, lembre-se que você foi com Mano lá na enfermaria de Onco no início do feriadão de Tiradentes. Tinha quem achasse que a enfermaria estaria vazia. Mas além da estar cheia de esperança, superação, força e fé como diziam as placas, estava cheio de pacientes lindos e depois de seus acompanhantes! A verdade é que nunca vimos uma enfermaria tão cheia. Essa atuação, muito pelo local, acabou por exigir de nós muito do que faremos em nossa futura profissão mesmo, tentar confortar quem precisa.
Algumas lembranças pontuais:
-Dona Ivanete(ou ivonete?) disse para eu nunca esquecer, guardar no peito pro resto da vida o salmo 139. Leu pra gente o início e disse que eu tinha que ler e lembrar pro resto da vida. O farei.
-O chocolate enlatado tava gostoso pra caramba mesmo hahahaha

Para uma descrição detalhada, ler "A Saga de Gigantes: Ep IV".
um cheiro.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Tá tudo interditado e não tem paciente!!!!!!!!!!

É não, mentira, Gustavo do futuro,  essa foi só a primeira impressão na hora que pegamos a chave do quarto e olhamos o quadro de pacientes. Antes de começar o relato de fato,  quero me desculpar pelo último DB. Fiz mal feito e o corretor do tablet me ajudou a piorar, tenho que valorizar mais meus memoriais, vai que bato a cabeça... Mas sim, pegamos as chaves. Digo chaves porque a enfermeira (provavelmente chefe) deu a chave do quarto junto com as chaves de casa e as chaves do carro. Pois já saímos do quarto dirigindo, a encontramos na copa com umas parças e devolvemos a chave dizendo que o carro tinha se arranhado pouco e tinha sobrado um pouco de pizza no banco pra ela mais tarde. Entramos em contato (visual) com a paciente isolada em contato e sua acompanhante que não conseguiu esconder a felicidade de nós ver. Também teve o encontro com uma dona que fazia crochet para sua nota, estava acompanhando seu marido: Valente, o matador de tratores, estava se recuperando de mais uma luta e esperando TAMBOR DE BANHA, sua filha. Ele próprio deu esse apelido carinhoso. Orangino deu um susto neles ao entrar no quarto, pela silhueta larga dele, acharam que tambor de banha que tinha chegado. Demos uma zona da ainda com as tias da limpeza. Irmã, a barba das 3 ameaçou nos matar com muita dor se pensássemos em colocar os pés onde ela já havia limpado. E que interditado que nada, tinha muita gente. A atuação foi muito fluida. No fim, quase já dando por completo o dia, ainda achamos um quarto inédito. E nele tinha a motoqueira, motorista de ônibus, marcamos um churrasco com ela e Bruno (?) Um homem sem predicados. A não ser saber abrir as latas do nosso churrasco na laje do HC no próximo Domingo. Ele não tinha dinheiro, nem talento, nem celular, mas tinha um tio que mesmo com máscara de ventilação estava disposto a tudo pra fazer nosso churrasco rolar. E é por isso que por mais cansado que eu esteja, não posso deixar de dar tudo de mim nas atuações. Um xêro,  té a próxima.

domingo, 10 de abril de 2016

Por motivos de impossibilidade espacial, esse DB será mais objetivo, Gustavo  do futuro. Se lembre aí que tu foi com Mano no alojamento conjunto, pense numa quentura da moléstia na hora de se arrumar. A atuação teve algo de especial extra porquê foi num dia diferente do habitual e eu tinha ido no plantão do COB um dia antes!!! Lá Tavares cheio de puerpera que eu tinha examinado e algumas me reconheceram hahahaha. Foi bom demais, mts babies e mães firmeza.  Só uma mãe foi meio chata conosco, mas eu nem amargura para já conhecia a peça kkk. De quebra, além das mães e funcionárias, ainda encontramos Nathi e o pessoal do caminho te chegou lá na mesma hora. Foi MT bom e a atuação durou quase 3 horas! Cheguei atrasado  no compromisso que eu tinha, quase tão atrasado quanto em postar esse blogger kkkkkkk
Um abraço,  Charms

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Farewell, MCM

Mai rapai, quando a gente tava com a sintonia parecendo uma sinfonia sonora, o povo vem me dizer que provavelmente se troca de dupla já pro próximo período.
Fomos lá eu e Peitolargo pra última atuação do ano. Já tenho saudades. Foi no 10º - ala norte. São os pacientes de cirurgias Urológicas e Ginecológicas. Conhecemos tanta gente dessa vez... O taxista inseguro que foi chamado às pressas e estava sem água(conseguimos pra ele). João, que estava morando numa cabana de colchões e guardava um caminhão de bíblias numa mala. Nem ele nem o pai(seu Mané) gostam de ler. Aí ofereceram logo uma pra nós, mas sugerimos entregar para o Taxista(esse contou umas histórias cabulosas da profissão). No próximo quarto tinha um senhor que não recordo o nome, já operado. Esse veio de Verdejante(?) e contou como já não chove lá faz 4 anos. Acho que ele decorou a dança da chuva que ensinamos ele a fazer, pelo quanto que riu, deve ter prestado atenção. Eis que conversa vai, conversa vem, quem vem pro quarto é o taxista, juntou-se a nós. E nós deixamos os dois trocando experiências!
Do corredor já viamos o enfermeiro Schwarzenegger chamando a gente de Capim Cubano. Ele era grande, mas nós éramos dois e a encarada em trio causou espanto no corredor(sqn). Acredito que daí fomos pro quarto de seu José João do Nascimento, mundialmente conhecido(ou pelo menos conhecido na Gameleira) como o SEU NOGUEIRA! Aquele que teve 12 filhos. 5 mulé e 7 hômi. Estava acompanhado de uma filha muito bonita e dizia ele que todas eram assim, capa de revista. Carimbou a história de que a mulher perdeu o primeiro filho, ficou muito triste... Ele tratou de acalmá-la e arranjar mais 11. Fora os extraoficiais. Pense num caba firme aos 70 anos. A filha ria de tudo que ele falava. O clima nesse quarto foi muito bom. O outro paciente participava pouco, mas prestava atenção em tudo. E até os enfermeiros que nesse quarto entravam, tavam entrando na onda e soltando graça. Ainda visito Seu Nogueira lá em Gameleira. De lá a gente saiu frenético, conhecemos Aynoã, segundo ela, quer dizer graciosa e ... esqueci. Mas ela era isso mesmo. Tinha a luz do quarto diferente, era boa de conversa. Seu marido chegou em seguida, e foi dar o jantar dela. Parecia luz de velas, a gente até brincou que ia fechar a porta na saída pq o negócio alí tava caminhando de modo que "hoje tinha", só que ela disse que a cirurgia botou um cadeado nela por 45 dias.
Já era tarde. Ainda fomos num quarto com duas pacientes e suas acompanhantes. uma com a sobrinha e outra com a filha. Foi o "quarto das mulé bonita", mas também inteligentes, segundo uma delas. As primeiras eram de Gravatá, reclamaram da comida e riram da gente, mas eu ri mais quando vi a cara de rejeição pra sopa kkkkkkkkkkkkk Todo mundo já tomava seu café quando a gente notou que "tinha dado". E tinhamos dado outra cara pro setor. A gente voltou pro quarto, baixou a energia. E eu disse que sentia a necessidade de agora, sem máscara, dar boa noite e tchau para cada um dos pacientes que a gente tinha visto. Dias topou. Foi irado. O sorriso das pessoas diz tudo. Não sei se no fundo também já era uma despedida da nossa dupla, mas essa foi lá no térreo com um abraço.
Até ano que vem, Diário!

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Que caminho devemos seguir?

Você sai da troca de Pele já de frente para um quarto, exposto e convidativo. O caminho está óbvio. Entramos, energia legal. Opa, tá quase se esgotando o tempo maneiro aqui... até que sai uma figuraça do banheiro. Pense num cabra engraçado, embora não saiba o nome dele. Ele era de Surubim, por isso assim será chamado nessa postagem. Tudo pro cara era uma oportunidade, até parecia um palhaço.
Fomos para outro quarto e depois ele apareceu, fez a galera rir junto da gente, sumiu.
Aí estávamos no corredor, vimos 3 moças sentadas, não tinham cara de pacientes ou acompanhantes. Chegamos pra prosar, eram do projeto o Caminho. Mas estavam sentadas. Pano pra manga! As 3 eram muito simpáticas, A que mais falava era Vitória, tinha mais uma que falava pouco e a terceira tinha como corrente de pulso uma verdadeira corrente e presa com um cadeado. Pois é.
A conversa começou a rolar sobre loucura, aí o cara mais louco do andar chegou, Surubim! Elas não foram tanto na onda dele, estavam mais preocupadas em saber que curso fazíamos eu e Dionísio. Perguntaram tanto e despistamos tanto que se abusaram, pelo menos a gente achava. Fomos para outro quarto, lá tinha bastante gente e também uma senhora que tinha nos encontrado logo no início e pedido uma intervenção no quarto em que sua filha estava no leito. Essa senhora era professora de Libras, intérprete profissional.E sua filha era formada em algum curso de comunicação, mas só queria ser cigana e adivinhar o curso da gente também kkkkk. Minha barba leva todo mundo pro lado contrário, ainda bem.
Chegamos lá e veja só, nossas amigas do caminho nos seguiram. E não só elas, Surubim depois também deu o ar da graça.
Foi muito massa essa parte. Deu pra sentir que a gente deu ânimo para elas. Elas tinham nos confidenciado que estavam lá sentadas esperando passar a hora, já tinham morgado do dia. Até que mudamos o caminho delas naquela tarde. E elas mudaram o nosso.
Fico me perguntando se a gente não poderia fazer algo mais integrado ao pessoal do Caminho,
Encerro por aqui meu relato, Gustavo do futuro.
Agradecimento especial ao nosso amigo Surubim. 

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Perdas e achados no alojamento conjunto.

Alojamento conjunto... o que esperar? O início da atuação foi meio parado. Os quartos estavam muito cheios. Mulheres pós parto dormindo, bebês dormindo... Era um ambiente muito silencioso. Acabamos por brincar mais nos corredores com funcionários e acompanhantes. Tipo querer fazer o cadastro pra ter cartão do banco de leite e ver se os pais lembravam os nomes dos filhos(os quais seriam registrados em breve).
As intervenções nos quartos trouxe alguns encontros, mas estava sendo algo realmente discreto. Como esperado, os bebês não estavam nem aí pra gente, nem quando acordados. Até chegarmos no último quarto do corredor. Lembrei depois das minhas práticas de obstetrícia no M5, era geralmente o quarto das mulheres depois que tiveram parto por cesarea, ou que tinham perdido os filhos. Foi o que encontramos lá mesmo. 3 mulheres tinham perdido os seus filhos no mesmo dia ou no dia anterior, 1 estava com seu filho saudável  e a outra com um bebê com microcefalia. O jogo engatou. CleideGlayce (?) era uma RESENHA. Teve uma apendicite e perdeu o seu bebê, mas não perdeu a energia e o forte senso de humor. Desbocada, não ficava quieta com os nossos comentários, mais ainda, respondia com ainda mais estilo e graça. Celia ria muito de tudo isso, sempre repetindo que não deveria rir pelos pontos no abdome. O clima estava massa. Só uma paciente não estava ainda dentro. Depois de Peitolargo ser chamado de corno por CG, ela se abriu e riu. As companheiras de quarto disseram que ainda não haviam visto a sua boca/sorriso. Era Jessica. Sonha em ter 4 filhos, mas essa foi sua 4° gravidez interrompida prematuramente, aos 6 meses. Depois de tirarmos muita onda e ela ter cantado uma música(que cita o nome dela), ela deixou escapar uma confissão em baixo volume, como se não fosse nada. Mas percebo o peso de suas palavras enquanto digito "-Eu chorei o dia inteiro, inteiro mesmo. Mas estou feliz porque vocês vieram, posso rir novamente.". A intervenção mudou o dia dela, e também meu. Mudou a semana inteira, mal posso esperar para atuar novamente. Mudou o dia também reparar que o quarto antes de chegarmos estava silencioso, cada uma no seu quadrado. E que na hora de sairmos, quase não falávamos mais nada. Elas estavam conversando entre si, compartilhando experiências. Foi massa, Gustavo do futuro,  não ouse esquecer.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

_|_

É, Gustavo do futuro, não só de doçuras é feita a vida do palhaço. A energia subiu, saí do quarto com Peitolargo(esquecemos de entregar logo a chave de volta à enfermeira). E encontramos Zé! foi legal hahaha. Começamos o dia com dona Tita(de Francisca[?]) estava lá com seu marido. Nos contou duas piadas, ficou bastante animada. Nos elogiou e disse que os palhaços de circo lá do interior não estão com nada. Daí fomos pelo corredor, chegamos na porta de outro quarto. Eu cheguei sorrindo botando só a cabeça, Dionísio chegou dando um "joinha", a senhora nos olhou com cara feira e meteu um Dedão("_|_"). A energia não caiu, a gente começou a rir e levantei as mãos como se fosse um assalto. Chegamos em outro quarto com outra Senhora e sua filha. Não estava muito receptiva de início, disse que não era mais criança para brincar com palhaço. Mas aí eu disse que ela pelo menos era "educada", afinal já tinhamos sido recebidos com um dedo do meio bem generoso. Ela riu e daí pra frente a conversa fluiu bastante. Voltamos pro corredor, passamos por dois outros quartos muito divertidos, mas breves. E encontramos dona Tita de volta. Ela dessa vez mostrou seus dotes vocais, cantou pra gente a música que ela dedica sempre ao seu marido. Foi muito bonito, eles estavam lá, lado a lado, casados há 64 anos e mostrando muito amor um pelo outro. Fomos então em outro quarto, infelizmente não consigo lembrar o nome da paciente. Estava acompanhada de Neta. Ela também era uma cantora de gogó cheio. Cantou, enquanto dançávamos, até enquanto ficava em decúbito lateral para trocar um curativo! A neta dela também canta, mas estava com muita vergonha. Foi um encontro massa.
Daí a gente voltou pro corredorr, muitos quartos só tinham gente dormindo... encontramos uma mãe que disse que sua filha(22 anos) estava muito desanimada.
Chegamos no quarto, ela estava toda encolhida em baixo do cobertor, um semblante meio triste. O leito dela era todo decorado. A gente foi abrindo a guarda dela. Acabou nos mostrando as tatuagens que tinha, o GPS/TV e também seu sorriso! Um pouco disso começou quando eu comentei(ela ainda estava toda coberta) que ela devia estar com frio, ou queria esconder o segredo. O segredo era um sapo de pelúcia que ela usava de travesseiro. Eu disse que ela era muito esperta, de noite dava um beijo no sapo, ele virava um príncipe e ela aproveitava por baixo das cobertas. Perguntei se a teoria era verdadeira. Ela disse que A SAPA virava uma princesa, aí ela aproveitava bem muito. A gente riu, eu disse que aí o negócio ficava bom mesmo e pedi para ela me arrumar um. kkkkkkkk
Até a próxima!

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

7 x 1

Não, Gustavo do futuro, não estou falando da goleada da Alemanha. A goleada foi de risadas, mas como diria Jack, o Estripador, vamos por parte. Esse é o meu relato com Dionísio Peitolargo sobre nossa segunda atuação lá na enfermaria de Nefrologia. A gente já começou zonando com a faxineira. Chegou depois outra faxineira, só que com a roupa do bloco do HC (?). Ela falou que curte muito o trabalho da palhaço. E disse para irmos primeiro no setor de hemodiálise.

Lá tinha Dona Etiene e toda a sua saliência, essa sabia da origem do seu nome, filha de russo e manjava demais dos paranauê, deu uma paquerada na gente, reclamou do maqueiro, disse que não falavs francês, mas cantaria um homem francês. Depois disse que cada homem hoje em dia tinha pelo menos 7 mulheres à disposição. A gente riu. O maqueiro a levou.

Pertinho dali uma mulher ria, quando chegamos pertp, ela não quis muita conversa haha.

Aí fomos pra maca do lado, lá estava Seu Nascimento. Se Etiene não falava francês, esse nos recebeu com "evritchingorait?", tinha estudado nos States. Perguntamos se era que tinha 7 mulheres pra cada hômi. Ele disse que não. Continuamos procurando o paraíso.

Brincamos com as residentes ali perto e fomos jogando bola com uma tampa de ampola que estava no chão. Até chegarmos num cabra que disse que jogava bola direitinho. Ele também não sabia nada do 7 para 1. A enfermeira nos disse para irmos ver uma sra. que gostaria muito de nos ver.

Era Dona Lúcia. Aliás, dona não, se não ela me bate, só Lúcia. Ela mostrava uma felicidade danada em estar conversando com a gente. Só não gostou da história de estarmos procurando nossas 7 mulheres contando com as enfermeiras. Uma delas era casada, disse, e as amigas disseram que essa namorava c um deputado. Só que Lúcia arrancou o próprio curativo, aí vieram fazer de novo e nós saímos de fininho.

Aí caímos na copa, lá não tinha 7, mas tinha 3 mulheres. Uma delas estuda na federal e fazia aniversário. cantamos Parabéns. Não, pera, foi semana passada. a onda também rolou aí e todo mundo ficou sentindo falta de bolo de aniversário e 14 mulheres.

Chegamos em outro quarto de hemodiálise, tinha um paciente e uma enfermeira só. Aí rolaram conselhos pra arrumar mulher e como ele tinha 10 (as enfermeiras ao seu dispor). A enfermeira que chegou depois para trocar de turno não concordou de cara, mas depoos entroi na brincadeira e tirou umas fotos com a gente.

Aí encontramos no corredor duas acompanhantes encontramos no início(esqueci de mencioná-las antes). Uma tava c roupa diferente do que tinhamos visto. aí a amiga cabuetou que foi o primeiro banho em 2 dias. p bullying daí pra frente não teve fim. Voltamos para o quarto com elas, só que fazendo siga o mestre com uma enfermeira que tinha acabado de chegar. Falávamos da falta de banho da colega pra galera, a menina faltava só se enterrar de vergonha, mas depois chamou sua amiga de amiga da onça. A amiga tinha uma camisa com estampa de onça. Aí a onça é ela ou a amiga? Mais jogo!!

Aí fomos no quarto que tínhamos passado direto porque todos dormiam. Doos sofredores, tricolores, e um senhor que tinha a voz de Cid Moreira, mas começou a cantar tipo Oswaldo Montenegro e a gente dançou. Com aquela voz, se arrumaria 21 mulheres.

Ainda teve onda com a a enfermeira chefe, a muljer que queria café, Seu Joel e Juarez, que ia arrancar nosso nariz, só que não. serginho malandro, a noveleira, os elogios, a alta no corredor,  a acompanhante do marido argentino, a soja marromenos... Coisa demais. mas eu acho que tá bom, né?

Grande abraço!