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quinta-feira, 6 de julho de 2017

Promessa: vou parar de comer nas atuações

Querido DB,
quase que não chegava, mas cheguei. Quantos abraços dados, quantos encontros legais. Achei uma foto minha estampada numa bolsa, queria ela pra mim. Em troca, ganhei uma empada: e cometi o erro de tentar comê-la, só pra passar os próximos 5 minutos com a boca cheia de massa e sem capacidade de falar. Fica aí de ensinamento: preciso parar com o olho grande de querer comer em atuação.
OBS: pensar em anexar algo na pele pra reservar as comidas pro pós-atuação



Sinal Fraco

DB,
se a minha primeira atuação no COB foi uma das melhores, a segunda serve de um bom contraste. Primeiro, o cansaço: provas e mais provas. Muita gente na sala, Biazinha não trouxe o nariz, vamos pintar. A energia não subiu direito, mas vamos nos jogar. Saímos: o susto de ver tanta gente no corredor. Nunca tinha visto aquele COB tão cheio. O que fazemos? Vamos conversar com a primeira.
- Fila de espera pro bebê?
- Não tem mais bebê, acabei de perder.
E aí vem o vazio, a tristeza. O que a gente faz agora? Sentamos, conversamos, escutamos. Para mim, esse foi o único encontro verdadeiro do dia. Talvez tenha me desestabilizado, não sei. Só sei que depois não estava lá de verdade, apesar de ter tido alguns momentos legais (fazer penteados bonitos com gel de COB, descobrir que sou de Orobó e ver Elisa Todabrisa virar vampira).
Por fim, a reflexão: como estar presente acima de qualquer fim de período?

Polêmica: a nefro é, definitivamente, o melhor andar

Querido DB,
na briga pelo melhor homem de ferro, Caca ganhou com os seus novos olhos azuis - só pra descobrir logo depois que olhos azuis são traiçoeiros. Outra disputa em outro quarto: quem será o vereador com as melhores propostas? E ainda, qual a roupa que devemos usar para ser sexys sem ser vulgar? Conclusão: melhor mesmo é comer melancia e escutar tudo o que Dona Vera tem pra falar. 


Atuação em camêra rápida

DB,
essa foi a atuação mais rápida da vida - mas não posso dizer que não foi intensa. Eu e Caca nos arrumamos, cansadas no pós-prova, e nos jogamos no vazio do Alojamento Conjunto. Confesso que estava um pouco preocupada: nunca tinha atuado lá, e todos diziam que o lugar não é o andar mais fácil e legal. Talvez tenha ficado com isso, ou não tenhamos dado muita sorte mesmo, mas poucos estavam abertos para o jogo - e esses jogos tinham curtíssima duração. Mesmo as mães que tínhamos visto no COB, na semana passada, não estavam querendo muito os palhaços. O melhor encontro, porém, foi com as meninas da limpeza. Sinceramente, um dos poucos ensinamentos que tive nesse pouco tempo de atuação, é que o pessoal da limpeza nunca decepciona. Fizemos uma guerra, com direito a roubo de informação, e agentes disfarçados: rosa contra azul, e aí então era rosa contra arco íris, e então todos éramos do mesmo time. No fim, acredito que tivemos uma atuação legal, sem deixar a energia cair - durando o tempo exato que a atuação precisava durar.




Dançando coco e falando árabe

Querido DB,
essa atuação no Agamenon foi longa e cansativa, mas foi bem recompensadora. Irei me lembrar sempre de Seu Válter, cuja vida transborda coco de roda; da ACS que vai proteger a gente no Ibura e já mandou a foto pra todo mundo de lá; da senhora que me adotou como filha; e de tantos outros encontros... Também sempre vou lembrar a conversa de Rai em árabe comigo, que terminou em sugestão de menage à 3 e a mãe de Kinhos expulsando a gente da sala dos residentes.

Eu luto pela imuno

Querido DB,
foi uma atuação legal, mas estranha. Tiramos muitas fotos, o que vai ser bom pra divulgação do projeto, mas não deixaram a gente fazer muito mais do que isso. Tirando essa parte, foi um dia bem legal! Professora Almerinda é maravilhosa, e ficou super feliz de nos ter lá. E o momento de maior conexão: recolher os desejos de todos, colocar num balãozinho, e mandar tudo pro alto, pra bem pertinho de quem pode realizar tudo isso.
Meu desejo, claro, estava lá bem ao meu alcance. Estou feliz de ter realizado ele imediatamente.
OBS: lembrar de não comer em atuação. Sempre me engasgo

Igualzinho é relativo

Querido DB,
atuamos eu, Biazinha (a dupla deboísta) e Lua, uma agregada cheia de amor. Avisaram que seria melhor não entrar nesse quarto - uma paciente estava em estágio terminal, a família estava triste. Ainda assim, chegamos cautelosamente na porta, e achamos muita gente aberta ao jogo. Achamos até um Roberto Carlos igualzinho ao real que estava lá no setor, e também um jumentinho, e todos estavam nesse quarto. O abraço na filha da paciente terminal foi inesquecível, assim como todos os sorrisos daquele quarto. Uma oração com todo mundo do último quarto do corredor também foi de encher a alma.


PS: essa última foto foi a surpresa! Depois de chegar em casa, uma postagem no facebook pela filha da paciente pra deixar a gente com o coração quentinho

Prato Cheio

Querido DB,
esse dia foi incrível! Acho que pude sentir o pouco que meu trabalho pôde mudar nesse tempo de atuação, mas que ainda estou beeeeeem longe de estar perto de pronta. Achamos um jornal mágico: tinha foto dos pacientes, da gente, do prato de comida que a moça queria (inclusive, levamos um prato igualzinho ao da foto pra ela), e do nosso amor em caruaru. Além disso, ainda estou em busca da chave que abria aquele quarto em que ninguém podia entrar, mas uma senhora aberta ao jogo queria que a gente fosse. Pela primeira vez, senti um pouco a sensação de conectar um setor - e que o tráfico de drogas no HC é real.

PS: ainda no tópico comida, lembrar que mandaram a gente comer merda e a gente mandou de volta - palhaço também é reflexo.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Como sair da pediatria?

Caro DB,
O título dessa postagem não é uma pergunta de quem está cheio de nostalgia e não quis nunca mais sair do sexto andar do HC. É uma dúvida real mesmo: as crianças se endemonizam e não deixam a gente sair de lá. Tivemos que sair sorrateiramente, como quem rouba.
Atuamos eu e Caca, e gostei muito de ter a vibe Elisa comigo. Vimos meninas arrumadas de azul, e ganhei um beijo no meu nariz que estava vermelho porque estava inchado e machucado (não foi a Adriana Bombom, como está na foto, mas foi o mais próximo que consegui achar pela internet).


Fertilização in cangotis

Querido DB,
Essa foi uma das melhores atuações da vida! Como eu me conectei com minha MCM, e com os outros... foi massa! Dia que começou nervoso, a gente achando que ia dar tudo errado, e aí a primeira paciente vomitou e a gente descobriu que Miguel não gostava de cream craker. Ganhamos também um Rautrofo (já que era o andar do R), vimos um vestido bonito, e ganhamos um teste drive numa cama que quase derrubou Risolina (e tudo começou com: ei, vocês que são palhaços, vem testar essa cama aqui!). Tivemos também que fingir gravidez, ameaçamos levar bebês na mochila, e, por fim, saí com meu próprio bebê  - fruto do meu amor com Biazinha, após um xero bem dado no cangote e durante uma competição de quem conseguia mostrar melhor como se faz um bebê.

OBS: lembrar da cara das pessoas quando a gente perguntava e insistia pra que dissessem como se ganha um bebê.



domingo, 4 de junho de 2017

Tenho o melhor look

Querido DB,
está comprovado e aprovado pelo povo: me visto melhor entre essas senhoritas (mix de estampas é o que há!). Para lembrar: não devemos beber mais no hospital, Batoré sofreu impeachment, se parar cai e nada melhor numa véspera de prova que um pandeirovendavalversolinobatore de amor.

Mostrando a bunda e explodindo o olhar

 Querido DB,
atuamos em quinteto (hehehe). Quanta explosão de olhar! Um dia que começou parecendo que tudo ia dar errado (cadê o nariz, como ajusto minha pele ao meu novo corte de cabelo), mas terminou só em coração quentinho. E sim, tentamos convencer uma paciente a mostrar o sovaco e, para isso, Risoleta e Bambolina mostraram um pouco de seus dotes naturais (a ideia foi de Luigi).

Rosa ou vermelho?

Querido DB,
como fui mequetrefe, resolvi fazer imagens pra representar as atuações. Elas não serão bem feitas, mas tentarão resumir um pouco do que eu senti. 
Hoje, temos o homem de dois bigodes, um peixe frito que Biazinha não aguenta, e um mundo rosa - ou será que é vermelho? 

Um xero!
OBS: primeira atuação com Biazinha e com Tascha. Tô transbordando!
OBS2: para descrições mais objetivas, procurar o DB de uma das MCMs hehehe

domingo, 4 de dezembro de 2016

A pediatria sem crianças

Querido DB,
Finalmente conseguimos ir à Pediatria, eu e Marininha, e foi muito bom - mas, diferente do que eu esperava, interagimos com pouquíssimas crianças. Chegamos mortas e acabadas da semana. Eu não tinha dormido mais que 3h na noite anterior, mas foi só subir o nariz que parecia que eu tinha tido um sono digno da Bela Adormecida. Ela, por sinal, apareceu na atuação - era uma menininha que não queria interagir com a gente, e fingia que estava dormindo, mas a mãe dela insistia muito. Mas calma que estou atropelando as coisas. Deixe-me voltar pro inicio.
Nesse dia, conhecemos os homens que estavam procurando um torcedor do náutico no telhado, a menina da terra dos gigantes, e a princesa bebê lindona e com corte de cabelo estiloso (infelizmente, não lembro o nome dela).
Então, eu e Marininha percebemos que não tinha mais gente pra interagir - e principalmente, gente aberta ao jogo. Decidimos ir, então. Chegamos no balcão, e tivemos uma supresa: não tinha ninguém que pudesse dar a chave pra gente. Olhei pra minha MCM, senti uma queda na nossa energia é um olhar penetrante de: estamos presas aqui. Mas logo tratamos de retomar as rédeas e continuar andando. E essa foi a melhor coisa que aconteceu no dia: uma enfermeira, que ainda não tínhamos visto, chegou e nos pediu pra falar com uma menina do quarto 14. Ela disse que essa menina não parava de chorar há alguns dias, com saudade dos irmãos. Então, abriu-se o quarto cheio de possibilidades, e foi lindo. Foi lá que encontramos, também, a Bela Adormecida. Até Ingrid, uma menina muito linda do quarto vizinho, apareceu lá, tirou foto com a gente e colocou a gente na lista VIP de contatos de palhaços (a mãe dela tem contato de todos os palhaços que já passaram por lá). Também fui coroada princesa, e me deixaram andar num dragão de bolinhas no reino dela. Ela já tinha até uma foto de princesa numa toalha, junto com a amiga bela adormecida.
Foi legal ver também que, quando saímos do quarto, um pouco depois a menina chorosa  (que fico muito triste por não lembrar o nome dela, mas ela foi a pessoa mais importante da atuação) saiu do quarto com seu fiel escudeiro, o Urso Joselito, que já tínhamos transformado em super herói com uma magnífica capa de sacola, e ficou encarando a gente. Nesse momento, resolvemos fazer um desfile, mas Ingrid e a Dona de Joselito resolveram ser só modelos fotográficas. Porém, a maravilhosa moça da limpeza arrasou com seu modelito azul, sua bota preta e amarela e sua simpatia. Ela, depois de ganhar o concurso, disse que iria logo antes que o emprego dela desfilasse também.
Por fim, pegamos a chave, voltamos ao quarto, e baixamos o nariz - e, junto com isso, todo o cansaço voltou. Ainda não recuperei o sono perdido, vale salientar.

MMM (mequetrefice maior do mundo)

Querido DB,
Desculpa a demora em escrever, fui muito mequetrefe (desculpa Guga tb, espero não ter causado muitos problemas). Decidi até criar uma nova sigla que será aplicada só pra mim, muitas vezes. É só que essas últimas semanas tem sido loucas!
Enfim, voltamos à hemodiálise, dessa vez acompanhadas por Tascha, e a atuação foi maravilhosa, daquelas que a energia fica alta por muito tempo. Descobrimos uma lista de pretendentes no HC, que envolve funcionários, pacientes, estudantes... e fomos atrás de quem queria estar na lista. Ainda conhecemos Tia Jaci, e deixo aqui registrado como fiquei preocupada com Marininha escutando as histórias dela.
Por fim, o reencontro com Dona Luzinete e com Dona Vera. Dona Luzinete reconheceu a gente, e disse que éramos amigas dela (amei). E Dona Vera cantou mais algumas musicas pra gente, trazendo todo aquele brilho dela pro meu dia. Essa experiência de reencontrar pessoas, ainda, foi algo novo na atuação, e achei bem interessante ver que, realmente, nunca é o mesmo encontro. Acho que é aquela história do rio, de nunca ser o mesmo homem nem o mesmo rio, ou algo assim... heheheh
Aí descemos a energia, e foi massa. Como sempre, o abraço de "deu certo!" é uma das melhores partes da atuação!

domingo, 6 de novembro de 2016

O dia em que poucas cartas entraram

Querido DB,
hoje serei bem mequetrefe (mais do que já fui com esse atraso) porque meu dia tá uma correria. Sobre essa terceira atuação: tinha tudo pra dar errado, mas deu certo. Marininha sem voz, eu cheia de dores pelo corpo, e todos dormindo no corredor. Além disso, os poucos acordados não estavam muito abertos para o jogo. Foi a atuação mais difícil até agora (até ficamos de estátua, como os santinhos), mas conseguimos encontros memoráveis, e sinto que aprendi muito nesse dia de momentos pens e momentos uaus. Acredito que isso faça parte do trabalho, e seja importante pra nossa formação de palhaço também. Por fim, espero que marininha tenha feito uma descrição melhor hehehe


Beijos,
Madada

sábado, 22 de outubro de 2016

Um cavalo no HC

Fomos designadas pra hemodiálise, e tivemos que chegar num horário mais tarde (16:30), por causa da pesquisa. Estávamos perdidas, mas encontramos a lindona da Pri, que salvou e ainda disse "Não lembro uma vez que não estive com medo. Vão!", e a gente foi. Procuramos a enfermeira, que disse que só tinha um paciente. Olho pra marininha com a melhor cara de: "E agora, o que a gente faz aqui?". Mesmo assim, fomos nos arrumar. Percebi que tinha esquecido a lente, então foi dia de atuação às cegas (já antecipo, com orgulho, que concluí a atuação sem bater em nada hehehe). Depois de subir a energia com Spanish Girl, fomos pra hemodiálise. Antes de entrar no quarto, uma surpresa: fomos convocadas para visitar uma senhora no quarto 507. Anotamos o recado. "Só tem um paciente aqui mesmo, acho que vai dar tempo de ir lá antes do jantar". Como estávamos erradas. Agora existiam três pessoas na hemodiálise. Tivemos apenas dois encontros, mas foram encontros longos, e lindos. Logo de início, encontramos Dona Lindalva. Ela falava pouco, mas estava muito aberta ao nosso encontro. Ela falou dos seus filhos, inclusive de uma que morava em Brasília. Dissemos que íamos visitá-la de cavalo. Dona Lindalva riu muito, e disse que a gente não era normal e estávamos confundindo ela. Depois de uma looonga conversa, pedimos pra ela prestar bem atenção pra encontrar nosso cavalo ("No hospital??? Tem cavalo não!" "Tem sim! Fique de olho que a gente tá precisando!"). Fomos pra próxima paciente, Dona Popoviska, uma artista com com nome artístico e tudo. Na conversa, descobrimos que ela psicografava Eça de Queiroz, era escritora, cantora (que lindas as músicas que ela cantou pra gente), falava várias línguas, e tinha muitos amigos. Decidimos candidatá-la pra vereadora. Seu número já estava lá, no prontuário, debaixo do seu nome 19587 (na verdade, só lembro do 19 kkkk). Um partido totalmente novo! PM, o Partido das Mulheres. Ela também foi Cinderela. A única dama que tinha o tamanho do pé certo pro sapato. A conversa ainda rendeu muito, até que surgiu o jantar. "Hora de fugir, Tutu!". Ainda tentamos ir no 507, mas o jantar também estava lá, e saí talvez com um pequena diminuição na sensação de dever cumprido. Por fim, a rápida despedida com Jéssica, a estudante da pesquisa. Que pessoa maravilhosa!

sábado, 15 de outubro de 2016

Risoleta Corujina - Estréia

Eu estava muito nervosa. Muito, mas muito nervosa. Minhas entranhas retorciam. Brincavam. Pulavam. Dor de barriga, socorro. "Calma, Madada, palhaço pronto é palhaço morto". Senti o mesmo nervosismo no rosto da minha MCM quando encontrei com ela perto do DAMUC, e vi o rosto feliz de Guga (provavelmente lembrando de quando foi com ele, e tentando nos tranquilizar). Por sinal, estou muito feliz com essa equipe heheh
Subimos para o sétimo andar. Orientações de Guga. Hora da maquiagem. Não tinha treinado minha maquiagem ainda (Cami quem tinha feito a parte prática), e demorei um pouco pra ajustar as coisas. Foi a primeira vitória do dia. Depois, subir a energia. Aquela contagem até o 10 que deixa o corpo formigando, e a explosão no olhar de Tutu Tiramisú que me mostrou que estávamos juntas. Nervosas, ansiosas, com medo, mas juntas. E tudo ia dar certo.
Primeiro quarto, nossa carta não entrou muito. Estávamos ainda muito nervosas. Como começar, o que fazer? Mas depois fomos entrando mais nos jogos. Conhecemos o quarto das meninas lindas e animadas. Descobri que, realmente, as vezes não precisamos fazer nada: Dona Severina teve crises de riso ao olhar pra gente, e mais ainda quando a gente se apresentou. A outra Dona Severina disse que só assim pra ela sair do cantinho dela; "ela é sempre tão calada", disse ela (enquanto eu sentia um calorzinho no coração). Convocamos DOna Maria das Montanhas pra rebatizar todo mundo no quarto. Saímos de lá após termos conhecido Dona Sorriso, Dona Riso, Dona Risadinha, Dona Batizinha e Dona Batigreza.
Voltamos ao quarto anterior, e agora a carta entrou. Conhemos um senhor quase-soldado que nasceu no ano da guerra da Alemanha (uma das três guerras, as quais o país foi derrotada em todas, segundo ele). Hora do remédio, fomos pro outro quarto.
Muitas trocas de olhares no corredor. Ela fez um coração pra gente, olha! Passamos.
Então, o encontro mais longo do dia - e o mais especial pra mim. Encontramos uma rainha de coroa azul, esperando seu marido (que não era rei), e que gostava muito de Barbie e Peppa Pig. Ela pediu uma história. Não sabíamos o que contar. Ela contou a vida dela toda. Disse que queria ser um pássaro. Chorou. Eu disse que queria ser uma coruja. Contou como cuidava dos pássaros. Contou a vida toda mais um pouco. E começou uma história, mas ela não lembrava o final. Risoleta e Tutu se encarregaram dessa parte. E concluímos, com os aplausos dela, a história de amor de um príncipe e uma princesa que virava um pássaro dourado.
Que banho na alma.