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terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Prévia basiquinha de carnaval

Sexta-feira dia 9-fevereiro. Dia de abertura do Carnaval.

Eita que saudade eu tava de atuar no setor. Mas que logo se transformou em um "putaquepatiu serasseu  esqueci de tudo que é pra fazer?". Uma atuaçãozinha atípica pois Lagrimólia virou mocinha e já ta no internato e, por isso precisa adiantar algumas atuações, pois mais para frente ela não terá como.
Foi massa. O lado ruim é que tinham muito poucos quartos ocupados nesse dia, pelo que as enfermeiras disseram nos dias que predessem o carnaval ou grande feriados é comum os médicos darem alta aos paciente, mesmo que seja só para passar o feriadão com a family e voltar ao hospital depois. E gostaria de saber depois se é viável criar uma atuação em grupo dias antes do carnaval como se faz com o feriado de natal e de são joão. talvez o que dificulte é o grande número de pacientes pentecostais que não gostam de carnaval.
Por terem poucos leitos ocupados e poucos funcionários também, nossa atuação foi bem curtinha. Chegamos abrindo a porta e já entrando em quartos cantando marchinhas de carnaval. No início não fomos bem recebidos pela paciente e acompanhantes por elas serem crentes (não sei se ficou claro que falo de algumas igrejas pentecostais) mas logo começaram a rir da gente e brincar conosco. Começamos a fazer várias palhaçadas com a enfermeira chefe que de início tava com um ar bem pomposo (creio que para não perder a moral na frente dos "subordinados") mas logo se mostrou uma ótima dançarina de frevo.
Duas coisas me tocaram bastante nesse dia, topar com um senhorzinho bem mal que só se comunicava com a gente mexendo a cabeça, e isso se tornou nosso jeito de entrarmos em conexão com ele. Vendo se ele tava gostando ou não. comprando nosso jogo ou não. Bichooo, ele dançou que só ao estilo minimalista ao mexer apenas o pescoço e as sobrancelhas. E ao sairmos do quarto desse senhorzinho encontramos o senhor Francisco detentor de uma animação gigantesca que nos disse que sempre nos viu na televisão (ui ui tamo famozos) e que foi um prazer conhecer a gente naquele dia, uma pena para ele ter que ser doente. Mas foi muito legall terminamos cantando músicas evangélicas pois nem só de carnaval vive o homem.
Admito que acabamos nos escorando em uma muleta (o fato de iniciar o contato sempre brincando carnaval) e acabamos restringindo nossos encontros àquilo.
Terminamos nossa atuação sendo convidados a ir para um bloco no próprio hospital que segundo às enfermeiras ia ser bem animado e cheio de música. O bloco cirúrgico. KKKKK

Bom resto de carnaval à todos e um ótimo CEBRUTHIOSSS!!

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Retrospectiva 2017

E ai grande dBzão... Ultimas vez q irei te escrever esse ano, né não? Enfim, parece q é hora de fazer uma rápida retrospectiva 2017, estilo aqueles especiais da globo ne nao? Tudo poarece ter ocorrido tao depressa. A pouco tempo estava nervosíssimo pra seleção e que seleçao. Se nao fosse pelo frio na barriga creio q teria aproveitado bem melhor cada dinâmica. Ocorreu a oficina, e novamente q oficina, ja to esperando pra ela começar novamente, pois ninguem é de ferro. E por último (eu disse q ia ser rápido, nao me critiquem) as nove atuaçoes que parecem q foram umas 50 de tanta coisa q aconteceram nelas, tantls encontros e conversas sinceras e meio atrapalhadas. Essa última atuaçao quase q nao rolava, setor fechado devido o feriado dai tivemos q atuar na enfermagem, enfermeiro coloca pra gente se trocar num banheirinho.. Por que enfermeiro? Por que?. Tudo certo? Nada, minha MCM esqueceu o nariz, e agora? Pintamos de vermelho e nos jogamos. E o ritual de subir o nariz? Deu certo igual hahaha. Nos viramos com o que tínhamos e foi massa. Com certeza gerou estranhamento.. "Doi palhaços sem os narizes?" talvez uma das atuaçoes mais complicadas porque de fato aquele nariz abre portas à comunição. Essa atuação pareceu uma retrospectiva 2017 pois reencontramos varias pessoas durante atuações passadas e revivemos momentos bem parecidos (talvez por ja termos ido àquele setor pela terceira vez hehehe) foi massa.

sábado, 2 de dezembro de 2017

Quando a arte e a ciência se unem.

Mais uma vez na oncologia, e dessa vez queria deixar uns pensamentos um pouco mais científicos que vim prestando um pouquinho mais de atenção nesses últimos dias. Já é muito conhecido cientificamente a relação do estado da alma e o corpo. O estado de estresse contínuo e pequenas más notícias que são recebidas pelo paciente na UTI ou na enfermaria são responsáveis por elevar os níveis do hormônio do estresse circulante, o cortisol. Esse carinha elevado continuamente, devido ao estresse, é responsável por reduzir a atividade do sistema imune, vasodilatar os vasos e provocar destruição de áreas do encéfalo que destruídas promovem a produção de depressão grave, que por sua vez, eleva mais ainda os níveis de cortisol e estresse. A pouco tempo saiu uma publicação num desses artigos científicos, que níveis elevados de estresse e cortisol promovem também vasodilatação de vasos linfáticos. Sim mas e daí? O rolê é que baixo sistema imune, vasodilatação de veias e vasos linfáticos são um ótima oportunidade para a disseminação de células tumorais, provocando a famosa metástase. Essas descobertas colocam em xeque o método como são tratados os pacientes oncológicos, e nos trás a indagação se ao mesmo tempo que visa resolutividade, o ambiente estressante hospitalar possa contribuir também para o aparecimento de metástases tempo depois. Blz, bença... e ai? É que o máximo que se pode fazer para, ao menos, reduzir o estresse ou confortar o paciente oncológico, já parece ser massa para reduzir chances de metástases futuras. É nesse momento que entra o papel "medicinal" do palhaço de reconhecer o que tá doente e ruim no paciente, mas ver o que tem de bom nele e tentar mostrá-lo no ato de Encontrar. Não entramos no setor para disfarçar a dor ou servir de sedativo (até porque já tem muito medicamento que faz muito bem esse trabalho) estamos lá para segurar na mão, reconhecer essa dor, e dizer: e ai vamo simbora? Vamo em frente? 

domingo, 19 de novembro de 2017

Revisitando a ENF 7 SUL

Grande DB, tava meio nervoso a voltar às atuações, já fazia mó tempão que eu e Mocinho não atuávamos e por isso estava bem nervoso. Sem falar que a nossa última atuação tinha sido na pediatria, onde a dinâmica é bem diferente e os jogos e os encontros são bem mais "fáceis" e duradouros. Eita que medinho bom antes de atuar. Foi massa. Nos arrumamos ao som de Kelly Kye (não sei se escreve assim) e seu clássico Baba Baby, e também aos embalos contagiantes de Diego e a RAGATANGA. (PAN! porta do dormitório se abriu... e agora? O que fazer?
Da última vez que tivemos nesse setor estávamos "auxilíados" pela ilustríssima Martinha e tinham bem menos pacientes. dessa vez todos o quartos estavam ocupados e sentimos o dever moral de dar uma passadinha em todos, mesmo que só para dar um tchauzinho. Que atuação topzera. Muitos pacientes agradecem-nos por tá ali trocando umas palavrinha naquele momento de tanta dor, mas esse projeto também faz o mesmo por nós: aprendizes de palhaços. Depois de aulas tão desestimulantes dentro de um período horrível como o M3, entrar no hospital e subir a mascara nariz é de um poder terapêutico importantíssimo para quem tá atuando e para que ta transitando no hospital.
Conhecemos um senhor que se dizia o irmão perdido de Eduardo Campos, e sua acompanhante que não parava de rir da nossa cara (pedimos a ela para ser palhaço com a gente, mas ela não quis :( ). Conhecemos uma senhorinha que era muito semelhante a rainha da Inglaterra, e negou até o final que era, até consentir que tinha sido desmascarada e nos concedeu  títulos de nobreza... hehehe tamo virando importante. Encontramos um rapaz que era dono de uma companhia de ônibus, de viagens aéreas e agiota (acho que de verdade ele só era a última coisa, pelo que ele deixou a entender kkkk). Nos esbarramos com uma senhorinha que dispensa comentários (segue fotos abaixo) aaaaaa, um amor de pessoa, já chegou dançando tango com a gente. E por último foi um prazer encontrar com minha esposa, dona Constantina, que nos recebeu com grande amor, digno de um marido que volta do front com os olhos marejados. KKKKK brincadeira, ela desceu a sarrafo em mim e reclamou da minha ausência (de uma mês) e disse que nosso filho já tinha nascido e já tava solto no mundo... Que emoção que deu (e a sensação do quanto a nossa antiga passada naquele quarto foi importante) quando ela lembrou do meu nome, e inclusive botou como nome do nosso filho. fiquei muito espantado dela ter ficado esse tempo todo no hospital, mas muito alegre em saber que esse sábado (18/11) ela recebeu alta. Infelizmente não pude visitá-la :(

Até a próxima atuação.




sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Sendo expulsos da pediatria.

Era pra ser um dia "normal" na atuação. Quando de repente  PAAAN, enf 6 (PED). que mistura de felicidade e medo bateu na hora. Um local onde os encontros e os jogos são totalmente diferentes. Lagrimólia e eu já sabíamos que tentariam nos fazer de marionetes e arrancar nossos narizes e por isso pensávamos que estaríamos preparados. Que nada, pronto nunca, movei. Arrancaram nossos narizes e nos fizeram de marionete igual. Chegamos na pediatria e pensávamos que seria muito tranquilo, pois só tinham apenas 3 crianças maiorzinhas, e o restos abaixo de 1 ano de idade. Estávamos mais uma vez errados. Conhecemos primeiro Diogo (aka: cabelinho/errado) que nos fez correr 34 km em volta do setor atrás de sua bola, que na verdade era um cubo de pelúcia. Depois conhecemos T-H-A-L-I-T-A, (aka: tartaruga) que nos ensinou a andar como modelo. E não me recordo o nome da última, mas era, graças a deus mais quietinha. A gente correu, brincou de esconde-esconde, tiramos onda um com a cara do outro e brincamos de verdade e consequência (essas crianças estão muito precoces, no meu tempo não era assim uahsuash).
Quando  falam que crianças no início serem muito fofinhas e terem certo medo da gente, e após 2 minutos já estarem totalmente desinibidas e já querendo arrancar o seu nariz é totalmente real, acreditem!! No início estavam todos se divertindo e brincando, no outro estavam pulando como gremlins na gente, nos expulsando, e dando língua kkkk. Foi tão louco isso que não deixaram a gente nem trocar de roupa e ir embora, tivemos que sair andando com a mascara nariz pelo hospital, como se nada, atrás de um refúgio.
É muito bonito perceber o como o ser criança é diferente do ser adulto. Na pediatria todas as crianças se conhecem e brincam entre si, mesmo muito doentes, querem brincar e aceitam o jogo com mais facilidade. Foi arretada a pediatria, e se nos permitirem voltar, quero o mais rápido possível. 

sábado, 21 de outubro de 2017

Quando o sim é tão inesperado quanto o não.

Fala ai dBzão. Venho postar aqui tardão porque não consegui me organizar para postar antes (erro meu :c) tô postando essa hora também porque vai que ninguém perceba. haha. No sétimo sul tivemos nossa primeira atuação em trio, já era algo que eu vinha esperando a algum tempo. Foi meio que uma surpresa inversa, Esmeralda disse que iria atuar, mas depois disse que não iria, para no final dizer que iria sim. kkkkkk fiquei louco. Depois de uma conversa também com Bru (só esperando quando vai rolar essa super atuação quádrupla), nos arrumamos em um banheirinho apertado e partimos para atuação. Dessa vez o nervosismo surgiu devido à palhaça Esmeralda que parecia ser mais pronta que a gente e também ao medo de não fazer nenhuma besteira vai que ela falasse a titio Gentis. Mas embora no início esse acanhamento tenha sido real, foi passando e vimos que palhaço nenhum poderia estar pronto para àquelas situações maravilhosamente novas e únicas que nos deparávamos a cada passo no setor.  Encontramos uma mulher que estava andando para poder ter vontade de fazer coco ( não sabia dessa técnica) e que também não podia rir para não soltar tudo de uma vez. As meninas me casaram com uma paciente kkk mas espero que Maroca não fique sabendo dessa história. Dançamos umas valsas sentados com uma senhorinha que já havia casado com o palhaço chamado de Pedro mas que estava chorosa devido ao fato de Pedro não visitá-la há mais de 10 meses.... ( quem souber do paradeiro dele, por favor ligar para (81) 40909534).
Mas o que de fato me intrigou e me tirou da zona de conforto que acabo indo por vezes na própria atuação, foi o clima pesado daquele setor naquele dia. É muito interessante podermos fazer o exercício de recebermos "nãos" e "sims" pelo hospital para nos lembrarmos que não estamos no controle de tudo sempre, embora nossas graduações tentem colocar na cabeça que nós devemos sim. Foi muito chocante para mim, pela primeira vez, e para Lagrimólia também, ao recebermos um sim (que achávamos que não iríamos receber) nos depararmos com a paciente chorando e lamentando por seu "velhinho" tá indo-se embora... Veei não tivemos reação por alguns segundos. Mas demos vários abraços e algumas palavras (na tentativa) de confortar àquela senhorinha tão meiga que nos deu o "sim" mais inesperado de nossas atuações. 

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Sonhei que tava me casando e acordei no desespero, vida de cas...

Grande dBzão.. venho aqui reconhecer minha mequetrefice  de botar umas letrinhas em você fora de hora. Mas também venho reconhecer minha MCM que é a melhor do mundo e que sabe que se te estiver com medo é pra ir com medo mesmo e que gosta (ou finge que gosta uashaus) dos meus breguinhas na hora de subir a energia. Juro que da próxima vez vem música conceitual por ai.
O que falar da nefrologia? Ah sim, venho enaltecer minha calourice e mais uma vez minha MCM Lagrimólia por me guiar aos locais de atuação, se não fosse por ela demoraria 30 minutos para me achar naquele HCzão. Local, como na última vez, pequenininho, com poucos quartos, e com poucas pessoinhas (talvez por termos atuado em pleno feriadão). Mas logo que subimos a energia e abrimos a porta da salinha dos enfermeiros (#mizericórida, que medo dá de abrir aquela porta) já cantando Safadão e Marília Mendonça já fomos abordados por um acompanhante que ao som do atemporal "sonhei que tava me casando e acordei no desespero..." já foi tirando a aliança e dizendo "espero q minha esposa não fique sabendo", demos uma de modelos naquele quarto e pousamos para várias fotos e vídeos (só esse projeto mesmo para me tornar uma pessoa famosa <3 ). Entramos em um quarto, que pelo barulho tava rolando uma baladinha, e realmente tava, mas só não tinha comidinhas #chateado. Nossa que energia boa foi ao cantarmos de Xuxa a Mc Troinha naquela festinha. Admito que aceitei um biscoito maria pois a fome era real (por favor não me expulsem do projeto). Entramos em um quarto onde os migos de Lagrimólia estavam a contar histórias kkkkkk a gente não soube o que fazer na hora direito e nem eles então falamos xinguilingling e fomos embora. Entramos na sala de hemodiálise de fato, putz que clima mais pesado é ali dentro, mas que bom que deixaram a gente entrar. Conhecemos duas senhorinhas maravilhosas Dona Hilda( ou seria Rilda?) e Rita. Era triste perceber o quanto as duas senhoras estavam agoniadas e sofrendo naquele momento.. (ouvi uma enfermeira dizer que elas ficariam até as sete da noite e não era nem cinco ainda). Dançamos tango e fizemos umas performances muito loucas com direito e pirotecnia e saltos mortais.Mais uma vez terminas a atuação com vontade de sair correndo pelo hospital e encontrando mais pessoinhas pelos corredores e quartos. Mas chegamos a conclusão que estava na hora de terminarmos e terminamos. Foi arretado.

sábado, 7 de outubro de 2017

Paixão de um Homem - música estourada dos anos 1970

Fala aí dBzão, hoje vou tentar ser um pouco mais sucinto nesse meu relato da terceira atuação, pois várias semanas com provas seguidas se aproximam. Misericórdia, sangue de Jesus tem poder... Mas enfim, essa rápida estadia no ambulatório de oncologia do HC foi de um aprendizado tamanho e que eu não esperava. Nunca pensei que ao me aproximar de um quarto onde a paciente estava dormindo, a acompanhante faria tanta questão de acordá-la para nos receber. Pois, segundo a acompanhante, fazia muito tempo que o PERTO não ia por lá, e há muito tempo essa paciente não dava um sorrisinho. Bem... não ganhamos aquele sorrisão que queríamos, mas alguns olhares, apertos de mão e agradecimentos valeram muito mais. Bicho, que sensação boa da peste. Só assim para perceber na pele o quanto a palhaço-terapia é necessária ao hospital e àqueles pacientes, especialmente os da oncologia. Nunca nunca imaginei encontrar umas pessoas tão peculiares naquele hospital, que apesar de tanta dor e sofrimento ‘teimam’ em serem felizes e espontâneos. Como um senhorzinho com uma lesão muito extensa no nariz dizia que seria um palhaço que nem a gente, pois o nariz ele já tinha como nós. Como, a simplicidade de pedir para ganhar saúde da gente pode nos colocar em enrascada muito boa. Como os corredores da enfermaria podem se tornar uma pista de dança para os mais diversos ritmos: desde brega, W. safadão, a Waldik Soriano e suas músicas de sucesso como “Paixão de um homem” (massa conhecer esse excêntrico cantor dos longínquos anos 1970). E por fim, como é arretado teimar junto com essa galera e sair, mesmo que por algumas horas por semana, dessa rotina torturante que é a universidade.

Vou deixando àquela indagação para ser discutida em outras possibilidades e com os meus Lindovisores: O que acontece já se passa em todos os quartos do setor, mas a energia continua altíssima, e vontade para ir em busca de outros quartos em outros setores é mais forte que você? 

domingo, 1 de outubro de 2017

Dançando brega raiz no setor

Dbzão.. Pensei que ao colocar os pés na enfermaria 11 sul ia estar preparado para aquela nova atuação, agora com duas atuações no currículo e um habilidade de fazer a make em menos de 5 minutos (devido às diversas tentativas para ser aprovada). Quem disse que tem como estar pronto? O nervosismo bate, a mão começa a ficar trêmula e a habilidade de fazer a make desaparece. É esse nervosismo que nos faz ficar ligado a tudo que nos circunda, a prestar atenção ao olhar do MCM e aos “transeuntes” e funcionários daquele setor. Algumas coisas já me fogem a memória após postar esse dBzão três dias depois da atuação (erro meu, admito L) mas certas coisas não puderam sair da memória: De como podemos bobear e cairmos em muletas rapidamente a ponto de não percebermos. Obs: obrigado Lagrimólia por me fazer notar isso logo (fico  espantado com o poder de percepção dessa MCM topster). De como o jogo pode e vai ser proposto pelo paciente/acompanhantes nos pegando de surpresa. Esse momento foi muito engraçado, pois entramos meio q de supetão no quarto pedindo pra assistir a sessão da tarde, e o paciente falou: que negocio é esse? Sou da família de Eduardo Campos e só entra quem comprar ingresso.
Foi engraçada a quantidade de artistas que encontramos no setor, desde dançarinos de brega até grandes desenhistas como seu Libério, que nos desenhou dançando brega. Desde grandes artistas de cinema a personalidades políticas famosas com quem tiramos algumas fotos para nos amostrar. E de encontro que se construíam desde um pequeno sorriso distante até grandes casamentos com direito a pregação evangélica.  

Desse segundo dia, alguns questionamentos ficam guardados para discussões futuras: Meldeos alguém me informa e à Lagrimólia também, à hora de ir embora kkk. E qual o melhor jeito (ou algum jeito legal) de integrarmos os dois pacientes de um quarto (que muitas vezes não se conhecem e estão desconfortáveis com o outro naquela situação) para fazer com que os dois participem do mesmo jogo?
Óleo sobre tela feita em minutos pelo artista Libério, 28/09/2017

sábado, 23 de setembro de 2017

Primeira atuação

Olá dbzão. O que falar desse primeiro dia de atuação? Torci por um longo tempo para ela demorar bastante para chegar, para a minha MCM demorar horas para se arrumar e a atuação nunca começar devido o medo que eu estava sentindo. Primeira vez na obstetrícia e que medo deu ao pisar lá pra pegar as roupíneas de bloco... Que medo de atuar por lá deu em ver uma menina de doze anos chorando na recepção, de saber que nem todas as mulheres lá estavam lá para serem mamães ou tinham recebido a notícia que não seriam mais, que estavam sentido dores das contrações periódicas ou da cesariana que tinha acabado de ocorrer. Mas que energia boa rolou após a gente subir a energia e a máscara nariz. De saber que tudo pode ser jogo no bloco e quanto a presença de palhaços mudam e muito a dinâmica de qualquer local a até mesmo a relação entre as pessoas. Foi muito legal perceber a receptividade de algumas pessoas e brincar com a falta dela de outras. Queria muito agradecer minha MCM por me impedir de entrar na sala de parto e dar um aperto de orelha às vezes, mas agradecer também por entrar no meu jogo várias vezes, uma MCM desses, bicho. Alguns pontos ficaram marcantes e vou querer guardar aqui: O pirulito de goiaba, canudo e esparadrapo; o poça de água e a salva de palmas; de como Albert não só pode ser nome de galã de filme B ou mexicano, mas também de um grande cientista inventor da teoria da relatividade; muitos bbzinhos recém-nascidos meldeoooos; de como o encontro maravilhoso podem surgir de pessoas que não iam com sua cara no início kkkk; e como prestar atenção por onde entrar no setor é importante para não ficar perdido e de como essa procura pode ser arretada. Até próxima semana!
Segue abaixo a gente se olhando e pensando na mesma coisa: Bora fugir com esse bebezinho?