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terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Charadas, despedidas e muito amor

Querido DB, estou mto atrasada pra te contar sobre minha ultima atuação desse ciclo, tava tão ansiosa pra compartilhar esse momento, mas as obrigações me impediram de te escrever antes =/ Sorry! Bom, essa última atuação teve um gostinho diferente por diversos motivos. Um deles foi pq eu recebi a notícia que minha MCM deixaria de ser minha MCM!  como assim? mas já? tão rapido? Um ciclo estava se encerrando e eu fiquei pensativa durante a semana, pensando sobre todos os acertos e erros cometidos e tb sobre nossa evolução no projeto. Não pude deixar de recordar minha última atuação e me deu um certo receio quanto a manter a energia sempre alta. Mas enfim chegou a sexta e eu pude finalmente conhecer a nefro *.*  Como diz minha MCM, CARAMBA, CARAMBA, CARAMBA! Muito booooom, adorei a atuação do inicio ao fim! Pense num amor, num carinho, numa atenção! Josefina ficou bestinha hahaha Começamos o jogo com um senhor que era mto sabiiido, nos enrolou que só, mas ele pode ne? o cara era advogado, engenheiro e professor de matematica! ISSO MESMO! Ele quiiis testar todo o nosso conhecimento de besterologia e fez altas perguntas que nos tiraram o juizo e nos renderam boas risadas! O bicho era tão bom, mas tão bom que nos lançou um desafio. Desvende essa charada: BATE SALA, VAI NO MATO, COM AS PERNAS NA CINTURA, PEGA O LAÇO, AMARRA O PÁSSARO E QUALQUER CRIATURA! =O  Que diajo é isso? E pioooor, ele lança o desafio e vai embora tirar foto de RX, Pode isso? Podeee n! Aproveitamos para conhecermos os outros quartos e,  de quebra, tentar desvendar esse mistério com ajuda de todos os pacientes.  Afinal ele já estaava valendo BEIJOS e mto DIM DIM! HAHAHA felizmente ninguém acertou! estaríamos endividadas! Não conseguimos a resposta, mas a busca dela nos rendeu mtos tesouros. Conheci uma linda modelo que estava numa dieta forçada de jerimum, ela odiava comer essas coisas lights que oferecem nos hospitais. Conheci uma linda senhora que adorava ler e que nos encantou com sua doçura e sua suavidade ao falar. Tentamos roubar um laçinho de uma jovem( que n deu mto certo), e saimos correndo do quarto ao fazer uma mocinha cair na nossa charada do pato. ( mais uma charada que o engenheiro/advogado/prof de matematica nos ensinou). Ela caiu na risadaa mas ficou braba pela enrolação! kkkkk coooorre, ZIIZA! Corremoooos! Fomos para o corredooor, ouvimos falar de uma maquina que emagrecia, uma tal de hemodialise! O povo que entrava saia mto mais magrooo! Josefina n teeve dúvida, quis logo participar desse negocio! E quem disse que deixaram? SOMENTE PERMITIDA A ENTRADA DE PESSOAS AUTORIZADAS!  Quem danado autoriza isso? Vamos buscar essa autorização! Doce ilusão, ninguém quis permitir que eu ficasse magra igual a modelo! ACHO UM ABUSO! Ainda no corredor, alguem tenta puxar ZIIIZA, COMO ASSIM? não deixo! ela é minha MCM! Começou um cabo de guerra! Ziza e Josefina x Déo e o bonitão que queria nos roubar beijos em troca da charada! Pensee numa disputa disputadaaa! No final, todos ganhamos! Caimos na gargalhada e contagiamos o corredor com a nossa energia! Muitooooooooooooooo MASSA!  Mas ainda faltava alguma coisa...BATE SALA, VAI NO MATO.... Cade esse homi que n volta com a resposta? Voltamos ao quarto dele, encontramos a esposa e outra senhora que estava fazendo um casaco de croche! Perguntei se ela n queria fazer uma flor pra meu cabelo e me dá de presente de Natal! hahahah Ela ficou meio assim, disse que n daria tempo fazer pra mim e pra minha MCM, mas a minha linda Ziiza disse que ela podia fazer pra mim! Amo a genorisidade da minha Carambita *.* Resultado, ganhei um lindo diadema de crochê :) Ainda enquanto esperava ansiosamente a resposta da charada, conhecemos Miguel, um lindo garotinho de 15 anos que tinha a risada mais gostosa do mundo e que nos ajudou na disputa das charadas com o senhor sabidão. Já estava triste achando que ia embora sem saber da resposta da charada mais dificil de todos os tempos, quandooo finalmente avistei o senhor vindo la no final do correedor, ele chega vinha com uma cara de satisfação! hahaha Parecia que já sabia que nós não conseguimos a resposta! Pois bem, descobrimos a resposta! Pior que nem era tão dificil assim, MENTIIIIRA, era sim! Nunca ia pensar nisso! Mas n vou te dizer a resposta DB, vou deixar registrado aqui pra que todos que te leiam tb fiquem feito bestas pensando nessa charada! kkkkkkk Repetindo... BATE SALA, VAI NO MATO, COM AS PERNAS NA CINTURA, PEGA O LAÇO, AMARRA O PÁSSARO E QUALQUER CRIATURA! Quem acertar procure Ziza que ela prometeu beijos como recompensa hahahah
E assim foi minha última atuação, acho que ela veio repleta de charadas e desafios pra me lembrar que nem sempre eu vou ter a resposta ou nem sempre eu vou ouvir a resposta que eu quero, mas que isso não é necessariamente uma coisa ruim. Que eu posso fazer desse tropeço, uma jogada, um passo de dança. E que tudo fica mais fácil se eu tiver ao meu lado a melhor das melhores companheiras do Mundo! Obrigada,  minha linda MCM! Obrigada por me fazer crescer, por enfrentar comigo os obstaculos, e, principalmente, obrigada pelos lindos momentos que vivemos juntos! Zizaaaa tu é do Carambaaaaaaaaaaaaaaa!

                                                                                                                    Com amor, Josefina Avuada!






domingo, 29 de novembro de 2015

O sorriso muitas vezes esconde uma lágrima, mas o olhar não consegue esconder nada.

Querido DB, infelizmente não te escrevo animada como das outras vezes. Essa sem dúvida foi a atuação mais dificil até agora. Não foi difícil porque levamos muitas tijoladas ou porque os pacientes não entraram no jogo, foi difícil pq a tijolada veio de dentro, porque não consegui manter a energia e acabei desabando no meio da atuação, o que nos impediu de termina-la.  =/  Nosso setor dessa vez foi a onco e eu estava super animada por ja ter ouvido muito elogios de lá. Começamos a atuação e fomos em busca de encontros, entramos em um quarto de um senhor com os olhos liiiindos, bem expressivos e que nos contou um pouco sobre sua cidade natal, Gravatá. Aprendemos a dançar com um pé só, a dançar como galinhas, descobrimos acerolas do tamanho da nossa máscara objeto e fomos convidadas a ir pra uma festa do sapato furado. Prometemos bolos de acerola gigantes e sucos de cenoooura concentrados ou seria o contrário? O fato é que ficou só na promessa mesmo! Ao sairmos em busca dos nossos ingredientes, encontramos uma senhora e sua netinha. A minha energia começou a cair naquele momento, me senti incapaz de fazer algo pq era nítido o sofrimento nos olhos daquela jovem. Mesmo assim, continuamos lá, trocamos olhares, tiramos alguns sorrisos discretos, e a abraçamos. Vi o quanto aquela pequena jovem era forte, o quanto ela lutava para segurar o choro ao ver a sua vó naquele estado. O nosso abraço permitiu que ela chorasse, senti que ela ficou um pouco aliviada de poder chorar, mas me doeu a fragilidade dela naquele momento. Olhei varias vezes pra ZiZa na esperança que a energia dela me contagiasse, tentando buscar forças pq tb me vi frágil, aquela situação me era mto familiar. Não estava mais no jogo. O sofrimento daquela  jovem passou  a ser meu e eu já não conseguia esconder a minha tristeza, lutando pra segurar o choro. Saimos do quarto, tentei elevar minha energia,  buscar novos encontros. Novamente me deparei com mais uma situação delicada: uma senhora chorava desesperadamente e outras duas tentavam consolá-la. Minha energia que já n estava nas alturas, caiu ainda mais. A senhora chorava ao ouvir os gritos de dor de sua filha de apenas 22 anos. Pensei se não seria mais fácil sair daquela situação desconfortável e buscar outra jogada com alguma outra pessoa. Mas não conseguia sair dali, fiquei paralisada. Não podiamos ir embora sem tentar fazer algo por ela.  Mesmo sem saber o que fazer, ficamos perto, queríamos que ela soubesse que estávamos ali, que ela não estava sozinha. Ziza a abraçou, enquanto eu alisava a cabeça dela. Vi os olhos de minha MCM cheio de lagrimas e não pude conter as minhas. Meu Deuus, o que fazer pra aliviar essa dor? Será que tinha algo que a gente podia fazer? Alguma jogada? Como será que os velhinhos agiriam nessa situação? As respostas não vinham, o sentimento de incapacidade e impotência foi tomando conta mais um vez, minha energia desabou e Josefina já não estava mais presente. Os gritos vindo do quarto foram cessando e a enfermeira chega pra nos avisar que já havia acabado o procedimento e que a senhora poderia voltar ao quarto para ficar com a filha.  Resolvemos ir com ela até o quarto, e antes que ziza conseguisse me impedir de entrar, eu já tinha feito a cagada completa. Entrei no quarto, vi o nome da paciente e escutei como a mãe dela a chamava. Pronto. Desabei. Olhei pra Ziza e só pedi pra gente sair dali o mais rápido possível. Nem consegui olhar pra senhora uma ultima vez, n sei o que se passou pela cabeça dela ao me ver saindo do quarto aos prantos. Senti vergonha por ser incapaz de poder fazer algo por ela. Que tipo de palhaça eu sou?  Josefina é mto mequetrefe, pensei.  Seria melhor parar por ali. Assim acabamos forçadamente a nossa atuação. Não conseguimos esconder o que o nosso olhar sentia, e nem ao menos um sorriso falso foi capaz de esconder nossas lágrimas. Não  alcançamos o tão esperado riso, mas esse encontro vai ficar guardado na memória da minha cabeçinha avuada pra todo o sempre!


                                                                                                                     Com amor, Josefina Avuada






domingo, 22 de novembro de 2015

Muito amor e muito sufoco na pediatria

Querido DB, estou atrasadissimaaaaa ( eu seeei), mas ainda dá tempo de escrever sobre a atuação no setor mais esperado de todos os tempooos! Estava ansiosissimaa pra atuar e jogar com os pirralhooos todos. Chegamos na pediatria, entramos no quartinhoo e Ziza fez um proposta. Que tal subirmos a energia de um jeito diferente hj? Proposta aceita! Eu simplesmentee adoreei, so não sei se o pessoal que tava ouvindo tb gostou na nossa cantoria! kkkkkkkkkk ( abafa o caso). Subimos a energia e estavamos pronta pra encarar mais um vazio, certo? Erradoooooooo! O núcleo do dia poderia ser resumido em uma palavra : SUFOCOOO! Quãoo danados são aqueles pimpolhinhooos, quase acabaram com tia Josefina. Correria, esconde-esconde, joga dominó, brinca de carrinho, assiste filme, dá cambalhota, estrelinha, nariz puxado...uffaaa! Quanta energiiiia, eles não paravaaaam! Logo de cara, encontramos dois pimpolhinhos que não nos largaram, ficaram conosco até o fiiim! Senti que eles dominavam mais o jogo do que a gente, Ziza comentou que Tio Gentis tinha alertado sobre isso. =/ Temos muito que aprender ainda! Conseguimos cativar alguns babys, um deles até chorava quando a gente ia embora ( ficava com o coração partido). Isso me deixou meio mequetrefe e eu passei um bom tempo babando e aproveitando aquele momento, tb não queria largar dele.=/  Ahh, tb cativamos um pirraaalha meio marrentinho que no inicio só queria assistir tv e não deu bola pra gente, mas que no final ainda continuou marrento, mas dessa vez pq n queria que fossemos embora. Falando em ir emboraaa, como é dificil sair do jogo na pediatriaaaa! Esse foi nosso maior desafio e nosso maior sufoco. Não achamos uma jogada legal pra sair de cena, e os pimpolhinhos ficaram nos esperando do outro lado da porta! Pense num sufooooooco! Passamos um bom tempo esperando eles cansarem e voltarem aos seus quartos. Maas, Graças a Deuuus, deu tudo certo e conseguimos ir embora sem que eles percebessem, mas foi mto tensoo! E foi isso, a sensação que eu tive é que na pediatria temoos uma maior facilidade nas jogadas pq as crianças compram o jogo mais facilmente, mas ao mesmo tempo isso é meio que uma armadilha, já que ainda n sei como lidar com essas infinitas possibilidades e acabei ficando um pouco perdida. Ainda bem que tenho minha MCM mais lindaa, que me salva e tá comigo em todos os momentos, tornando esse vazio um pouco menos assustador. 



                                                                                                                     Com amor, Josefina Avuada

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Sobre olhares, amor e gratidão.

Querido DB, nem sei se vou conseguir descrever como foi bom atuar hoje! Em meio a uma semana caótica, a máscara que menos esconde e que a mais revela, me levooou a um corredor cheio de amor e de carinho. Realmente, O general Jayme tinha razão, nós nos divertimos muito mais do que divertirmos os outros. O que a gente recebe é infinitamente maior do que a gente consegue dar. Nós que estamos ali pra levar um pouquinho de carinho, de atenção, de sorrisos, acabamos recebendo tanto amooor que é impossível não transbordar.  E como essa jarra transbordou hoje, teve momentos que a gente nem conseguia segurar a emoção. Como foi bom ouvir que a gente conseguiu tornar o dia deles melhor, como foi bom ver cada sorriso ( as vezes até meio sem graça, meio desconfiado), como foi  bom poder ver o brilho no olhar de dona Josefa, Dona Deinha, de Socorro, de Seu Cícero, de Wesley, e de tantos outros que tornaram minha tarde especial. Entre esses olhares, destaco dois encontros que realmente derreteram o meu coração. Um deles é o olhar de Seu Joel. De inicio, encontramos a sua filha que nos alertou que ele estava muito doentinho e que possivelmente não iria nos responder ou nos dar atenção. Mesmo assim, eu e minha MCM resolvemos arriscar.  Chegamos mais perto, e aquele olhar que estava tão distante começou a se aproximar da gente, perguntamos como ele estava e ele nos respondeu que estava mal e fez um sinal que precisava de água pra melhorar. Me senti incapaz naquele momento, mas não desistimos! Continuamos jogando e puxando conversa, e foi incrível porque mesmo com dificuldade de falar, ele fez questão de nos responder e até arrancamos alguns sorrisos dele. Esses momentos foram mágicos. *.* Ele nos falou um pouco sobre os jarros de barro de Tracunhaém e o quanto as pessoas eram bestas por pagar muito caro por eles hahaha. No entanto, o que mais incomodava Seu Joel era o tal prefeito da cidade de Carpina, sua cidade Natal. O tal Carlinhos, segundo ele, dava um trabalho arretado e não era um bom administrador. Foi ai que Ziza resolveu nos lançar na candidatura das próximas eleições pra prefeita e vice- prefeita de Carpina! E, pra nossaaaaa alegriaaaa, Seu Joel nos apoiouuuu e ficou muito feliz com a ideia! Não tem nem como descrever o que eu senti quando eu vi aquele sorriso que tomou conta do rosto dele, foi lindooo demais! E Pra deixaar ele ainda mais feliz, prometemos que se fossemos eleitas, não iria ter mais  restrição de água pra ele, ruuuuum! Nada de deixar Seu Joel com Sede! Ele adorou a ideia e se despediu com um brilho no olhar que eu não quero esquecer nem tão cedo. Assim como não quero esquecer as palavras da filha dele ao nos despedirmos : "Obrigada por ter feito ele sorrir, vocês conseguiram fazer ele esquecer um pouquinho disso aqui".  Deinhaaa nem desconfia mas,  na verdade, eles  que nos fizeram esquecer do mundo lá fora, eles que conseguiram me encher de amor e deixaram o meu dia muito mais feliz! O meu segundo olhar estava no último quarto que visitamos! Lá estava uma senhora fazendo uma trança nos cabelos, olheeei pra ela e perguntei se ela queria fazer no meu. Ela logo aceitou e começamos a trabalhar no meu novo penteado hahahah Quando terminamos o meu novo look, percebemos que o penteado n tava dando mto certo , segundo ela, meu cabelo era muito bom e não " segurava a trança".  Foi então que ela disse, o seu cabelo é bom igual a você. Você deve ser uma ótima filha, uma ótima amiga, uma ótima pessoa. Percebi que ela estava meio sentida com alguma coisa, talvez ela n tivesse uma boa relação com os familiares ou talvez estivesse se sentindo sozinha naquele momento. Perguntei se podia dar um abraço, ela quase chorando, respondeu que sim. No meio do abraço, eu escuto : "Obrigada por estar aqui, obrigada por esse abraço." As lágrimas transbordaram dos nossos olhos e a gente se olhou intensamente. Me senti preenchida por aquele olhar e senti novamente que recebia muito mais do que poderia ter dado. Desejei ter ido naquele quarto antes, incrivelmente  acredito que ela desejou a mesma coisa,  pois nos perguntou a que horas chegamos e lamentou por  não ter nos visto antes. Também lamentei. =/  Me despedi desse setor não com a sensação de dever cumprido, mas com sentimento de gratidão por ter o privilégio de me preencher com a energia boa de cada um dos lindões que encontrei hoje.  Desejo muito  mais dias como esse, desejo mais amor nos nosso dias. 





                                                                                                                        Josefina Avuada



sábado, 7 de novembro de 2015

O registro da felicidade

Querido DB, queria começar dizendo que eu simplesmente AMEEEEEEEEEEEEI esse setor. Que recepção calorosaaaaaa, fiquei encantada com cada encontro que o alojamento conjunto nos proporcionou. Foram muitos olhares, muitos sorrisos, alguns "desencontros", algumas lágrimas, um susto e muuuuuuuiiiiiiiiiiiiiitaaaa emoção.  Confesso que estava mais nervosa nessa segunda atuação ( não me perguntem o pq hahaha), mas ao chegarmos no setor fomos tão bem recebidas e os funcionários foram tão fofos que eu realmente me senti acolhida e fiquei menos tensa pq percebi que nossa presença lá era muito esperada. Uma das funcionária nos recebeu com a seguinte frase: Chegaram as palhaçinhas da alegria *.* Nessa hora eu me enchi de orgulho por fazer parte desse projeto que é capaz de alegrar quem tanto precisa de uns minutinhos de cuidado,  de atenção. Nessa hora todos os meus problemas foram deixados de lado, minha dor de cabeca, minha tensão, e eu só desejava honrar o projeto e dar o melhor de mim pra conseguir melhorar o dia de cada um dos meus encontros. Enfim, depois de um saga pra encontrarmos um lugar pra nos trocarmos, começou nossa atuação. Logo de cara percebi que teríamos um infinito de possibilidades, um corredor imeeeeeenso, com possibilidades de muitos encontroooos. E assim aconteceu, quantos olhares incríveis, quanta intensidade no olhar, quantos bebes lindoooooooooos! Josefina teve vontade de levar todos eles pra casa, mas infelizmente ou felizmente, ninguém quis dar o bebê pra mim, pelo menos não no início hahaha ( Mas eu n desisti). Seguimos pelos quartos e jogamos com quase todo mundo, digo quase, pq levamos uma tijolada da sogra de um paciente que nos pediu pra sairmos de perto dela. Mas sabe a fama que as sogras tem né? hahaha Confesso que na primeira tijolada, mudei o foco e mudei o jogo, mas Ziza persistiu e conseguiu arrancar um sorrisinho de leve delaaa( aewwwwwwwwwwww), logo depois veio uma tijolada mais sustenta, e ai resolvemos seguir em frente pra não deixar cair nossa energia. AHHHH,  antes que eu esqueçaaaa, teve visita a outros andares SIIIM! hahahaha Eu e Ziza quase fomos parar em Moreno, mas desistimos no meio do caminho e paramos no quarto andar mesmo. hahahaah O bom mesmo era o susto acompanhado das risadas que as pessoas expressavam quando a porta do elevador abria e nós estavamos dentro. hahaha Guardei todos os olhares comigo, mas guardei principalmente o pedido de um rapaz cadeirante, que com um sorriso enorme no rosto nos pediu pra visitarmos o setor de hemodiálise!  Aguardarei ansiosamente pra atuar na Nefroooo *.*
Voltamos ao nosso setor acompanhadas de uma vó lindona que nos levou pra conhecer sua netinha Heloisa! Quanta fofura *.*  Tb queriamos levar Helô pra casa, mas n tivemos sucesso hahahaha. Arrumamos outro jeito de conseguir nosso próprio bebe, mas Ziza n se saiu mto bem bancando a mãe recém operada, e acabou levando um tapinha na bunda de uma acompanhante que dizia que ela estava andando muito empinada. O quarto inteiro foi só risadas nesse momento. Seguimos pelos quartos e quase morremos de susto quando fomos surpreeendidas por um paparazi que estava a nos fotografar. =O . Nos recompondo do susto, tivemos um dos momentos mais lindos e emocionantes desse dia, passamos pelo corredor e duas senhoras estavam conversando, uma delas secava as lágrimas. Paramos lá e tentamos o encontro. E que coisa linda esse encontro! Não, n foi com risos, esse encontro teve lágrimas! Quando paramos la, não vinha na minha cabeça nenhum jogo e ao ve-la chorando, só perguntei se ela queria um abraço. Ela n me respondeu, ela só me abraçou. Foi um dos melhores abraços da minha vida. Senti que ela chorava em mim, e não pude conter minhas lágrimas. A minha jarra transbordou. O abraço durou alguns minutos, mas a sensação que tenho é que estou sendo abraçada até agora. Com certeza nunca esquecerei disso, mesmo sendo tãaao avuada hahaha Falando nisso, encontramos uma parente minha, acreditem se quiser, mas ela foi visitar uma mamãe, mas n sabia qual era o nome da paciente, ela esqueceu kkkkkk Essa aí é Avuada mesmo. Pra finalizar o dia, eu queria deixar registrado que eu registreeei um BEBÊ. YEEEEEES, posso n ter conseguido levar um baby pra casa, mas Josefina é MÃE legal  de ALLERRANDRO MIGUEL DA SILVA ( assim mesmo, com 2 L e dois R). E esse registro é só um símbolo do que vai ficar guardado em mim dessa atuação, um pequeno registro de uma felicidade enorme que eu senti por poder estar ali naquele momento, por poder ter tido tantos encontros, por pode levar um pouquinho de mim e por trazer um muitão de cada pessoa que eu encontrei. Josefina dormiu ontem cheia de alegria e extremamente ansiosa, contando os dias pra próxima atuação. 







                                                                                                Com amor, Josefina Avuada. 

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

A primeira vez a gente nunca esquece...



Uma mistura de medo, ansiedade, alegria, insegurança. Chegou a  hora de se jogar no vazio. Confesso que procurei não pensar tanto na atuação durante a semana, mas ontem a noite foi inevitável, tinha que separar a minha pele!! Nesse momento, todos os sentimentos que eu reprimi durantes os últimos dias ressurgiram e não deu pra me concentrar em mais nada, eu só pensava em como seria esse momento, só pensava como seria atuar pela primeira vez. Finalmente chegou o dia e, apesar de não me sentir nenhum pouco preparada, desejei que as horas passassem logo pra acabar com essa ansiedade. E a hora chegou. Eu e minha MCM ( Ziza Carambita) tivemos a ajuda do nosso lindovisor e do nosso tutor pra conhecermos o COB. [Obrigada, meninos! Vcs realmente dão significado a esse projeto e são pessoas que me inspiram mto, quero um dia ser assim, exatamente como vcs <3. ] Depois disso, começamos a atuação e CARAAAAAMBAAAA, que medoo danado! Senti que travei quando sai da salinha,  senti meu coração quase sair pela boca! Começamos encontrando as pessoas que estavam fora, e Ziza me salvou um pouco me tirando do meu estado de piripaque. Depois de alguns minutos, me senti mais confortável e começamos a jogar com mais naturalidade. O jogo seguiu e tivemos várioooos encontros, uns mais demorados, outros mais passageiros, uns mais intensos, outros discretos, maaas todooos muito lindooooos! Lembro de cada olhar, até mesmo os olhares não muito acolhedores e desconfiados. Tivemos alguns momentos infelizes, o jogo travava por não sabermos o que podia ou o que não podia ser feito, mas sempre uma salvava a outra e desse jeito, até algumas jogadas que pareciam que não iam dar certo, no final, foram motivos de  sorrisos.  O momento mais incrível foi o mais inusitado. Acrediteeeeeem, nós dançamos na boquinha da garrafa e ainda colocamos as acompanhantes pra dançar tb kkkkkk. Quase n acreditei quando elas entraram no jogo, foi muitooooo top! Como recompensa, entramos na copa e "roubamos"  pipoca pra elas e comemos algumas tb hahahaha. Foi muito gratificante ver aqueles sorrisos e aqueles olhares, é muito bom ter feito a diferença no dia daquelas pessoas. Com toda certeza o meu lindovisor estava certo, nós nunca iremos esquecer a nossa primeira atuação. Queria encerrar o meu DB agradecendo mais uma vez ao meu tutor, que me aguentou estressada o dia todo, e mesmo assim me acalmou e me passou segurança, ao meu lindovisor que é um fofo e apesar de eu ter feito uma fuleragem  nível 12 com ele, foi lá nos dar um abraço e nos desejar boa sorteee, e agradecer tb a minha MCM linda que foi meu porto seguro hoje e minha fonte de energia!!! Zizaaa, tu é feraaa demais. <3
                                                                                          
                                                                                                                    Com amor, Josefina Avuada