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quinta-feira, 6 de julho de 2017

Adivinha com que letra começa "Alojamento"?

Hello bulbita,
Eu esqueci de postar um DB!!! É sobre a última atuação que tive no alojamento conjunto com Dinho e cela. Encontramos uma acompanhante que, de início, não queria falar mas depois  meio que grudou na gente ( de um jeito que gerou até um certo desconforto). Em um momento ela quis que adivinhássemos os nomes dos filhos dela. O primeiro que acertamos era um nome bíblico, então começamos a chutar só nomes bíblicos, mas falhamos miseravelmente. Um tinha nome de cantor e acertamos, mas empacamos no nome do que era em homenagem a um ator. Chutamos de tudo. Ela disse que começava com " A". Continuamos chutando de tudo até desistirmos e ela revelar que o nome dele era "WAAAAAlter". Essa tava difícil de acertar!!! E por falar em nome, mais na frente encontramos uma família que só tinha gente com o mesmo nome, a família dos Visitantes. Achei meio estranho, mas cada um com seu gosto né?😅 Depois entramos em um quarto onde tinha uma acomoanhante chamada "docinho". Ela era realmente um docinho!! Açúcar caia do céu toda vez que ela falava e ela grudou em Arcanjo. Sorte dele, porque ela era de Noronha e ia levar ele com ela, na mala. Mas ela era tão doce que foi só insistirmos um pouco pra que ela concordasse em levar Sônia e Durvalina.
Aconteceu também uma coisa que até agora eu não consigo entender. Tinha um cartaz lá no setor que dizia que quem tem peito dá leite, mas Arcanjo tem peito e nunca deu leite 👀 Infelizmente, ninguém soube nos explicar o porquê desse fenômeno.
Foi pretty cool e a gente saiu com a barriga contraída de tanto 😂

La pediatrics

Bulbita,
Minha última atuação do ciclo foi na pediatria. Fechei o ciclo com chave de ouro. Apesar das poucas horas de sono e do cansaço, eu, dinho e cela nos divertimos e nós mantivemos vivos em cada encontro. Shakira embalou nossa dança pra subir a energia e trouxe um nível 10 cheio de latinidade. Saímos do quarto e hablavámo español ( Dinho humilhando a gente com a fluência dele em espanhol haha e eu e cela inventando palavra de não sei onde). Encontramos um zelador que fala um português que não era daqui nem de Purtugall e que era um meme ambulante. No mesmo quarto tinha uma criança que só sabia comer e não decidia que língua falava, falamos com ele a língua do "hã", ele pediu que a gente falasse "direito" mas essa língua nós desconhecíamos. Encontramos bombeiros no corredor e fiquei com medo de estar em um incêndio,mas eles disseram que tava tudo sob controle. Os nomes deles eram Boudox e Wemerson Victor (alguma coisa assim,bem dos estrangeiro). Eu disse que boudox lembrava "buldogue" e Dinho achou que lembrava "poodle". A gente quis saber se ele tava mais pra buldogue ou pra poodle. Ele disse : "buldogue porque poodle é muito...poxa...". E eu disse que ele queria ser um cachorro mais "poxa poxa". Então eu perguntei em english pra o americano wemerson victor if he was poxa or poxa poxa. E ele concordou com o amigo. Depois encontramos um casal da limpeza que namorava, só ela não sabia e tentamos desenrolar esse love, mas não deu muito certo não. No último quarto, encontramos um menino que era a coisa mais linda de se ver. Lembro que em algum momento dinho ou cela disse que eu era feia ( algo do tipo) e eu pedi a ele um xingamento pra falar de volta. Encostei o ouvido perto dele. Ele riu e disse " vocês são muito engraçado". E aí eu xinguei arcanjo de " vocês são muitxo engraçado". Depois arcanjo pediu um pra mim e ele disse " vocês são muitxo legais". Durvalina não gostou de Arcanjo ter me xingado e pediu um pra falar pra Arcanjo, e ele disse " você tem muitxo cabelo". Tudo isso acontecia enquanto eu observava um pureza inexplicável no olhar daquela criança. Quis trazer ele pra casa.

Por fim, quero agradecer a Dinho, cela e mym por terem feito das minhas atuações as melhores possíveis. Vocês são e sempre vão ser os melhores companheiros do mundo!! Obrigada por tudo!!

sábado, 1 de julho de 2017

A enfermeira flopadora de atuação

 Ooi DB,

No dia 03/06 eu atuei com cela e dinho na hemodiálise. A atuação começou muito bem... O primeiro quarto que entramos foi maravilhoso. Bastou um pedido de foto pra que eu abrisse os braços e todos nós virássemos pássaros e voássemos. Mas quem voa também pousa no ninho, então pousamos. E quem pousa no ninho também choca, então chocamos haha. Depois conhecemos um casal famosíssimo, que se conheceu durante a hemodiálise é que tinha uma história tão linda que ia passar no NETV, mas eles n contaram porque tinham assinado um contrato ( vê que famosinhoss).
Seguimos pelo corredor e foi aí que a energia despencou pra mim: foi só o tempo de colocar a cabeça na porta da sala de hemodiálise pra uma enfermeira começar a dizer PRA UMA PACIENTE: " esses palhaços são um saco, tenho abuso mesmo, acho uma falta do que fazer...odeio odeio e não escondo, não tem a menor graça e só faz tumulto". Minha energia caiu não porque ela falou isso, mas porque percebi que a paciente passou a abominar a gente, começou a fingir que a gente não existia. Fiquei com raiva da enfermeira durante o resto da atuação. Talvez devesse ignorar isso,mas não conseguia. Todos os pacientes se fecharam pra gente e enquanto estávamos falando com a única que se abriu, a tal da enfermeira fez um "shiuuuu" bem agressivo pra gente. Devolvi com um "shiuuu" grosseiro pra ela e fiquei feliz porque ela ficou mais irritada ainda. Enfim, o clima tava pesado, os pacientes fechados ou dormindo. Saímos do quarto e tinha um cara meio fechado no corredor mas com quem conseguimos fazer um jogo de estralar os dedos " só pra incomodar", que depois virou um xaxado grupal.

Quis muito conversar com a enfermeira no fim da atuação e dizer que tudo bem ela não gostar da nossa presença ali mas que, por favor, não fique esculhambando a gente pra os pacientes, porque se fosse bom pra eles, a gente nem tava ali. Acho que quando a pessoa não se abre pra gente porque ela não quer é mais fácil de aceitar, sabe? Eu só não fui falar com ela porque eu tava ali representando um projeto inteiro e não sabia se era válido.

domingo, 4 de junho de 2017

Alojamento dançante

Alô DB!!!
Minhas duas próximas postagens são sobre atuações no alojamento conjunto. Não sei se tu lembra,mas a minha segunda atuação desse ciclo foi lá e o nome do post foi "banho de água fria". Pois bem,o alojamento conjunto conseguiu me provar,por essas 2 atuações,que cada dia é uma dia e ganhou um lugar no meu coração ❤️ 
Então, a primeira nova atuação lá foi com cela. Saímos do banheiro já sendo assediadas por acompanhantes que queriam fotos com a gente,mas n tinham dinheiro pra pagar por nossa imagem (afinal, valemos muuuito mais que R$ 1,70).  Contratamos um segurança pra cuidar disso,mas ele era muito mequetrefe e foi demitido, por nós e,mais tarde, pela mulher dele ( de tão mequetrefe que ele era). Foi aí que surgiu nossa grande empresária : Vovó metralha. A acompanhante mais doida e ousada de todo o HC. Ela andava rebolando e a seguimos pelo corredor,rebolando também. Era uma empresária tão boa, que assessorava,inclusive, nossas fotos com os bebês de outras grávidas, que nem precisavam pedir 👀 
Dançamos" como uma deusa",dançamos pelo corredor, tivemos encontros dançantes!! 

O alojamento foi funk,foi samba, foi lugar de colocar nosso corpo em trabalho da melhor forma possível!!❤️Qloja

terça-feira, 30 de maio de 2017

Você disse "onco"?

ooi DB!!!
Vim te contar sobre a minha atuação com cela no ambulatório de onco. Nós não pudemos atuar no mesmo dia de Dinho e,por isso, fomos realocadas pra um novo setor: o ambulatório de onco. Onco. Essa palavra arrepia minha espinha e,depois do que a gente passou na enfermaria,acho que tem o mesmo efeito em cela. Muri disse que o ambulatório era mais tranquilo e fomos, ainda que um pouco apreensivas. Chegamos no ambulatório e subimos a energia pensando nas cabras que tinham nos atacado mais cedo. Estávamos prontas.
Vou confessar que achei desafiante o fato de atuar em um lugar em que não dá pra trocar de ambiente,como entre os quartos de enfermaria,como de costume.  Ainda assim, o ambulatório de onco me surpreendeu: Dona Socorro que,apesar de gostar da gente, queria que fôssemos embora ficar com as crianças e nos dava adeus de milhões de maneiras diferentes; Dona Francisca, a quem propus uma amizade sincera, pois,claramente, precisamos de um boy e ela só fez propaganda boa da gente ( disse que somos lindas,simpáticas, com o corpinho todo em cima e dançamos muito bem); Outra paciente, a dona do ambulatório de onco ( nem tava fazendo sessão no dia,mas tava acompanhando uma amiga), que era moderníssima, com direito a piercing nariz e dancinha até o chão; Um senhor que dava suas duvidinhas pra dormir fora de casa,vez em quando,mas tinha uma mulher ciumenta; Outros dois senhores,um que ajudou a gente a descobrir como conseguir comida e outro que era do National Geographic e ia fazer uma excursão com a gente depois... Só lindeza!!!

Saímos de lá revigoradas, leves e com os olhos brilhando mais do que nunca!! Já quero voltar💗💗

quarta-feira, 24 de maio de 2017

DJVal ou DJAvan? DJAvan ou DJVal?

Hello Bulba,
Eu e Dinho tivemos uma atuação bem cool no COB. Antes de tudo,quero dizer que amei atuar por lá! É bem diferente estar sem a pele de sempre. Sei lá, consegui ver Sônia de outro ângulo hihi
O primeiro desafio começou logo na subida de energia: como subir a energia se os vestiários são separados por sexo? Nos trocamos, saímos e nos energizamos, ali no corredor mesmo, ao som de DJ Val ( impossível manter a energia baixa ao som de DJ val). Um funcionário que passava por lá, dançou e se divertiu com a gente. Ficamos tão empolgados que fomos entramos em Medicina Nuclear pra pedir picolé de morango mas na geladeira de lá só tinha sabor A+, O+, B-...esses sabores doidos!! Saímos de lá e entramos no COB. Umas residentes logo assediaram a gente, pedindo pra tirar foto com elas e ajudamos uma delas a ficar com a coluna reta, de uma maneira bem discreta (olhando a foto nem dá pra perceber). Depois entramos em um quarto onde tinha uma acompanhante que não parava de rir e uma médica que descobriu que Arcanjo Agioja é,na verdade, Marcelo Camelo. Nesse quarto, Arcanjo também deixou beem claro que Sônia tinha frizz e que precisava se ajeitar. No corredor, encontramos algumas pacientes que estavam com dor e,por isso, não estavam abertas. Encontramos duas pacientes que estavam sentadas lado a lado mas não sabiam os nomes uma da outra. Nos apresentamos aos sussuros e fizemos elas se apresentarem da mesma forma, sendo que uma delas não entendeu o que era pra fazer de jeito nenhum ( não conxegue, Moisés kkkkk). Encontramos, novamente, o funcionário do corredor, que disse não conhecer DJ Val, só DJavan ( As pacientes/acompanhantes que estavam no quarto também só conheciam esse tal de Djavan, por isso, ficou a dúvida: Seriam DJ Val e Djavan a mesma pessoa? É DJVal ou DJAvan? DJAvan ou DJVal?).   Descobrimos um poder que temos de abrir/fechar a porta do COB com o pensamento e fizemos a portaria pra algumas pessoas.Engravidei de Arcanjo,mas,no fim, fui traída por ele com uma talzinha que ele encontrou por lá (segue foto da minha indignação). Fiquei bolada. Sigo procurando um pai para o meu filho.
                                                                                   
                                                                                  Imagens da traição

 Imagens da gravidez/ Arcanjo fingindo ser um pai amoroso

sexta-feira, 12 de maio de 2017

(In)atuação na onco - 03/05

Oi bulba,
Nesse DB venho falar da pior atuação em que já estive. Sempre acreditei que nenhuma atuação é ruim, pode até ser difícil, mas ruim não é. O problema é que não consigo descrever o que eu e cela vivemos na onco de outra forma. Chegamos no corredor um pouco apreensivas. Tudo era tão silencioso! Encontramos a enfermeira e fizemos as perguntas de sempre: se tinha onde nos trocarmos, se tinha isolamento e se havia acontecido algum óbito no setor. Ela disse convicta de que não tinha óbito no corredor há uns dias. Pegamos a chave e fizemos tudo como sempre. Subimos a energia e saímos. Só conseguimos entrar em dois quartos. Quando saímos do segundo quarto, o corredor começou a se encher de gente chorando. Um paciente acabara de morrer. Isso mesmo, ele estava vivo quando a gente chegou e morreu durante a nossa atuação. Outros pacientes vieram perguntar à gente se alguém tinha morrido ali. Não sabíamos o que fazer. Não conseguíamos pegar a chave do quarto porque os familiares estavam bem no posto de enfermagem. Estávamos desconfortáveis por sermos palhaças diante de tanta dor. Entramos em um quarto que já havíamos entrado e conversamos mais um pouco. Assim que o posto ficou vazio, pegamos a chave, entramos no quarto e baixamos o nariz.

Paparazzi da pediatria - 26/04

E aí,bulbinha?

Sei que ando bem mequetrefe e te peço desculpas,mas é que tá tudo tão cansativo! Esse último mês da faculdade foi massacrante e até pra atuar foi beeem difícil subir a energia, nesse período.
Nesse dia, cela não pôde ir pra atuação, então fomos só eu e Dinho. Estávamos mortos mas quando nos demos conta de que era na pediatria, ficamos mais saltitantes. Subimos a energia e saímos do quarto. Logo demos de cara com uma criança que não estava muito aberta (acho que tinha medo de palhaço porque ficou se aproximando da mãe) e,por isso, seguimos à procura de um novo encontro.
Logo encontramos um menino que danou-se a tirar fotos nossas e o nomeamos "paparazzi da pediatria". Foi legal, no começo. Fazíamos pose pra ele e tudo,mas depois isso atrapalhou demais nossa interação com as outras crianças. Sempre que íamos falar com alguém, éramos interrompidos por ele. Escapamos um pouco do menino e entramos em um quarto de mulheres taradas que queriam agarrar Arcanjo e arrancar a roupa dele; Saímos correndo dessas loucas!! Entramos em outro quarto onde tive um encontro lindo! Havia duas crianças de colo, uma delas era um menino com microcefalia. Ele tava com a mãe e me emocionou a relação dos dois.A mãe dele pediu pra que a gente se aproximasse pra que ele pudesse ver melhor e ele ficou um pouco irritado, mas logo foi vendo melhor e começou a sorrir pra mim e a reagir ao que eu falava. Lindo também foi ver a emoção da mãe dele ao ver que as reações dele.Inesquecível!! Ao sair desse quarto, já estávamos bem cansados e íamos voltar pra o quarto, quando o menino-paparazzi perguntou "vocês já vão embora?". Ficamos meio sem saber o que fazer e seguimos. Encontramos um menino pela janela do quarto e ele ficou fazendo gestos que repetiamos. Até que ele pegou o travesseiro e começou a sacudir. Dinho me fez de travesseiro e ficou imitando o que ele fazia. Àquela altura isso era exatamente o que eu era: um travesseiro ( tava muito muito cansada). Dinho jogou o travesseiro (no caso,eu) pra longe e entramos no quartinho. Descemos o nariz, nos abraçamos e nos despedimos de uma atuação que foi linda e ultra cansativa, tudo ao mesmo tempo.

sábado, 22 de abril de 2017

Pedro

Oi bulbita!!!
A atuação dessa semana foi no 7º Sul. Fomos eu, cacá e Nat, minha lindovisora do coração. Ao chegar no HC, minha energia tava muito baixa e, pra mim, foi um pouco difícil encarar a ideia de ir pra o setor e me jogar no escuro.
Nosso jogo já começou ao sairmos do quarto: a porta não fechava nem a pau! Nossa sorte foi encontrar um senhor que era ótimo na arte de consertar portas ( da empresa de manutenção santa cruz), e logo resolveu nosso problema. O primeiro quarto que entramos só tinha top models, sendo uma delas beeem ousada. Ela confessou pra gente que o sonho dela era sair na capa da playboy e que tinha, no mínimo 3 namorados por vez ( inclusive, ela disse que tem um desvio no olho mas que falou pra médica que não queria consertar porque não ia poder estar com um boy olhando pra o outro haha). Quisemos muito fazer uma amizade sincera com ela, pra aprender como ter tantos homens aos pés (sabe como é, né? não tá fácil). Em outro quarto, fui reconhecida por ganhar uma viagem pra Miami no último bingo do HC e revelei o talento das minhas MCM´s, a loira e a morena do tchan ( minhas alunas). Ainda nesse quarto, as pacientes estavam comendo frutas, e descobrimos que elas eram dadas de graça no fim do corredor. Ficamos de trazer uma encomenda de 10 pêras ( molinhas, pra não danificar a dentadura) para uma paciente, mas Nat teve a ideia de comê-las no caminho:/
Aprendemos que " estou com fome" em francês é "deixa pra lá". Descobrimos que o segredo da magreza é ter um marido bonitão e fazer exercícios durante a noite ( a paciente disse e a gente nem precisou perguntar o.O). O último encontro foi lindo! Encontramos seu Pedro, a quem dedico meu post. Eu encontrei os olhos de seu Pedro e neles encontrei amor, encontrei bondade, encontrei uma história de sofrimento mas de muita fé. Seu Pedro me deu o dia de presente, ele me renovou. Sinto que sem esse encontro, não seria a mesma coisa. Já era hora de irmos. Me despedi de seu Pedro e voltei pra o quartinho com a barriga cheia de "deixa pra lá" (era hora do almoço), mas com o peito cheio de gratidão.

sábado, 8 de abril de 2017

O novo e seus desafios

Oi, bulba!!!
Essa semana a atuação foi na nefro. Atuei pela primeira vez com Cacá e enfrentamos algumas dificuldades enquanto dupla. Foi tudo muito novo e alguns momentos foram bem delicados, alguns pacientes choraram, outros estavam bem fechados e, tudo isso, deixou a atuação um pouco morta.
Espero trazer uma atuação bem massa no próximo registro, bulbinha, mas não tenho muito o que falar hoje, desculpa😔

sábado, 1 de abril de 2017

Banho de água fria

Oi,bulbinha!!
A atuação dessa semana foi no alojamento conjunto. Mais uma vez, minhas MCM´s não puderam atuar comigo na quarta e, por isso, atuei om Dinho e cela. A atuação no alojamento conjunto foi bem difícil. Nomeei essse post de banho de água fria porque foi como me senti todas as vezes que lembrava da atuação da semana passada e comparava com essa. Durante o tempo que estivemos no alojamento, a energia só caiu. O setor é feito de muitos quartos, cada um deles com muitas pesssoas, ma, ainda assim, ninguém comprou um jogo nosso sequer. Tentamos muito, mudamos o jogo, mudamos os papéis de bobo pra espertalhão, de espertalhão pra bobo, e nada foi suficiente.
Não tenho muito o que falar, só dizer o quanto foi frustrante e que preciso aprender melhor a lidar com momentos PEIN como esse.

sábado, 25 de março de 2017

Energia é corpo em trabalho

Olar Bulbinha,
Essa semana foi marcada pelo início de um novo ciclo na palhaço terapia. E que início viu? Posso dizer que foi uma das melhores atuações. Consegui sentir coisas, inclusive técnicas, de qualidade de trabalho, que nunca achei que conseguiria sentir.
Minha primeira atuação desse ciclo foi no 11º sul, ao lado de MCM´s provisórios ( sim,eu estava de intrusa), Dinho e Cela. Dei o nome de " energia é corpo em trabalho" a esse post porque, muito embora palavras não sejam suficientes, acho que resume bem o que foi essa atuação.
Confesso que subi tomada por um misto de sensações: cansaço, ansiedade pra usar o meu nariz, empolgação pra tentar aplicar o que foi visto na reciclagem e um pouco de desânimo, já que as experiências que já tinha vivido no 11 sul não haviam sido as melhores.
Sobe a energia, sobe a energia, sob a energia e...PAM, sobe o nariz!! Os palhaços já estavam ali, naquele quarto da enfermagem e o simples fato de ter que desligar o ar condicionado do quarto mudou nossa atuação inteira: atuamos sem dar um só palavra, só trabalhando com os sons. Nunca estive tão presente. Meu corpo falava por mim, ele não tinha como morrer. Coloquei intensidade até nos gestos mais mínimos e me fiz entender sem precisar um elemento sequer de todo o vocabulário que tenho com meus 21 anos. Se alguém me falasse, eu nunca ia entender o quão gostoso isso é. Sentir o corpo vivo, entregue, aberto, pronto pra ofertar e pra receber.
No primeiro quarto que entramos,havia uma paciente meio sonolenta, acompanhada da filha.De início, ela não demonstrou estar muito aberta, mas começamos a cantar " nana neném" e ela foi se animando. Fomos subindo o ritmo da música conforme a energia dela ia subindo e logo estávamos cantando em ritmo de frevo enquanto ela caia na gargalhada. Escoltamos uma senhora que encontramos no fim do corredor até o quarto dela que, pra nossa surpresa, era o primeiro do corredor. O quarto dela tinha muita gente e me animou ver que conseguimos manter o foco bem aberto e interagir com todo mundo. A companheira de quarto dela vestia uma roupa de onça e isso foi o suficiente para transformarmos o quarto em uma selva e fazermos papel de cobras/encantadores de cobras.
Voltávamos pelo corredor quando uma senhora mexia no celular e não quis nos dar bola. Nos abalamos? Nãão. Pegamos o nosso celular imaginário e ligamos pra ela. Nas primeiras tentativas, ela recusou nossas ligações, mas logo resolveu atender e ( pasmem) até aceitou casar com Dinho!!
E por falar em casar com Dinho, ele arrasou corações no setor!! Casou em dois outros quartos: o que fomos depois desse, onde eu e cela nos desfizemos das alianças que firmavam nosso amor com ele - eu joguei a minha (imaginária) pela janela, e cela tirou um anel que tinha no dedo e entregou a Dinho- e fomos embora; e no último quarto, onde o casamento marcou o encontro mais lindo que já presenciei. No último quarto que fomos, tinha uma senhora bem debilitada, dona Francisca. Dona Francisca falava baixo, com muita dificuldade e era um pouco difícil a comunicação com ela. A irmã dela disse que ela tinha o sonho de casar e Dinho aproveitou a oportunidade para pedi-la em casamento. Tirou o anel de Cela do bolso e colocou no dedo de dona Francisca. Os olhos dela brilhavam do jeito mais puro que podiam. Ela sorria,um sorriso cansado, mas lindo!! Colocou o mesmo anel no dedo de Dinho, pra concretizar a troca de alianças, deitou a cabeça dele no colo dela e ali ficou, alisando a cabeça e a barba de Dinho. Até pedi um pouco de carinho, mas a atenção dela estava toda voltada pra o marido. Queria poder agradecer a dona Francisca : a negativa de me dar cafuné, me fez dar um passo pra trás e contemplar um encontro do qual nunca vou esquecer. Queria poder dizer a ela que o olhar dela me fortaleceu e trouxe sensações das melhores que eu poderia ter.  Era hora de irmos embora. Dinho se despediu dela e ouviu de Dona Francisca um pedido:" Se você me ama, volte aqui pra me ver!". Voltamos pra o quarto, abaixamos o nariz, guardamos o palhaço dentro de nós, mais uma vez, e, com o palhaço, guardamos o sorriso, o brilho no olhar, a energia, tudo num lugarzinho lá dentro. Espero poder buscar esse lugarzinho todos os dias. Espero poder lembrar que o palhaço é o que eu sou e ser grata por isso a cada segundinho.          

domingo, 29 de janeiro de 2017

Atuação no HAM (26/02)

Oi Db!!!
Essa semana participei de uma atuação diferente das que estive até então. Diferente porque foi minha primeira atuação em um hospital diferente do HC. Tive sensações diferentes. Acho que porque já me acostumei com o ambiente do HC, não só por atuar, mas também por estudar lá. O HAM foi um mundo novo, pronto pra ser explorado. Além disso, eu senti que os pacientes foram bem pegos de surpresa, o que muitas vezes não acontece no HC, já que a gente sempre tá atuando por lá.
Fomos eu,Martinha, Cassis, Paulinha, Muri e Quinhos. Atuamos na emergência, na enfermaria e no alto risco de obstetrícia. Logo na emergência tinham muitos pacientes e, mesmo estando em 6, não conseguimos falar com todos. A gente chegou lá dizendo que soubemos que tava tendo uma festa lá e pedindo coxinha. Foi legal porque, assim que a gente entrou, tinha uma janela que dava pra o posto de enfermagem e tinham umas bandejas de instrumentação lá, daí a gente disse que eram as bandejas eram de fazer coxinha e ficou encomendando mais ao enfermeiro, que comprou o jogo, dizendo os sabores e que já ia sair mais uma fornada. Acusamos todo mundo por lá de comer nossas coxinhas antes da gente chegar e eu, alesada como sempre, pedi pra um senhor devolver minha coxinha que ele tinha comido. Acontece que esse senhor tava esperando pra usar o banheiro e aí não encaixou muito bem a história de devolver ( Muri e Paulinha aproveitaram pra zoar um pouco comigo hehe).
Conhecemos uma mulher muito rica dona de um manto caríssimo, comprado numa loja européia, a Narciso enxovais. Ficamos sérios pra uma paciente que disse que não podia rir e ela continuou rindo
( vai entender né?).
Nas enfermeiras, quase todos os quartos estavam em isolamento 😭 Nos dividimos. Eu e Muri conversamos com 3 senhoras super doces. Nesse momento, em particular, fiquei um pouco tensa. As 3 senhoras eram evangélicas e, enquanto conversávamos com elas, elas entregaram panfletos e falaram textos bíblicos, pregaram. Eu ficava meio sem saber como continuar o diálogo porque não queria que parecesse que eu não tava dando importância ao que elas falavam. Não sabia muito o que falar. Mas elas não se prolongaram muito. Tiramos fotos, ganhamos abraços quentinhos e deixamos o quarto. Encontramos um senhor carnavalesco de Limoeiro, integrante da equipe vencedora do boi dourado. Empolgadíssimo!!! Chamou a gente pra conhecer o carnaval de Limoeiro e decidimos ir representando o boi misterioso. Ele até batucou pra gente dançar!
No alto risco de obstetrícia, pedimos autógrafos, abraçamos e cantamos com Luan Santana, irmão de Karina com K, que tava lá pra ganhar bebê (só tem gente famosa meeesmo nessa família). Encontramos uma moça preparadíssima pra festa do " corta barriga". Ela tava plena de toca no cabelo, só esperando a hora da festa. Disse que ia ter fotógrafo e tudo! Fizemos a dança do " força de cocô" , que deve ser feita na hora do parto e Muri me fez cantar "Imortal" de Sandy e Júnior pra Monique, que descobriu que nós éramos irmãos porque temos o mesmo nariz. Monique não quis que eu cantasse no parto dela ( não sei porque kkkkk).
Foi massa!! Acho que o fato de não ficar num mesmo setor ajudou a manter a energia. Além disso,dos MCM´s que foram comigo, eu só tinha atuado com Cassis ( na minha primeira atuação ❤), então, foi tudo muito novo, ambiente e companheiros(que tornaram tudo mais especial) . Muri, Paulinha, Martinha, Quinhos e Cassis, deixo pra vocês, nesse finzinho de registro, o meu muuuito obrigada💓

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Mequetrefice de ano novo

Oin DB!!
Primeiramente, feliz ano novo haha. Segundamente, venho aqui, novamente, ser mequetrefe. É que me enrolei toda depois da atuação do Natal (21/12) e fiquei nessa de postar ou não postar. Decidi postar porque foi linda por demaiss. Foi uma atuação que já começou sendo massa, desde a subida de energia. Primeiro porque encontrar os MCM´s em plenas férias e receber abraços quentinhos, no maior estilo PERTO, é impagável. Depois porque Rai levou a rabeca e fez nossa folia, enquanto os cliques da câmera de Camis registravam toda a sensualidade pertoenze.
Fomos divididos em grupo e eu fiquei no grupo de Ari,Camis, Brubs e Rai ( MCM fofa que atua com o grupo da Nassau e que se juntou com a gente no Natal). Brubs corre feito uma louca,não sei de onde vem tanta energia pra um ser humano só!! Foi difícil acompanhar o ritmo dela nas escadas do HC hehe Paramos no sétimo andar. Logo de cara, tivemos um encontro com um senhor que super comprou nosso jogo. Ele tava lendo um livro com o título de " O homem mais inteligente do mundo" e Rai perguntou se ele era o homem mais inteligente do mundo. Ele disse que era e aceitou nossos pedidos de autógrafos, assinando o braço de cada uma e posando para fotos. Em outro quarto, encontramos uma paciente que estava esperando a alta ser assinada por um tal de Dr. Filipe, que era bem solteiro e bem gato ( só o que a gente queria né?). Prometemos a ela que íamos encontrar Dr. Filipe pra ele assinar a alta e,claro, conhecer ele melhor. Fomos de quarto em quarto e não encontramos o tal médico, mas encontramos Karina. E que encontro!!! Karina era uma paciente cega, que brilhava o olhar no sorriso. Que sorriso!!! Foi um encontro diferente e raro. Ela me encontrou na minha voz e eu encontrei ela naquele sorriso. Ela disse que nossas vozes eram bonitas e as meninas disseram que eu era uma cantora de ópera. Cantei um trechinho pra ela e tenho quase certeza que ela mudou de idéia, mas ficou super feliz . Encontramos,também, uma paciente que tava fazendo aniversário e cantamos um parabéns em ópera pra ela.
Subimos pra o décimo e vou confessar que foi um banho de água fria. A maioria dos pacientes estavam dormindo ou não estavam muito abertos pra conversar. Foi aí que encontramos seu Cícero. Só o olhar dele já enxugou toda água fria do banho que a gente tinha tomado.  Cícero era um senhor que não tinha uma fala compreensível. Logo que começamos a falar com ele, ele quis chorar, mas eu disse que o choro era porque Rai era feia e ele abriu um sorrisão. Foi um pouco frustrante não conseguir entender o que ele falava, porque parecia que ele tinha muito a dizer e precisava ser ouvido. Apesar disso ele olhava profundo no olho de cada uma e falava com os olhos. Quando ele falava, Brubs tentava traduzir. Teve um momento que Brubs falou que ele era especial e aí  o olho dele se encheu novamente. Foi lindo!!  
Enfim, a atuação foi beeem longa e tivemos muitos encontros, muita dança, muita tietagem em busca de Dr. Filipe e muita energia. Voltei pra casa super cansada mas de peito cheio de encontros que vou lembrar sempre!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Décimo sul: sonolento,como eu, mas cheio de encontros lindos e desafiantes!

Hi Dbzito,
Sendo mequetrefe mais uma vez, vou contar como foi minha atuação de sexta (16/12).
Rai, melhor superlindovisor de todos os tempos, topou atuar comigo nessa semana de reposição. Fomos pra o 10º Sul. O andar tava com um clima bem parado, muita gente dormindo, e isso me deixou com um pouco de receio sobre como ia ser a atuação. Subimos a energia e, assim que saímos do quarto onde nos trocamos, tinha um senhor beeem mal humorado. Perguntamos o nome dele e ele se recusou a dizer. Recusou- se também a apertar a mão de Rai. Ele tava beeem fechado mesmo, não queria conversa. Fiquei tensa mas agora fico feliz em dizer que, apesar de ele não ter se aberto pra gente,  conseguimos contornar bem a situação: chamamos ele de " Seu sem nome". Seu sem nome disse que Rai era bandido e criamos um jogo com ele: a gente disse que era "das quebrada". Rai inventou que eu era rapper de sucesso e tive que fazer um rap pra Seu sem nome,que, no fim das contas, até abriu um sorriso pra gente. Foi um " encontro com o implicante". Ele tirava onda com a gente pra ver se a gente se chateava , mas a gente respondia tirando onda com ele também.
Depois do encontro com Seu sem nome, entramos no quarto de dona Inês ( tô confusa se esse era o nome dela ou da filha, porque eram bem parecidos). Dona Inês...que mulher maravilhosa!! Conversou com a gente, fez até manequim challenge! Ela comparou o jogo do manequim a um tal de "madraque" que ela jogava com os irmãos quando era criança. Disse que no tempo dela, não importava o que estivesse fazendo, se alguém gritasse "madraque", tinha que ficar parado e só podia se mexer se a pessoa desse a ordem pra se mexer. Começamos a discutir sobre as vantagens do " madraque". Disse a ela que se eu soubesse disso, todo vez que meu irmão fosse me bater,quando a gente era criança, eu gritaria a tal palavra.Ela disse que pra não ensinar isso pra nossos filhos, porque eles também gritariam na hora de levar uma surra ( aí eu vi desvantagem,viu Dona Inês?). A filha de dona Inês pediu pra gente tirar foto com ela e depois descobrimos que ela colocou na capa do facebook haha.
Encontramos uma senhora bem "cabulosa", estilo seu Sem nome e jogamos com ela da mesma forma,até que ela mandou a gente embora e a gente foi. Teve momento com um fã de star wars ( A mãe dele se chamava Selma e tinha tudo a ver comigo.Decidimos  montar uma dupla sertaneja " Selma & Sônia). Teve momento de tensão, porque Rai mandou eu subir na balança e colocou o pé sem que eu visse. Fiquei 10 kg mais gorda e desesperada, de verdade ( Rai me paga).
Enfim, foi lindo como sempre!! Só quero deixar a obs de que fico cada vez mais feliz om os encontros que eu tenho. Venho aprendendo que encontrar é uma arte, que temos que respeitar o espaço dos outros e saber sentir quando estamos cuidando do outro. Meus MCM´s me ensinam demais. Sônia me ensina demais. Sou muito grata!!💓

Pediatria e o medo-ansiedade-frio na barriga

Olarrr DB,
Fui bem mequetrefe e agora volto aqui,na maior "cara de lia", pra contar as experiências maravilhosas que vivi na pediatria dia 09/12.
Era sexta-feira de prova e não conseguia conter minha ansiedade de atuar na pediatria.Desde que comecei na palhaço, era minha maior curiosidade: atuar no lugar onde não precisa de muito pra a fantasia rolar.Acontece que no caminho ouvi várias coisas sobre o setor. Ouvi que era um setor mais delicado e que era necessário ter controle nos jogos.Daí o medo. E daí aquele misto de sentimentos que me tomavam, misturados com todas as perebas que eu tinha que saber pra a prova de dermato.
Terminamos a prova e subimos pra o sexto. Rai foi com a gente. Subimos a energia com "the dog days are over" e explodimos o olhar.Estava pronta pra descobrir a pediatria e os encontros maravilhosos que ela me proporcionaria.
Saímos do quarto e, logo de cara, encontramos Joana, um pingo de gente que segurava uma mamadeira e olhava com cara de quem não queria conversa. Puxamos assunto com ela, mas ela não respondia. Até que Rai começou a imitar tudo o que ela fazia e,em minutos, ela já tava conversando e andando de cavalinho com a gente, ela na frente e a gente atrás, galopando pelo corredor. Joana também me ensinou a crescer,nunca pensei que fosse tão fácil: era só ficar do tamanho dela e ir subindo,subindo,subindo, até tocar o teto.Bem simples.
Logo apareceram ingrid e rayanne. Ingrid era ligada no 220V e jogou com a gente de tudo que foi jeito.Alguns momentos me marcaram mais. Teve um jogo em que os meninos fingiam ser robôs e um controlava o outro. Dinho foi o robô poliglota de Rai que empacou no comando pra falar francês ( nota: estamos sempre explorando a "poliglotisse" do nosso amigo Dinho, mas agora sabemos que ele não fala francês haha).Outro momento que mexeu demais comigo foi quando eu e Mym entramos no quarto tinha um menino chamado Júlio bem irritado e triste. Júlio não queria falar com a gente e escondia o rosto na cama. Achamos que estávamos chamando ele pelo nome errado,então começamos a chamar ele de Maio, Agosto, Setembro...Dezembro! Mas ele não se abriu pra gente e fomos embora. Alguns minutos depois, a gente tava brincando com as meninas e ouvimos a voz de uma mulher falando " Olha quem veio brincar com vocês...Dezembro!!!".  Ela se afastou e o menino que antes não queria conversa tava escondido atrás dela com um sorriso de orelha a orelha pra gente. Dezembro virou nosso amigo e comprou todos os nossos jogos. Foi lindo demais!!!
A atuação terminou com muitos cliques e poses pra a câmera da mãe de Ingrid, que registra os momentos de todos os palhaços que visitam o sexto.
Palavras não dão conta e,por isso, termino esse post tentando resumir o que aconteceu: Subi ao sexto andar cheia de medo-ansiedade e voltei pra casa explodindo de amor!! 💗💗


sábado, 26 de novembro de 2016

Hemodiálise e os pacientes serelepes

Alô DB!!!!
Essa semana a atuação foi na hemodiálise.Confesso que fui com um pouco de medo e até desmotivada por comentários que já havia escutado sobre a dificuldade de atuar nesse setor.Dessa vez fomos em quarteto. Rai foi com a gente ( eu só tenho MCM de primeira categoria), e isso também me deixou um pouco nervosa. A responsabilidade é maior quando se tá ao lado de quem tem mais experiência né? (Quem sabe,sabe 😅). Depois de dançar "Arregaçada" no quartinho do setor,fomos todos preparados - e arregaçados - atuar no setor.
Logo de cara,encontramos duas senhoras, uma logo após a outra, que estavam bem abatidas é que,por isso,não compravam muito os nossos jogos.Isso foi me deixando nervosa e até um pouco desmotivada,mas logo apareceu uma luz no fim do túnel: Seu Ivonildo, paciente simpático, super receptivo, que comprou todos os nossos jogos ( inclusive o de inventar uma doença pra cada um conseguir comer de graça no hospital haha) e ainda chamou a gente pra comer bolo e coxinha no bar da maga.Depois do encontro com seu Ivonildo, encontramos outro senhor bem serelepe e danadão, que ameaçava roubar eu e Mym dos meninos. Mas a melhor parte ainda estava por vir. "Ei,estão chamando vocês aqui",a funcionária alertou. Saindo para o corredor, lá estava ela, Dona Veralúcia.Que figura!!Ela também é toda serelepe,roubou logo os meninos pra ela e disse que não dividia, cantou em Italiano, levando Dinho a entrar num jogo de falar Italiano com ela ( como eu disse,quem sabe,sabe haha). Ela quer abrir uma ONG de palhaços e tem foto de os palhacinho que ela encontra no cel.Muito linda!!!
Isso foi,basicamente,o que eu consegui lembrar.Mas foi uma atuação linda de linda demais!!! Próxima atuação eu vou tentar ser menos mequetrefe e postar as histórias frexquinhas aqui.
Beijo,DBzinho❤️

sábado, 19 de novembro de 2016

É real: palavras nunca vão dar conta!

DBzinho,
Que saudade que eu tava de te escrever!! Tanta coisa aconteceu e tanta coisa mudou em mim desde a última vez que eu me vi Sônia Sonolenta!Tanto tempo eu esperei e tantas vezes eu calculei os dias para minha primeira atuação até que,finalmente,esse dia chegou.
Eita que sensação doida que dá!Já acordei sentindo todas as borboletas do mundo no estômago.Escovei os dentes,tomei banho,me troquei,tomei café e elas continuaram lá.Fui pra faculdade,e elas lá.Tentei assistir as aulas,e elas lá.Elas conseguiam me fazer pensar o tempo todo em como ia ser e esperar com uma projeção imensa!
Chegou a hora.Subo pra o 9º e encontro meus MCMs. Que energia massa! Cada peça da pele que eu colocava me trazia uma sensação diferente:  tive ansiedade, tive medo, tive vontade de ir, tive vontade de ficar, me senti despreparada. Colocamos músicas, dançamos, nos olhamos nos olhos. Se der medo,vai com medo mesmo. Subimos o nariz e...lá fui eu,com a responsabilidade e a delícia de ser Sônia Sonolenta.
Confesso que quando cheguei no primeiro quarto não sabia muito o que fazer. Mym e Dinho começaram jogando sem falar nada e eu entrei o jogo deles, mas fiquei bem insegura. "Meu Deus,será que não pode falar?",eu pensava. "Claro que pode né?", eu mesma respondia. "Melhor continuar jogando e esperar pra ver", e seguia no jogo. Até que Mym falou, aí eu percebi que podia jogar como quisesse,me soltei e me entreguei. Tchau, insegurança!
De quarto em quarto, visitamos todas a mães e suas "bonecas da black friday". Teve imitação de pai que tava dormindo e roncando. Teve conversa com ventilador. Teve bebê de dupla personalidade ( Marília Luana, duas em uma: quando tava dormindo era Marília,quando ameaçava acordar e chorar era Luana.A gente morria de medo de Luana hahaha). Teve explicação sobre como sentar no banco de leite. Teve encontro com " aquela atriz daquela novela daquele canal que morava numa casa e dirigia um carro". Teve música e dancinha da pantera cor de rosa. Teve jogo de siameses. Teve até velório da morte da bezerra.Foi incrível reallll!!
Em alguns momentos senti minha energia cair e,as vezes, ameaçava me desconectar do jogo quando saia do quarto. Repeti várias vezes para mim mesma que o jogo só acaba quando termina.Não senti que isso chegou a me prejudicar,mas acendeu a luz de alerta e sei que essa análise vai me ajudar a me entregar cada vez mais.
Outra coisa que senti foi que, apesar de termos feito muitos jogos diferentes, repetimos muito o mesmo jogo, e aí chegou um momento que não vinha mais com a mesma energia.Mas também não foi nada que chegou a prejudicar.
Em resumo,foi perfeito!! Muito muito muito obrigada a Mym e Dinho por serem tão incríveis e estarem comigo em um momento tão singular. Vocês foram minhas pernas, o impulso que faltava pra mandar aquela insegurança doida embora.E,se nas oficinas eu já desconfiava,agora eu tenho certeza absoluta de que palavras não dão conta!❤❤❤