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segunda-feira, 6 de junho de 2016

UMA SAGA DE GIGANTES - Eps. X - Season Finale (Pediatria) - 02/06/2016


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Wait for it!

Os ventos parecem mudar de direção! Por que digo isso? Pois prevejo que novas energias estarão presentes em nossas próximas atuações. A nossa Saga de Gigantes passará por um upgrade. De uma dupla de gigantes, passaremos a um trio de dois gigantes e meio!!! (Curti muito a ideia do nome da nossa nova série, Guga!) E quem será a nova integrante? É o que vocês devem estar se perguntando! Pois eu digo: Nada mais nada menos que nossa MCM Carlinha!!!

E então, Meu Estimado Diário de Bordo, o nosso último episódio da Saga de Gigantes está sendo registrado nesse momento. E para fechar esse ciclo inicial, nada melhor que atuar na Pediatria! Lugar repleto de pequenos e incríveis gigantinhos.

Se joga!

Chaves? OK! Peles? OK! Energia? OK! Saímos pelo corredor. E nem imaginávamos o quão incrível seria a nossa tarde de quinta feira. Já no "Cine Pediatria" encontramos os olhares de Diego e Ariana (Suassuna?). Ainda meio envergonhados, mas muito curiosos. Enquanto eu exibia o meu anel de noivado de chaves, perguntava a Ariana se eu teria chances de conseguir um sim após pedir a enfermeira em casamento oferecendo o tal anel. A resposta foi negativa. Expliquei então que naquele anel havia as chaves de um apartamento, uma mercedes, uma casa de praia, e de uma chácara. Parece que dessa forma poderia dar certo! kkkkk

Seguimos para o posto de enfermagem, para devolver as chaves e reparamos que Diego passou a nos seguir. Sim, ele era o Diego de A Era de Gelo! Encontramos então Dayane (dos Santos?), a mais envergonhada de todas as crianças, mas muito sapequinha! kkkk 

E então quem aperece em nossa frente? A maravilhosa Laurinhaaaa!!! Já com seu sorrisão estampado e energia transbordante que contagia em milésimos de segundos! Veio querendo mostrar o poder de sua tapa em nossas mãos! Lembro quando comecei essa brincadeira com ela em uma atuação em dezembro do ano passado com Isinha e Muris. E ela ainda lembrava e já iniciava o jogo. Disputamos força. Corremos. Brincamos. Rimos. A partir de agora nossa comitiva aumentava: Jason, Orangino, Diego. Dayane e Laurinha.

E cada uma das crianças se esforçava a nos apresentar seus amiguinhos, e nos levavam aos quartos de cada um deles. Encontramos então Lara. Que simpatia e fofura. Ela nos mostrou seus brinquedos, sua filha boneca que estava doente, e seu "Jog Jame" kkkk No mesmo quarto estava Emerson comendo biscoito. Ou era bolacha? A questão é que sempre aprendi que se chamava Biscoito Maria, mas alguns no quarto discordavam e diziam que o nome era bolacha! Em meio às discordâncias, abrimos uma votação! E tava acirrado, até que bolacha ganhou! Que absusdo! Ainda acho que é biscoito. Mas estamos em uma Democracia (Será?). Emerson então nos apresentou seu boneco samurai robô e também tinha um Jog Jame. kkkk Algo que não imaginávamos era que dançaríamos o hit da Metralhadora. Sim. Emerson sabia a letra e cantou, enquanto todos nós dançávamos. Engraçado ver como ele ficou animado. Até se levantou do leito e nos seguiu por um tempinho depois que saímos do quarto. 

Mas antes, um susto!

Um barulho nos espantou! Alguém caiu e derrubou alguma coisa! Viramos para procurar o acidentado! E o som das risadas nos tranquilizou! kkkkk Dayane foi sentar e a poltrona estava bamba e fez um barulhão! kkkkk Nos certificamos que ela estava  bem e começamos a gritar:

"Vamos levá-la ao hospital! Vamos!" falei.

"Mas já tamos em um!" Falou Jason.

Ela estava bem. Não precisou de anda além do tratamento de risos. Ao sair do quarto nos deparamos com uma mocinha linda sentada na cadeira da parte das mesas de jantar/lanche. Tão pequenininha que achei que nem sabia falar. Sentamos ao lado dela:

"Qual seu nome?"

"Sala." Falou.

Era sara. A menininha da camisa de bailarina e pompom na cabeça feito por ela mesmo, segundo a mãe. Mas descobrimos que era mentira da mãe. Sara entregou o jogo dizendo que a mãe que tinha feito o penteado! kkkk

Como já estávamos na mesa de jantar, resolvemos servir café ara todos. Peguei o bule de café da parede e Jason as xícaras. Lara se encarregou de preparar a comida. Tava uma delícia, mas até agora não sei o que era. 

Conhecemos Gabriel, que de início estava assustado. Falamos com ele de longe, recuamos, nos despedimos e seguimos nossa aventura. Momentos depois ele veio ao nosso encontro nos braços da mãe e estava bem mais receptivo! Que legal! Ele veio! E pudemos chegar mais perto! Alguns esboços de sorrisos surgiram.

Outro encontro marcante foi com José Victor (não tenho certeza do nome). Mas ele estava bem fraquinho e debilitado. Mas o brilho dos seus olhos não tem como serem esquecidos.

Nossa comitiva agora estava ainda maior: Jason, Orangino, Diego, Laurinha e Lara. Esqueci de mencionar que Diego nos transformou em transformers!!! Sim ficamos ainda mais gigantes e mecanizados! Ele tinha uma máscara de Bumblebee e cada um de nós experimentamos ser um robô.

E não se você se lembra, Meu Estimado Diário de Bordo, que um sonho que Guga e eu carregamos por todas nossas atuações foi: subir num segway, aqueles "patinetes motorizados" que rondam pelo HC. E claro que não podíamos encerrar a Saga de Gigantes sem pilotar um deles!!!

Ao longe avistamos o segurança flutuando com seu veículo futurista. E não teve outra, cada uma das crianças que estavam conosco subiram uma por uma e andaram um pouquinho. E é claro que nossa vez também chegou! Fui primeiro, cambaleei um pouco, mas me equilibrei e andei. kkkk Em seguida meu MCM Jason subiu e exibiu suas habilidade em manobrar o segway! 

IIIIIOOOOOOUUUUUUU!!!! LEGEN... WAIT FOR IT... DAAAAARYYYY!!!

Sonho realizado! Ainda brincamos muito, formamos trenzinhos, fomos levados pelas crianças até a briquedoteca (que estava fechada) e brincamos de pega-pega. Mas sempre tentando tomar cuidado para não fazer nada que fosse muito exaustivo para as crianças, porque se depender delas, ficariamos correndo para sempre! kkkkk Fui trolado umas duas vezes por Diego que soltou meu suspensório! Quase fomos engolidos por um leão!!! Mas sempre que a fera abocanhava nossos dedos, alguém vinha e conseguia arrancar o leão. 

Ouvimos muitas risadas gostosas e demoradas. Eu, particularmente, estava precisando da Pediatria. E ouvir de Lara que ela queria que voltássemos no dia seguinte porque eles tinham gostado muito de nós foi muito bom. Mas infelizmente, não seria possível.

Descobrimos que Lara mora em Altinho, mas não descobrimos quem mora em Baixinho. Emerson mora em Caruaru e nos falou do São João de lá. Lara nos convidou para sua casa em Altinho. Emerson também fez a mesma proposta mais acrescentou um bolo de chocolate como argumento. Uma disputa de "Quem dá mais" se iniciou até que ficou acertado que iamos visitar os dois.

Corremos então em busca da chave do caminhão que nos levaria a Caruaru e Altinho. Fomos seguidos pelas crianças, nos despedimos, e entramos no quarto onde estava o caminhão.

Que atuação intensaaaa!!!!! Foi incrível! O fim de um ciclo dentro de outro. Ainda não terminamos as atuações do semestre, mas a Saga de Gigantes atinge seu capítulo final! E uma nova série se inicia na próxima terça-feira:

Two and a Half Giants!


Carlinha, bem vinda ao Mundo Louco de Jason MoraLonge e Orangino Máximus! Aguardamos sua chegada! 

Ps: Guga, o nome da nova série foi genial!!!

domingo, 29 de maio de 2016

Eps. VIII - O Capítulo Perdido de UMA SAGA DE GIGANTES - 19/05/2016


Reza a lenda que há séculos e séculos dois gigantes invadiram um pequeno vilarejo, onde só havia mães e seus pequenos bebês recém-nascidos. Tal invasão se dava pela segunda vez, e de acordo com os relatos e boatos que correm pelas ruas e vielas, a dupla de invasores veio munida de muita energia, alegria e sede de olhares e encontros.

Sim. Esse é o episódio perdido da Saga de Gigantes. Muitos se perguntaram onde estava ou que fim levou o Eps. VIII. Poucos são os que sabem o que houve. Mas nenhum deles se atreve a revelar. Eles prezam por suas vidas e suas famílias.

No entanto, o que importa é que após um longo e árduo trabalho de investigação e busca, o pergaminho onde foram registrados os acontecimentos da 2ª Invasão ao Alojamento Conjunto foi encontrado, recuperado e restaurado por uma equipe de especialistas.

Hoje, conseguimos autorização judicial para disponibilizar via internet alguns dos trechos que foram restaurados. Infelizmente, grande parte do escrito não resistiu às intempéries.


“Meu Estimado Diário de Bordo, cá estamos outra vez. Iríamos invadir o Alojamento Conjunto novamente! Quantas mães e bebês haveria lá? Muitos visitantes? Muitos funcionários? Alunos? Quem sabe?! Mais um dia ficaria gravado em nossas memórias. No entanto, pensando na posteridade, é prudente escrever nesse pergaminho os acontecimentos desse dia.

Orangino e MoraLonge prontos, energizados e cheios de expectativas. Nós tínhamos visto nossa MCM Danda passeando pelo corredor. Mas não a encontramos mais.

Muitos foram os quartos que invadimos. Roubamos muitos sorrisos. Furtamos olhares. Saqueamos abraços. Mas poupamos todas as vítimas. Eram pessoas de bem. Muitos foram os momentos de felicidade ao receber alta e poder levar seus bebezinhos para casa. Outras estavam felizes por terem suas criaturinhas ao seu lado depois de muita dor para eles virem ao mundo. Algumas, feridas de guerra, não podiam rir muito. Doía-lhes a barriga.

Lembro de alguns nomes: Aysha, Pietro, Pérola, Maria Helena, O Rei Arthur, o Rei Davi, duas gêmeas Marias, Débora.

Esse dia foi marcado por alguns momentos engraçados: a aula sobre a política de segurança no uso dos computadores, e a aula teórica sobre como usar um SegWay. Queríamos pular direto para a prática! Ainda nutrimos a esperança de subir no veículo. Mas fomos deixados para trás. Comemos poeira. Mas na próxima, o SegWay não escapa!!!

O banho demorado da tia da limpeza que ia encontrar Carequinha, seu marido, nos fez improvisar um local para nos prepararmos para partir. A invasão chegava ao fim, e saímos mais ricos do que entramos. Cheios de boas lembranças, ótimos encontros e grandes histórias. Como diria a McDonalds: Amo muito tudo isso!”

Os demais trechos do relato gravado no pergaminho não puderam ser restaurados apesar do empenho da equipe.

Aqui deixamos o que foi recuperado do Eps. VIII da Saga de Gigantes e esperamos que tal desastre não aconteça com os próximos registros das aventuras de Jason MoraLonge e Orangino Máximus.

Enviamos nossas cordiais desculpas ao historiador Charms Charmosão pela demora no envio do documento, e pedimos que ele considere o relato acima como um evento histórico que não pode ser deixado para trás.

Att,

Horangildo Mequetrefe


Chefe da Equipe de Restauração de Pergaminhos Perdidos.

UMA SAGA DE GIGANTES - Eps. IX - Uma Viagem ao Sul (10º andar) - 26/05/2016

Oláá, Meu Estimado Diário de Bordo!!! Desculpe a demora! Mas estou aqui para te contar sobre a nossa última atuação. Here we go!

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Se joga!

“Não se enche um copo com uma jarra vazia”. Durante a semana, fiquei com essa frase na cabeça e comecei a quinta feira pensando nela. Sim. Quinta feira! Novamente feriado e lá estávamos no HC. 

Logo no térreo encontramos Vivi e Muri, que também foram aproveitar o feriado “a la PERTO”.

Nosso alvo? O 10º andar Sul! Expectativas? Muitas! Energia? Crescendo! Peles? Prontas! Partiu setor? Não!

O que houve? Você deve estar se perguntando, Meu Estimado Diário. O que podia ter atrasado o início dessa atuação. Foi um problema na cascata de coagulação. Sim. Na minha cascata. Um ínfimo corte que eu tinha feito no queixo, mas que já estava cicatrizando, voltou a vazar. Kkkk

“Mano, teu queixo tá sagrando que só” Disse meu MCM.

Problema: controle de hemorragia! Kkkkkk Certo, estou sendo dramático! Mas demorou para estancar o sangramento. Até que improvisei um curativo e dessa vez Orangino teria um esparadrapo na cara. Kkkkk Tudo certo. Tudo tranquilo e novamente favorável.

Subimos a energia ao som de Arctic Monkeys! Nada menos que “Do I Wanna Know?”

Explodimos!

E caímos no setor. O que nos aguardava? Muitos encontros, jogos, risos, tropeços e copos a serem enchidos.

Precisarei ser breve nesse relato de hoje por motivos de “Por que meu dia só tem 24 horas???” :’( Provas e tal.

Nomes e momentos que não quero esquecer: Bruna (ainda volto para nosso forró), Socorrão, Seu Potinho, Donas Marias (eram três), Seu Albertino, Vanessa Camargo Gomes (suas técnicas de se livrar dos mosquitos, seu olhar, seu sorriso, sua alegria, sua curiosidade, sua simpatia escondida pela timidez, e claro, seu celular azul combinando com o lençol). Manual de como pegar ladrão! A enfermeira que teria seu email hackeado se não fosse a habilidade tecnológica do meu MCM MoraLonge! O bolo de Bíblia, pastilhas e os visitantes mais animados do dia!

“Levítico...” Falei.

“11.” Disse Jason “Eventos...”

“Finais!” Completei.

Sei que se eu forçasse a memória mais coisa viria e teríamos uma história bem maior e mais detalhada, mas o pouco tempo me força a sacrificar esse episódio da nossa Saga de Gigantes. 

Desculpa, Estimado Diário, por não poder te dedicar o tempo que você merece. Entre acertos e tropeços seguimos. Saímos transbordantes.

Jason pegou a chave do coração da enfermeira e partimos. Atuar me faz tão bem. Quero continuar fazendo isso por muitos e muitos anos! “Palhaço pronto é palhaço morto!”

Até mais, Meu Estimado Diário de Bordo! Ainda sinto saudades de suas páginas de papel.


Mais sobre a Saga de Gigantes no próximo episódio!

sábado, 14 de maio de 2016

UMA SAGA DE GIGANTES – Eps. VII – O Curioso Caso das Buchudinhas de Coração Duplo – 10/05/2016

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E cá estamos de volta, Meu Estimado Diário de Bordo! Já peço desculpas pela última postagem, DB. Ela seria o eps. VI da nossa aventura. Fui infinitamente mequetrefe. Mas dessa vez, vai dar tudo certo! Kkkk

Mais um capítulo da nossa singular Saga de Gigantes se inicia! O eps. VII!!!

Seeeentaa, que lá vem história!

Novamente, MoraLonge e Máximus entram em ação! Mais uma vez, nos jogamos no vazio! E encaramos o infinito de possibilidades que nos aguardava. Sim, essas frases são batidas. Mas extremamente verdadeiras, e nunca me canso de repeti-las. Kkkk

Aonde iriamos dessa vez? Ao lugar que estávamos aguardando ansiosamente há duas semanas. COB. Guga e eu havíamos conversado sobre o quanto seria engraçado atuar no COB à tarde e, à noite, meu MCM assumir o posto de monitor de obstetrícia. Seria muito curioso observar a reação das mulheres reconhecendo-o ou tentando lembrar de onde o conhecia. E finalmente, chegou a vez do COB ser invadido por dois gigantes.

A PEREGRINAÇÃO

Nos arrumamos no quarto dos residentes. Subimos a energia. E abrimos a porta. De imediato encontramos uma moça e passamos a caminhar com ela. Estava indo consertar a geladeira. Geladeira esta que estava completamente vazia, pois descobrimos que as mulheres sentadas à mesa comeram tudo. Gulosas.

Por que chamei nosso início de peregrinação? É simples. A distancia entre o quarto dos residentes e o COB era considerável. E a tensão pelo que poderia acontecer durante esse longo trajeto me deixava energizado. Talvez o fato de não ter ocorrido nada demais no percurso, o tenha feito parecer mais longe ainda. Kkkk

BUCHUDINHAS DE CORAÇÃO DUPLO

Enfim, chegamos ao COB! Aplausos!!! E de cara nos deparamos com dois homens sentados na recepção. Perguntamos se eles estavam grávidos e o que estavam fazendo ali. Após os devidos esclarecimentos, descobrimos que um era o pai de Adriana (não tenho certeza do nome) e o outro um amigo que veio ajudar. Nos espantamos com a quantidade de malas que trouxeram.

“Viemos de mala e cuia!” Disseram.

Fomos então enviados para descobrir porque Adriana não queria nascer. Seu pai já estava impaciente. Kkkkkk Mas antes, invadimos uma sala em busca de WIFI. Mas as enfermeiras que lá estavam desconheciam a senha.

Porta laranja, bem orangina! E adentramos no COB de fato. Surpresa. Eis que o inevitável acaso que tanto esperávamos se concretizou. Nossa MCM Laurete estava lá para nos recepcionar e dar aquele up na energia!

E então ela veio com seu sonar doppler checar nossos corações.

“Isso é o batimento de um coração apaixonado.” Falei

E Jason e eu ficamos marcados por gel no peito. :D Curti demais nosso início lá dentro. Até porque foi isso que deu margem ao jogo seguinte. Encontramos uma buchudinha encostada na parede em pé,  conversamos um pouco e perguntamos se já tinham colocado aquele aparelho nela.

“Sim. Já colocaram.” Respondeu.

“Onde?” Perguntamos.

“Aqui.” E rindo apontou para a barriga.

Ficamos intrigados com aquilo. Se o aparelho servia para checar as batidas do coração, por que colocaram na barriga dela? Perguntamos a ela. E então chegamos a seguinte conclusão: ELA POSSUIA DOIS CORAÇÕES! Um no peito e outro na barriga!!!

“Tem muita gente aqui assim com dois corações?” perguntamos a ela.

“É o que mais tem.” Disse.

Infelizmente a minha memória para nomes tem me decepcionado bastante nos últimos tempos, e não me recordo de quase nenhum dos nomes duplos que caçamos. Sim. Saímos em busca de bebês com nomes duplos. E era o que mais tinha. João Victor, Lorrane Sofia, e muitos outros.

Sentadas lado a lado, vimos duas futuras mães, usando o mesmo vestido e perguntamos se elas tinham comprado na mesma loja. Só depois entendemos que era a roupa de paciente. Que burros nós somos.  Mas na verdade o que chamou nossa atenção foi o fato de estarem sentadas em cadeiras e não em camas. As bixinhas ainda tavam na fila de espera das camas, coitadas. Uma era mais tímida e calada, enquanto a outra era bem desenrolada e bastante conhecedora das manhas de ser uma grávida. Com ela aprendemos que chocolate e agua gelada faz o bebê abrir as pernas na barriga. O que facilita o reconhecimento do sexo na USG.

Com outra mãe, aprendemos que às vezes é bom engolir um celular para se comunicar com sua filha na barriga pelo whatsapp. Ruim é quando essa filha não gosta de comer batata frita, chocolate e outras coisas gostosas, mas é uma menina saúdável, e so deixa a mãe comer feijão, arroz, macarrão... kkkkk

Pior ainda é quando a mãe tem o bebê e ao ligar para o marido, descobre que ele esta perdido e não sabe como chegar no 4º andar do HC. Nós, é claro, tentamos ajudar.

Também esbarramos várias vezes com as tias das tocas charmosas! Era um verdadeiro desfile de moda!

Com uma acompanhante, descobrimos que as gravidas entrava na sala e iam para a mesa!

“E pra que? É pra jantar é?” Perguntamos.

“Nãão. Entram na sala de cirurgia e deitam na mesa de parto!” Explicou.

Mas não tinha mais jeito. Se entendemos que as mães entravam na sala e deitavam na mesa de parto, era para jantar. E então vimos uma enfermeira levando os talheres para o jantar. Depois ainda a vimos trazendo os talheres sujos.

Com a mãe de Lorrane Sofia, saímos no lucro. Ganhamos um aprendizado para a vida e que poderemos usar em muitas cantadas:

“Nós somos como leite e café. Um completa o outro.” Disse ela, explicando sua relação com a irmã de criação que a acompanhava.

Ficamos maravilhados com a declaração. Recitamos a frase algumas vezes e a parabenizamos pelas sábias e belas palavras.

Conhecemos também a mãe troladora. Sim, ela nos enganou. Chegamos, brincamos, conversamos, mas até então não sabíamos o nome dela. E ao perguntarmos a ela, uma enfermeira lá do corredor gritou por uma tal de Cristina (também não tenho certeza do nome, e acho que não era esse, mas foi o que me veio à cabeça kkk). E então, nossa mãe troladora respondeu:

“Olha aí. Sou eu. Cristina.”

E de bestas nos fomos avisar à enfermeira que Cristina estava lá naquele quarto. Quando a enfermeira chegou, constatou que ela era outra paciente e foi embora. Espero que não tenha ficado com raiva da gente. Kkkkkk Mas rimos muito ao descobrir que fomos enganados. Ainda ganhamos uma pastilha de brinde.

E a medida que seguíamos em nossa aventura, mais nomes duplos surgiam. E até uma Avó Neta nós encontramos! kkkkk  

Também presenciamos a quase chegada do Rei Arthur, que vinha para tomar posse de seu trono no reino de São José da Coroa Grande, onde, claramente, uma enorme coroa o esperava.

Descobrimos que seu Severino anotava tudo que acontecia, e conhecemos a vigia que observava quem entrava e quem saia do recinto! Ninguém passava sem que ela visse. Tinha olhos atentos como uma águia! E o charme? Nem se fala! Toda elegante.

Foram muitos encontros. Uns mais breves, outros mais demorados, mas todos únicos e incomparáveis. Ás vezes as dores do parto podem virar gargalhadas. (Mas em outras ocasiões, é melhor não rir, senão a dor vai ser maior ainda kkkk).

E nossa querida Laurete, sempre presente. Lindonaaa!!!

Após uma ultima volta, fomos nos despedindo e fechamos arrancando um sorriso de uma tia enfermeira que “não estava com tempo nem paciência para conversar besteira”.

“Que bom que não viemos conversar besteiras!” Disse MoraLonge.

E a ganhamos ao perguntar se já era mãe.

“Já sou avó!” Disse com orgulho.

E então desejamos um Feliz Dia das Mães atrasado em dobro pra ela e um bom trabalho. O agradecimento final envolto no riso selou nossa atuação.

Mas calma!!! A atuação não acabou ainda! Para nossa surpresa a mãe de Adriana encontrou o marido lá fora e estava caminhando pra ver se a bebê saia logo. E Jason e eu ficamos pensando em como poderíamos acelerar a vinda de Adriana. O pai sugeriu que a mãe começasse a pular de perna aberta. 
Nós sugerimos que ela ficasse subindo e descendo no elevador. Mas nenhumas das alternativas pareceu agradar ou demonstrar alguma chance de êxito.

NO CAMINHO DE VOLTA.

Já no caminho de volta, e já estando fora do COB, mas ainda atentos ao que pudesse surgir, esbarramos com o pai perdido que enfim havia encontrado o 4 andar. Ele tinha acabado de visitar seu filho no berçário.

E ao passarmos pela frente da UTI NEO, um doutora saiu e ficou feliz com nossa presença. Disse que o filho dela também tinha um nariz vermelho como o nosso! E descobrimos que ele só podia ser um parente nosso!

“Ele deve ser nosso primo!” Disse Jason.

“E a senhora deve ser nossa tia! Tiaaaaa!” Falei ao abraçar nossa tia recém-conhecida.

Antes do quarto dos residentes, ainda vimos, a mesa azul em que só homens de azul podiam sentar. 
Como eu era laranja e Jason era vermelho e branco, fomos embora.

É isso, Meu Estimado Diário de Bordo! Mais um episódio concluído e registrado para a posteridade. Tenho que trabalhar mais minha memória para nomes. E fiquei muito curioso para saber como foi o plantão de Guga logo após a atuação! Kkkkk


A Saga de Gigantes continua. Nos vemos na próxima. Até mais.

sábado, 30 de abril de 2016

UMA SAGA DE GIGANTES – Eps. V - Selo Adriana de Qualidade (A Fiscal da Nefro) - 26/04/2016

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E agora é na Nefro! E nos jogamos!

Meu Estimado Diário de Bordo, nossa aventura essa semana aconteceu no andar da Nefrologia! Já de início, fomos muito bem recepcionados por quem estava na recepção! Kkk A enfermeira que nos deu a chave minicrocs para abrir o quarto estava muito feliz em nos ver. Disse que era muito bom quando os palhaços vinham. Aquilo já deu um up arretado. Minicrocs na mão e fomos nos preparar para a tarde que nos aguardava.

Uma surpresa. Logo ao sairmos, fomos surpreendidos por duas mulheres. Elas estavam no corredor, imediatamente na frente a porta da qual surgimos, e o engraçado é que naquele momento Adriana estava justamente falando que nunca mais tinha visto os “palhacinhos” no hospital! E ficou impressionada com nossa aparição, mas não deixou de nos dar a sua bronca. Segundo ela, há séculos que não ia mais ninguém por lá. E ela queria nos apresentar a sua mãe. Descobrimos que ela era fiscal dos palhaços e que finalmente podia registrar nossa presença na nefro.

De repente, vinha uma senhora pilotando sua cadeira de rodas pelo corredor em alta velocidade, o sinal fechou, mas ela passou mesmo assim!!! Furou o sinal vermelho! Prontamente, os fiscais de transito correram para aplicar a multa.

“A senhora acaba de receber uma multa por atravessar o sinal vermelho” Dissemos.

“Mas a culpa não foi minha! Foi do motorista!”

E ficamos discutindo que apesar de quem estava dirigindo, se o carro era dela, ela era a responsável. Até que ela resolveu quitar a divida, e ainda nos ofereceu maçã! O nome dela? Dona Maria da Graça! E ela nos fez a honra de apresentar as companheiras de quarto. Tinha Dona Bonita (ou dona Gostosa, como preferir) que no momento estava cochilando. Tinha Dona Maria da Conceição, que era ruiva e descobrimos por meio do programa do gugu que ela era minha mãe! Mainha não queria comer nada. Nem tomar o suco. Mas com nossa insistência, ela cedeu e ate provou um pouco da vitamina de mamão. Pelo menos foi melhor do que o suco de feijão que ela tinha recebido outro dia! Suco de feijão??? Sério! Isso existe? Kkkkkk Eca!

Ao lado estava a senhora da blusa amarela que não foi feita por ela e sim comprada. Kkkkk Recebemos muitos elogios dela, além de largos e doces sorrisos. E quem surge novamente? Adriana! No corredor, Adriana ficou tirando onda com a gente, nos chamando de feios. Lá no quarto, provamos a ela que éramos bonitos e charmosos! Perguntamos à senhora do sorrisão e ela confirmou!
Então acorda a Dona Gostos... a Dona Bonita! E não é que ela era charmosona mesmo! (Acho que era a mãe de Charms). Olhos claros, a elegância em pessoa. Mas algo imprevisível estava por vir... 

MoraLonge quase entra no banheiro com Dona Bonita!!! Tan Dan Daaaaaaaannn!!! Mas calma! Não julguem meu MCM, foi um grande mal entendido. Na hora, minha mãe pediu água e Dona Bonita se levantou e foi até uma porta. Jason pensava que ela ia pega alguma garrafa de água naquele cômodo que a porta daria acesso, e seguiu dona Bonita. Não sabia ele que ela se dirigia ao banheiro! Kkkkkkkkk Todos rimos! E ficamos incrédulos pensando que ele queria pegar água na privada para mainha! Kkkkkk

Também chegou a enfermeira piolhenta! Bixinha. Usava uma toca até bem bonita. Mas era para conter os piolhos na cabeça.
Demos tchau aquele quarto tão divertido no qual passamos um booom tempo! Kkkk E nos deparamos com a seguinte situação:
Três homens (sendo um deles um menino) sentados em suas cadeiras, no corredor, assistindo a uma partida de futebol duplicado. Era tudo em dobro: 44 jogadores em campo, duas bolas, dois juízes. E quando fazia um gol, na verdade valia por dois. Muito interessante o jogo.

Entramos no quarto do surfista louco por uma praia no sábado, do rubro-negro estiloso e segurança, e do rapaz que tinha uma meia de braço igual a minha, e que não quis nos mostrar a foto da paquera no celular com medo que roubássemos ela. Mas isso foi tudo coisa que Adriana colocou na cabeça dele! E nesse momento, o menino que estava vendo o jogo apareceu. Descobrimos que se chamava Miguel, e ficamos perguntando se ele era São Miguel Arcanjo. Mas ele estava sem asas. E conversa vai, conversa vem, ficamos de ir em Gravatá, A Cidade da Pipoca Salgada, ir resgatar as asas perdidas de Miguel.

Seguimos então Adriana, e chegamos ao quarto de sua mãe! Outro quarto maravilhoso, cheio de pessoas maravilhosas. E que senhora encantadora a mãe de Adriana, cujo nome não me recordo por ser um pouco diferente. Mas descobrimos que Adriana era a caçula de seis irmãos, sendo 3 homens e 3 mulheres. Decoramos o nome de todos, mas ao buscar agora em meu hd, só resgatei Adriano, Adriene e Antônio, mas todos começavam com A. A mãe de Adriana estava ouvindo rádio e ficamos tentando descobrir qual a que tocava, mas como não reconhecemos e não sabíamos a letra, dançamos um pouco.

Também conversamos com dona Zeza, e observamos que ela adorava rosa. No leito ao lado estava outra moça, que era mãe de Miguel, acompanhada por seu marido. Mas depois de falarmos com eles, descobrimos que Miguel era avô do pai e tio da mãe.
Depois descobrimos que Miguel não era estava só acompanhando sua mãe. Ele também era hospede do hotel e nos mostrou seu “leite”. Seu leite? Eu entendi leite, mas acho que ele falou leito! Kkkk

Na cozinha onde só “Pessoas Autorizadas” podiam entrar, conhecemos Dr. Gutemberg e Dra. Fernanda, e outra Dra. Que não lembro o nome. Nomes. Sou péssimo com eles.

“Quem pode nos transformar em Pessoas Autorizadas?” perguntamos.

Disseram que uma tal de Poliana podia! E Gutemberg queria nos dar até um cafezinho, mas sem sermos pessoas autorizadas como iriamos entrar??? Tinhamos que achar Poliana!

Momentos antes do episódio da cozinha, avistamos uma Dra. concetradíssima escrevendo no prontuário. Ela não nos viu chegar e ficamos a observando em silêncio. Ela estava no posto de enfermagem. Quando nos viu, tomou um susto e começou a rir e explicar que estava lendo com atenção o prontuário. Ela tinha óculos muito bonitos e segunda ela tinha que olhar por cima das lentes quando não precisava ler. E dissemos que ela fazia isso para sensualizar. Seu nome, Dra. Rita (simpatia pura).

Fomos até o fim do corredor, e lá fora, perto do elevador, encontramos duas senhoras esperando para entrar e visitar suas respectivas mães. Entramos num jogo de adivinhar os seus nomes. Nosso resultado não foi muito bom no final. Chegamos a nomes absurdos e elas tiveram que nos revelar.

Resolvemos ir na sala de hemodiálise, mas antes de chegarmos lá, visitamos a sala de serviço social. E quem estava lá?

“Dra. Ritaaaaaaaa!!!” Gritamos cumprimentando-a novamente! Kkkk

Meu Estimado Diário de Bordo, esse dia foi muito bom! Olhares incríveis, encontros maravilhosos, pessoas sensacionais. Mas nossa história ainda não chegou ao fim. Ela nos reservava uma grande e inigualável surpresa! Onde essa surpresa se escondia? No interior da... Sala da Bibliotecaa!  

A porta estava fechada. A curiosidade em saber o que podia haver ali dentro nos fez invadir o recinto. E quando vimos o que vimos, congelamos! Ficamos mudos, estáticos, de olhos arregalados e bocas escancaradas!

“Oláááááááááááááá!!!”

Jason e eu encontramos, nada mais nada menos, com nossas lindas MCM’s Tatá e Tony!!! Lá estava também nossa amiga Priscila! Nesse momento um médico saiu da biblioteca, e ao darmos nossos cumprimentos a ele, Tatá falou:

“É dr. Flores!”

“Dr. Florisvaldooooo!” Falei.

E Tony, era na verdade, dona Florisvalda!

Entao avistamos uma passagem de ar que ligava a biblioteca à sala da assistência social. Não teve outra, fomos até o buraco, Jason me suspendeu, pois apesar de ser muito longilíneo não alcançava a passagem, e chamamos por Dra. Rita!

Do outro lado ela respondeu! Kkkkkkkkkk

No fim, Tatá, Priscila e dona Florisvalda receberam dois BG’s (Beijo de Gigantes), um preto (o meu) e um laranja (o do meu mano Jason).

E pra fechar com chave de ouro, na sala de hemodiálise, agenciamos um jogador de futebol extremamente habilidoso! E fizemos nosso book fotográfico no celular de Fernanda! Muitas e muitas selfies! Até vídeo mandando recado teve dessa vez! Kkkkk Ah e não posso esquecer que com a chegada de mais uma hospede, fizemos o fazer de providenciar a sua cama de frente à televisão. Ela ficou extremamente grata!

O engraçado é que Fernanda ficava o tempo todo perguntando se Jason era um tal de Gustavo!

“Quem é Gustavo? O nome dele é Jason MoraLonge!”

Seguimos então até o posto de enfermagem e fomos novamente pedir emprestado a Minicrocs.

“Algum de vocês sabe onde esta a Minicrocs?” Perguntamos.

E Dr. Gutemberg sacou a jogada, pegou a chave no chaveiro, e nos entregou. A outra enfermeira que ficou sem entender o que era a minicrocs foi presenteada com uma demosntração gratuita de como se usa uma minicrocs de dedo!

Se posso resumir a atuação dessa semana em um nome, esse nome não teria como não ser Adriana! A nossa fiscal! Pelo visto recebemos o Selo Adriana de Qualidade! kkkkkk

E assim, Meu Estimado Diário de Bordo, finalizamos mais um episódio da nossa imprevisível Saga de Gigantes!


Até a próxima!

domingo, 24 de abril de 2016

UMA SAGA DE GIGANTES - Eps. IV - A Lenda do Copo Perdido, na Oncologia - 21/04/2016

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Se joga! Kkkk

Onde? Na onco dessa vez! Enfermaria 11º andar Norte!

E já começo te escrever, Meu Estimado Diário, rindo pra caramba!!! Porque acabei de ler o diário de meu MCM Guga e ele me deixou uma responsabilidade que acho que não serei capaz de cumprir (por motivos de escassez de tempo e lapsos de memória). Mas farei meu máximo! Kkkkkkkkk

Aqui começo o Eps. IV da nossa Saga de Gigantes,

Numa quinta feira de Tiradentes, MoraLonge e eu, Orangino, tínhamos a missão de nos aventurar e tentar levar algo de bom para um setor que ao meu ver é um dos mais complicados e delicados. E também um dos que mais nos transmite ensinamentos e reflexões. Como supracitado, me refiro a Oncologia.

Dúvidas. Será que vai ter gente no setor? Será que vai estar muito vazio? Afinal, Tiradentes, né?! Feriado e tal. Será que é menos movimentado nos feriados?

Conclusões. Não sei nos demais, mas nesse feriado o setor estava abarrotado de gente! Dia de visita, muitos acompanhantes. Quanto mais visitantes iam embora, mais chegavam! Kkkkk

Dessa vez, Pink Floyd nos ajudou a subir a energia com sua música Money. Tudo pronto? Sim. A porta do quarto abriu, e o vazio nos aguardava.

Começamos devolvendo o passarinho ao seu ninho. As chaves estavam presas a um passarinho do twitter rosa, e uma vez que estava fora do seu lar, nos responsabilizamos em devolvê-lo.

E logo de início vimos a doutora que escondia seu nome da bata com o cabelo. E a outra que fazia as unhas; mas somente as dela. Perguntamos se ela conhecia alguma manicure. Mas infelizmente, a resposta foi negativa.

O primeiro quarto que “invadimos” foi o da FORÇA! Olha só onde fomos nos meter! No lugar onde todas as pessoas mais fortes dessa terra são colocadas. E lá estava dona Bahia, a vaqueira derrubadora de bois pelo rabo! Porém ela estava tomando o soro anti-riso. Mas que sinceramente, acho que não estava fazendo efeito, porque ela estava tentando esconder alguns risinhos com a mão. Kkkkk Já a outra senhora ao lado, estava sonolenta. Afinal tinha acabado de receber o soro no sono. Mas mesmo assim, pudemos fitar um pouco dos seus olhos curiosos e receber um breve legal com o polegar. Foi o suficiente. Nada do que pudesse vir dela depois seria capaz de superar aquele olhar intrigante.

Ao longo de nossa aventura, encontramos dona Maria, que estava esperando sua irmã buscar um copo na copa. Ela precisava tomar os remédios e sem copo, isso se tornava muito difícil. Mas ela confiava na irmã. Afinal, estávamos no quarto da CONFIANÇA! A irmã dela voltou, mas na copa não tinha copo.

“Como pode a pessoa ir buscar um copo na copa e na copa não ter copo?” Perguntamos.

Mas a irmã de dona Maria não desistiu!!! Pensei, não estaríamos ali para presenciar a origem da Lenda do Copo Perdido. Com ajuda da doutoura com nome escondido pelo cabelo, ela conseguiu um copo para a sua bebê. Kkkk Ela apesar de ser mais nova, chamava a sua irmã de bebê. 

Perguntamos se ela tinha descoberto o nome da doutora que a tinha ajudado.

“Não vi. O nome tava escondido pelos cabelos.” Respondeu.

Reparamos que as unhas de Dona Maria estavam muito bonitas. E ela nos contou que sua irmã havia feito suas unhas de manha. E para nossa surpresa achamos a manicure que buscávamos! kkkk

Ao lado de dona Maria, estava dona Sebastiana, que na noite anterior estava louca para ir para a Missa. Mas uma noticia boa! Boa não, excelente! Ela estava esperando seu filho vir busca-la e retornar para sua casa! Comemoramos! E atrás de sua mascara, vislumbrávamos alguns esboços de sorriso. Descobrimos que o filho dela era aviador, afinal quem usa óculos aviador só pode ser um. 

Conversando com a irmã de dona Maria, ficamos sabendo de um segredo. Na copa, tinha um pote de chocolate. E nos é claro, partimos em busca da fonte de glicose. Kkkkk Lá na copa estava a dona do passarinho e um amigo. Nos espantamos com o luxo daquela copa! Tinha de tudo na geladeira! E claro, provamos do chocolate.

“Pega uma colher ai!” Nos disseram. Só nos restou obedecer! Kkkk

Quando vagávamos pelo corredor, avistamos na sala de tv próxima ao cantinho da fé, dona Lúcia. Devagarinho fomos chegando perto e ao perguntarmos se podíamos sentar com ela, fomos agraciados com um convidativo sim. Conversamos um pouco, nos assustamos com seus pés vermelhos (que na verdade, e para nosso contentamento, estavam vermelhos pelo reflexo da janela kkk Rimos). Vimos que ela não sabia a que quarto pertencia.

“Qual o seu quarto?” perguntamos.

E ela nos disse o número. Mas não era o que queríamos. Então Jason correu e descobriu que ela pertencia ao quarto da SUPERAÇÃO!!!

“A senhora e do quarto da superação!” Ela ficou feliz em saber daquilo.

Ela nos revelou que agora estava só. O seu sobrinho estava almoçando e sua acompanhante de quarto tinha recebido alta, mas estava à espera de uma nova. De repente seus parentes chegaram! E dona Lúcia, dona unhas belas e vermelhas, se desmanchou em lagrimas. O conforto da família é um remédio poderoso. Ainda a ajudamos na missão de trocar sua agua quente por uma gelada! Kkkk

Em outro quarto, descobrimos uma massagista! Ela fazia uma invejável massagem nas pernas de dona Ivonte. Que bela senhora. Cantou uma música religiosa, nos presenteou com salmos, e nos revelou sua saudade de Mandacaruzinha, nossa MCM. Disse para Jason, ler em casa o salmo 139 e leu os três primeiro versículos para nós.

Para minha tristeza a paciente que estava ao lado e logo quando chegamos estava acordada, agora dormia. Me perguntei se não devíamos ter falado com ela primeiro.

Chegamos então ao Marco Zero! Sim, o quarto da VITÓRIA tinha uma bela vista do Marco Zero. E lá estava Daiane (não a dos Santos) acompanhando seu pai, que não podia falar muito. E do lado encontramos seu Antônio e sua família. Seu Antonio dormia e seus parentes estavam tristes. Fomos mais cautelosos naquele momento. Mas ainda conseguimos alguns sorrisos, que não é o nosso alvo nem objetivo, mas que evidencia que algum conforto e alegria, mesmo que em baixas doses, foram transmitidos. Ganhamos um abraço de uma das acompanhantes. Elogiamos o chapéu do amigo de seu Antônio e perguntamos onde podíamos comprar um daquele para a gente. Na loja, é claro.

No corredor, diante da porta do quarto da vitória, conversamos com o filho de seu Antônio. Eles eram de Matriz da Luz, São Lourenço.

“O senhor sabe que quarto é esse?” Perguntamos.

“Não.”

“O quarto da vitória! E quem entra aqui sai vitorioso!” Dissemos. Ele disse um amém e nos agradeceu.

Ao lado dele estava mais um “MatrizdaLuziense”. E com ele descobrimos a origem do nome do lugar. E descobrimos porque ele usava uma camisa da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Luz. Essa é a segunda Igreja mais antiga de Pernambuco, segundo ele, e daí o nome do lugar.

Nos despedimos deles perguntando:

“Quem entra no quarto da vitória sai o que???”

“Vitorioso!” Responderam.

Retornando pelo corredor, vimos que a nova acompanhante de dona Lucia havia chegado! Um senhora florida da cabeça aos pés e até à bolsa. Ganhamos uma carimbada na bochecha de uma de suas visitantes. Cumprimentamos todos e mais uma vez partimos.

De volta ao corredor, mais uma supresa! Dona Sebastiana estava indo para casa! Comemoramos com ela!

“Tchaaaaaau, dona Sebastiana!!! Vai para casa , né?!”

E o sorriso não cabia mais na máscara que usava!!! Que felicidade transbordava daquela senhorinha! Logo depois dela, estava seu filho. E ao perguntarmos como eles iam voltar para casa:

“De avião!” Nos disse rindo! Kkkkk O cara era aviador mesmo! Kkkkk

Ao chegarmos no posto de enfermagem, reencontramos a doutora que escondia o nome com o cabelo. Explicamos nossa curiosidade pelo seu nome! Kkk E descobrimos: Érika. E perguntamos a ela:

“Érika, você sabe onde está a moça do passarinho? A que tem um ninho no bolso?”

“Sei não.” Respondeu.

Mas a outra doutora q estava do lado e concentrada num prontuário, começou a rir. Kkkk Olhamos para ela. Não era a dona do passarinho. Não era a mesma de antes. Mas ela continuava rindo.

“Agora sou eu quem anda com o passarinho no bolso.”

“É uma passarinha! Ela é rosa!” dissemos.

Então pôs a mão no bolso, digo no ninho, e nos entregou a passarinha rosa do twitter.

Assim, finalizados nossa tarde de 21 de abril de 2016. Uma tarde de aprendizado e de reflexão. Nos deparamos com pessoas que encarnavam verdadeiros exemplos de vida. Mais um capítulo da Saga de Gigantes.

Meu Estimado Diário de Bordo, mais uma vez, perdão. Não posso deixar de registrar que fui mequetrefe e te deixei esperando novas notícias. Kkkkk Até a próxima aventura.

Ps: Dedico este diário de bordo ao meu MCM Guga, que me fez forçar ainda mais minha memória e acabei me surpreendendo, lembrando de detalhes que achava que não recordaria. Kkkkkk Ansioso por onde será a atuação dessa semana, Guga? Eu tô! Aguardemos! Kkkk Abraço.



sábado, 16 de abril de 2016

UMA SAGA DE GIGANTES – Eps. III – O Churrasco no 11º Andar – 12/04/2016

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Onde nos jogaremos dessa vez? No 11º andar!

Meu Estimado Diário de Bordo, quero de antemão deixar registrado que essa foi a atuação mais fluida que MoraLonge e eu tivemos desde então. Todas as anteriores forma incríveis, mas essa foi a que mais estávamos sintonizados. De início pensamos que seria uma tarde fraca, porque a primeira impressão que tivemos foi que não havia ninguém! Kkk Muitos quartos fechados. No entanto, no decorrer da tarde, ou brotou gente ou elas saíram de suas entocas! Kkkk

E como começamos nossa visita na enfermaria? De carro! Sim, o chaveiro da enfermeira tinha uma chave de carro, e após darmos um rolé por ai, fomos devolver à dona. Ela ficou meio assustada ao saber que arranhamos a porta do carro, mas feliz em saber que tinha sobrado pizza no banco de trás para ela comer mais tarde. Esse primeiro momento aconteceu na copa, onde estavam outras duas funcionárias. Nos ofereceram até café. E uma delas ate ganhou massagem. Mas antes de tudo, é claro, tiveram foi um susto ao nos ver! Começamos a contabilizar a quantidade de pessoas que se assustava comigo. Não tinha sido a primeira vez! Em outros dias, já havia escutado alguns “Que susto!”. Uma delas começou a dizer que estava ficando com calor, e chegamos a conclusão obvia que era por nossa causa. Geralmente, causamos esse efeito nas mulheres, explicamos.

No fim do corredor, avistamos duas tias da limpeza. Perguntamos porque elas duas estavam apenas olhando a terceira tia limpando o último quarto sozinha, no lugar de ajuda-la. Nos disseram que era porque iam trocar de turno e que tivéssemos cuidado pra não sujar o que ela já tinha limpado! 
Resolvemos perguntar a ela própria o porquê.

“Cuidado ai viu! Se sujarem o que já limpei, vou dar o cacete nos dois! Vou passar o rodo!!!” ameaçou.

Era muito braba essa tia! Depois descobrimos que ela se chamava Irmã. Pense numa irmã braba! kkkkk Após conversarmos um pouco com as três, seguimos nosso caminho. E entramos num dos quartos. Lá estavam três mulheres: duas pacientes e uma acompanhante. Uma delas estava com uma coisa metálica na perna. Uns ferros e arames enfiados. Ficamos chocados com aquilo e perguntamos o que era. Ela explicou que tinha quebrado.

“Jogando bola?” Perguntamos.

“Não, roubando maga do vizinho.” Explicou.

Que coisa feia!!! Ela tava roubando manga do vizinho e na queda quebrou a perna. Perguntamos se ela tinha pelo menos conseguido pegar umas mangas.

“Não. Nenhuma. Cai antes.”

Mais rapaaaaaz! A bichinha quebrou a perna e nem uma manguinha de consolação levou. Kkkk Mas ela estava muito bem acompanhada! Lá estava a sua acompanhante engenheira penduradora de televisão fugitiva disfarçada comedora de manga com farinha pintadora de unhas. Sim! Ela era tudo isso e mais um pouco. A outra paciente também resolveu mostrar suas unhas belissimamente pintadas de esmalte café. Mas MoraLonge e eu passamos um bom tempo tentando entender como aquela unha azul poderia ser de café. Até agora acho que ela estava nos enrolando. Resolvemos então, com pena de nossa amiga fraturada, correr em busca de uma mangueira e colher algumas belas mangas para as três. E é claro que levaríamos um pacote de farinha!

No corredor, fomos surpreendidos por um ser flutuante! Um segurança vinha em nossa direção, mas sem mover um músculo! Em poucos segundo atravessou o corredor inteiro e chegou bem perto de nós. Ele estava montado numa espécie de patinete futurista motorizado que nos deixou boquiabertos.

“Uaaaal!!! Que massa! Ele vem voando” Dissemos.

E ele ficou exibindo alguns movimentos e explicando como funcionava.

“Isso é preguiça de andar é?”

Após algumas risadas ele deu meia volta e sumiu em milésimos de segundos. Fomos checar com as enfermeiras se elas tinham visto aquela engenhosidade! E ficamos surpresos ao saber que uma delas até já tinha usado a máquina uma vez. E pra provar, nos mostrou a foto no celular.

Em busca de novos encontros, algo nos chamou atenção. Um mulher estava na porta do quarto, sentada numa cadeira, e concetradíssima, trabalhava em sua peça de croché. Quando nos viu: mais um susto! Devo ser muito feio! Vivo assustando as pessoas! Kkkkkk Essa era dona ana, esposa de seu Valente!

“Quem é que tá chegando?” ele perguntou, ao ver nossas sombras invadindo o quarto.

Entramos e nos apresentamos.

“Ah, pensei que fosse Tambor de Banha?” disse ele.

Jason e eu nos entreolhamos intrigados e em uníssono:

“Queeeeeem???” Perguntamos rindo.

Tambor de Banha não era nada mais nada menos que o apelido que aquele simpático senhor resolveu por na sua amada filha, que vinha de outro estado para visitá-lo. Kkkkk Dona Ana não aprovava o apelido, e explicou que estava fazendo um lençol pra sua netinha, filha de Tambor de Banha.

“Um lençol? Mas isso não cobre ne o pé!” Falei ao ver que o crochê não tinha muito além de poucos centímetros.

Foi aí que ela explicou que ainda estava no início e que aquele pedacinho se tornaria um longo e quente lençol.

Dona Ana e Seu Valente nos falaram de um cinema que aconteceu pela manhã, e nos contaram sobre algumas animações que viram e o quão bom tinha sido. Eu claramente me empolguei e inconscientemente criei um jogo interno de tentar adivinhar de qual animação ela estava falando. E era a incrível animação ganhadora de oscar Aviões de Papel (Paperman)!!! Ao fim descobrimos que seu Valente havia lutado com um caminhão e que tinha até derrubado o veículo com um só movimento de mão, fazendo-o capotar. Grande Seu Valente! Aquele era valente e lutador mermo! 
Numa briga com caminhões poucos saem vivos. Ele era acima de tudo um abençoado por ter sobrevivido para contar história! Acertamos que íamos providenciar pipoca para a próxima sessão de cinema e partimos.

E num dos primeiros quartos do corredor, conseguimos garantir nosso fim de semana! Vou explicar, Meu Estimado Diário. Lá encontramos Berenice (acho que esse não é o nome dela, mas depois de várias tentativas para lembrar só vem Berenice na minha cabeça, então vai Berenice!). Ela estava no telefone, e tive a necessidade de fazer um teste: ver se era somente eu que assustava as pessoas. Então disse pra MoraLonge ir na frente! E pimbaa!!!

“Ui! Que susto!” ela disse!

“Aeee!!! Não sou so eu que dou sustos!” Comemorei e eu e Jason rimos da situação.

Conhecemos melhor Berenice, e suas incríveis habilidade de pilotar moto, carro, caminha, ônibus, e outros mais! E tudo com uma carteira de motorista comprada! Marcamos de no domingo fazer um churrasco na laje. Como já estávamos no ultimo andar, era só subir um lance de escadas e estaríamos na laje. Ficou acertado que ela convidaria pessoas de Casa Caiada.

“E tu vai ajudar nosso churrasco com o que?” Perguntamos a Bruno, o acompanhante de Seu Omar.

Mas ele era liso, tava com o nome sujo, não tinha cartão de crédito, nem cheque, nem dinheiro, nem sabia fazer churrasco... Não estávamos achando uma função para ele no churrasco!

“Sabe abrir latinha de cerveja?” Perguntamos.

Aeee! Arrumamos algo para ele fazer! Seria o abridor de latinhas. Já seu tio Omar, era rico! E disse que podia por todos os gastos na conta dele que ele pagava! Apesar de estar usando um máscara e se encontrar um pouco debilitado, estava completamente imerso e generoso no jogo. Estava tudo certo para o churrasco! Todos com suas atribuições! Será no próximo domingo às 9hrs da manha!

“Tchau! Até domingo!”

No trajeto para o posto de enfermagem, encontramos o Doutor Barney. Ele e Moralonge compararam suas botas e ficaram olhando qual era mais bonita. Depois perguntamos o que é que ele estava lendo naquele papel em suas mãos. Ele nos explicou a linda história que surgiu ao pescar aleatoriamente os nomes que aparecia no papel, e terminou com um felizes para sempre.

Também não posso esquecer da doutora da letra bonita! Que nos mostrou que um prontuário deve ser escrito de forma legível.

“Olha essa letra ai tá boa!” Dissemos, apontando pra o prontuário que estava com ela.

“E essa aqui?” Perguntou, mostrando outra letra.

“Essa tá mais ou menos”

“Essa é a minha!” Disse indignada e rindo.

“Eeeeeeitaaa, essa letra é lindaa!!!” Revertemos a situação! Kkkkkk

Por fim, pegamos o carro da enfermeira emprestado de novo e nos despedimos daquela tarde incrível! Meu Estimado Diário de Bordo, o setor pode te surpreender muito! Então não se deixe influenciar pelos aspectos e impressões iniciais! 

Sinto que a Saga de Gigantes tem muitos e surpreendentes episódios pela frente! Essa temporada promete! Descobri que os sustos não eram só comigo! Kkkkkk E cheguei a conclusão que quero pilotar um patinete futurista motorizado!!!


É isso que tenho para você hoje, Meu Estimado Diário de Bordo! Até o próximo capítulo!

domingo, 10 de abril de 2016

UMA SAGA DE GIGANTES – Eps.II – Em busca de Wilson no Alojamento Conjunto – 07/04/2016

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O vazio mais uma vez nos chama! Se joga!

Meu Estimado Diário de Bordo, a missão dessa vez foi no alojamento conjunto! Nossa atuação seria na terça-feira, mas por motivos de saúde não pude ir naquele dia. Então conseguimos ir na quinta-feira! E tinha que ser naquele dia! Porque foram inúmeros e incontáveis encontros, que às vezes até ficava difícil de administrar! Kkkkkk

Toc toc! Toc toc toc!
“Já vai!”
Toc toc!
“Já vai! Tem gente!”
Toc toc toc toc! E continuavam batendo na porta do banheiro em que nos arrumávamos! Acho que estavam se perguntando o que dois cabas estavam fazendo no banheiro ouvindo “Time of my life” e demorando tanto. Kkkkk Depois que conseguimos nos arrumar naquele calor infernal de derreter a maquiagem, subimos a energia e partimos em busca de que nos importunava tanto!

Era a enfermeira chefe! Ela estava vestindo uma saia extremamente elegante, feita com o que se assemelhava muito a um roupão de paciente. Simpatia pura! Perguntamos onde podíamos entocar nossas bagagens e as escondemos.

Partindo da enfermaria, estávamos indecisos se começaríamos pela direita e esquerda, e após uns momentos de reflexão, seguimos pela direita. E após alguns encontros inusitados, nos deparamos com o quarto da mãe de Ágata. O interessante foi descobrir da mãe da mãe de Ágata (ou seja a avó de Ágata e que mais parecia ser irmã da mãe de Ágata), que Ágata mal saíra da barriga da mãe e já tinha ido embora para sua cidade, pegando ônibus sozinha na estação rodoviária. Um prodígio a menina Ágata. A mãe dela estava meio tristinha de inicio e ainda dolorida da cirurgia, mas conseguimos vislumbrar alguns de seus mais belos sorrisos. Principalmente quando ela recebia de sua mãe uvas. 
Ela disse que as uvas estavam alternadas, uma estavam azedas e outras doces e que ela ia escolhendo primeiro as maiores que eram as melhores, para depois dar as azedas e menores para sua irmã. Esperta a mãe de Ágata. Kkkkkk Depois de combinarmos o dia em que Ágata viria dirigindo sozinha nos buscar no hospital para um jantar em sua casa, fomos em busca de novos olhares.

Chegamos ao espaço sideral onde duas astronautas estavam vestidas com seus uniformes intergalácticos e munidas de seu material e a bordo de sua nave para fazer limpeza espacial na área de isolamento de contato.

Ajudamos o pai de Joao Miguel a ficar tranquilo para escrever o nome do seu filho na certidão de nascimento. Ele já estava tão tranquilo antes e deixamos ele ainda mais relax. (ps: as duas frases anteriores foram inteiramente irônicas!)

Vimos Madal, e sua ajudante segurança que estavam na porta de um dos quartos. Uma de cada lado da porta, controlavam a entrada e saída de pessoas. Madal vestia-se da bandeira do Santa Cruz, e vinha de Santa Cruz do Capibaribe, onde era conhecida como rainha. A sua ajudante era uma boa segurança, mas não falava muito e era muito tímida. Tanto quando começamos a ser fotografados por nossa querida professora Laura, ela correu logo.

Alguns estudantes estavam sendo conduzidos por Dra. Laura e Dr. Reginaldo lá no alojamento conjunto, e é claro que queríamos falar com eles. Descobrimos que todos traziam seus nomes nas roupas brancas que usavam. E resolvemos organiza-los em ordem alfabética: Beatriz, Bianca, Gabriela³ (eram três Gabrielas seguidas kkk) e Victor (que não era Victor, mas é o que sua bata dizia). Dr. Reginaldo explicou que eu tinha um cabelo Pletórico. E nossos narizes também tinham o mesmo aspecto. Dra. Laura incorporou a fotografa e registrou alguns de nossos momentos, e ganhamos até selfie!

Encontramos um menina que para cada ano de vida, tinha um brinco ou piercing correspondente, distribuídos principalmente em toda a extensão de suas orelhas. Contamos todos eles é claro.

E chegamos a um dos quartos mais divertidos do alojamento conjunto, que por incrível que pareça era o mais triste. A enfermeira chefe da saia elegante já tinha nos sugerido ir lá porque uma das pacientes estava muito triste.  No quarto estava a mãe de Joao Miguel e logo chegou o pai dele, nos agradecendo por temos ajudado ele a ficar mais calmo do que ele estava. É sempre um prazer poder ajudar. E lá estava a tal paciente triste, mexendo em seu celular.

“Ela tá falando no whatsapp!” Falamos.

“To jogando.” Retrocou ela, já com um ar de riso, o que se apresentou como um convite e tanto. 

Fomos tentar descobrir de que jogo se tratava, e era uma espécie de caça palavras esquisito que embaralhava as letras. E a observamos jogar. Até que ai fim de uma rodada, vimos que o nome do recordista era Wilson!

“Quem é Wilson?” Indagou MoraLonge.

“Quem é Wilson?” Reperguntei com a mesma dose de espanto do meu MCM.

“Que Wilson?” Perguntou desconfiada e rindo a paciente que estava triste.

E ficamos tentando descobrir quem era e onde estava Wilson! Ela dizia não saber de quem se tratava até que com nossas habilidades de detetive chegamos a uma conclusão:

“Você roubou o celular de Wilson!!! Pobre Wilson!!!”

“O dele e de mais dois!” Respondeu ela mostrando os outros dois celulares que estavam em seu domínio após furtá-los.

Chegou então um cara muito parecido comigo! Pelo menos ele era todo laranja! Na verdade e se 
vestia todo de laranja! Curti muito a sua roupa e quis saber onde ele tinha comprado.

“Você é Wilson?” Perguntamos.

“Wilson? Eu não!” Respondeu. Ele era irmão da ladra de celulares e também passou a demonstrar bastante interesse em descobrir quem era Wilson. Havia uma outra moça na janela. Também parecia triste. Mas ela estava procurando Wilson.

Esbarramos com vários estudantes quando saímos do quarto. E parece que eles estavam num longo caminho (era o que diziam suas camisas: O caminho!) Tentamos nos infiltrar no meio, fomos descobertos, fizemos amizades, conhecemos alguns deles, formamos pares, conhecemos a Rapunzel que preferia um Príncipe magrinho pra facilitar na escalada ai longo de seus cabelos. Também conhecemos a Guerreira Guarani que era o primeiro raio de luz solar do dia! E não podemos esquecer da Garota Organizada.

Umas das mamães estava um pouco estressada e disse que não estava com Graça naquele dia.
“E quem está com Graça? Cadê Graça? Vocês viram Graça?” Mas Graça realmente não estava naquele quarto. Não deixamos a energia cair! Nos despedimos e saímos em busca de Graça! kkkkk
Vários bebês estavam se bronzeando nesse dia! Todos querendo pegar uma corzinha! Mas havia algo de errado: estavam todos ficando azuis!!! MoraLonge conseguiu até uma pretendente à distancia: um prima de uma das acompanhantes. Eu recebi elogios pela elegância de minhas roupas.

“Foi minha mãe que fez!” Respondia com orgulho.

 Encontramos Nati!!! Uma de nossas MCMs! Ela estava trabalhando e aceitou sair conosco após o trabalho para jantar! Jason ficou para outro dia, porque eu seria o acompanhante de Nati naquela noite!

Aos poucos fomos nos despedindo de todos que encontrávamos e saímos em busca de nossas bagagens de viagem.

Foi uma atuação longa, quase três horas de duração! Kkkk Mas foi massa!

E esse foi mais um episódio dessa Saga de Gigantes, Meu Estimado Diário de Bordo! Valeu MoraLonge, tu é fera!

Ps: Desculpa pela demora Charms!!! As aleatoriedades e imprevisibilidades da vida me fizeram mequetrefar com o prazo do DB. Agradeço a paciência, mas confesso que fiquei esperando sua visita aqui em casa.


Valeu, falows! Até a próxima!