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sexta-feira, 16 de junho de 2017

Babies everywhere: o retorno

Querido DB eletrônico,

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reparem no bebê com carinha do gato de botas acima e não na minha mequetrefisse
No dia 07/06 atuei mais uma vez no Alojamento Conjunto, mas dessa vez foi com Cora, e não com Dory. E o que falar do Alojamento Conjunto...

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Sim, bebês, roupinhas de bebês, luvinhas, sapatinhos, oclinhos de proteção, beicinhos, soninho gostoso, bolsinhas de bebê, mamães e vovós corujas, cheirinho de bebê e muita, mais muita foto por toda parte!

É real oficial, as meninas estão dominando o mundo. Acho que só tinha bebês meninas nesse dia! 

Conhecemos muitas mamães: em um quarto conhecemos mãe e avó de primeira viagem, que estavam só babando pela baby tomando banhozinho de luz; mãe e avó de muitas viagens que estavam ansiosas esperando a chegada do bebê no quarto; e mãe e amiga de algumas viagens que nos contaram toda a história do dia que a bebê nasceu (veio gente de São Paulo só pra conhecer a pequenina!). Nesse quarto rolou sessão de fotos, todo mundo queria foto dos bebês com a gente. SOCORRO, só não me coloquem pra segurar, morro de medo de derrubar! 😅 Cora era mais corajosa, segurou os bebês e tiramos as fotos!

Em outro quarto "reencontramos" nossa miga que viajou conosco para Paris à alguns anos atrás. Confesso que eu não me lembrava dela, só lembrava do croissant que comemos, mas ela lembrava da gente e Cora lembrava dela. Enfim, fiquei com saudade do croissant. 🥐 Fiquei p-a-s-s-a-d-a ao descobrir que ela tinha acabado de virar tia! Como é que pode? Cara de criança e já é tia? kkkkk Ela era uma fofa, cara de que vai ser uma tia supeeer babona! Na cama ao lado era só amor, a mãe tava deitada quietinha junto do bebê e a avó estava reflexiva sentada em uma cadeira pertinho. Refletindo sobre a novidade que havia chegado nas suas vidas, e de como tudo seria diferente daqui pra frente graças aquela pessoinha! Na outra cama, mãe e bebê compartilhando o momento mágico da amamentação. A cena tava tão linda, mas tão linda, ela olhava de um jeito tão apaixonado pra sua bebê, que seria o maior absurdo do mundo ir lá atrapalhar! Apreciamos de longe, trocamos uns sorrisinhos com a mãe, e roubamos um pouquinho da magia daquele momento para os nossos olhos também!

Em outro quarto tivemos um encontro super especial com uma residente (eu acho), maravilhosa, por sinal, a gente fez questão de elogiar bem muito a beleza dela, porque não era pouca, e fomos surpreendidas quando ela nos disse que tinha uma "gêmea" palhaça! Ela disse o nome mais eu não consegui gravar! 💔 Pena que ela tava se preparando pra dar uma palestrinha para as mamães e só pudemos conversar rapidinho com ela.   

Essa atuação foi rapidinha!

Última atuação do ciclo: fechando com laço e tudo!

Querido DB eletrônico,

Nessa última quarta (14/06) foi minha última atuação obrigatória desse ciclo, nem acredito!! Já adianto que foi maravilhosa, uma das melhores, sem sombra de dúvidas. Eu não queria que acabasse 😢, se pudesse tava até agora lá no setor kkkkk. E, falando nele, o setor que serviu de cenário-personagem para minha última atuação foi a enfermaria do 10° andar sul.

A atuação começou comigo "preocupada por ter hora pra o "encanto" acabar" e acabou com a hora tendo passado no lugar do encanto kkkkk. O tempo passou (inclusive muito), o encanto não acabou, e a gente queria continuar lá. Mas, sempre chega a hora de dar tchau. Apesar da tristeza da despedida, sai com o sentimento de que consegui estar verdadeiramente presente naquele momento (algo que estava tendo um pouco de dificuldade em algumas atuações passadas); com o sentimento de que cresci muito, que aprendi bastante com essa (ainda pequena, muitoo pequenina) jornada; e, com o sentimento de que eu pouco ou quase nada sei e que ainda tenho muuuuuuuito o que aprender. Afinal, palhaço pronto é palhaço morto. 😉  

Vou falar um pouquinho sobre como foi a atuação, mas não tenho como fazer você saber, saber mesmoo, como foi, só estando lá pra ver e sentir comigo e com Coralinda! Vou dividir em tópicos baseados nas pessoas que lá estavam para ficar mais fácil de organizar as ideias...

1) O médico residente: ficamos muuito no pé dele, era fofíssimo! Chegamos chegando, conversando com ele, querendo saber o que ele tava fazendo, e lá vem ele com história dizendo que era tímido. Estanho demais ele fazer uma afirmação dessas ao mesmo tempo que carregava pra lá e pra cá uma prancheta maior que meu tutu (era grande viu?), só podia tá querendo chamar a atenção... kkkkk Ele se disse tímido, mas tava mais pra folgado! Nem levantar da cadeira pra atender o telefone ele levantou, disse que "não ia saber o que responder". Mandou eu atender. Como não ia deixar o coitado do telefone ficar rouco, atendi! 🙈 Era uma residente de enfermagem querendo saber o número do bingo. Eu disse a ela que não tinha nenhuma enfermeira no local pra passar a informação pra ela. Ela não acreditou, insistiu, queria muito saber o resultado do bingo. Perguntei se eu mesma podia passar a informação, e ela disse que sim. Pedi pra Cora me ajudar fazendo a chamada dos números e passei pra ela. Ela se aquietou, ficou satisfeita! Missão cumprida! ✅ O médico disse que eu arrasei no telefone, arrasamos no trabalho em equipe! 👌 (menos ele, que ficou só sentado, rindo). 
Em outro momento da atuação, encontramos o """tímido""" desfilando pelo corredor, OLHA ELEEEE, até parece que uma pessoa tímida ia andar por aí daquele jeito, e ainda mais, sair desfilando lindamente pelo corredor pra fugir do serviço, como se nadaaaa. Atender o telefone ele não quer!
E, pra encerrar nosso bullying, já perto do final da atuação flagramos ele de papinho no seu Iphonee! PEGAMOS NO FLAGRAAA. Pelo visto ele só atende telefone chique. É LÓGICO que não íamos deixar de fazer a #denúncia para todas as enfermeiras que estavam por perto. Contamos pra elas o episódio de mais cedo, que ele não quis atender o telefone, e lá veio ele com mimimi dizendo que colocou a gente pra fazer alguma coisa porque a gente tava só de conversinha. Sei... Mas elas acreditaram na gente. HA! Dissemos que ficaríamos de olho nele! 👀

2) Seu Gilson e seu filho Tiago: fomos muito bem recebidas no primeiro quarto que chegamos por seu Gilson e seu filho, enquanto o primeiro era super falador e risonho, o segundo era mais calado, e ficava só observando a gente com um sorrisinho tímido. Começando a conversa, seu Gilson perguntou se a gente não tinha vergonha de, "nesse projeto", sair por aí com um nariz parecendo... "com cara de palhaço". Perguntei se ele tinha vergonha de sair por aí parecendo o Papai Noel 🎅 (ele usava uma camisa toda vermelha e tinha lá o seu buchinho que lembrava o do bom velhinho). Ele ficou surpreso (não tinha parado pra pensar que estava parecendo com Papai Noel), mas aceitou o argumento kkkkkk. Seu Gilson era uma pessoa peculiar, de uma sensibilidade única, incrível a positividade que ele exalava, ficamos admiradas! Ele nos falou muito sobre o amor que tinha pela sua esposa, pelos seus filhos e netinhos, por si próprio e por toda sua família (nos falou um pouco sobre ela). Nos falou muito sobre a importância da família, sobre o amor, e sobre a vida. "O que é o amor?" ele nos perguntou. Recebemos um montão de conselhos desses de pai mesmo! Prometemos guardar a lição de que, segundo ele, "amor é abdicação" e prometemos também ficar longe dos "SFs" da vida (os "sem futuro"!). Depois da conversa bem especial, demos um super abraço de despedida.
Ah! E, quando reparamos que Tiago era mais calado mesmo, nossa conversa incluiu "o olhar" também, e como as pessoas conversam e se reconhecem através dele. Pareceu até que seu Gilson tinha dado uma espiada nas nossas oficinas!

3) Dona Maria: Logo quando saímos do quarto de seu Gilson, avistamos uma senhora sentada do lado de fora de um quarto. Fomos lá conversar com ela. Dona Luzia era uma senhora super colorida, a roupa parecia um arco-íris e ela tinha cabelos com mechas vermelhas. Enquanto os apresentávamos, reparamos que tinha alguém se esticando pra nos ver e sorrindo pra gente láa no fundo do quarto. Perguntamos a dona Luzia quem era, e ela disse que era a senhorinha que ela tomava conta, dona Maria. Fomos lá conhecê-la! 
Dona Maria era uma senhorinha dona de um sorriso maravilhosoo, tinha um riso fácil e espontâneo! Descobrimos que elas eram de Caruaru, e que moravam no Alto do Moura. Que coincidência encontrar com elas justo no mês do São João! Perguntamos a dona Maria como era na casa dela, se tinha fogueira, e comida de milho, e ela disse que sim! Faziam uma fogueira pra cada santo, e tinha milho cozido, milho assado, pamonha, munguzá, canjica, pé de moleque... (eu querooo 😭) Perguntamos se ela ia para o São João e ela disse que sim, logo logo estaria voltando pra sua casinha! Perguntamos se podíamos ir também, pra conhecer o São João na casa dela, e ela disse que sim! EBAAA! Coralinda ficou muito encantada por dona Maria, e disse que ela lembrava muito sua vózinha 💜 (que tinha, inclusive, o mesmo nome!). Cora perguntou se dona Maria queria adotá-la como neta, mas ela disse que não, poxaa! 😞 Mas mesmo não querendo adotá-la, disse que ainda assim estávamos convidadíssimas para a festa na casa dela! Dona Maria reparou que Cora já estava prontíssima para as festas juninas (inclusive, o look dela arrasou na atuação, eu devia ter arranjado umas bandeirinhas pra pendurar no meu tutu pra não ter ficado underdressed! kkkkk).
Ela era muito fofa, o nosso encontro foi beem especial! 💙 E não foi especial "apenas" pela pessoa dela, mas também foi, pra mim, em particular, porque me deu um gostinho, mesmo que só na imaginação, do São João que eu talvez não consiga presenciar com a minha família 😔, foi maravilhoso ver os olhinhos dela brilhando por esse São João também!

4) Andreia e dona Sônia: logo quando entramos nesse quarto descobri que elas já conheciam Coralinda! Em outra atuação (que eu não pude participar) elas já haviam se conhecido. E Andreia não só reconheceu Cora, como também se lembrava muito bem dela, pois ela reparou na novidade do look de Cora, o laço branco maravilhoso dado a ela por Luigi! 🎀 Nosso encontro com elas foi rápido, mas me deu uma amostra do quão forte e determinada Andreia é, um exemplo para qualquer pessoa de dedicação e força de vontade! Maravilhosa! Uma fofa! Dona Sônia também era um amor! Quando estávamos conversando com elas, duas coisas aconteceram que motivaram nossas próximas ações: 1) Andreia disse que Tiago (não, não é o mesmo Tiago que já citei) estava triste, chateado por conta do adiamento de sua cirurgia; e 2) O pessoal do teatro de bonecos chegou perguntando se podia se apresentar no quarto delas. Num primeiro momento, a gente ficou doida pra ver a apresentação do teatro de bonecos! Mas, quando vimos a quantidade de gente que começou a chegar no quarto e todo o aparato que eles traziam resolvemos que seria melhor deixar o espaço pra eles se organizarem e voltar depois pra ver se a gente podia espiar um pouquinho. Então, aproveitando a deixa dada por Andreia, retornamos ao quarto de Tiago, que era exatamente ao lado (a gente tinha passado lá rapidinho antes, mas ele aparentou não querer muita conversa com a gente).

5) Tiago e Gabriel: então, o nosso verdadeiro encontro com Tiago ocorreu na terceira vez que a gente cruzou com ele durante a atuação. Na primeira vez, foi enquanto a gente estava aperreando o médico, Tiago passou carregando uma cadeira e a gente perguntou se ele precisava de ajuda. Ele disse que não, tava desenrolando, e continuou andando. Na segunda vez foi quando passamos pelo quarto dele, antes do de Andreia. Ele estava sentado próximo à porta, com o celular preso por o que pareceu ser um bracinho de robô à cadeira que antes ele carregava, usava um fone de ouvido bem grande, e parecia estar muito concentrado assistindo alguma coisa. Tentamos conversar com ele, mas ele não deu muita atenção, e não insistimos muito, já que ele estava entretido assistindo alguma coisa no celular, não queríamos aperrear e atrapalhar. Percebemos também que tinha mais alguém dentro do quarto, mas a pessoa tava escondida no banheiro e também não apareceu pra conversar com a gente.
Mas aí, quando conversamos com Andreia e ela nos falou que Tiago estava triste, resolvemos tentar mais uma vez, mas mudamos a estratégia.
"A gente adivinhou teu nome, é Tiago né? Quero ver tu descobrir o da gente". E começou o jogo.
Não só Tiago (que ficou se perguntando como a gente sabia o nome dele) deixou o fone de lado e entrou no jogo, como a pessoa que estava escondida, Gabriel, apareceu pra jogar também. O momento foi muito legal, não tem como eu descrever com palavras aqui as mímicas e dicas que eu e Cora fizemos e demos pra fazer com que eles adivinhassem os nomes "Coralinda Todafina" e "Tutu Tiramisù", e as caras e bocas que eles faziam sem entender e toda vez que erravam uma resposta! Mas no final, eles adivinharam mesmo! Sílaba por sílaba, mas adivinharam! 😂 Agora depois de adivinhar vinha outro problema, conseguir gravar pra acertar de novo o nome na hora de se referir a uma da gente kkkkkk. Foi ótimo. Um encontro que terminou dando certo de uma forma bem inusitada e que se tornou bastante especial!

6) O pessoal do teatro de bonecos: não sei o que é que algumas pessoas tem, mas que faz com que a gente goste delas logo de cara. Foi isso que senti com o pessoal do teatro de bonecos. Eram alunos de teatro e dança e quando eles nos viram, e fizeram carinhas de riso/curiosidade/reconhecimento, não teve como eu não gostar deles! Queria muito poder ter assistido ao teatro, mas os quartos realmente não comportavam todo mundo. Eu e Cora nos contentamos a dançar um forrózinho do lado de fora do quarto, enquanto os bonecos dançavam e cantavam o forró do lado de dentro, e a trocar algumas conversinhas rápidas com eles quando cruzávamos no corredor. Fiz questão, inclusive, de elogiar a make maravilhosa do olho de um dos meninos, queria que ele me ensinasse a fazer a minha daquele jeito!💔 kkkkkkk. 
O meio pro fim da nossa atuação ocorreu em paralelo com o teatro deles em outros quartos. Quando cruzamos com eles pela última vez eu e Cora já havíamos visto o super hiper mega ultra adiantar da hora e estávamos nos dirigindo à portinha traiçoeira, carregando nossas malas pesadas. Aí vem um dos meninos e diz pra gente ficar pra poder paquerar com ele. POXA MOÇOOOO, não se faz um pedido desse na hora que a pessoa tá indo embora!! 💔💔💔 Ficamos tentadas, a bolsa pesando nas costas, a gente querendo ficar, sem saber o que fazer, socorro, e agora, olha a hora, tudo ficando escuro, tarde, trânsito, todos aqueles olhinhos querendo a gente, CAOS... 😭 Com o coração na mão, vimos que era mesmo hora de nos despedir. Nos despedimos dramaticamente dos nossos colegas de setor, com a possibilidade de paquerar em outro momento deixada no ar, e nos rendemos à atravessar a portinha traiçoeira.

E como simplesmente acabar a atuação com uma energia de quem queria ficar pra mais cem não ia rolar, colocamos toda essa energia em uma explosão de abraço, pra encerrar, de um jeito especialíssimo digno dessa tarde maravilhosa, a minha última atuação.

E, pra acabar esse DB que já tá enorme, eu encerro guardando essa atuação numa caixinha, como um presente, e fechando com um lacinho, pra que ela fique bem guardadinha 🎁. Mas, não fecho com um laço qualquer, fecho com um lacinho igual ao de Coralinda, que eu falei lá em cima, um laço de fita branca, pra que fique bem registrado que ela foi uma parte essencial no todo que foi essa atuação! 💝 

Ps.: essa noção de parte e todo foi essencial para que Tiago e Gabriel entendessem a mímica que levou ao "toda" de "Todafina" 😂





terça-feira, 6 de junho de 2017

Delícias da pediatria

Querido DB,

Essa semana a atuação foi na quinta por motivos de raincife, e fomos para a pediatria. Logo quando chegamos, percebi que o corredor estava meio vazio, mas os quartinhos estavam cheio de momentos delícia que estávamos prestes a vivenciar.

O primeiro deles, pra mim, o mais delícia de todos, foi com Saffira, uma menina maravilhosa que nos recebeu super bem, e permitiu que a gente contemplasse os desenhos lindos que ela tinha feito, e a pintura linda que ela estava fazendo naquele momento. Saffira pintava o universo, com várias cores, estrelas e planetas, e tinha um ar digno de artista: estava totalmente mergulhada e apaixonada pelo que fazia 💙

Depois de conhecermos Saffira, conhecemos Joana, a ladybug 🐞 de quatro aninhos mais inteligente e maravilhosa do hospital. Com cachinhos dourados de dar inveja a qualquer um, ela nos apresentou a sua mamãe, cantou a música da galinha pintadinha pra gente, mas depois preferiu nos trocar por seu tablet 💔 , voltando algumas vezes ao nosso encontro só pra mostrar que tinha nos trocado mesmo.

Depois disso, vimos vários bebês com suas mamães, e conhecemos Cleia, mãe de Davi, que estava com uma carinha de que precisava muito de um abraço. Ficamos um pouquinho com ela e com Davi, cantamos e dançamos a música do balão mágico, e só fomos embora quando deixamos acertada a nossa viagem de balão, com todo mundo junto, e demos o nosso abraço.

Depois desse momento, entramos em outro quarto que também era o quarto da ladybug, mas, dessa vez foi para conhecer sem duvidas a menina mais bonita do HC. Ela estava sentada plena, na sua cama, com uma pele morena de dar inveja, olhos verdes brilhantes, e um cabelo cacheado grandão e maravilhoso, de dar inveja também, pra fechar esse pacote de beleza. Não gravei o nome dela, mas apesar de não ser de muitas palavras, ela era fofíssima, e estava acompanhada por sua tia e sua mãe, Valeria. Todas maravilhosas! Amamos conhecê-las! 

Saindo desse quarto, quase que fomos atropeladas por um maqueiro com uma mira boa até demais, que tentou mais de uma vez acertar a gente, socorro!! Fomos atrás dele pra tirar satisfação e conhecemos o futuro incrível Hulk, sua mãe e sua tia. O futuro incrível Hulk estava voltando da cirurgia que deu início à sua transformação, ele já tinha quase 2/3 do corpo verde, mas ainda estava um pouco afetado pelo efeito da radiação. Conversamos então com ele sobre outro assunto, um que ele tinha muita propriedade pra falar: futebol. E a discussão foi sobre quem era o melhor do mundo, Messi ou Cristiano Ronaldo. Pra ele, Cristiano Ronaldo, sem sombra de dúvidas. Ainda tentamos acrescentar Neymar na história mas ele não quis discussão, Cristiano Ronaldo era o melhor do mundo, e ele não queria saber de outro time que não fosse o dele, todos os outros eram ruins! Conversamos mais um pouco com Hulk, com sua mãe e sua tia, e depois nos despedimos pra deixar a radiação terminar de agir.

domingo, 21 de maio de 2017

As irmãs Aparecida e Ana Paula

Querido DB,

Essa semana a atuação foi mais uma vez na nefro, mas, dessa vez, passamos mais tempo nos quartos que na parte de hemodiálise, onde geralmente fico mais tempo.

O começo da atuação foi bem difícil pra mim, subir a energia não rolou, mas consegui melhorar um pouco a partir de um momento bem especial que tivemos com duas irmãs, Aparecida e Ana Paula. Aparecida era maravilhosa, muito engraçada, e pediu para conversarmos com sua irmã. 

Quando chegamos pertinho de Ana Paula vimos que ela estava bem tristinha, pensei até que ela não ia querer entrar no jogo, mas começamos a conversa devagarinho e daqui a pouco ela tava toda risonha, contando histórias pra gente, junto com aparecida, sobre seus milhões de irmãos e sobrinhos. Acho que terminei pegando um pouquinho de carona na subida de energia que tava rolando naquele momento pra dar uma subidinha na minha também.

Já no finzinho da atuação demos uma passadinha na hemodiálise, encontramos dona Vera escondidinha no fim da sala, e ficamos um pouquinho com ela.


De repente, surgiu nossa deixa, criada pela vizinha de dona Vera, e foi hora de partir.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

11 sul, o corredor infinito

Querido DB,

Essa semana foi dia de atuar no 11 sul, não lembro se já tinha atuado lá antes, mas que corredor enorme! Parecia infinito. Muitos pacientes estavam abertos ao jogo, se não todos eles, o que foi bom por lado, por ter deixado a atuação super movimentada, mas que por outro me fez senti em alguns momentos como naquele jogo que fizemos no aprofundamento, em que vinha estímulos de todos os lados e tínhamos que tentar dar atenção a todos eles, sem enlouquecer!

Nosso primeiro encontro foi com seu Severino e seu Reginaldo. O primeiro deles era muito sabido, estava empenhado nas suas palavras-cruzadas, mas deu um tempinho nelas pra conversar um pouco com a gente, ele disse que podia voltar pra elas depois, e que naquele momento não podia deixar de nos dar atenção (fofo <3). O segundo era mais calado, mas aos pouquinhos foi conversando com a gente também. Quando estávamos saindo desse quarto, conhecemos Rosângela, que estava passeando pelo corredor em busca de Amanda. Fomos tentar ajudá-la.

Saindo desse quarto, tivemos um momento de "socorro, a quem damos atenção?", porque tinha duas senhorinhas sentadas no corredor, um pessoal em um quarto todo decorado chamando a gente, e uma senhora toda vestida de rosa na porta de seu quarto tentando contato visual.

Começamos pela senhorinha de rosa. Logo descobrimos que ela, na verdade, era a Emília original, e logo começamos a reparar em todas as suas regalias por ser a boneca de pano em pessoa! Contei a ela que era sua super fã, e que tive, inclusive, uma boneca dela de pelúcia. Se não fosse Emília, ela tinha que ser alguma outra pessoa importante, porque estava toda maquiada, combinando, e com as unhas perfeitamente feitas, com uma estampa azul com bolinhas brancas. Ela nos apresentou seu "avô" e nos convidou para entrar no seu quarto. Enquanto conversávamos com ela, quem começou a chamar nossa atenção foi o paciente da cama ao lado, que perguntou porque Cora estava usando roupa de São João kkkkk maldade! Fomos conversar com ele  e seu Valdemir logo nos confessou que não havia gostado de Cora! Pouco depois, dona Emília disse que era o aniversário dele! Perguntamos se era verdade, e seu Valdemir disse que sim! Perguntamos se já tinham cantado parabéns pra ele, mas ele disse que não :(. Logo pensamos então em um jeito de consertar essa situação e em uma tentativa de fazer ele gostar de Cora. Fomos atras de um bolo! Calma que a gente já volta!

Recrutamos as melhores cozinheiras do andar a nos ajudar a encontrar os materiais pra fazer esse bolo. Todas elas foram muito solicitas, e tinham a mesma receita das boleiras do COB, mas a fôrmas de lá eram menores. Então, o jeito foi fazer cupcake de nuvem, com vela e tudo, e enchemos mais uma vez, os famosos balões cheios de dedo. Agora, com cupcake, vela e balão, voltamos com tudo para o quarto de Seu Valdemir, seguidas de perto por dona Emília, que fez questão de acompanhar todo o processo, e cantamos um parabéns pra você bem gostoso pra ele. Distribuímos fatias de bolo, demos aquele abraço de parabéns, e seu Valdemir pediu pra tirarmos a foto com ele, pra ficar o registro. 

Saindo desse quarto, tivemos um momento bem curtinho mas também bem especial com uma das senhoras que estava no corredor. Ela estava toda tristinha e pensativa, olhando pela janela, acho que estava esperando um quarto pra sua mãe, e fomos lá dar um abraço bem apertado nela. 

Depois disso, entramos no quarto todo decorado pra conhecer o pessoal que estava chamando a gente. Eles eram muito falantes, e estavam conversando quando entramos no quarto. Nos enxerimos na conversa e conhecemos Michele, que nos falou muito sobre seu filho e nos mostrou várias fotos dela arrasante, e Maribenete e Edilson, que também nos contaram várias histórias de sua família.

Depois desse quarto, tivemos um encontro todo especial com um senhorzinho, seu José Galdino, e sua esposa dona Adeilda. Eles nos contaram sobre sua longa e maravilhosa história de amor, e sobre como seu Galdino saiu de Orobó só pra encontrar e conquistar o coração que dona Adeilda aqui em recife, a qual é dona de um sorriso maravilhoso capaz de afastar qualquer sentimento ruim! 

E, por fim, nosso último encontro foi com Osana, mais conhecida como Jane. Logo de cara vimos que ela era uma pessoa muito chique, pois estava vestida super bem, e sua cama estava perfeitamente forrada. Ela nos contou sobre todas as suas atividades e sobre a quantidade enorme de pessoas que já tinha conhecido desde que havia chegado no HC. Ficamos impressionadas, fazer tudo isso e ainda conseguir se manter sempre arrumada, arrasou! 

Acho que visitamos todos os quartos que podíamos entrar! E já estava ficando cansada com tanta coisa que aconteceu em uma atuação só, pelo menos ela acabou bem na hora!




quinta-feira, 4 de maio de 2017

Na dúvida, hace

Querido DB,

A atuação dessa semana foi atípica, Cami não teve como ir conosco para o setor, então, fomos só eu e Beatan. E, como o caos parece não ter fim, mais uma vez eu estava mais do que morta, mas, já tinha me comprometido, então tinha que atuar. Saí da minha prova, não muito reconfortadora, e fui diretinho para o setor, antes que desse tempo da bad chegar kkkk. O que me deixou um pouco mais animadinha foi saber que atuaria, mais uma vez, na nefro, onde tive atuações bem especiais com Risoleta maravilhosa, no semestre passado.

Eu acho o corredor da nefro diferente de todos os outros, não só pelos aspectos físicos, mas também porque as enfermeiras e os outros profissionais sempre parecem estar de bom humor, ou, pelo menos, sempre acolhem a gente super bem, não sinto como se estivesse incomodando alguém quando chego lá, é um corredor bem acolhedor, pelo menos pra mim. Chegar pra pegar a chave e já receber um monte de sorrisinhos já dá meio que um "boom motivacional" na gente. Mas, dessa vez, o boom não foi tão efetivo... tentar competir com a minha semana era desleal. 

Chegou a hora de subir a energia. Acolhi aquele friozinho na barriga que sempre chega nessa hora, e agradeci, talvez pela primeira vez, pelo nervosismo que já estava bem instalado, porque estava fazendo meu coração bater a mil por hora e aumentando minha ansiedade e expectativa de descobrir logo o que (ou quem) encontraríamos ao cruzar a porta. Senti aquela já conhecida mistura de não estar pronta + medo, e logo me encontrei contando os segundos para subir o nariz e começar.

A atuação não durou muito, e nem envolveu muitas pessoas, mas os dois encontros que tomaram conta da maior parte da atuação foram os responsáveis por fornecer e manter o boom de que eu estava precisando, além de tirarem qualquer dúvida, que ainda poderia ter restado, sobre se eu deveria mesmo ter ido ou não atuar nesse dia.

O primeiro deles, foi com dona Vera, maravilhosa 💙. Como eu estava indo atuar em um dia da semana diferente do que ia no semestre passado, e como fazia muuito tempo que não ia na nefro, não esperava encontrá-la. Então, palavras não dão conta para dizer o que senti assim que abri a porta da hemodiálise e dei de cara com ela, que já dizia: "Come here, podem entrar!". Pareceu até que ela tinha sido colocada ali especialmente para eu encontrá-la. Nosso encontro foi maravilhoso como sempre, perguntei como ela estava e como andavam os livros que ela vinha escrevendo, e ela nos colocou a par de tudo o que tinha feito desde a última vez que nos vimos. Coralinda, que não a conhecia, teve o prazer de conhecê-la, e, como não podia faltar, dona Vera cantou bem baixinho duas ou três músicas pra gente, só pra matar a saudade. 

E, o segundo encontrou, foi com Edson. Esse encontrou permitiu que eu comprovasse três coisas, principalmente: 1) Eu tenho uma dificuldade ENORME de não tratar por "senhor(a)" qualquer pessoa mais velha que eu;
2) O "na dúvida, hace" é um dos melhores conselhos que se pode dar a uma pessoa (e agradeço muito a Gentis por ter me dado esse);
3) Muitas vezes a solução pra um problema que possa parecer super complexo é, na verdade. bem simples, mas é realmente difícil fazer o simples.   

Explicando brevemente cada um: por mais que Edson tenha pedido, me censurado, brigado comigo, e me chamado de "vovó" por estar me referindo a ele como "senhor", eu tentei com todas as minhas forças (e com toda minha atenção sobre o emprego de pronomes nas minhas frases) me referir a ele usando apenas "você" ou "tu", mas, um "senhor" ou um "senh..." sempre acabava escapulindo, involuntariamente, e ele ficou me julgando. Tentei até fazer um acordo com Coralinda, pra que toda vez que eu errasse ela me beliscasse, mas nem levando beliscão eu tive jeito! 😞

Quanto à dúvida, a questão foi a seguinte: enquanto estávamos conversando com dona Vera, vi Edson passando por a gente mais de uma vez e sabia que já tinha visto ele em algum lugar. Depois de um tempo, lembrei que em uma prática de nefro, o professor tinha pedido para colhermos a história de um paciente, que, por coincidência, tinha sido ele. Então, eu comecei a me lembrar de algumas coisas que ele havia nos contado, sobre a sua história pessoal, que poderiam despertar um certo tipo de preconceito, ou até um preconceito bem considerável, em qualquer pessoa, podendo despertar um sentimento de tentar evitar um pouco a interação com ele. Mas, refletindo sobre várias coisas na minha cabeça, eu percebi que queria muito ir lá falar com ele, mas ainda percebendo que algumas partes de mim podiam tentar sabotar essa interação, então, o que resolveu o impasse foi: "na dúvida, hace!". 

E, a questão do fazer o simples, ocorreu logo após o momento que resolvi me direcionar ao local onde Edson estava. Quando começamos a nos aproximar, percebi que ele começou a falar algumas coisas, talvez para chamar a nossa atenção (ou para nos afastar), como se estivesse resmungando da vida, da doença, da dor, do ter que se submeter a fazer hemodiálise, questionando razões para aquilo ter acontecido com ele... Enfim, falando muitas coisas. Vi, então, uma barreira enorme entre nós dois. Ou melhor, um lago congelado. Comecei a ficar atordoada, sem saber se ignorava ele e interagia com um senhorzinho ali próximo que tinha cara de ser bem mais simpático (desde que não fossem pedir dinheiro a ele), ou se tentava algo, pra ver se dava certo. Optei então por tentar colocar meu dedinho no lago congelado, e ver se ele me sustentaria, ou, se quebraria, e me derrubaria na água gelada. Mas, e aí, o que fazer? Enquanto refletia, percebi que o enfermeiro Trampi (ou Maurice, ou Maurício ainda não descobri kkkk) preparava o cateter para para colocar no braço de Edson e começar o procedimento da hemodiálise. E foi aí, no meio de seus resmungues, que Edson falou que só fazia "levar furadas o tempo inteiro" e que "doía muito". PAM, veio a ideia. Juntei então cada pinguinho de coragem que esse nariz vermelho me fornece e perguntei, já me preparando para cair com tudo na água gelada: "Será que se eu segurar a mão do senhor, enquanto ele fura, melhora?" E o tempo que se passou entre o silêncio de Edson, a mudança da sua expressão, o olhar que ele me dirigiu, e a sua resposta, pareceu uma eternidade. "Pode ser, você pode tentar", foi o que ele respondeu. Depois de ter morrido e voltado umas cem vezes até receber essa resposta, e de um breve momento de incredulidade, eu me abaixei ao lado dele e segurei sua mão em um aperto, que logo depois foi incrementado por Coralinda, tentando, com todas as forças que consegui transmitir através de um aperto de mão, fazer com que a dor dele passasse. Depois disso, nossa conversa desabrochou. Acho que ainda não consegui processar dentro de mim tudo o que senti durante esse encontro. Mas, acho que posso chamar de surpresa, a minha reação ,ao perceber que desatamos um super nó com um simples segurar de mãos.

Esses dois encontros me deram, com certeza, muita coisa no que pensar...

E, pra finalizar, quando vimos chegando o carrinho com a comida, vimos que dera nossa hora. Mas, antes de sairmos, sempre tem espaço para dar abraços! E finalizamos a atuação com dois abraços bem gostosos, e com mais alguns sorrisos maravilhosos das enfermeiras guardiãs da chave.

sábado, 29 de abril de 2017

Felicidade, amor e... coxinha!

Querido DB,

Sabe quando a gente não estava esperando fazer alguma coisa, mas que  com o embalo, termina fazendo, e depois a gente fica eternamente grato por ter feito? Foi mais ou menos o que aconteceu comigo nessa quinta, quando eu tinha me programado pra atuar uma vez, voltar à so called realidade e, inevitavelmente, me estressar com um montão de coisas que vez por outra aperreia meu juízo. Pois bem, terminou que resolvi seguir a ideia da minha atual MCM  e da minha anterior, mas ainda assim, MCM e embarcar em mais uma atuação diferente: participar de um evento organizado pelo pessoal da Alergologia para pacientes com imunodeficiências primárias e seus familiares e para o qual o pessoal da palhaço havia sido convidado. Apesar das incertezas de como seria, nos preparamos, e fomos.

A atuação foi bem diferente das que estava acostumada, no setor, e rápida também. Mas a vivência como um todo deixou algumas impressões em mim que comecei a perceber em nossas conversas pós atuação...

Me preparei junto com as meninas para nos jogarmos no vazio, e encontrei no vazio um lugar onde você pode se encontrar correndo loucamente, de um lado para o outro, segurando um montão de balões de hélio, guardando a expectativa de que eles pudessem te fazer voar; um lugar onde você pode se encontrar prendendo involuntariamente a respiração na expectativa de ouvir o que as outras pessoas iriam responder à pergunta "o que você deseja do fundo do seu coração?"; um lugar onde você pode ficar tão admirada vendo as outras pessoas terem seus desejos levados diretamente para quem teria poder de realizá-los que nem percebe que acabou ficando de mãos vazias; e um lugar onde, a partir do vazio, você é capaz de fazer tudo, se tiverem pessoas maravilhosas lá juntinho de você.            


Obrigada pela companhia, MCMs, meu vazio seria apenas um vazio se não fossem vocês! 💙





Bebês por toda parte

Querido DB,

Sobre a atuação dessa semana eu só queria dizer que...

Resultado de imagem para babies everywhere 
                              ...esse meme é tão representativo que eu poderia parar por aqui kkkkk.

Mas vamos lá, foi minha primeira atuação no alojamento conjunto, e a atuação foi no mínimo beem diferente. Em muitos aspectos. O mais importante deles com certeza foi o fato de ter bebês muito pequeninos em todos os lugares, e eu ter que ficar o tempo inteiro checando se não tava arrastando nada com o meu tutu não muito discreto, porque os quartos estavam bem tumultuados: era berço, cadeira, mãe, acompanhante, fralda, bebês, pais, bolsinhas de bebê, enfermeiras e cobertorzinhos por todos os lugares. 

A atuação terminou sendo rapidinha, mas teve seus momentinhos especiais. Vou destacar três deles:

O primeiro foi com uma mãe e uma bebê que estavam em um quarto todo cor de rosa, só tinham bebês meninas nesse quarto, e não economizaram no "frufru". A bebê já tinha madeixas de dar inveja a qualquer um, digna de rapunzel, mas, apesar disso, era a única baby do quarto que não tinha um laço enfeitando a cabecinha! Prometemos à mãe que arrumaríamos um laço e não muito tempo depois, Tutu e Dorotéia confeccionaram um laço de dar inveja a qualquer um! Ficamos emocionadas com nosso trabalho, e mais ainda ao vê-lo amarradinho na cabeça da bebê. 😍

O segundo foi com outra mamãe e sua bebê que estavam em um quarto com diversas personalidades bebês, a filhinha dela incluída. Era o quarto do Rei Arthur, da Princesa Sofia, do Bebê Pop Star e da Musa do Verão, a bebê de quem vou falar. Nossa musa se chamava Camily (uma junção proposital ou não, nunca se sabe, entre Camila e Emily) e quando a encontramos ela estava tomando um delicioso banho de sol azul, com um óculos muito fashion. A mãe dela lamentou não ter um celular com câmera para que pudesse registrar esse nosso encontro. Mas, como (aparentemente) estávamos sanando todas as faltas, Dorotéia não tardou em resolver também esse problema. Arranjamos uma máquina tiradora de fotos, e eternizamos um momento bem maravilhoso:


E o terceiro, foi com a acompanhante de uma paciente. Dessa vez, foi ela quem arranjou uma pecinha pra onde estava precisando. A pecinha, foi uma flor de crochê verde, e o que estava precisando dela, era meu tutu. Em um dos maiores acasos que já vi até hoje, depois de duas atuações falando sobre melhorar o meu tutu, acabamos encontrando uma senhora fazendo um tapete de crochê verde, e que, diante da proposta feita por Dory de fazer algo, tipo uma flor, pra minha saia, aceitou prontamente o desafio e fez rapidinho o detalhe que tanto faltava pra completar meu visual. E, pra casar direitinho, a linha ainda era verde, pra combinar com a minha calça! 

Missão cumprida? Hora de bater em retirada. E, pra combinar com a atuação diferente, o fim foi diferente também: bolsas nas costas, corremos para fora do setor sem pausa pra tirar nem pele nem make. Pausa pra respirar, baixamos o nariz, e acabou.  

        

domingo, 23 de abril de 2017

O que a gente dá e o que a gente recebe?

Querido DB,

Essa semana foi a vez de voltar à pediatria (só tinha ido uma vez lá até então!), e como tem que ser na emoção, eu não tinha tido um dia muito legal, e tava doida pra ir pra casa.. Mas, deu a hora de atuar, me encontrei com Cami e Beatan e subimos para o setor. As conversas e dancinhas ao longo do processo pele-make-energia já começaram a me deixar melhor, e foi ao som de Backstreet Boys que subimos a energia e colocamos o nariz, relembrando momentos da dança pessoal. De narizes apostos, adentramos no corredor.

O quartinho dava de frente para dois quartos, espiamos um deles, que, olhando de fora, parecia estar vazio, e nos deparamos, para nossa surpresa, com um menino perdido! Mogli, além de sozinho, estava enjaulado, tadinho! Considerei roubar o menino e levar pra casa, mas, achamos mais sensato fazer uma #denúncia e as primeiras pessoas que encontramos estavam na sala de procedimentos. Contamos que Mogli estava abandonado e enjaulado e o homem lá não acreditou! Chamamos então para que ele fosse ver. Ele entrou corajosamente no quarto, confirmou a nossa #denúncia, mas disse que na verdade Mogli não era ele, era ela! Então, estávamos diante de uma menina perdida. Saindo do quarto, sem querer deixar a coitada abandonada lá, nos reparamos com uma pessoinha de bermuda amarela que olhava desconfiadamente para a gente. Ele não tardou em nos explicar que a mãe de Mogli ja já voltava, e que ele estava olhando o quartinho dela. Pedimos, então, para o senhor guarda se posicionar no seu posto, mas logo percebemos que ele na verdade estava enrolando a gente, e que estava esperando só a gente virar de costas pra fugir do setor, descobrimos seu plano! O guarda pinóquio desmentiu tudo e disse que "ficaria de guarda". Sei... só observo! 👀

Seguimos para outro quarto e conhecemos, ainda no corredor, a bebê Ana Clara, que pareceu ter ficado hipnotizada por nossos narizes diferentões🔴, quase como se eles atraíssem magneticamente a sua cabeça. Pra onde o nariz fosse, a sua cabecinha ia junto. E, por falar nessa cabecinha, ela estava maravilhosamente enfeitada por, não um, mas dois laços amarelos! DOROTÉIA, ELA É TUA GÊMEA!🎀 E pelo visto era mesmo, porque a baby não conseguia tirar os olhos de Dory, mas ela preferia admirar a distância, nada de chegar muito pertinho. Ana Clara era simplesmente um arraso de bebê, com suas unhas laranja neon e seus sapatinhos de dar inveja, a mãe concordou que ela seria uma modelo digna de passarela! Mas cuidado aí, que o pai é ciumento, não largou a bebê do colo, e quer que ela vá pra faculdade! Vizinho à Ana Clara, conhecemos outro bebê super fofo, Carlos Miguel, que, além de também ser um arraso de bebê (ele usava uma sunguinha de toy story), também tinha uma fixação pelos nossos narizes, e queria pegar algum deles pra ele, não deixa Coralinda!! Não entendi porque essa fixação toda! Ele também tinha um nariz, vermelho como o nosso, só que muito mais legal, porque servia como chupeta! Demos um instantinho nesses dois babys para olhar outro bebê que estava em um soninho gostoso no berço da frente, que estava todo preenchido pelos lençóis e almofadinhas mais fofinhos e quentinhos para que ele dormisse no maior conforto do mundo. Ficamos com #invejinha dele. E aí, nesse pequeno instante, quando nos viramos para os outros bebês - txan-ran-ran-ran, txan-ran-ran-ran, txan-ran-ran-ran-ran - O QUE É ISSO? ROMANCE?! Ver os dois assim, um de ladinho do outro, deixou claro e evidente que eles já eram um casal, Romeu e Julieta 💖. A mãe de Miguel apoiou logo o romance, disse que Ana Clara era uma boa pretendente pra ele, mas, o pai de Ana Clara, ciumento que era, disse que ela ia pra faculdade. KKKKK Dissemos que eles podiam ir pra faculdade juntos, mas ele insistiu que Ana Clara iria pra faculdade e que não era pra pensar em namoro. Dissemos que Miguel podia esperar por ela, pra eles viverem esse romance depois que os dois se formassem, e a mãe dele concordou. Pausa pra foto com essa futura família, pra já deixar os laços bem amarradinhos, e seguimos para outro quarto. Ps.: Tirar fotos com esses bebês foi uma verdadeira aventura porque não tinha acordo com Ana Clara, ela só queria olhar para nossos narizes, e ficava virando o rosto da câmera, para frustração de seu pai, pra olhar pra gente. Ficamos nos revezando pra chamar sua atenção, e depois de muito esforço a foto saiu!

Quando estávamos indo para o outro quarto, vi de relance o que pareceu ser um anjinho entrando em um dos quartos 👼... Dorotéia percebeu também e logo falou: Eu acho que vi alguém conhecido ali! Fomos lá espiar, e encontramos Dra Georgia (maravilhosa). Ela parou pra conversar com a gente, falou sobre o projeto, e como sempre, mexeu com nossos coraçõeszinhos, fazendo a gente pensar sobre o que é estar nesse projeto, e deixou pra gente uma reflexão, disse para, em tudo o que a gente fizer, sabermos pra quem fazemos, o que a gente dá e o que a gente recebe. Guardei essa frase naquele lugarzinho bem especial que temos dentro da gente, onde a gente coloca aqueles momentos que não queremos esquecer. Foi um encontro bem rapidinho, mas também bem especial. Fiquei na
 vontade de dar um abraço, e, pra que eu não ficasse só na vontade, Dory perguntou se eu poderia dar um abraço nela, e o que começou como um abraço meu, terminou como um abraço nosso, coletivo, e bem especial! 💙    

Seguimos para outro quarto e encontramos com mais três bebês. Um deles, maiorzinho, estava stalkeando a gente a um tempão mas toda vez que tentavamos contato ele corria e ficava ignorando a gente. Não quis conversa. Quanto aos outros dois, descobrimos serem príncipes! Mas não qualquer príncipe, eles eram desses príncipes que usam armadura, dignos de uma coroa!👑 Mas, porque reinar sozinho, se você pode reinar junto com alguém? E foi isso que esses bebês fizeram, cada um carregava metade da armadura, e juntos, Baby e Heitor se completavam. Quando estávamos nesse quarto, chegou a visita mais esperada por todos, a moça empurrando o carrinho de comida, hmmmmm. Mas ela não quis dar nem um nem dois pra gente 😢. Quando ela se virou tentamos roubar o carrinho e sair correndo, mas ela viu (droga!). Saindo de lá, nos encontramos mais uma vez com pinóquio, que trazia boas novas: a mãe de Mogli havia voltado! Mas, dado o nome do nosso guarda, fomos lá averiguar. E, realmente, ela havia voltado, mas, pelo visto não estava muito preocupada em fazer companhia para Mogli, que continuou sozinha dentro do quarto, tadinha! 💔 

Enquanto conversávamos com pinóquio, percebemos mais uma pessoa passeando pelo corredor, um menino galeguinho que parecia estar ou fixado pelo painel de madeira da parede, ou bastante entediado. Perguntamos a pinóquio se ele conhecia o menininho, e ele disse que não. Como não acreditamos, fomos lá procurar saber. Ele não se mostrou muito disposto a conversar, mas encontramos a mãe dele e fomos conversar com ela. Descobrimos seu nome, Otávio. Tentamos chamar sua atenção, olhar e paquerar pra ver se batia a química, mas tudo parecia ser mais interessante que a gente. Tentamos dar um gelo, ignorando a ignorância dele, e nada 😞. Última tentativa, cantarolamos seu nome de um jeito digno de serenata, mas ele era um galego difícil. Poxa! Tudo bem, fomos embora. Passando mais uma vez pela sala de procedimentos, percebemos algo que não tínhamos percebido antes, uma boneca roqueira estava em uma situação meio complicada, espremida atrás do armário, demos uma ajuda a nossa amiga e reparamos que ela tinha mechas de cores variadas no cabelo. Achamos que mechas assim poderiam ficar legais no cabelo de Cora, e, quando íamos perguntar se tinha um cantinho para pintarmos o cabelo dela, percebemos que Otávio tinha ido ver, discretamente, para onde havíamos ido! Quando ele percebeu que havia sido descoberto, saiu correndo e foi se esconder enfiando o rosto na cama, todo vermelhinho. A gente viu, viu?? Você foi atrás da gente! Ele voltou a ignorar a gente, e começamos a pensar se o engano não havia sido nosso... FOI TUDO UM SONHO?! FOI TUUUDO UM SONHO, FOI TUUUUDO UM SONHO...

E assim, a atuação se esmaeceu.

domingo, 16 de abril de 2017

O Ballet do COB


Ato I - A chegada dos aventureiros
(todos em cena)

Tudo teve início com a chegada de cinco aventureiros que, carregando seus tesouros em bolsas que pesavam toneladas, desbravaram o longo percurso que levaria ao seu destino. No caminho, encontraram criaturas das mais diferenciadas: uma telefonista, duas fotógrafas, um chapeleiro e um dançarino da eguinha pocotó. Mas, o que definiu seus destinos, foi o encontro com um aventureiro perdido, que também carregava seu tesouro em uma grande mala, e que conduziu os aventureiros ao portal mágico. Atravessando o portal, os aventureiros precisaram driblar um exército (do que pareciam ser) Smurfs azuis que ocupava o local onde estava o guardião dos tesouros. Livres de suas bolsas, os aventureiros puderam desbravar a terra recém descoberta, o COB.  

Ato II - O batizado de Noel

Os aventureiros logo descobriram que aquela terra abrigava um tesouro ainda mais raro do que suas malas: as sementinhas do futuro. O aventureiro Luigi pode batizar uma dessas sementinhas, chamando-o de Noel (a semelhança com o bom velhinho era inegável!)  

Ato III - A festa do pijama

As aventureiras da equipe não tardaram em descobrir que os "Smurfs" na verdade eram na verdade pessoas que estavam organizando uma festa do pijama. E, como conseguimos pijamas iguais aos deles, começamos a nos preparar para participar da festa também, e assumimos a tarefa de recrutar mais convidados!

Ato IV - Sem laço não tem festa

Problema: o dress code da festa incluia não só  o pijama, mas um laço. Sinto muito, Coralinda, mas sem laço (feito o meu, o de Doroteia e o de uma de nossas convidadas) não tem festa! Teve início então a busca por um laço para Cora. Quem resolveu seu problema foram as habilidosas mãos de Luigi, que confeccionou com os materiais que tinha a seu alcance um laço branco peculiar, e prontamente colocou-o no topo da testa de Coralinda. Problema resolvido? Vamos à festa! Daqui a pouco quem ficou quase sem laço fui eu, e mais uma vez, as mãos com "havilidad no manejode Luigi me ajudaram, juntando os finzinhos perdidos e devolvendo o laço à minha fita. 

Ato V - Os olhos de Indigestina
(solo)

Eram duas ballerinas: eu e Indigestina, mas a sincronia de nossos movimentos e a sintonia de nossos olhares nos tornou uma ballerina só. Saltitamos, giramos, mergulhamos em nossos olhares e, para o grand finale deste ato, demos um abraço, com a pose dramática de Indigestina para fechar: narizinho apontando pontudamente para o alto e braços levantados apontando para trás! Nesse duo solo, tudo o que pude ver foram os olhinhos brilhantes da ballerina mais energética de todas!

Ato VI - Cadê todo mundo? 

Rebuliço pra cá, rebuliço pra lá. O palco que antes estava entupido agora estava vazio. Até Indigestina sumiu. Ficou a pergunta, cadê todo mundo?

Ato VII - Le Grand Act: o plié da Dorotéia

Pra resolver a questão da fuga dos atores, entra a ballerina Dorotéia elegantemente e coloca-se próxima à barra. Chegou a hora do Grand Act, a ballerina Dorotéia estava se preparando para orquestrar um grand plié. E nada de querer fazer demi plié, com ela, todos tem que ir até o chão. O que tornou esse ato o Grand Act foi o seu objetivo: a ballerina Dorotéia recrutou seus melhores dançarinos para ajudar uma convidada mais que especial a colocar mais uma sementinha do futuro para fora. Mas essa sementinha era teimosa, e estava causando muito aperreio à sua cultivadora. Então, todos juntos, regidos por Dory, colocaram seus pés em posição. afastaram os joelhos, e fizeram um belíssimo plié, puxando todo o ar que conseguissem e transmitindo na forma de forças para a nossa convidada. Fizemos uma sequência de pliés e daqui a pouco quem tinha desaparecido começou a aparecer pra fazer também!   

Ato VIII - Se vai ter parabéns, tem que ter bolo

Além das cultivadoras de sementinhas, outras pessoas também mereciam atenção: os pijaminhas azuís. Era dia de homenagear alguns deles em particular, então, do nada, fez-se um bolo e fez-se mais um ato! Os ballerinos se juntaram, providenciaram um Angel (tava mais pra cloud) Cake regado com calda alcoólica, encheram balões cheios de dedo e, em fila indiana, ecoaram um parabéns pra você bem gostoso. Repartiu-se o bolo, distribuiu-se abraços, brotaram sorrisos, e o ato acabou. Hora de pegar o tesouro de volta e colocar o pé na estrada, pois o caminho é longo!     


Ato IX - O nascimento do cisne

Palavras não dão conta, então vai a foto:
A imagem pode conter: 2 pessoas, pessoas sentadas e área interna

Ato X - O fruto do ballet
(póstumo)

Como a gente sai do COB mais o COB não sai da gente (principalmente se você estiver com Cami e Rai kkkkkkk), voltamos lá um pouco depois da atuação e tivemos o prazer de conhecer a "sementinha" motivadora do nosso Grand Act. Um bebê super fofo, e sua mãe mais fofa ainda! Ficamos super felizes! Palavras não dão conta para descrever o que senti ao ver os dois juntinhos pouco tempo depois de ter feito plié com essa mamãe!

sábado, 8 de abril de 2017

Tá tutu bem, tutu?

Querido DB eletrônico,

Essa semana foi dia de atuar no 11º andar, na onco! Logo quando chegamos para nos trocar nos sentimos #intimidadas porque chegaram uns homens para fazer uma manutenção no quartinho que geralmente nos trocamos e a enfermeira disse que demoramos muito a nos arrumar, então ela nos deu a chave do quartinho delas. Dada a #acusão, começamos a nos arrumar bem rapidinho pra não fazer demora, e quando estávamos no Tut Tiram e no Dorot Pand - TOC, TOC, TOC - já vai! - TOC, TOC, TOC . Abrimos a porta, a enfermeira queria alguma coisa lá, pegou e foi embora. Me senti #exposta por estar nesse momento de transição, mas tudo bem kkkk. Corremos ainda mais. Já maquiadas, colocamos a música (um funk por sinal kkkkkk) de subir a energia. Quando estávamos concentradas, começando a contar, outro barulho na porta. Será que tem alguém batendo de novo? Esperamos e nada. Daqui a pouco outro barulho. O jeito foi subir a energia sob pressão! 10, finalmente! Subimos o nariz e saímos.

Mal fechamos a porta do quartinho e já fomos abordadas por uma enfermeira (ou residente, não lembro), que disse pra gente entrar em um quarto pra conhecer uma senhorinha que poderia ficar muito feliz com a nossa presença. Entramos, e fomos apresentadas a Dona Creusa, mas ela era muito séria. Tentamos conversar com ela, a acompanhante e a enfermeira tentaram fazer ela conversar com a gente também, mas sem muito sucesso. Então, fomos embora. 😞 Logo que saímos do quarto dela vimos que todo mundo do quarto ao lado estava se abraçando, A GENTE TAMBÉM QUER! Entramos literalmente pedindo abraço e fomos muito bem recebidas por Dona Maria, que não deu apenas um, mas dois abraços em cada uma! Ela disse que adorava "isso", se referindo a gente, e disse que amou nossas roupas, começando a analisar o meu tutu. Dona Maria nos contou que costurava várias roupas, e propomos que ela fizesse um desfile algum dia no corredor. Ela gostou da ideia, mas continuou analisando meu tutu. Perguntamos se ela propunha alguma mudança, e ela disse que tava faltando alguma coisa! 😲 Sugeriu que eu colocasse algumas estrelas, ou talvez uma lua! Perguntei se tinha como colocar as estrelas do céu no meu tutu, e ela disse que poderíamos tentar fazer igual, pena que não achamos material para ela fazer o arranjo lá mesmo! Mas, apesar da observação, ela elogiou muito nossas roupas, e reparou que eu e Dorotéia sempre andamos combinando, listra com listra e azul com azul! Dona Maria disse inclusive que parecíamos gêmeaaas! 💖 

Seguimos para o outro quarto, muito populado, por sinal, e conhecemos Seu Neno que nos fez uma #denúncia contra dona Risoleta Corujina. Eu só queria dizer que não esperava isso da minha MCM anterior! Tentar vender um tênis super caro ao pobre velhinho, que absurdo dona Risoleta! Prometemos a ele que comunicaríamos a ela a reclamação e faríamos ela parar de tentar enrolar ele! Depois que nos recompomos, percebemos uma coincidência singular: TODAS as pessoas do quarto estavam vestindo ou flores ou listras, separadas inclusive por leito 😅, propomos então fazer uma competição entre flores e listras, e seguimos para tentar encontrar mais competidores. Saindo do quarto, não resistimos em fazer uma #travessura. A enfermeira (que disse que a gente demorava a se arrumar) tava sentada em um banquinho dormindo e resolvemos ir lá acordar ela 😀. Mas não deu pra assustar, ela acordou antes. 😢

Seguimos para outro quarto, e fomos recebidas na porta por Dona Dalva, que veio nos contar da situação de sua mãe. Fiquei muito comovida com as duas senhorinhas em seus leitos e com a conversa com dona Dalva. Ficamos um pouquinho com ela conversando, mas daqui a pouco todo mundo já tava querendo chorar, demos um abraço bem forte nela e seguimos. Andando pelo corredor, passamos por outra enfermeira que estava reclamando com o homem da manutenção  das goteiras que não tinham sido reparadas ainda. Percebi que ela tava segurando uma caixa e disse pra ela colocar ele dentro dela, e prendê-lo, tenho certeza que resolveria! Ela gostou da ideia kkkkkk. Entramos então no último quarto, onde conhecemos Seu João Nunes, que descobrimos ser o gerente do andar. Ele disse ser muito mandão, e reparamos que ele ficava de olho em todo o movimento do andar. Inclusive, ele nos mandou entrar no quarto antes mesmo de a gente insinuar que ia entrar! Ao lado dele, estava Seu Sandro, o sub gerente. Percebemos que eles eram uma representação perfeita de Don Quixote e Sancho Pança! Durante a nossa conversa, reparamos que as pessoas do quarto também usavam flores e listras, havíamos encontrado mais competidores! Contamos a eles da competição e Seu João Nunes disse para avisarmos ao pessoal do outro quarto pra escolherem um representante, pra ele saber com quem ia duelar. Durante a conversa, percebemos que a porta do banheiro ia se abrindo e de repente se fechou, PODE SAIR VIU?? A GENTE NÃO MORDE NÃO! E começamos a bater na porta. Finalmente, Jane desistiu e saiu kkkkkk. E foi assim que descobrimos que o Sancho Pança era também Tarzan!

Saímos do quarto e fomos abordadas pela enfermeira da caixa, que estava falando que tinha gostado muito da saia de Dorotéia, e que queria uma igual por que ressaltava o pandeiro 🍑. Disse então pra ela perguntar o nome de Dorotéia e ela adorou! Depois ela perguntou o meu e quando eu falei ela disse: hmm Tiramisù é uma sobremesa cara né? (foi a primeira pessoa a quem eu disse meu nome que sabia o que era! kkkkkk). Perguntamos se ela já tinha comido e se ela gostava, ela disse que sim mas que tinha achado muito doce! Dorotéia disse logo que eu não era muito doce, e apontou pra minha "cara de amarga"! 😝 Mas não desmenti não, disse a ela que podia ser mais café que chocolate. E depois ela voltou a falar das nossas saias, dizendo que não tinha gostado muito do meu tutu, que ele era sem graça. Fiquei mal 😢. Queria tirar o tutu! Fomos pedir um cantinho onde eu pudesse tira-lo pra acabar com meu sofrimento. Pegamos a chave e fomos embora.

Baixando o nariz percebemos o quanto tinha sido rápida a atuação! E olha tudo o que aconteceu! Ficamos felizes, pois estávamos mortas e doidas pra voltar pra casa!     

  

sábado, 25 de março de 2017

Se vir uma vassoura, corra! A injeção vem por aí.

Não tão querido DB eletrônico,

Quarta foi dia de voltar a atuar no setor! Depois de tanto tempo sem atuar, o percurso do térreo ao sétimo andar do HC pareceu mil e uma eternidades, e a cada eternidade eu ia ficando mais nervosa. Mas, eu estava com minha mais nova MCM e tinha motivo de sobra pra ficar feliz e me amostrar com ela por aí, por que é Camiii 💛 E lá fomos nós nos preparar e subir a energia. E lá vem surpresa! Pra subir a energia teve dancinha mexicana kkkkkk Apanhei pra tentar imitar os passinhos saltitantes de Cami, mas da próxima vez eu vou tentar me enrolar menos! kkkkkkk Socorro! Hora de subir o nariz e sair do quarto.

Logo quando passamos pelo corredor pra pegar/devolver a chave do quartinho já percebemos que estava bem cheio, e com pouquíssimas pessoas dormindo #milagre! Nosso primeiro encontro foi com Seu Moisés, um senhor super fofo que estava sentado com cara de desconsolado em um dos banquinhos do corredor. Ele nos contou o motivo da sua desconsolação e fomos prontamente notificar a responsável pelo corredor. A tarde foi cheia de #denúncias, mas os encarregados as resolveram quase tão prontamente quanto nós fizemos as reclamações. 

Corredor cheio, tivemos um encontro atrás do outro. Encontramos seu Oscar, pai de muitos filhos, inclusive de cinco Marias, e que já está na terceira esposa, encontramos Dona Suely, que está com muita saudade de sua cadelinha, Dona Ivone, senhorinha fofíssima que nos deu dicas de moda sobre nossas roupas, fez Doroteia considerar um toque a mais de vermelho na pele e eu um tou tou ainda mais volumoso... kkkkkk. 

Depois disso, tivemos um super encontro múltiplo, em um quarto lotado. 4 pacientes+ 4 acompanhantes, só uma mulher. Foi só a gente chegar e Webson voltar de seu banho ~ quase outorgado pela única mulher do quarto ~ que a baderna se instaurou kkkkkk. Primeiro, Seu Paulo disse que Webson era chato, depois Webson disse que ele era muito chato mesmo, mas daqui a pouco estava ele tagarelando com a gente contando do mistério ocorrido às 1h da manhã daquela noite. O problema foi o seguinte: Webson acordou se sentindo com febre e foi chamar a enfermeira e se deparou com um dos acompanhantes atrás da cama do outro paciente. Daqui a pouco Seu Paulo acordou também e testemunhou a cena. Segundo Webson, o acompanhante estava lá porque queria amarrar o paciente na cama (SOCORRO kkkkkkk), segundo o acompanhante acusado, Webson tinha causado baderna no quarto de madrugada só pra poder puxar conversa com a enfermeira, e segundo Seu Paulo, os dois estavam acordados porque eles ainda vão descobrir que estão in love um pelo outro. Resultado? Só Deus sabe! kkkkkkkkkk Daqui a pouco era leite de jumento ou de jumenta? quem era que tomava o leite? Me perdi, não entendi foi mais nada! E daqui a pouco tinha um acompanhante enxerido colocando Dorotéia em situação difícil, migo, se saia que ela é muito Pandeirão pra você!

Seguindo, teve suco de graviola, teve contenções de ataques de riso, teve paciente chato, e quando estávamos no último quarto do corredor, PAM! De repente aparecem dois homens de azul na porta do quarto dizendo que o horário de visita tinha acabado. Eu, cega como sou, estava muito longe da porta e não vi que tinha o símbolozinho dos seguranças na roupa deles e pensei logo que eles tivessem perdidos no meio do mundo, tivessem errado de quarto, sei lá, até que vi a cara de Doroteia. AI MEU DEUS! kkkkkkkkkkkk Mas aí eles disseram que era brincadeira e fomos prontamente arengar com eles por tentarem expulsar a gente. Saindo do quarto, encontramos um maqueiro em potencial varrendo o chão e quando íamos começar a dançar e varrer atrás dele chega um enfermeiro dizendo pra ele varrer nosso pés pra a gente não casar! NÃAAO, assim eu vou ficar encalhada! Corremos para pedir abrigo a (antes eficiente) encarregada pelo corredor que ficou demorando pra nos fornecer proteção só porque já tinha casado duas vezes! MOÇA! A VASSOURA TÁ VOLTANDO! Demora aqui, demora lá, vem uma voz: É pra essas meninas essa injeção? E lá estava ele, o mesmo enfermeiro que queria nos condenar a viver encalhadas pra sempre segurando uma seringa enorme. AAAAAAAAH, MOÇA, MOÇA!! Pegamos a chave e saímos correndo em direção ao nosso abrigo 

Fim de atuação com muitas emoções, precisou de concentração para baixar a energia que estava lá em cima! Foi uma atuação maravilhosa com uma MCM maravilhosa, foi bom matar a saudade assim! 😊

sábado, 18 de março de 2017

Saudades atuações

Querido DB eletrônico,

Minha última visita ao setor foi com tascha de dupla, no dia do piquenique do MAIS. Subir a energia nesta atuação se tornou ainda mais especial por termos sido surpreendidas por "bop to the top", que começou a tocar do nada, e termos feito a coreografia inteira dentro do quartinho da enfermagem, quase que a gente não conseguia parar de dançar pra sair do quarto kkkkk. Nesta atuação conhecemos um casal de velhinhos maravilhoso, originalmente de São Paulo, mas que atualmente mora em Olinda. Tivemos um momento bem especial com eles conversando sobre as maravilhas daqui de Pernambuco e contando nossas aventuras palhaçais. Eles ficaram #chateadíssimos quando souberam que andamos aprontando inclusive em Olinda, mas que eles não nos viram por lá. O casal estava dividindo quarto com o Wu, paciente chinês que nós já havíamos ouvido falar dele, e que haviam dito que a atuação com ele era um desafio. Fiquei morrendo de vontade de atuar com ele, várias ideias de jogos surgiram na minha cabeça, mas, percebemos que ele fingiu estar dormindo quando nos aproximamos do quarto, ainda que estivéssemos conversando com o casal. Eles nos disseram que ele era muito reservado, e que não estava se sentindo muito bem nos últimos dias. Consideramos tentar conversar com ele, mas, lembramos do que aprendemos sobre respeitar o espaço do outro, e só "jogar" quando o outro estivesse pronto para receber. Concordamos que seria melhor deixá-lo descansando, e seguimos para outro quarto. Fomos então ao quarto mais populando do HC. Lá estava seu Aristides com seus parentes e um outro paciente também com seus parentes. Achei muito legal ter encontrado com seu Aristides em um momento que não fosse a prática de IEC, na qual eu ficava me sentindo culpada até o fim da aula por saber que deveríamos ser a zilionézima turma a ir incomoda-lo para fazer exame físico. Um de seus acompanhantes me enganou direitinho me fazendo acreditar que ele realmente tinha trabalhado em um circo, e que ele era o trapezista kkkkkkkk Sai da atuação muito feliz, e com uma receita de quiabada by seu Aristides para testar em casa! ❤

                                                   

Ps.: Só fiquei triste porque Risoleta estava enferma e não pôde fazer uma atuação de despedida comigo 😢

sábado, 3 de dezembro de 2016

Tirare su

Querido DB,

Depois de termos sido escaladas duas vezes para a pediatria e não termos podido ir nas duas vezes, tivemos mais uma chance e, dessa vez, finalmente, a atuação aconteceu. Confesso que após ter todas as minhas energias sugadas pelas três provas da semana, a última, inclusive, poucas horas antes da atuação, eu cheguei no setor pensando na hora de ir embora. Mas foi só eu e Madada começarmos a nos preparar para a atuação e subirmos a energia ao som de Mambo n° 5 que foi como se quase toda a minha indisposição tivesse sido colocada em uma partezinha só do meu corpo, e o restante tivesse sido tomada por uma energia reserva que estava esperando até esse momento para ser utilizada.
Sair do quartinho e encontrar muitas portas fechadas e quase nenhuma criança fez com que a minha energia ficasse em um nível mediano, como se eu não estivesse fazendo muito esforço para mantê-la além disso, e, depois de algumas tentativas não muito duradouras de interação,chegamos à conclusão que talvez fosse a hora de irmos. No entanto, fomos pegas de surpresa quando uma enfermeira, ao cruzar com a gente no corredor, disse que tinha uma menininha no quarto 14 (um dos que estava com a porta fechada) que estava precisando muito de alguém para conversar, por que estava tristinha e com saudade dos irmãos. Aceitamos a proposta e, o que começou como conto de fadas, terminou em desfile de moda, com a participação especial de uma estilosíssima e simpática mulher da limpeza que, infelizmente, por conta do meu Alzheimer para nomes, eu não me recordo do seu, mas guardei seus olhos e suas botas de solados amarelos.
O que, no começou, pareceu ser uma atuação que não duraria muito, terminou durando umas duas horas, sem a gente nem sentir esse tempo todo passar. Ao final, recapitulando o que havíamos feito, eu e Madada ficamos felizes por termos chegado à conclusão de que estamos evoluindo, mas que ainda temos muito no que melhorar, marcando com marca texto a nossa saída dos quarto. No fim de tudo, saímos da pediatria com um saldo de dois momentos "uau" e um "pen". 😊   

domingo, 20 de novembro de 2016

De volta à Hemodiálise & Mequetrefice

Querido DB eletrônico,

Primeiramente, desculpe pela mequetrefice;
Segundo, meu lindovisor é lindo, maravilhoso e perfeito e sabe que depois do erro não há nada😁;
E terceiro, a última atuação foi um bis da hemodiálise com uma porção de Antonieta Cegueta pra acompanhar 😄.

Fiquei feliz em voltar para a hemodiálise, foi só chegar lá que as lembranças da outra atuação começaram a brotar na minha cabeça. Pegamos nossa já conhecida amiga corujinha, que abre a porta mágica, e nos preparamos para atuação, dessa vez com Tascha nos acompanhando também. Subimos a energia e o nariz e seguimos! 
Logo no primeiro quarto descobrimos que não é só no décimo andar que tem guerreiras, lá na hemodiálise também tem gente matando onça pra fazer cobertor e calça! Mas o que gerou o maior bafafá no corredor não foi essa descoberta, mas sim a descoberta de que tem um cupido trabalhando no HC que vai de andar em andar distribuindo presentes de admiradores secretos para suas respectivas admiradas! Uma das vizinhas da nossa guerreira, Tupi, nos mostrou o colar que ela tinha recebido do cupido. Ficamos sabendo que tem uma lista onde as pessoas registram seu interesse em serem admirador ou admirado e, então, fomos atrás! Nos dirigimos então para o balcão onde ficam diversos papeladas e formulários e pranchetas e não sei o que mais, vai que algum desses papeis era a lista do cupido. Perguntamos e ninguém sabia onde estava a lista! Mas todos demonstraram interesse em colocar seus nomes nela também, inclusive, nos disseram até as descrições dos pretendentes: "mais ou menos 30 anos, bonito e bem resolvido", prometemos que se avistássemos algum potencial pretendente avisaríamos. Andando pelo corredor encontramos uma potencial cupida, a moça do carrinho de lanche! Ela pareceu não saber do que estávamos falando, mas se ela sai de quarto em quarto levando lanchinhos pra todo mundo, porque não poderia levar presentes de admiradores também?
O corredor estava bem movimentado, e não demorou para que encontrássemos mais pessoas querendo colocar seus nomes na lista. Um deles, inclusive, se apresentou pra cada uma da gente com um nome diferente, Bryan, Justin e... Nick?, ótima estratégia pra colocar o nome três vezes na lista e conseguir mais admiradores... esperto! Bryan/Justin/Nick só fez se apresentar e foi indo embora sem nem querer saber nossos nomes, lógico que briguei com ele, porque isso não se faz! Ele se desculpou e perguntou meu nome. "É Tutu Tiramisù", falei. E então ele ficou #chateadíssimo porque descobriu que não era só ele que podia brincar com seu nome, dizendo que nem sabia pronunciar o meu, hihihihihihi 😇. Depois de "três em um" conhecemos Tia Jaci, que brigou com a gente por chegarmos tarde, quando ela já estava de saída. Mas, isso não foi motivo pra que ela começasse a nos contar várias histórias no corredor mesmo. Antonieta resumiu bem dizendo que ela era a revista tititi do HC em pessoa, Tia Jaci não só conhece TODO mundo como também sabe de TODAS as fofocas do hospital, inclusive de outros setores, mas ela não sabia do cupido! Enquanto ela nos contava várias aventuras também  falava com todos que passavam por a gente no corredor. Além de super bem informada, ela ainda arrasa muitos corações, como nos contou em várias de suas histórias! Foi só passarmos um tempinho com ela que descobrimos o porque, além de ser super engraçada e meio doida, ela ainda é chiquerrima, e estava usando um lindo colar de pérolas, uma bengala dessas que só gente importante tem e uma sandália com fios de ouro. Um arraso, ótima pretendente para ser colocada na lista do cupido. Depois de nos contar várias histórias, prometer que ia dar pra gente uma torta de 5kg de abacaxi no dia do palhaço se déssemos presente a ela no dia dos professores, ela se despediu da gente nos deixando com invejinha branca da sua programação de praia, vinho e outras coisas ainda não lícitas para o sábado de sol. 
Depois disso, entramos na salinha da hemodiálise propriamente dita, onde logo ao entrar já nos deparamos com Dona Luci... Lucinalda? sou péssima com nomes, nunca consigo gravar o nome dela 😢, a mãe de André! E de Andrea, que mora em Brasília, e tem dois filhos, Pedro e Gabriel. Dessa vez encontramos André também, que estava aguardando sua mãe conseguir uma caminha. Ela nos disse que lembrava da gente, e que estava muito feliz em nos ver! Também fiquei muito feliz em reencontrá-la. Bem pertinho dela estava também Veruska Popoviska, ou Dona Vera! Ela ficou surpresa ao ver que eu lembrava de seu nome artistico, e perguntou porque ela tinha nos contado sobre ele. Relembramos a nossa última visita à hemodiálise, quando a conhecemos, e contamos para Antonieta que ela era artista, que falava muitas linguas e que cantava também. Não demorou muito para que começássemos a cantar várias músicas, com direito até a ciranda. Dona Vera me advertiu sobre a minha saia, disse que ela era indecente e que mostrava tudo!😦Disse até que dava pra ver que minha perna e meu bumbum eram verdes e que não era pra ficar aparecendo assim 😳. Reparei que o braço dela também era verde e perguntei porque ele podia ficar aparecendo sem ser nada demais, e aí ela concordou comigo. Depois de muita cantoria ela pediu para anotar nossos nomes para não esquecer e para tirar foto nossa. Nos contou dos nossos primos que haviam a visitado depois da gente e disse que queria guardar o nome de todos. Enquanto conversávamos com ela, Dona Lucinalda conseguiu sua cama e quem estava preparando sua maquininha era um admirador de Veruska! Ele negou, disse que só queria o cartão de crédito dela, dissemos que na verdade o que ele queria era o seu coração, mas ele disse que já tinha um e não queria outro! 😲 Mas todas, inclusive Dona Lucinalda, percebemos que era só conversa dele para disfarçar. Perguntamos a Dona Vera se ela queria que colocássemos seu nome na lista do cupido, mas ela disse que não. Uma pena! Porque ela teria uma lista enorme de admiradores. 
O sol foi se pondo e nossa hora foi chegando, pra fechar o dia, recebemos mais alguns conselhos maravilhosos de Dona Vera, que sempre tem tanto pra nos dizer, nos despedimos, e fomos atrás da nossa segunda corujinha preferida, porque a primeira é minha MCM maravilhosa 😍 . Spanish girl pra cá, spanish girl pra lá, baixamos a energia, tiramos o nariz, e acabou!         

domingo, 6 de novembro de 2016

Porque todos os pacientes dormem no andar mais bonito do HC?

Querido DB eletrônico,

Na sexta eu acordei praticamente sem voz L Resolvi ficar em casa pela manhã para ver se na hora da atuação estaria melhor. Chegada a hora, minha voz ainda não estava lá essas coisas, mas estava melhorando. Ainda tinha cogitado tentar fazer uma atuação estilo o picadeiro de Caba... mas dada a minha experiência de apenas duas atuações fiquei com medo de que não conseguisse, e seria muita ousadia minha pensar que conseguiria fazer algo tão incrível quanto aquele picadeiro. Tentei pensar em outras soluções mas lembrei das palavras de Gentileza que não cansava de repetir: “ se planejar, VAI dar errado”. Então fui com medo mesmo, me jogando no vazio, mas lembrar que minha MCM estaria lá comigo já foi de grande ajuda. Me encontrei com Madada e fomos para o 10° andar, ala sul, do HC.

Chegamos no andar, colocamos nossas peles, subimos a energia... eu tentei, tentei muito, mas não consegui meu 100%. Não consegui deixar toda ansiedade de lá fora, lá fora mesmo, mas acredito que consegui o máximo para aquele momento.

Caminhando pelo corredor logo percebemos que quase todos os pacientes estavam dormindo! Encontramos em um dos primeiros quartos uma senhorinha e outra mulher que estavam acordadas, mas fiquei na dúvida se deveríamos entrar ou não. A senhorinha parecia estar aberta ao jogo, a outra paciente não. Tentamos devagarzinho, e a acompanhante da outra paciente perguntou se a senhorinha queria que a gente entrasse, primeiro ela disse que não, mas depois pediu para que a gente voltasse. No início, eu estava com um pouco de receio de falar e minha voz falhar, então Risoleta me apresentou, mas ao chegarmos mais perto da senhorinha, Dona Alzira, percebi que sua voz era quase tão fraquinha quanto a minha estava naquele momento. Vendo seu esforço para falar com a gente, me esforcei também, e fiquei conversando baixinho com ela. Dona Alzira tem 50 filhos, todos eles grandes, bem maiores que a gente, que somos pequenas, e que mora em Dois Irmãos, bairro onde todos parecem ter dois irmãos. Perto da casa dela tem um açude, com muitos peixes e plantas pra onde ela gosta de ir. Ela também tem muitos netinhos. Nossa conversa não durou muito porque a outra paciente precisava se trocar, então, nos despedimos e saímos.
Caminhando pelo corredor vimos que era um dos corredores mais bonitos do HC, cheio de decorações, mas não tinha ninguém para apreciá-las, todos estavam dormindo! Nos dirigimos então para o setor de reclamações do andar onde fizemos a notificação desse absurdo. O responsável pelo setor nos disse que era porque todos haviam acabado de comer, e que ele colocava um pozinho na comida dos pacientes para que eles dormissem – pausa para risada diabólica. Ficamos boquiabertas com seu plano do mal de fazer com que não tivesse nenhum paciente para conversar com a gente! Oferecemos a ele um nariz digno de sua maldade, mas ele disse que preferia o seu nariz porque não era tão mal. Registrada a reclamação, continuamos a nossa busca.

Dormindo, dormindo, dormindo, olha! Achamos um acordado. Será que estava mesmo? Fomos conferir, na pontinha dos pés, para não acordar seu acompanhante que estava #desmaiado ao seu lado. Seu Edgar havia acordado a pouco, ele nos disse que seu pé havia voltado a doer. Perguntamos se ele havia dado de comer para ele, porque sabíamos que se o pé comesse ele iria dormir. Seu Edgar disse que sim, mas que o seu pé já estava com fome de mais remédio. Chegamos então a conclusão de que os pacientes eram colocados pra dormir até a hora do lanche, quando eles comiam e dormiam de novo, e assim a gente ia ficando sem ter com quem conversar e o plano do mal ia dando certo. Daqui a pouco Alexandre (o acompanhante) acordou, conversamos um pouco com ele também, mas logo depois nos despedimos e fomos procurar algum outro quarto. Tentamos entrar em mais um ou dois, mas as pessoas não pareceram abertas ao jogo. Outras portas estavam fechadas, mais pacientes dormindo... E foi aí que viramos estátuas. Ficamos paradas ao lado da decoração do corredor, mas ninguém apareceu L Voltamos então ao setor de reclamações para registrar outra reclamação. Dessa vez o autor do plano do mal não estava, mas conhecemos a mulher da limpeza com uma linda touca de joaninhas mas que não deixou a gente ajudá-la a limpar o corredor, já que estávamos sem ter o que fazer, e nem deixou Risoleta andar no carrinho de limpeza – aaaaah. Fizemos então a reclamação para um homem que estava com um caderninho que parecia de registros de reclamações, e contamos a ele que até conversar com as estátuas nós havíamos conversado. Ele foi com a gente ver as estátuas que falavam, mas não acreditou que o Padre Cícero estava perguntando o nome dele! Ele nos disse que podíamos tentar conversar com umas pessoas que estavam assistindo televisão, mas logo quando passamos por ela percebemos que não estavam abertas ao jogo.

Nesse ponto, já estava bem difícil conseguir manter a energia alta, mas ainda tentamos procurar mais algum quarto. Achamos então o quarto de Rose e Vera, que haviam acabado de acordar. Elas nos contaram que eram de um time de futebol, uma a goleira, que havia machucado o braço, e a outra a atacante, que havia machucado a perna. Mas, elas não eram de um time de futebol qualquer, era de um time no qual o gol era um toboágua e a bola era um paralelepípedo! Descobrimos ainda que Rose havia sido eleita Miss HC, com direito a faixa e tudo, e lhe oferecemos um nariz digno de Miss. Ela adorou o nariz, e saiu mostrando para todos a sua plástica nova. Tentamos arranjar um chapéu para finalizar seu look de bruxa mas não achamos. Quando Risoleta perguntou de uma colcha de tigre que estava em sua cama, Miss Rose nos contou dos seus grandes feitos antes de chegar no HC, ela nos disse que apesar de estar com muita febre matou uma onça que tinha tentado atacar as pessoas, e, para o bem de todos, transformou ela em uma colcha. Perguntei se ela tinha feito o mesmo com calça de Vera de pele de tigre e ela disse que sim. Ficamos impressionadas! Daqui a pouco chegou a moça do lanche, e alertamos para que elas tivessem cuidado, pois o lanche provavelmente as colocaria para dormir de novo. Perguntamos o que a moça do lanche havia achado da plástica de Miss Rose e ela disse que preferia do outro jeito, concluímos que foi puro recalque! A moça da touca de joaninha adorou. Rose nos contou ainda que havia recebido visita de alguns de nossos primos e que eles que a tinha elegido Miss. Pouco tempo depois nos despedimos também, para que elas pudessem lanchar.Demos mais uma andada pelo corredor mas vimos que o lanche já estava fazendo efeito, e que os pacientes já estavam todos dormindo de novo. Resolvemos ir dormir também e então fomos atrás da chavezinha para colocarmos nossos pijamas. Descemos a energia e acabou.