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domingo, 17 de dezembro de 2017
Até 2018, PERTO!!!
POOOXA, DB... Essa quinta foi minha última atuação desse ciclo. Atuei com o meu lindovisor maravilhoso, Rai! Atuamos na enfermaria de nefro! Tava bem curiosa para atuar nesse setor. Quando chegamos lá, passamos alguns minutos procurando alguma enfermeira para avisar que chegamos e pegar a chave do lugar para nos trocarmos. Vesti minha pele, Rai vestiu sua pele improvisada (hahha) e nos alongamos. Depois disso fizemos a contagem para subir os narizes e fomos simbora atuar! Foi uma atuação muito gostosa, DB. No primeiro quarto que entramos tinham duas pacientes com suas respectivas acompanhantes. Elas eram umas fofas, gostavam de cantar, e a filha de uma delas paparicava demais a mãe. Houve um debate nesse quarto sobre se eu bebia e fumava, lembro nem como chegamos nesse assunto, e todas chegaram no consenso que eu tinha cara de meiga e que n fazia essas coisas HAHAHA Depois desse quarto fomos para o lugar onde ocorriam as hemodiálises. Lá conhecemos uma criança um pouco maiorzinha em tamanho e com um coração maior ainda. Conhecemos também uma senhora com um sorriso tão encantador, só um sorriso daquele era suficiente para me fazer feliz. Ahhh, fora isso eu e Rai apendemos com uma mulher muito danada de lá como ter 4 namorados e 5 facebooks ao mesmo tempo hahahha Acho que dá muito trabalho, rola n. Fiquei bem encantada com a nefro, e feliz por ter tido um último dia de atuação tão especial. Obrigada pelas orientações, Rai e por ser tão compreensivo com minhas mequetrefices tmb! PERTO, você fez meu 2017 muito melhor!! Até 2018!!! <3
VOU SENTIR SAUDADES DA MINHA MCM!
Oi, dbzinho! Estou aq hj p falar de bebês!! Awnn! Ninguém tinha avisado que o alojamento conjunto era a maternidade! Quando eu e Sabris chegamos lá morremos de amor!!! hahaha Nossa, foi com certeza a atuação mais fofa!! As meninas estavam reinando no dia que estivemos lá, tinham pouquíssimos meninos. Vimos um bb que até leite no copo tomava e também muitos estabam com seus lindos óculos pegando um banho de luz azul! Muito chiques, viu? hahah
Bem, a atuação nesse setor realmente é um pouquinho limitada pq é necessário um certo silêncio e não tem muito espaço, visto que os quartos estavam bem cheios. Mas é uma energia muito boa estar cercada de novas vidinhas! Gostei bastante e acho sabris tmb!
Poxa, Db, aquela foi minha última atuação com minha MCM maravilhosa! Vou sentir saudades demais dela! Mas acho que aproveitamos o nosso tempo juntas e aprendemos muito! Gratidão por ter tido uma primeira MCM tão maravilhosa e que em taantos aspectos é parecida comigo. Obrigada por ser tão compreensiva com minhas mequetrefices, Sabris!! <3 <3
Bem, a atuação nesse setor realmente é um pouquinho limitada pq é necessário um certo silêncio e não tem muito espaço, visto que os quartos estavam bem cheios. Mas é uma energia muito boa estar cercada de novas vidinhas! Gostei bastante e acho sabris tmb!
Poxa, Db, aquela foi minha última atuação com minha MCM maravilhosa! Vou sentir saudades demais dela! Mas acho que aproveitamos o nosso tempo juntas e aprendemos muito! Gratidão por ter tido uma primeira MCM tão maravilhosa e que em taantos aspectos é parecida comigo. Obrigada por ser tão compreensiva com minhas mequetrefices, Sabris!! <3 <3
segunda-feira, 11 de dezembro de 2017
Sempre é bom atuar no amb Onco!
ôoo, tá começando a bater uma tristeza por estar chegando o final desse ciclo. Não quero deixar minha MCM nauum! af Nossa penúltima atuação foi bem significativa, atuamos no ambulatório da onco, o setor que atuamos nossa primeira vez. Eu amo esse lugar, as enfermeiras são maravilhosas demais. Nesse dia reencontramos o Sr Jung e sua finha Sara <3 Também reencontramos um senhor e sua esposa super simpática que lembrou da gente na enfermaria de onco. Conversamos um bocado com ela! Quando foi chegando a hora do almoço a gente tentou deitar naquelas cadeiras e nos fingir de pacientes para ver se ganhávamos uma marmitinha, mas nem rolou... Quando a gente tava indo embora a enfermeira candidata ao bbb 2018 conseguiu arranjar um lacinho vermelho (da campanha de combate a aids) brilhoso para a nossa coleção de lacinhos!! Eu e Sabris combinamos que vamos continuar nossa coleção no próximo semestre <3 <3 Foi um dia maravilhoso! Sempre é bom atuar no ambulatório da Onco!
COB é amorzinho!
Dbzinho, atuei no COB!!! Eu criei uma certa expectativa de lá, pois nas oficinas de reciclagem algumas pessoas relataram uma experiencia um quanto traumática kkk Mas é aquela coisa, chegue sem preconceito e crie seus próprios conceitos. Já no vestiário que eu e Sabris nos trocamos tinha uma moça que estava limpando lá que foi muito receptiva com a gnt. Interagimos com ela enquanto nos trocávamos e ela acompanhou toda a nossa transformação em palhacinhas. Na hora de subir os narizes Sabris cantou lindamente elephant gun e a moça lá vendo tudo kkkk Ela foi uma fofa, até foto da gente tirou. Quando saímos do vestiário já saímos dentro do COB. Começamos a entrar nos quartos e nos deparar com muitas futuras e novas mamães. Realmente é um clima um pouco pesado, pq algumas estão com dor, essas as vezes apenas não davam muita bola p gnt, e com total razão né? kkk Mas as que estavam disponíveis para interagir foram bem simpáticas e carinhosas. No corredor encontramos um mãe que tinha tido o bebê a pouco tempo e estava louca para poder tê-lo nos braços! A gente disse para ela nos avisar quando ele chegasse que queríamos ver o tão esperado bbzinho. Pouco tempo depois vimos aquela mãe feliz da vida com seu filhinho no colo, fizemos uma festa, ela estava bem tranquila agora com seu bb.
Mais adiante, estava uma moça sentada em uma cadeira com um barrigão! O neném dela estava quase chegando... As contrações aumentavam cada vez mais. Nessa hora oferecemos a mão se ela quisesse uma força p aguentar quando a dor vinha, mas ela nós disse que estava bem. Depois perguntei quantos filhos ela já tinha tido, e ela disse que este que estava para chegar era o sétimo!! kkkkk Alí era uma mulher arretada!! Sentiu as contrações começando e foi para o hospital sozinha de mala, cuia e um pacote de fraldas para seu futuro bb, e tava ali firme e forte, viu? <3 Maravilhosa!
No outro corredor, nós conhecemos um senhor massoterapeuta muito simpático que estava acompanhando sua sobrinha grávida. Ele nós ensinou a fazer massagem e fez um concurso de modelo comigo, sabris e aquela primeira moça que encontramos no vestiário. A vencedora foi Sabris! Por ser mais espevitada! hahah <3 O COB deixou boas lembranças, dbzinho, já quero voltar lá!
Mais adiante, estava uma moça sentada em uma cadeira com um barrigão! O neném dela estava quase chegando... As contrações aumentavam cada vez mais. Nessa hora oferecemos a mão se ela quisesse uma força p aguentar quando a dor vinha, mas ela nós disse que estava bem. Depois perguntei quantos filhos ela já tinha tido, e ela disse que este que estava para chegar era o sétimo!! kkkkk Alí era uma mulher arretada!! Sentiu as contrações começando e foi para o hospital sozinha de mala, cuia e um pacote de fraldas para seu futuro bb, e tava ali firme e forte, viu? <3 Maravilhosa!
No outro corredor, nós conhecemos um senhor massoterapeuta muito simpático que estava acompanhando sua sobrinha grávida. Ele nós ensinou a fazer massagem e fez um concurso de modelo comigo, sabris e aquela primeira moça que encontramos no vestiário. A vencedora foi Sabris! Por ser mais espevitada! hahah <3 O COB deixou boas lembranças, dbzinho, já quero voltar lá!
domingo, 26 de novembro de 2017
Eu, caixa de chocolate de mim - Plagiando Tadeu
DBzinhoo, tentarei parar de ser mequetrefee e postar você nos dias certinhos (#Raimelhor lindovisor hehe). A última atuação minha e de Sabris foi massaa! Atuamos na clínica médica. Nesse dia Sabris não conseguiu resgatar o seu nariz que estava com Ru Drigo, então atuamos com os narizes pintadinhoos. Foi diferente pq não tínhamos narizes para subir... Senti que demorou um pouco até minha energia aumentar, lembrei do que tony tinha falou sobre romantizar o nariz.. hahaha Mas minha energia chegou lá, com certeza com ajuda da melhor companheira do mundo! Nesse dia relembramos alguns momentos que tivemos com Rai lá, nos comunicamos só usando a língua e as sombrancelhas com uma senhorazinha de lá e conseguimos um bolinho de algodão e água destilada (Rai nos ensiouu) para o marido de uma senhora muito simpática de lá. Ahh, esse tal marido era o senhorzinho mais fofo que já vi, demos muitos abraços de feliz aniversário! Nesse dia a gente também ganhou uma caixa de chocolates :o Deixamos guardadinho com uma das enfermeiras. Me senti como naquele dia de oficina... onde havia uma cadeira de chocolate nos fazendo dar cada vez mais energia (Tem uma frase que Tadeu falou que descreve muito a sanção e dizia mais ou menos assim: Eu, cadeira de chocolate de mim)!! hahahha Eu e minha MCM ficamos bastante felizes!! No final comemos nossos chocolates e ainda fortalecemos nossos laços com a enfermeira que tinha guardado eles p a gnt, dando um chocolate para ela. Esse dia foi delicioso dms! <3
Sr Jung
Oi, DB. Tou devendo te contar alguns momentos maravilhosos de atuação… Sorry por isso (RAI É O MELHOR LINDOVISOR kkkkk). Pois bem, vamos lá! Vou te falar hoje do dia em que eu e minha MCM (Sabris) atuamos na enfermaria de onco. Devo dizer que criei um pouco de expectativa para atuar lá, pois já tínhamos atuado no ambulatório, e foi uma experiência massa, apesar de ter me tocado bastante. Chegando lá na enfermaria eu e Sabris fomos para o quartinho das enfermeiras, nos trocamos, aquecemos e fomos direto encontrar os olhoraresinhos! Já no primeiro quarto fiquei muito feliz de conhecer um coreano que se chamava Jung, eu tou bem na vibe Psicologia Analítica <3 então achei uma coincidência incrível hahaha Porém, esse mesmo Jung que me deixou maravilhada com seu nome, disse que alí era o corredor da morte. Acho que nesses momentos quando a gente está atuando vem uma carga de realidade e te puxa para estar mais presente ainda... Seu Jung estava naquele tal corredor, o que falar depois de uma declaração dessas? Mas ele mesmo respondeu... Disse que jaja sairia de lá porque já estava ficando bom. Fiquei feliz em ouvir isso e foquei nesse sentimento. O próximo quarto foi muito maravilhoso, DB!!!! Lá tinha um senhor e seu filho como acompanhante. O senhor disse então que seu filho era dono de um CIRCOO!! Será que eu e Sabris finalmente conseguiríamos um emprego?? Ficamos empolgadas com essa possibilidade e gastamos um bom tempo batendo um papo com o filho que era dono do circo e seu pai. Duas pessoas maravilhosas de se conhecer. Porém, não nos deram o emprego... Só Sabris que acabou lucrando com um lacinho rosa de presente. Um dos quartos que mais me impressionaram naquele dia foi o de uma senhorazinha que estava em isolamento e já estava muuito fraquinha. Lembrei do que o Sr Jung tinha nos dito nesse momento... Mas mesmo assim ficamos mais um pouco ali na frente daquele quarto. Essa senhora estava com sua filha como acompanhante então conversamos um pouco com ela... No final demos um abraço apertado e seguimos, porque essa é nossa tarefa alí... A gente vem e vai...
Esse dia foi muito bonzinhoooo, quero maaais!!
Esse dia foi muito bonzinhoooo, quero maaais!!
sábado, 21 de outubro de 2017
E tome energia!
Oi, Db!! Poxa, ontem foi demais… Atuei com Sabris (MCM maravilhosa) e Rai (Lindovisor <3). Bem, ontem tivemos, até que enfim, as melhores músicas para subir a energia, graças a Rai hahaha. Dançamos bastante naquela pequena salinha das enfermeiras. Rai também levou um trecho muito top do livro de Chacovachi, é bom receber esse carinho e cuidado do nosso lindovisor. <3 Depois de muitos carinhos e abraços, Sabris cantou Elephante Gun e ao final subimos as máscaras. E lá fomos nós, rumo a encontrar! Estava meio nervosa porque não sabia como Rai atuava, mas assim que a mascara subiu dava para ver a explosão de energia que ele emitia em cada movimento, do minúsculo ao gigante! Foi muito incrível poder observar ele atuando e poder entrar no jogo com ele. Tenho certeza que eu e minha MCM aprendemos muito! O que me chamou mais atenção foi a forma tão natural que ele permite que aconteçam os jogos, senti uma fluides maravilhosa ontem. Ele cria em cima das cartas que são postas, e dessa forma até bolo de aniversário ele fez brotar ali naquele setor, bolo que é feito de algodão e que ainda possui uma vela feita com um frasquinho roubado de água destilada! hahahah Bem, Db, além de todas essas aventuras, o que tem sido mais maravilhoso nas atuações é conhecer aquelas pessoas do HC, pessoas que estão ali por alguma pedra que foi posta em seus caminhos, mas que, apesar de tudo, sempre nos surpreendem e nos ensinam algo. Seja com uma vitória pela conquista de um olhar de seu Xerife, que demonstrava ser muito brabo e não queria conversa com a gente, ou pelo compartilhar de histórias da mulher mais apaixonada por Fidel Castro da face da terra! Todos tem algo a trocar e compartilhar! Está sendo de uma grandiosidade absurda essas atuações.
Beijinhos
domingo, 8 de outubro de 2017
Marteladas na cabeça
Oi, Db! Meu segundo dia de atuação foi na no ambulatório de pediatria, pude senti na pele o que já tinha ouvido falar sobre aquele lugarzinho. Foi engraçado porque alguns dias antes da atuação eu estava conversado com toni e ela contou algumas histórias de suas atuações na pediatria. Algumas meio assustadoras, tipo do dia em que as crianças bateram nela e em casis, ou quando arrancaram o naris de casis kkkkk Ela até me deu um conselho: Cuidado com o poder que voce dá as crianças. Achei bem engraçado tudo isso e quando fui ver, minha próxima atuação seria na pediatria. Bem, já fui me preparando para aquelas criancinhas, queria chegar com uma energia bem alta. Porém, eu e minha MCM (Sabris), estavamos bem exaustas no dia da atuação, e eu falava para ela: Precisamos de muita energia para gastar com essas crianças. Como estavamos sem Rai para colocar a melhor playlist para subir nossa energia e, como a gente estava sem músicas no celular, eu pedi para Sabris cantar. Ela então ela cantou, descobri que minha MCM é uma cantora nata hahah Depois de ouvir uma linda versão de Elephant Gun, eu e Sabris decidimos que aquilo seria nosso ritual (Acabei de colocar essa musica para ouvir porque deu saudade). Bem, passado isso, fomos para a atuação, estou com muita saudade só de lembrar daquelas crianças. Foi incrível aprender a mágica para entrar no quarto da menina com sardinhas, seu olhar era tão doce e tão prestativo que ela virou nossa guia do setor. Sua companheira de quarto também era uma simpatia, até nos pediu para posar para foto, me "achei" bastante. Conhecemos também dois meninos que no final descobri que um era o verdadeiro Patati e o outro, se transformou em sapo. Na verdadeee... Eu e meu sábio amigo Jessé transformamos os meninos nessas coisas após eles darem marteladas na minha cabeça e na de Sabris, mas isso fica aqui entre nós. Lá no final do corredor, tive a surpresa de conhecer um docinho de gente, eu e minha MCM não queríamos sair do quartinho daquela minúscula criaturinha que até nos convidou para entrar em seu bercinho. Bem, Db, nesse dia desenhamos, dançamos, levamos marteladas, ganhamos abraços, puxões nos narizes e orelhas. Conclusão: Amei a pediatria! hahahha
sábado, 7 de outubro de 2017
Encontros acontecem
Db, estava meio difícil de parar para te escrever, mas agora vai. Bem, sobre o meu primeiro dia de atuação... Complicado descrever... Mas quero dizer que me indignei com a grande semelhança com o que descrevi lá naquele primeiro diazinho da seleção em que tive que começar a história de como seria meu primeiro dia atuando no hospital. Acordei ansiosa e com medo sim!
Fui andando do CFCH até o HC ouvindo "Durma medo meu" para ver se o medo passava, mas quanto mais chegava perto da hora, mais frio na barriga eu sentia. Foi aí que eu lembrei que eu podia ir com medo mesmo. Esperei Rai e minha MCM (Sabris) na frente do HC e deu um alívio ver que eu não estava sozinha nessa. Quando chegamos lá no ambulatório de onco foi que caiu a ficha do que se tratava tal local, realmente foi um choque ver que seria naquele lugar tão pesado que eu atuaria pela primeira vez. Isso quebrou minhas expectativas, me perguntava como conseguiria entrar ali com um sorriso no rosto? O que aquelas pessoas achariam daquele meu sorriso? Mas novamente me joguei. (Talvez o fato daquelas pessoas ali não serem crianças é que me intimidou, pois como eu poderia levar o encontro? Será que eles estariam abertos mesmo estando em uma situação tão difícil? Adultos são tão sérios normalmente. O medo começou a chegar de novo.)
Bem, fomos vestir nossas peles e fazer a maquiagem, nessa hora Rai foi incrível com a melhor playlist para subir a energia. Vestindo as roupas comecei a perceber que havia esquecido algumas partes da minha pele, Rai me acalmou dizendo que poucas vezes ele atuou com tudo completo kkkk Já prontas, estava na hora de começarmos a contagem para subir a máscara. Eu e Sabris demos as mãos e começamos a contar, quando vi o 10 já tinha chegado e já estávamos de olhos arregalados uma para outra. E agora? Vamos lá! Quando a máscara subiu o medo passou e assim partimos para "encontra"! Foi incrível sentir que naquele momento eu e minha MCM poderíamos ser o que a gente quisesse. Dessa forma, fomos desde desempregadas a procura do diretor do hospital para nos arrumar um emprego, até corredoras e caça e caçador. Dançamos, nos tatuamos e , principalmente, ouvimos aquelas pessoas atentamente. Dentre tantas histórias, Db, quero te contar uma que me respondeu, como quase um tapa na cara, aquela angústia que senti lá no início.
Pois bem, em um momento em que Sabris estava conversando com um paciente e eu só estava observando o espaço, me deparei com uma mulher sentada de cabeça baixa. Resolvi ir lá, tentei de algumas formas "encontrá-la", mas não obtive muito sucesso, aquele não era o momento. Algum tempo depois, Sabris também notou essa mulher e fomos ao seu encontro, agora juntas. Ao chegarmos, notamos ela ainda muito reclusa, mas tentamos mais um pouquinho. Perguntamos se ela sabia quem era o diretor dali, pois queríamos pedir um emprego a ele. Para nossa surpresa, ela disse que sabia sim, e que era Jesus. Então perguntamos, e como a gente faz para falar com ele? Ela então continuou dizendo que tínhamos que juntar as mãos e pedir o que queríamos. Assim, pedimos que ela nos ajudasse e ela começou a orar junto com a gente. Assim foi o nosso contato com aquela mulher.
Aquela manhã voou, quando vimos a sala já estava bem vazia e o os almoços começaram a chegar, era hora de irmos embora. Nos despedimos de todos e seguimos para o quartinho das enfermeiras. Fizemos a contagem para descer a mascara e tiramos a pele e a maquiagem. Já fora do corredor, uma voizinha nos chamou e falou: Olha elas aí! Vocês já vão embora? Quando nos viramos tivemos a surpresa de ser aquela mulher que de início pouco falava. Fomos lá e demos um abraço nela e ela nos retribuiu com um grande sorriso. Foi extremamente gratificante aquele sorriso, não por eu achar que tivesse aliviado um pouco do seu sofrimento, acho isso meio difícil, mas tão só e simplesmente, por ele ter revelado que o encontro aconteceu.
Fui andando do CFCH até o HC ouvindo "Durma medo meu" para ver se o medo passava, mas quanto mais chegava perto da hora, mais frio na barriga eu sentia. Foi aí que eu lembrei que eu podia ir com medo mesmo. Esperei Rai e minha MCM (Sabris) na frente do HC e deu um alívio ver que eu não estava sozinha nessa. Quando chegamos lá no ambulatório de onco foi que caiu a ficha do que se tratava tal local, realmente foi um choque ver que seria naquele lugar tão pesado que eu atuaria pela primeira vez. Isso quebrou minhas expectativas, me perguntava como conseguiria entrar ali com um sorriso no rosto? O que aquelas pessoas achariam daquele meu sorriso? Mas novamente me joguei. (Talvez o fato daquelas pessoas ali não serem crianças é que me intimidou, pois como eu poderia levar o encontro? Será que eles estariam abertos mesmo estando em uma situação tão difícil? Adultos são tão sérios normalmente. O medo começou a chegar de novo.)
Bem, fomos vestir nossas peles e fazer a maquiagem, nessa hora Rai foi incrível com a melhor playlist para subir a energia. Vestindo as roupas comecei a perceber que havia esquecido algumas partes da minha pele, Rai me acalmou dizendo que poucas vezes ele atuou com tudo completo kkkk Já prontas, estava na hora de começarmos a contagem para subir a máscara. Eu e Sabris demos as mãos e começamos a contar, quando vi o 10 já tinha chegado e já estávamos de olhos arregalados uma para outra. E agora? Vamos lá! Quando a máscara subiu o medo passou e assim partimos para "encontra"! Foi incrível sentir que naquele momento eu e minha MCM poderíamos ser o que a gente quisesse. Dessa forma, fomos desde desempregadas a procura do diretor do hospital para nos arrumar um emprego, até corredoras e caça e caçador. Dançamos, nos tatuamos e , principalmente, ouvimos aquelas pessoas atentamente. Dentre tantas histórias, Db, quero te contar uma que me respondeu, como quase um tapa na cara, aquela angústia que senti lá no início.
Pois bem, em um momento em que Sabris estava conversando com um paciente e eu só estava observando o espaço, me deparei com uma mulher sentada de cabeça baixa. Resolvi ir lá, tentei de algumas formas "encontrá-la", mas não obtive muito sucesso, aquele não era o momento. Algum tempo depois, Sabris também notou essa mulher e fomos ao seu encontro, agora juntas. Ao chegarmos, notamos ela ainda muito reclusa, mas tentamos mais um pouquinho. Perguntamos se ela sabia quem era o diretor dali, pois queríamos pedir um emprego a ele. Para nossa surpresa, ela disse que sabia sim, e que era Jesus. Então perguntamos, e como a gente faz para falar com ele? Ela então continuou dizendo que tínhamos que juntar as mãos e pedir o que queríamos. Assim, pedimos que ela nos ajudasse e ela começou a orar junto com a gente. Assim foi o nosso contato com aquela mulher.
Aquela manhã voou, quando vimos a sala já estava bem vazia e o os almoços começaram a chegar, era hora de irmos embora. Nos despedimos de todos e seguimos para o quartinho das enfermeiras. Fizemos a contagem para descer a mascara e tiramos a pele e a maquiagem. Já fora do corredor, uma voizinha nos chamou e falou: Olha elas aí! Vocês já vão embora? Quando nos viramos tivemos a surpresa de ser aquela mulher que de início pouco falava. Fomos lá e demos um abraço nela e ela nos retribuiu com um grande sorriso. Foi extremamente gratificante aquele sorriso, não por eu achar que tivesse aliviado um pouco do seu sofrimento, acho isso meio difícil, mas tão só e simplesmente, por ele ter revelado que o encontro aconteceu.
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