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quarta-feira, 27 de agosto de 2014
Cartadas certas na onco
A atuação dessa semana foi no dia 21/08 e aconteceu na onco. Estava aflita, pois atuaria pela primeira vez com um velhinho, e mais ainda por ser um velhinho tão próximo a mim. Mas descobri que ele também estava ansioso pois nunca havia atuado na onco antes, e eu já havia atuado lá 2 vezes. Então saltamos no vazio juntos! Subimos nossa energia e então Maroca Pipoca e Leôncio da Paixão adentraram a onco! A atuação começou e logo Leôncio da Paixão conquistou as funcionárias do setor, com sua calça coladinha. E a atuação girou ao redor disso, todas paquerando e querendo Leôncio. Uma das pacientes uma hora gritou que Leôncio estava parecendo um Pinguim, e chamou: "Ei Pinguim". Nós estávamos um pouco longe desta paciente e mais perto de outra. Então Leôncio lançou a cartada de dizer para a paciente próxima que a outra havia chamado ela de Pinguim! Então começou uma briga, e um telefone sem fio entre essas duas pacientes, pois sempre que uma tentava redizer ou desmentir o que estávamos sugerindo, lançávamos mais um xingamento para a outra. E foi assim que outros pacientes também entraram, pois começaram a dizer que a gente que não tava entendendo nada, que a gente tava querendo gerar discórdia, e os pacientes começaram a se unir contra a gente. Achei massa! Ao longo da atuação, percebemos que uma funcionária tinha um coração estampado na farda, e o colete que Leôncio usa também é cheio de corações! Dissemos que ela era da mesma família dele!! E logo depois, vimos que uma paciente também tinha corações na roupa, aí foi o mááximo, porque pareceu que era uma reunião de família! Havia uma paciente que estava meio calada até então, sem querer muito entrar no jogo, acabamos perguntando o que esla estava fazendo, e ela disse q estava esperando o médico desde 8h (eram umas 11:30 mais ou menos). Do seu lado havia outra paciente fazendo caça-palavra, mas ela era péssima e pediu para a gente ajudá-la! Então começamos a brincar com ela, até que a palavra a ser encontrada era "médico". Achei massa a sacada quando Leôncio achou a palavra Médico então foi quando tivemos oportunidade de jogar uma cartada que finalmente entrou na paciente do lado: quando dissemos : "Eeeeita, o médico daqui do caça-palavra chegou primeiro que o daí ,hein?" Foi massa, porque ela estava até então sem se abrir muito pro jogo, mas nesse momento elas (a paciente e a acompanhante) soltaram aquele risinho como quem entrou de vez na nossa! A atuação passou também por uma paciente que entrou para começar a quimio no meio da atuação. A enfermeira foi furar a mão dela para fazer o acesso venoso, a gente disse q a enfermeira era a manicure que ia fazer as unhas dela, e perguntamos a cor do esmalte, e ela respondeu : "vermelho sangue". Nessa hora eu, Babi, achei um humor negro da bexiga, e não soube o que fazer na hora. Realmente, fiquei sem cartada! Só consegui olhar nos olhos daquela paciente que era beem velhinha, aquelas velhinhas bem fofinhas, pequenininhas, de sorriso fácil. Então ela encontrou a gente com o olhar,
e foi massa ver a resposta dela, meio tímida, sorrindo pra a gente! Me marcou. Caramba, o diário tá ficando muito extenso já.... A atuação foi muito boa! Ao final, ainda entregamos comida pro povo, e ganhamos almoço também. Hehehehe. Não queria deixar de falar, para fechar, de uma senhorinha, que estava mais no canto, que também não se envolveu muito, ficou mais olhando. Ao fim da atuação, a gente saiu correndo, até que paramos pois ia entrar alguém pela porta eu acho... E foi massa perceber a atenção de todos, mas especialmente dela, para o que iríamos fazer... Isso provou que mesmo quando alguém não está participando tão ativamente, mesmo assim ele pode estar no jogo! Enfim, a atuação foi uma das melhores! A onco é incrível!!
domingo, 27 de julho de 2014
10º nota 10!
Bem, sobre a atuação desta semana... Aconteceu na sexa-feira (dia 25/07/14). Um dia que não estava sendo muito bom para Babi, mas canalizei toda a minha energia, até a ultima gota, para brilhar o olhar e poder ter encontros inesquecíveis como Maroca! Minha dupla (Dani Lefosse, ou melhor, Francisca Perneta) e eu chagamos ao 10º andar do HC, e logo quando pedimos a chave do quarto para nos trocarmos, a enfermeira do posto disse que os pacientes não estavam muito receptivos, pois naquele dia tinham sido desmarcadas muitas cirurgias. Encaramos o desafio mesmo assim! Fizemos a transformação de praxe, geramos toda a energia que pudemos e levantamos o nariz com aquele brilho no olhar! Estávamos lá, Maroa e Francisca Perneta, começando o tour pelo 10º andar. Esse andar tem muitos pacientes que vão fazer cirurgia, e geralmente de mais idade. Chegamos no 1º quarto. Fomos recebidas por um senhor, que logo começou a rir com a nossa presença. Ele estava esperando a visita do médico, e começou a conversar com a gente, perguntando se a gente sabia dançar. E começamos a tirar onda com ele, como se a gente não tivesse entendendo o que ele estava falando. Ele perguntou se a gente gostava da música de Stevie Wonder, e a gente respondeu: "Aahhhh, a gente gosta muito sim! Adoramos ir pro mar ver a Stevie "ONDAAA". O velhinho ficou foi confuso, porque ele não sabia se a gente realmente não tinha entendido, ou se era resenha! Enfim, sei que ele lutou que só para tentar explicar o que ele realmente queria que a gente entendesse! No mesmo quarto, tinha outra paciente que era cadeirante, e que não tinha as pernas. Pois ele estava andando com a cadeira de um lado pro outro, e saiu do quarto. Aí a gente começou a tiarar onda com ele, dizendo que ele estava fugindo, e ele até então não tinha entrado muito no jogo, mas aí ele entrou de vez, quando a gente disse que ia chamar o segurança para não deixar ele fugir! Sobre o 1º paciente, enquanto estávamos no quarto ainda, o médico chegou e disse para ele que a cirurgia do tumor de cólon dele iria não iria ser mais naquela sexta, e sugeriu ele ir para a casa, e voltar na segunda às 7h da manhã. E então a gente ficou de secretária do doutor, dizendo: "SETE DA MANHÃ VIUU?? NÃO SE ATRASE! SETE DA MANHÃÃ!", e entrou na brincadeira o paciente e o médico nessa hora! Mudamos de quarto, chegamos em um com uma acompanhante suuper engraçada, dá vontade de rir só de olhar para ela. Aquela pessoa se riso fácil sabe? Chegamos no quarto, ela estava na porta e não nos percebeu. Ficamos paradas do lado dela. Ela estava no telefone, e quando se virou que nos viu, levou um susto e riu ao mesmo tempo, dizendo: "Minha nossa senhora!" Não consegui esconder a risada de Babi nessa hora! E ela falou no telefone um "alôô" bem puxaado, e começamos a brincar com isso, e ela brincando também, dizendo para a pessoa no telefone que tinha umas palhaças aqui... aí a gente começou a dizer que não era palhaça, e ela começou a mandar a gente ir perturbar em outro canto, mas foi tudo receptivo. O ápice da atuação foi um quarto que havia um senhor que tinha acabado de passar por uma cirurgia torácica. Quando chegamos na porta e perguntamos se podíamos entrar, ele disse: "Não. Vocês não têm nível para pisar nesse chão se piso de porcelanato" E então a gente entrou no quarto e pulamos até uma escadinha que tinha 2 degraus. Francisca ficou em um degrau e Maroca em outro. E fiamos lá, nos equilibrando enquanto interagíamos com aquele senhor. E ele entrou muito na onda, dizendo que ele era o rei daquele apartamento, e que quem mandava era ele. E mandou a gente dançar, e a gente dançou, mas ele não gostou. E ele nos chamou para contar um segredo: ele nos disse que ela papai noel! Mas ele não tinha barba, e a gente começou a dizer que ele estava se escondendo! E ele disse que queria que a gente fosse cantar no outros quartos uma música, que agora não lembro muito bem, mas era algo assim: "Mamãe mãezinha querida. Minha mãezinha adorada. Quem tem mãe tem tudo, quem não tem mãe não tem nada.". E saímos cantando isso pelo corredor. Aprendi muito com a atuação hoje. Vi que em um dia que não tinha sido bom para mim como Babi, Maroca conseguiu entrar na vida e aprender com histórias de vida muito diferentes. Acho que Já falei muito. Foi uma atuação muito massa, por isso acabei mais relatando o que aconteceu. Mas enfim, nem sempre conseguimos passar toda a emoção do que acontece. Só sentindo mesmo para saber! Obrigada 10º andar por essa atuação maravilhosa! 10º andar nota 10! (:
domingo, 20 de julho de 2014
O menos virou mais: do COB à Pediatria.
A atuação desta semana aconteceu na sexta-feira (dia 18/07). A dupla dinâmica estava de volta e a todo vapor: Maroca Pipoca e Florinda Testamento! Uma maravilha poder repor atuações com ela novamente! (:
O lugar que iria receber a nossa energia era o famigerado COB (engraçado como esse setor me dá frio na barriga, mas sempre saio dele com encontros incríveis!). Chegamos lá, e começamos a nossa transformação. Eu estava looouca, ansiosa por uma atuação massa, e voltar a atuar logo com Noca gerou em mim um expectativa massa para a atuação. Colocamos as roupas, terminamos a maquiagem, e por fim geramos aquela energia que culminou com a subida do nariz! Foi uma energia surpreendente!! Enfim, adentramos o mundo mágico do COB, que naquele minuto se transformou em um lugar de busca por comida! Logo na saída, um primeiro olhar. Fizemos o menos virar mais! Nenhuma palavra, só o olhar. E o nosso alvo entrou também. Era uma funcionária, que estava conversando com outra. E quando nos viu, não conseguiu segurar a seriedade. Mesmo assim, continuamos olhando. E ela sorriu! Um sorriso frouxo. E então começamos a perguntar quem era o dono daquele lugar que iria arranjar comida para a gente! E ela viajou na onda. No começo não entendeu, mas depois entrou na brincadeira e começou a dedurar quem estava escondendo a comida! Até que pousamos em um quarto. Uma paciente bem calada, que estava o tempo todo de olho na atuação. Mais um encontro tímido, em que fizemos o menos virar mais. É massa quando encontramos esse tipo de paciente, que nos dá uma reciprocidade, mesmo meio tímida. E ela não queria nos perder de vista, mesmo sem falar muito. Foi um encontro incrível! Mas passamos à brincadeira da busca por camida por todo o COB.Não havia muitas pacientes no setor, até que nos deslocamos para a saída entrada do COB, e começamos a interagir com as acompanhantes! Também haviam poucas. Levamos a carta até onde deu! Quando nos vimos, estávamos na beira da escada, e nos veio, ao mesmo tempo, a lembrança da pediatria! Eram 2 andares acima. Foi impulso! Subimos as escadas sem pensar duas vezes! E quando lá chegamos, encontramos outros MCMs atuando lá! E havia aquelas criaturinhas prontas para lhe expor ao ridículo, e você não tem noção do que lhe espera. Eu nunca tinha atuado na pediatria! Me arrepiei, e o arrepio tomou conta do meu olhar, que brilhou tanto que ficou lubrificado com uma lágrima de emoção que não desceu pelo rosto, mas somente deixou aquele olhar mais intenso e mais brilhante! Percebi logo um dos meninos como sendo o mais difícil das crianças. Ele inclusive chamou Florinda de feia! Mas estava na brincadeira. E eu encontrei ele! Engraçado que Maroca tentou ignorar ele, de propósito, ludicamente, e isso fez ele vir até ela! E foi assim que acabou surgindo uma relação linda entre eles dois! Depois disso, um inpacto: chegamos todos, os clowns e as crianças, até um quarto com 2 criaças paralíticas, que tinham deformidades ósseas e provavelmente problemas neurológico! Caramba, que lindo aprendizado poder ver o 1º contato das outras crianças com aquelas. E que aprendizado para mim atuar com um público tão limitado. E as mães acompanhantes, que também brilharam o olhar quando viu as outras crianças ali. Foi uma emoção indescritível e uma aula para o nosso ego! Por fim, houve muitos momentos engraçados, mas para mim ficou mais marcado nesta atuação os momentos emocionantes. Quando Maroca e Florinda íam retornar para o COB, o 1º menino que tinha se envolvido comigo chega correndo e dá um abraço! Não sei como não chorei ali! Foi um turbilhão de sentimentos, que ficarão marcados em mim e eternizarão a minha primeira atuação na pediatria!
O lugar que iria receber a nossa energia era o famigerado COB (engraçado como esse setor me dá frio na barriga, mas sempre saio dele com encontros incríveis!). Chegamos lá, e começamos a nossa transformação. Eu estava looouca, ansiosa por uma atuação massa, e voltar a atuar logo com Noca gerou em mim um expectativa massa para a atuação. Colocamos as roupas, terminamos a maquiagem, e por fim geramos aquela energia que culminou com a subida do nariz! Foi uma energia surpreendente!! Enfim, adentramos o mundo mágico do COB, que naquele minuto se transformou em um lugar de busca por comida! Logo na saída, um primeiro olhar. Fizemos o menos virar mais! Nenhuma palavra, só o olhar. E o nosso alvo entrou também. Era uma funcionária, que estava conversando com outra. E quando nos viu, não conseguiu segurar a seriedade. Mesmo assim, continuamos olhando. E ela sorriu! Um sorriso frouxo. E então começamos a perguntar quem era o dono daquele lugar que iria arranjar comida para a gente! E ela viajou na onda. No começo não entendeu, mas depois entrou na brincadeira e começou a dedurar quem estava escondendo a comida! Até que pousamos em um quarto. Uma paciente bem calada, que estava o tempo todo de olho na atuação. Mais um encontro tímido, em que fizemos o menos virar mais. É massa quando encontramos esse tipo de paciente, que nos dá uma reciprocidade, mesmo meio tímida. E ela não queria nos perder de vista, mesmo sem falar muito. Foi um encontro incrível! Mas passamos à brincadeira da busca por camida por todo o COB.Não havia muitas pacientes no setor, até que nos deslocamos para a saída entrada do COB, e começamos a interagir com as acompanhantes! Também haviam poucas. Levamos a carta até onde deu! Quando nos vimos, estávamos na beira da escada, e nos veio, ao mesmo tempo, a lembrança da pediatria! Eram 2 andares acima. Foi impulso! Subimos as escadas sem pensar duas vezes! E quando lá chegamos, encontramos outros MCMs atuando lá! E havia aquelas criaturinhas prontas para lhe expor ao ridículo, e você não tem noção do que lhe espera. Eu nunca tinha atuado na pediatria! Me arrepiei, e o arrepio tomou conta do meu olhar, que brilhou tanto que ficou lubrificado com uma lágrima de emoção que não desceu pelo rosto, mas somente deixou aquele olhar mais intenso e mais brilhante! Percebi logo um dos meninos como sendo o mais difícil das crianças. Ele inclusive chamou Florinda de feia! Mas estava na brincadeira. E eu encontrei ele! Engraçado que Maroca tentou ignorar ele, de propósito, ludicamente, e isso fez ele vir até ela! E foi assim que acabou surgindo uma relação linda entre eles dois! Depois disso, um inpacto: chegamos todos, os clowns e as crianças, até um quarto com 2 criaças paralíticas, que tinham deformidades ósseas e provavelmente problemas neurológico! Caramba, que lindo aprendizado poder ver o 1º contato das outras crianças com aquelas. E que aprendizado para mim atuar com um público tão limitado. E as mães acompanhantes, que também brilharam o olhar quando viu as outras crianças ali. Foi uma emoção indescritível e uma aula para o nosso ego! Por fim, houve muitos momentos engraçados, mas para mim ficou mais marcado nesta atuação os momentos emocionantes. Quando Maroca e Florinda íam retornar para o COB, o 1º menino que tinha se envolvido comigo chega correndo e dá um abraço! Não sei como não chorei ali! Foi um turbilhão de sentimentos, que ficarão marcados em mim e eternizarão a minha primeira atuação na pediatria!
sexta-feira, 13 de junho de 2014
Energia que nunca pensei que fosse existir!
A atuação desta semana (dia 11/06) foi no COB, com uma dupla inédita: Maroca Pipoca e Penélope EletrizZada!! Eu não estava num dia muito bom, alguns problemas pessoais, mas estava ali. Queria atuar, sabia que iria me fazer bem! E realmente, como todos dizem; muitas vezes você acha que não está com a energia boa e pensa que vai ser uma atuação ruim; é nesses dias que acontecem os melhores encontros e a atuação acaba sendo uma terapia para você mesmo, às vezes mais para você do que para os pacientes! E foi isso que aconteceu hoje! Chegamos no COB, e das duas vezes que já atuei lá, nunca havia tanta gente lá como hoje! Já foi um impacto: não estava num clima muito bom, e dar de cara com tanta gente (entre funcionários, estudantes, internadas e acompanhantes!). Realmente me joguei no vazio, com a vontade de que aquela atuação fosse a melhor que eu pudesse fazer!! Quando Maroca e EletizZada chagaram no setor, se depararam logo com umas doutorandas que íam ter prova, e meio que tentaram apagar o brilho dos nossos olhos sedentos por encontros! Isso foi meio chato para mim. Caiu muito a energia; percebi que Penélope ainda queria insistir naquele grupo, enquanto Maroca e eu nos vimos murchas. E isso foi logo no comecinho da atuação, senti como se não tivesse ainda entrado em sintonia com a minha MCM. Mas foi massa que acho que ela também percebeu isso, e conseguimos restaurar a energia e a nossa sintonia em um quarto com uma paciente! Ela meio tímida, com um olhar meio de menina (apesar de estar no Centro Obstétrico), e querendo encontrar a gente! E encontramos ela! E ela sorriu. Um sorriso também tímido, daqueles em que se fecham simultaneamente os olhos. E a transformamos numa estrela do mundo fashion e das passarelas. E foi mágico! E a equipe que estava lá trabalhando, também havia estudantes, super entraram na brincadeira conosco. Meio que compensou aquelas doutorandas que não estavam muito no clima... Na mesma salinha estava, ainda, uma outra paciente que estava grávida, e ela começou a gritar e chorar de dor. Ela ainda não tinha dado espaço para a gente, e então começou a gritar de dor. Foi muito difícil agir nesse momento; mas achamos melhor dar o tempo que ela precisava para sentir a dor dela, e depois voltamos o nosso olhar para aquela mãe. Ela percebeu que estávamos ali, para ela, caso ela precisasse. Acho q isso foi importante; a gente saber dar um tempo. Voltamos depois para aquela sala, e ela já havia parado de gritar, e então ela entrou na brincadeira, e deu um sorriso meio sofrido, um sorriso dolorido, mas também verdadeiro e gratificante. E foi com uma coisa besta que ela se entregou pra nós: quando dissemos que ela era parecida com uma atriz global! Durante a atuação, ainda saímos à procura de padrinhos para o casamento de Penélope EletrizZada, o que levou à integração entre os vários quartos do COB. Não pensei que essa atuação fosse ser tão boa. Apesar de eu ter entrado com a energia um pouco baixa, consegui reverter isso em sorrisos e extrapolar a energia na medida certa para manter encontros inesquecíveis! :D
domingo, 8 de junho de 2014
Intervenção de novo jeito: Hospital do Câncer!
A atuação neste sábado foi diferente, por ser uma atuação coletiva e em um local novo: o Hospital do Câncer. E o diferente inspira, expira, chão, respiração (não sei pq coloquei isso!). Enfim, acordei cedo e fui me entregar a eles, meus MCMs, para me jogar no vazio com eles. Quem acompanhou Maroca Pipoca nessa aventura foi: Tarantela, Perolada, Lilika, Bolota e Chapelina! Fiquei surpresa com a quantidade de pessoas que havia no Hospital do Câncer devido à ação do Novo Jeito, e vi que a tarefa iria ser árdua, e que precisaríamos de toda a energia possível! E foi com esse prensamento, da quantidade de olhares e de encantos que nos esperavam lá fora, que nos aprontamos e subimos o nariz com 200% de energia! Adentramos um mundo mágico, atrás de um ser chamado DÊJOTA, que iria guardar o nosso precioso tesouro. E encontramos a multidão de olhares que nos espionavam ao longe. Tive um pouco de dificuldade, por ser uma atuação coletiva dentro de uma ação de grande porte, e por isso havia muitas pessoas : minha dificuldade foi em conseguir manter um encontro em meio a tantos olhares querendo ser correspondidos. No começo ainda não estava vindo toda a energia e concentração para Maroca se mostrar! Mas quando fui me acostumando com a quantidade de pessoas, foi ficando mais fácil, e ela veio inteira, de corpo todo para aquela multidão! Arranjou logo um paquera: o boneco de ventriloquismo de um rapaz que estava passando. Houve troca de olhares, piscadela e até um beijo entre Maroca e ele! Josefina Chapelina ficou com ciúmes e roubou um beijo dele na frente de Maroca! Foi caso para briga e tapa entre as duas! A multidão na área externa do Hospital do Câncer era enorme, e começamos a dar a volta para ir para a frente do hospital começar a ação. Lá na parte externa, mas na entrada do hospital, há as janelas dos quartos dos pacientes que estão internados. Quando eles começaram a ouvir os barulhos das pessoas, eles apareceram nas janelas, e foi lindo! Fomos até eles e mesmo com a relativa distância física entre eles e nós, eles estavam muito PERTO, atentos, vidrados, querendo uma brechinha de atenção. E foram atendidos! Teve uma senhora que estava na janela, e acenou para a gente, e Maroca conseguiu captar esse sinal, e aconteceu um encontro maravilhoso! Daquele em que os olhos de um e do outro se fixam por alguns segundos, e um sorriso aparece em um dos rostos primeiro, o que acaba levando ao sorriso no rosto do outro, como se fosse uma modalidade do jogo do "espelho", só que real. Daí, a ação foi conduzida pelo pessoal do Novo Jeito para começar a entrar no hospital. Algo que foi um pouco frustrante foi que não pudemos entrar em todos os quartos nem em todas as alas do hospital, pois estávamos dentro de uma ação maior, e que já havia muitas pessoas-voluntários para participar e entrar nos quartos fazendo outras atividades. Senti, e percebi também nos olhares de outros MCMs que aquela restrição deixou a energia cair um pouco, e percebi que alguns clowns não estavam ali, e sim meus colegas de curso! Mas logo fomos voltando, interagindo com aquelas pessoas que estavam ali, e a energia foi subindo, e quando ela chegou ao ápice, foi a hora de, enfim, adentramos os quartos dos pacientes! Foi um pouco complicado conseguir manter os encontros pelo pouco tempo que nos foi dado para as visitas (novamente, como era uma ação ampla, o pessoal da organização tentou controlar um pouco o fluxo de pessoas que estavam entrando no hospital e nos quartos, e nisso tbm incluiu os clowns), mas percebi que conseguimos sim, encontrar os pacientes que estavam ali! A atuação toda foi se voltando para um lado meio erótico e conquistador, e um paciente, que estava meio calado, mas percebíamos que ele nos queria ali, e mesmo calado, de longe, sorria com as coisas que fazíamos! E quando estávamos saindo do quarto dele, ele falou: "Peraê, deixem eu tirar uma foto com vocês! Vão embora sem nem me deixar tirar uma foto?" E ele se levantou, dentro das suas limitações, e veio até a gente. Ele queria estar mais PERTO e guardar aquilo. Aquela foto não foi simplesmente uma foto, mas senti que ia além disso. Ele não queria esquecer da gente! Outro paciente, de outro quarto, chegou a colocar perfume para nos receber! Caramba, quando senti o cheiro de perfume no quarto, logo pensei na importância que aquele paciente estava dando para a gente. Uma pessoa internada, com uma doença tão sem perspectiva geralmente, e de uma condição social menos favorecida, para ele perfume é algo caro, e ele se cuidou, tentou ficar cheiroso para nos receber! Caramba, aquilo foi o ápice pra mim. Me senti tão pequena, como se não merecesse aquele gesto! A gente não tem ideia de como a gente muda aquelas pessoas só com uma ida, mesmo que breve. Foi essa lição que tirei daquele quarto e daquele senhor. Não temos ideia do quanto estamos PERTO daquelas pessoas. Chegamos ali, e vamos embora e não sabemos o que acontece! Mas sei que faço de tudo para mudar aquela rotina, pelo menos daquele dia, para aquelas pessoas. Se conseguir isso para um paciente, para mim a atuação já valeu! Tento mudar algo, ou deixar algo diferente, pois em mim sempre sai algo mudado e diferente; mudança para melhor, que me faz refletir e querer isso sempre mais!
quarta-feira, 4 de junho de 2014
Tudo novo.... de novo!
Poxa... Tive alguns probleminhas de encaixe de horários e por isso desde que mudou-se as duplas/trios nesse semestre, não havia ainda atuado! Estava ávida por uma atuação! De encontrar olhares, de explodir energia, de sentir o outro.. Estava morrendo de saudade de Maroca! E com um pouco de medo, pois estava há quase 4 semanas sem atuar! Um medinho, como se fosse a minha primeira atuação de novo! E não deixaria de ser, pois esta seria a 1ª atuação com uma dupla nova (na verdade trio novo! :D). Fiquei insegura no começo, mas quando encontre com meus MCMs e começamos a nossa "tranformação", a minha sede de atuar foi maior do que qualquer nervosismo!! Caramba, não sabia o que me esperava naquele corredor da nefro! Uma Babi/Maroca com muita vontade de atuar, mas meio sem jeito no começo, por ainda não me sentir à vontade com meus novos parceiros. Só quando a Babi desapareceu e ela, minha queria Maroca Pipoca surgiu 100%, pude perceber que de fato, meus companheiros são os melhores companheiros do mundo!! Tudo fluiu muuuuuito massa! Assim que adentramos no corredor como palhaços mequetrefes, encontramos e ENCONTRAMOS uma senhorinha. O único olhar daquele corredor vazio. E ela nos encontrou! E foi lindo, foi mágico! O sorriso dela, quando se deu conta que só havia ela e nós, deixou escapar um misto de vergonha, felicidade, ao mesmo tempo como quem diz "que povo é esse?" E então começou o jogo! E para nossa surpresa, esse primeiro olhar que encontramos era especial: não só para nós, por ter sido o primeiro encontro da atuação (e para mim foi como um primeiro novo encontro... de novo!), mas por ela nos dar a faca e o queijo que não imaginávamos que contagiaria toda a tarde e todo aquele corredor até então vazio: hoje ela era especial por ser a aniversariante! E foi massa isso, pois logo de cara deu para se formar um jogo em torno do quarto dela e envolver os outros quartos! Saiu de lista de convidados, à quem pagaria a festa. E o bolo? Corremos atrás dele, e ele não aparecia! Em meio a toda essa organização da festa, entramos em um quarto vip, 5 estrelas, onde as pessoas tomavam água não por copo (pois isso é coisa de pobre!), e sim pela veia! Só quem tem muito $$ é que consegue tal façanha! Achei massa quando Dani pensou em tomarmos banho como álcool em gel (acho que eu nunca teria pensado nisso!): estranho? Mas não pensei duas vezes em me jogar também na brincadeira (e achei massa que a gente se ligou nisso! e foi meio natural... não sei bem explicar!). A atuação foi show de bola! Não pensei que fosse ser tão boa! Para fechar, encontramos dois palhaços-lindovisores atuando (Leo e Diogo, ou melhor, Leôncio e Joca!) o que serviu só para fechar com chave de ouro uma atuação que para mim foi TUDO NOVO, de novo! Caramba, não quero deixar de atuar uma semana sequer!! É mt bom a sensação quando saímos de uma atuação massa! Obrigada PERTO! Obrigada, seus mequetrefes!! ;)
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