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sexta-feira, 18 de julho de 2014

presença ilustre ;)

Essa atuação foi bem diferenteeeeeeeee e antigona...tinha esquecido novamente como postar aqui, aí deixei para colocar depois, só que terminou passando muito tempo e aí está :)))

atuei com o meu super lindovisor, então tava meio nervosa e com uma híper expectativa.
O tempo de espera foi beeeeem grande nesse dia e eu tinha dormido super pouco na noite anterior e tinha mais um zilhão de coisas para fazer quando terminasse de atuar, mas eu estava súper tranquila :) O que me define é expectativa...tava bem anciosa porque não é todo dia que se atua com lindovisor ne :)
O que eu queria falar era mais de um certo nervosismo e expectativa em atuar com uma pessoa com a qual ainda não tinha atuado e ainda bem mais experiente que eu, tanto é que perguntei e tal como Barney gostava de fazer porque senti muito isso quando mudei de dupla:  como cada pessoa tem seu jeito especial de se preparar e subir nariz, o que não quer dizer que nenhuum seja melhor que o outro.
Bem, quanto à atuação em si, senti dificuldades em lançar jogadas ou mantê-las e preciso pensar melhor sobre o que foi a causa disso: eu nunca tinha estado na pediatria e foi difícil atuar com meninos maiores, sabe? Mas, independente de qualquer coisa, amei ter essa oportunidade que foi muiiiiiiiiiiiiiiiiiito legal; foi muito muito massa poder atuar com um lindovisor que nem deve saber o quanto me ajudou a renovar os ânimos no momento!!!!!!!!! Só lamento Van não estar com a gente, mas acho que teremos outras oportunidades pelo caminho ;)

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Os valores e amores...

Aí vai mais uma atuação sobre a qual já tinha escrito, mas não conseguia postar ;)

Essa atuação foi super diferente e tenho muito pra falar sobre ela
Primeiro porque ela foi a primeira externa em tanto tempo, depois porque atuei com pessoas que eu nunca tinha atuado (que por sinal, junto com minha companheira de todos os dias, fizeram a intervenção ser mais especial) e por último porque ela me fez perceber coisas únicas: desde angústias e insatisfação com alguns aspectos da atuação, até uma felicidade e realização imensa em estar no hospital do câncer pela primeira vez atuando
Bora lá
Pra começar foi um convite mega especial pra mim, atuar num evento no hospital do câncer e assim que cheguei, veio um primeiro impacto: tinha muito mais gente do que eu imaginava lá e era uma coisa na área externa, não só no hospital, ai que frio na barriga!
Encontramos uma moça super simpática que tava organizando o evento; apesar de super atenciosa, veio minha primeira decepção quando ouvi dela "vcs ficam animando lá todo mundo, pulando e tal como só vcs sabem fazer"! Isso me deixou meio assim pq percebi que o objetivo de estarmos lá era meio diferente para o pessoal da organização do que era pra nós. A partir daí começou a atuação e foi muiiiiiito legal, podemos aproveitar os momentos com o pessoal lá fora do hospital e, fora a incapacidade física por conta da dor forte no joelho e do incômodo da lombar, a intervenção bem longa conseguiu ser segurada:)
Tivemos claro, momentos de alta energia e outros em que cambaleamos e nos perdemos um pouco (conversei até sobre isso com o pessoal, sobre essa questão do jogo cair e da energia diminuir pq senti bem isso nessa intervenção demorada - creio que o joelho me fez chegar um pouco no limite físico em alguns momentos e também pode ter contribuído para sentir uma certa queda de energia).
Mas os pontos altos da intervenção foram muitos, tantos que não dá pra relatar aqui! Só queria comentar em especial de um senhor que tirou fotos com a gente e que entrou no jogo de um jeito todo peculiar e calmo, me chamando bastante atenção e me fazendo ver que o menos realmente pode ser bem mais!
Em relação aos problemas, queria comentar melhor, não porque são mais importantes, mas porque acho legal pensarmos sobre eles e usarmos para aprendermos!
Pela primeira vez em uma atuação, senti que estava me desvirtuando dos objetivos da palhaço porque, algumas pessoas da organização interpretaram que devíamos fazer palhaçada, estar alí pra fazer o povo rir; não sei se houve o mesmo problema no ano anterior, mas nesse me senti um pouco triste porque mal deixaram a gente entrar nos quartos: assim que a gente entrava, tinha que sair e em muitos momentos não estabelecíamos um encontro, não criávamos vínculo nenhum e tínhamos que sair do quarto! Antes mesmo de entrarmos ficamos fora do hospital e, creio que por uma falta de articulação ou organização, o pessoal dentro do hospital não queria deixar a gnt entrar e confesso que isso já foi meio ruim pra mim, sabe? Baixou a energia pq nitidamente a mulher falava que não tinha lugar pra gnt ou que, assim como nós, as outras pessoas ali também queriam entrar.Esse pessoal da organização, que estava controlando diretamente a entrada no hospital falou como se a gnt não se preparasse pra fazer aquilo, como se todas as outras inúmeras pessoas com nariz de palhaço alí ( muitas, por sinal!! :/ ) estivessem fazendo o mesmo que nos e isso me fez pensar e sair da atuação por algum tempo, mas tentei voltar logo e confesso que, apesar dos meus devaneios racionais, consegui chamar lilika pra perto.
A questão é que em muito não concordo com a situação porque, além disso tudo, um palhaço lá ficou usando a gente pra fazer graça e ele era um daqueles cheios de pilambetagens. Então, diante disso tudo, achei que deveria expor o que eu senti, o que achei porque me preocupa um pouco que a imagem da palhaço venha sendo entendida dessa forma de ser alguém que é animador de festa, já que acho que animar é normal e é consequência, mas é difícil quando isso passa por cima do encontro.
Por fim, queria dizer que, mesmo diante de tantos problemas que me fazem questionar sobre a imagem que as pessoas têm do projeto e do cuidado que devemos ter ao divulgá-lo, senti que valeu  pena, que aquela experiência fui única e maravilhosa, que ver e sentir um pouco daquela energia toda foi mágico e que independente do desrespeito inconsciente que aquelas pessoas tinham com o nariz de palhaço ou independente do fato de não podermos ficar nem 5 min direito nos pouquíssimos lugares que ficamos, foi uma grande aprendizagem e um momento de tentar aprender a me adaptar e fazer o melhor com o que tenho. Aprendi que não posso me deixar abater na hora da atuação por energias negativas ou pessoas que não me querem alí, mas que preciso usar isso pra ajudar tal pessoa; acho bem difícil conseguir ser assim, sabe? mas a intervenção serviu de lição pra que eu tente mais e mais não sair do jogo, nem deixar minha energia baixar por sentimentos ruins.
Aprendi que os valores que temos são o fruto do nosso aprendizado e do nosso amor, fazendo com que em cada atuação sejamos capazes de propagar o significado da palhaço em nossas vidas e na vida dos outros, levando paz, alegria e muito amor.

A menina e o sorriso!!

Atuação antiga que não estava aqui porque eu não estava conseguindo usar o blog (JURO!! Já tinha escrito e tudo o diário kkkkkk)


Bem começou, mais uma :)
A última tinha começado toda diferente e meio estressante, mas agora eu estava súper de boa, apesar de súper cansada :p! Enfim, nos trocamos e começamos. A energia não tá subindo muito não, confesso... não sei o que é, não sei se estou "aquecendo" meio errado, não sei  se é porque estou sempre muito cansada (ou com sono ou doente), nem sei se isso explica: vou atentar pra essa situação e tentar fazer melhor, sei lá, me entregar mais da próxima vez,sabe?! E no meio de tudo isso, aproveito pra agradecer a minha companheira Rosalina que participa dessa construção e reconstrução contínua de Lilika e à minha amiga Van, que acompanha as minhas angústias e alegrias em todos os momentos :)
  Começamos e, apesar de não ser daquelas longas intervenções, em que passamos horas e horas, fomos em todos os quartos e conseguimos ver e ouvi e falar um pouquinho com todos do andar. No entanto, mesmo tendo coisas muitxo boas (do tipo aqueles sorrisos e olhares que as pessoas te lançam agradecendo) o que eu quero falar mesmo é de uma menina, que eu nem sabia enquanto intervinha, mas que Van me contou depois que ela achava que essa mocinha tinha perdido o bebê.
Quero falar um pouco dela e dedicar esse diário à reação dela: quando entramos no quarto, não fomos logo de início falar com ela; terminou que ela foi a ultima pessoa com quem falamos no quarto, mas terminamos passando um bom tempo de conversa naquele leito. Não sei seu nome, de fato, não lembro, mas nem creio que isso importa porque ela ficou na minha cabeça como a menina do sorriso da dor! Ela não tinha os dentes da frente sabe? E não é preconceito não, mas isso me chamou atenção porque vi que isso fazia ela se sentir meio envergonhada e toda hora ficar colocando o lençol no rosto...e além disso, ela tinha um semblante sofrido e demonstrava estar triste, na dela, retraída! não sabemos o que realmente aconteceu com ela naquele dia, mas o que quero dizer é que a encontramos assim, bem envergonhada, junto com triste, misturada com um sentimento de vazio no olhar, como quem busca algo que a traga de volta pra realidade, pro momento de viver, viver com problemas sim, mas se sentir viva, sabe? Era isso, acho que o semblante dela era: de quem não estava se sentindo muito viva e de que procurava uma chama de vida.
Entramos, conversamos, brincamos e ela, pra minha total surpresa, ria de tudo! Muito doce e simples, ela foi demonstrando estar mais solta mas, sinceramente, não sei se deixamos ela com mais vida e é por isso que escrevo. Dedico o diário a uma reação que nem sei exatamente qual foi; porque, apesar de a ver mais solta e bem, não sei como aquela menina estava ainda por dentro, não consegui ver se a dor que ela escondia ainda estava alí e não consegui entender o que eu tinha feito nela, mas percebi que o sorriso da dor tinha mudado; e simplesmente vê-la mais solta e aparentemente alegre, me deixou melhor, mas certa de que não quero resultados, vou em busca dos meios e menos do fim porque essa menina me fez ver que o fim não precisa ser o término da dor, mas o início de uma nova caminhada. Não espero que a dor tenha passado completamente porque acho que isso não é possível, as coisas deixam marcas que são válidas pra construir uma rota na vida; apenas espero que ela tenha aprendido, usado o que devia dessa dor, entendido que aquele sorriso que emergiu da dor significa tanto quanto um ouro pra um pirata e que a arte de viver bem está em levantar da queda e não em nunca cair. Espero tudo isso porque foi isso que ela me ensinou sem nem perceber que já era professora dessa arte.

Onipresente ;)


Tava devendo esse diário antigão, então aí vai porque acho que acabei de descobrir o que eu devia escrever sobre esse dia...
Essa atuação foi bem diferente porque foi umas das primeiras do período e eu tava meio confusa com lilika (será que ela tava por ali? Será que eu poderia me relacionar tão bem com ela como era na oficina? Ou será que no dia a dia as coisas mudavam? ).
Então tem um lado bem positivo de eu estar escrevendo ela agora depois de algum tempo: hoje eu estava pensando um tempo sobre a palhaço na minha vida e lembrei dessa intervenção, inclusive foi quando me lembrei que não tinha feito o diário kkk), aí, consegui ver, fazendo uma retrospectiva que a conexão com Lilika é pra sempre e independe de prática, ela sempre anda por ali, sabe? Em um plano diferente, que as vezes eu não reconheço ou posso não sentir! E hj eu só queria dizer que estou feliz demais por tê-la percebido mais facilmente que o usual ao meu lado e creio que, não sei porque, o dia dessa atuação me marcou com um vínculo mais forte ainda, pois é exatamente na onipresença de Lilika que eu penso, quando penso nesse dia :D

sábado, 17 de maio de 2014

Lilika com novos ares..

Confesso que essa minha última atuação não teve uma prévia muito animadora: larguei as 12, fiquei sem ter onde ficar (como sempre biblioteca central lotada e as outras fechadas- não lembrei do LIKA! :/) esperando até a hora que uma das minhas companheiras iria largar (sem saber exatamente que hora seria essa, por sinal) e estava extremamente cansada: segunda é um dia hiper cansativo pra mim e foi quando pensei em como a obrigação de estar ali estava me deixando triste naquele momento! Sei que escolhi isso e já sabia que teria esse compromisso, mas aquele dia tava mais pesado e mais chato e, pela primeira vez, senti que era como se a palhaço tivesse me fazendo mal...Não estou julgando o projeto ou a estrutura dele (apesar de estar um pouco triste ou pensativa em relação a alguns pontos, atualmente), apenas dizendo que, pela primeira vez, me senti obrigada a algo que não condizia com meu momento de espírito, acho até que eu estava extremamente mais negativa e poderia terminar fazendo mal aos próprios pacientes- volto a dizer; isso era algo meu, não que a palhaço fosse a causa disso! Enfim, por que estou colocando isso aqui? Porque foi assim que eu fui atuar na segunda, com um pouco de raiva de ter dado espaço a Lilika num momento que era só de uma camila extremamente cansada! sim, eu estava bastante individualista e me sentir assim tb me deixava mal: é o tipo de coisa que a gnt fala e é sempre certo: energia negativa só atrai energia negativa!
Fui atuar né...encontrei as meninas, que por sinal, tb estavam meio descontentes com alguns aspectos da atuação e notei que nós três estávamos um pouco mais pra baixo naquele dia! Eu e van atuamos com ray porque ela ficou sem dupla no dia e tudo tava um pouco diferente, até pq nunca tínhamos atuado juntas.. Mas não foi difícil ficar bem, não mesmo! se eu tivesse fazendo qualquer outra coisa, pode ser que eu tivesse demorado mais pra ver que não tinha motivo nenhum pra eu estar de mal com a vida, mas fazer lilika vir a tona, fez com que, paradoxalmente, camila se sentisse mais leve e com mais espaço para ela mais rápido do que ela mesmo previa. As meninas são ótimas e me fizeram ficar muito bem logo logo!
Quanto à atuação mesmo, não tenho o que dizer agora, não porque ela não foi boa, mas porque, entendam,  é o contrário: a magia do dia foi feita por ela e não tenho o que dizer agora, com palavras, sobre algo que foi tão, tão simples (não teve nada de mais, de mirabolante ou diferente), mas tão, tão mágico! Lilika espera encontrar com as amigas novamente! Lilika espera ser capaz de sempre levar alegria,  independente de como camila possa estar!