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quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Surra de DBs - Continuação

Parte II - Atuação do dia 19/08 - Enfermaria 7th sul




Eu disse que era ate loguinho mesmo.. Hahahah
Dona Zefinha, guerreira arretada
Quando disseram que a gente ia atuar no sétimo andar, me lembrei no mesmo instante do calor! Pense num lugarzinho quente!! Mas graças a Deus, Recife tá conseguindo manter umas temperaturas mais fresquinhas esses dias o que ajudou bastante pra que eu não derretesse em plena atuação. 
Esse dia tava babado e confusão no andar, estava existindo uma espécie de tensão e cochichos sobre uma briga entre vizinhas de quarto, Cambitinha, metida, quis tentar resolver, mas Roberto viu que aquilo ia acabar piorando a situação e puxou ela pra fazer outra coisa, nada melhor do que um MCM na vida de um palhaço.
Naquele dia visitamos muitos pacientes e eu me lembro bem da maioria, vou citar alguns pra vocês.. Como esquecer o homem que eu dei 47 anos no máximo e ele me revelou ter 60, de acordo com as hipóteses de Cambitinha deve ter sido algum efeito rejuvenescedor da radiação com a qual ele trabalhava, já que era ex-funcionário do Depto. de Energia Nuclear. No mesmo quarto estava seu Adeilson, não sou boa com nomes, mas lembro bem desse porque é o mesmo do meu sogro, hehe, ele se revelou um homem bem sábio que gostou muito de conversar conosco naquela tarde, ele me fez refletir sobre os meus melhores momentos atuando o que me fez olhar pra tudo que já vivi enquanto Cambitinha passeando pelas enfermarias.
Tinha um quarto animado que só, pense!!! A gente já chegou no meio da badalação, também, pudera, com Vozinha por lá não tinha como ficar triste, um amor de pessoa que responde tudo com um sorriso maravilhoso. A filha dela chegou depois e já chegou desafiando, queria que eu fizesse uma estrelinha no meio do corredor e eu? Fiz claro, Cambitinha é muito desinibida com essa máscara, uma coisa séria. Kkkkkkk
No mesmo quarto estava Dona Zefinha, num tem aquelas pessoas que você gosta de graça e nem entende porque gosta tanto? Foi o que eu senti naquele tempinho que ficamos com ela por lá. Sua sobrinha era bem legal também, tá vendo? Não dá pra ficar triste nesse quarto. A acompanhante que estava com Vozinha mais cedo também era bem engraçada e foi quem nos contou da treta do outro quarto. Sei não viu, esse povo já gosta de uma fofoca, nem falo de Cambitinha e Roberto...
Achei interessante e intrigante que em um dos quartos encontrei uma paciente que eu já tinha visto em algum lugar, tinha certeza!!!!!! Mas não conseguia lembrar de jeito nenhum de onde, ela me disse que era a sua primeira vez em Recife e que tinha chegado a pouco tempo. Fui pra casa matutando e nada, mas uma semana depois me ocorreu que estava com a médica que recebeu ela no ambulatório no dia do seu internamento. Sua sobrinha do sotaque paulista gostou bastante dos olhos verdes de Roberto. Pense num menino pra fazer sucesso com as acompanhantes kkkkkkkk
Pra finalizar, o último quarto do corredor: um casal bem novinho e muito fofinho, en en!! Entendedores, entenderão hahahahah



Até mais, 



Surra de DBs

Eu acho que se existisse um concurso para saber quem é o participante mais mequetrefe desse projeto, eu definitivamente teria sérias chances de ser finalista. Estou com três diários atrasados e a minha lindovisora não aguenta mais puxar minha orelha. O semestre começou há pouco tempo e eu já estou atolada de coisa, mas finalmente eu parei aqui pra escrever essas pendencinhas.. Farei um resumo das situações que mais me marcaram nesses dias.. 

Parte I - Atuação dia 16/08 - Enfermaria Onco


Bom, eu e meu caro MCM Roger, mais conhecido como Roberto Éoque na pista das enfermarias como a dupla exemplo que não somos (hahahaha) ficamos devendo algumas atuações desde o outro ciclo já que o final do M6 foi bem atribulado. Fomos encarregados de visitar a Onco, nossa enfermaria preferida!! É sério, o pessoal já nos conhece e sempre somos muito bem recebidos, sem falar dos pacientes que nos proporcionam encontros incríveis. Essa enfermaria é sempre cheia e os casos geralmente são graves, mas o espírito de esperança é que toma conta do espaço, muito difícil encontrar um paciente ou familiar que logo não coloque um sorriso no rosto. Por isso eu gosto muito de atuar nesse andar, me faz perceber o quão pequeno são os meus problemas e como eu posso ajudar a melhorar uma tarde apenas com uma visita para que alguém não se sinta esquecido. 

Dentre todos os quartos dessa tarde, o que eu mais me recordo é o de duas adolescentes que haviam chegado há pouco tempo ali naquela enfermaria. Não me lembro dos nomes, até porque uma delas eu só chamei de "Mano". hehe Ela tinha um sotaque bem apaulistado devido à convivência com o namorado, ela nos recebeu muito bem e eu até deixei minha foto de recordação no papel de parede dela hahahaha. Cambitinha é muito kessy! A sua vizinha estava bem calminha, morrendo de fome, tadinha, não tinha almoçado e já estava próximo da hora do almoço, mas também interagiu bastante conosco! Nós até cantamos pra elas! Cambitinha é bem mais tímida do que eu, impressionante, faz umas coisas que eu nem sei se faria kkkkkkk (É por cada uma que a gente passa).
Bom, isso foi um pouco do que aconteceu nessa terça a tarde!

Até loguinho, DB!

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Visita aos colegas da Nefro

Boa noite DB,

O final de período vai chegando a o nível de mequetrefice vai subindo. Ta realmente complicado.. Hoje mesmo só to tendo tempo de escrever agora, na verdade estava indo dormir pq de ontem pra hoje não dormi muito (prova de Nefro hj), enfim.. Hoje vai ser bem rapidinho.
Nessa ultima quinta-feira Cambitinha e Roberto foram escalados para passar a tarde com o pessoal da enfermaria de Nefro, confesso que foi uma visita curta, pois o andar tem poucos quartos e em um deles não pudemos entrar pois alguém (acho que era a psicóloga) estava conversando com algumas pessoas por lá.
Como já faz um tempinho, não me lembro muito bem dos nomes, só de seu Givanildo que falamos no final, jaja chego nele. O primeiro quarto que entramos foi o de dialise peritoneal onde estava uma filha esperando a mãe muito debilitada terminar aquele ciclo, ela estava bem triste e chorosa, acho que ficar um pouquinho com ela por lá já ajudou tirando aquele ar de ambiente pesado daquele lugar. No seu quarto também estava um senhor muito simpático, que se nomeou Tigrão (vai saber..) ele conversou com a gente e falei sobre umas coisas engraçadas (confesso que algumas partes eu não entendi, mas tudo bem).
Nos outros quartos encontramos um senhor que tinha acabado de sair do banho e tava danado de cheiroso pronto pra conquistar qm passasse no corredor. Tinha um senhor e sua mulher que estavam bem debilitados pra falar então interagimos pelo olhar e pelo aperto de mão. Gostaria de dizer DB que conseguimos outro interessado em se tornar palhaço, não pudemos conversar muito pq ele estava indo fazer um exame. No mesmo quarto deste ultimo estava um senhor de Chã Grande junto a seu filho e lá passamos muito tempo discutindo sobre as cidades do interior pra ver se Roberto aprende alguma coisa sobre Pernambuco kkkkkkkkk. No cantinho estava seu Givanildo que no início parecia mais que estava fingindo estar dormindo, mas que depois de acordar não parou um minuto de conversar conosco. Conseguimos arrancar até alguns risos dele, o que ele disse q era raro de acontecer. Que bom então ajudá-los um pouco na descoberta dos momentos alegres naquela enfermaria.
Por hoje é isso,
Até mais DB! 

domingo, 5 de junho de 2016

De volta ao décimo primeiro norte toptop

Querido DB,
Voltamos a atuar nessa ultima quinta-feira no décimo primeiro andar norte, onde fica a enfermaria de oncologia. Estamos quase especialistas nesse setor, sendo este pra mim o lugar das minhas melhores atuações. Essa semana pra mim foi bem punk, mas no meio do caminho tinha uma atuação que me deu um gás a mais pra terminá-la bem. Assim que chegamos no andar o pessoal da musicoterapia (eu acho que é esse o nome do projeto) estava num quarto de uma paciente que tinha um gosto bem diferenciado, acho que foi o ultimo quarto que eles passaram porque  quando retornamos com a pele e a energia lá em cima eles já tinham ido embora. Eu adoro música acho que teria sido massa a integração Cambitinha, Roberto, Pacientes e musicoterapeutas hahahahhaha

É impressionante como eu não consigo lembrar dos nomes das pessoas direito, eu guardo o rosto bem direitinho, mas os nomes não ficam gravados, mas no primeiro quarto eu lembro de Lindinalva que não estava tão receptiva pela sua ansiedade em ficar de alta logo, eu lembro do nome dela porque ela estava esperando (impacientemente) a volta da sua irmã Lindacil (não tenho certeza, só sei que as duas era Lind+algo e a outra irmã era Claud+algo, a excluída das lindas hahahah) que estava trazendo os papéis da alta, mesmo assim ainda conseguimos interagir da porta. Daqui pra frente eu não tenho certeza se os nomes estão certos ou se estou trocando :$

No quarto seguinte tive uma super aula de relacionamentos com uma paciente, é impressionante como Cambitinha gosta de pegar conselho pra vida amorosa dela, pode perguntar à Amará MuitasLéguas e Margarida Falamuito que estavam com ela semestre passado, tanto escutou que depois de 20anos de existência finalmente arrumou um namorado. Entramos depois no quarto de Dona Esther e ela estava lá com sua irmã muito simpática que nos acolheu muito bem, Dona Esther estava impossibilitada de falar, mas isso não a impediu de se comunicar. Na cama do lado estava uma paciente muito otimista e simpática que também estava aguardando a sua alta ansiosamente. Chegamos ao quarto da mulher com o gosto musical diferenciado, descobrimos que ela tocava música erudita e aquela música que ela tinha pedido era de Tchaikovsky. Bem refinada. Tivemos um reencontro com Paulo, um paciente que encontramos da outra vez que fomos la e nessa visita descobrimos que ele era boyzinho de banda e toca teclado profissionalmente, achei babado. Sua esposa é uma onda, mas ela tinha ido lá embaixo resolver alguma coisa, quando estávamos em outro quarto ela passou dando tchauzinho *-*.

Um dos últimos quartos que visitamos tinha dois senhores e suas filhas respectivamente, o primeiro estava bem agoniadinho com a cama e não via a hora de sair dali, ele não escutava muito bem então cheguei mais perto pra conversar, ele parou pouco e começou a alisar meu cabelo dizendo que era muito bonito. Perguntei se ele gostava de Roberto Carlos e as filhas me acompanharam numa musiquinha pra ele. Foi um momento diferente. O seu vizinho era um senhor que se apaixonou e casou com sua primeira namorada (o coração romantiquinho de Cambitinha não parou de pular quando ele contou a história, claro) e gostava muito de conversar sobre as lembranças da sua vida.

Mais ou menos isso, DB!
Até a próxima. :*

domingo, 29 de maio de 2016

Manhã de atuação na Onco!

Boa noite, DB!

Venho aqui reafirmar minha mequetrefice em postar em cima da hora o diário da última atuação. Quarta passada estivemos no setor de oncologia, mas não foi na enfermaria toptop super chique do 11º, foi na parte da quimioterapia. Entramos dentro da sala onde os pacientes estavam recebendo a medicação e depois fomos até a sala de espera onde eles estavam aguardando sua vez, foi um momento bem diferente de tudo aquilo que eu já tinha vivido nas atuações. Ir de quarto em quarto ou encontrar pacientes e funcionários no corredor é bem diferente de ter muitos olhos lhe observando numa sala de espera lotada enquanto você fala com cada pessoa. Antes de entrar disse a Roberto que parecia que a gente tava entrando num Picadeiro, de tão nervoso que a gente ficou, mas é preciso se jogar nesse vazio inédito...
Não conhecíamos o local, na verdade foi minha primeira vez em toda vida num setor de quimioterapia, quando a gente entrou pra perguntar se tinha algum lugar pra se trocar logo bateu aquela tensão quando vimos a quantidade de gente na sala de espera, eu pensei que a gente ia atuar só por ali, não sabia que seria permitida a nossa entrada dentro da sala onde os pacientes recebem a medicação, mas depois de subir a energia, uma enfermeira nos levou até essa sala onde começamos a nossa “aventura”. Esse é definitivamente o lugar mais frio do HC, nunca achei que fosse capaz de sentir tanto frio naquele hospital, parecia algo tão improvável hahahahahha. Conversamos com alguns pacientes, conhecemos algumas histórias e eu, particularmente, me renovei com a garra e a perseverança de alguns ali, de semblante firme (às vezes desacompanhados) com muita vontade de viver. A gente pára pra pensar o quanto a gente reclama por problemas que podem ser resolvidos facilmente, em comparação com a situação de uma luta contra o câncer. Eu vi nos olhos de uma paciente com CA de mama a esperança por ter chegado num estágio pós-QT que agora pode fazer a cirurgia para a retirada do tumor. Passei toda a atuação observando e refletindo. O que Cambitinha tentou fazer ali junto com Roberto foi levar um pouco de felicidade para que o riso acompanhasse aquela batalha bastante árdua. Cambitinha costuma dizer que quando estiver caminhando e aparecer algo que nos desanime na estrada, a gente muda o foco e pega um caminho novo, mas não deixa de seguir em frente.
Pra gente sair da sala da QT e ir pra sala de espera foi meio complicado, a gente ficou espiando a quantidade de gente que tinha e na minha cabeça só vinha “Picadeiro!!!” A gente foi pela parte de trás pra chegar mais disfarçadamente (como se fosse possível kkkkkk) meio se tremendo, mas fomos. No final acabou que conversamos muuuuuito, fizemos muuuuuitas amizades, cantamos parabéns pra uma aniversariante, tiramos muitas fotos kkkkkkk (não paravam de pedir foto, a gente tava parecendo gente famosa), mandamos mensagem num vídeo, um beijo pra querida Pábula Raniara e sua irmã Enny Mayara (não consegui me agüentar com esses nomes e as historias de onde eles surgiram, pense numa figura a mãe dessas criaturas), ouvimos uma receita tiro e queda com cuzcuz antigo na geladeira, nos metemos no meio da DR de uma paciente que tava bem irada com o namorado via Whatsapp, kkkkkkkk, foi maaasssaaa! Roberto até conseguiu alguém pra dar o nó na gravata dele. Por mais dias nesse setor, lindovisão!!!!!
OBS.: Perdi a blusa branca da minha pele, atuei com a parte de cima do macacão, mas deu tudo certo!! Segue uma foto desse dia tão maravilhoso. Mais uma atuação pras Top3!
Até a próxima, DB! Tentarei ser mais pontual.


Tudo com o riso fica mais fácil!

domingo, 15 de maio de 2016

Visitinha à ala sul do 11º

Boa tarde, DB

     Começo hoje pedindo desculpas pelo atraso na minha postagem, a semana foi um tanto que corrida com muitas provas, trabalhos, entre outras coisas, então desculpinha, principalmente pra minha Lindavi, Lauretinha. Como já havia comentado a semana foi bem cheia e na quarta quando fomos atuar tinhamos saído de uma prova bem cheia de conteúdo, daquelas que a pessoa não dorme muito na noite anterior. Chegamos cansadinhos no 11º andar para atuar, mas aos poucos fomos ficando mais agitados, colocamos até música na hora de colocar a pele e fazer a maquiagem. Uma musiquinha sempre anima, fica a dica, MCMs!
     Então, essa semana foi a vez de visitar a ala sul do 11º andar, enfermaria do setor de clínica médica. Uns três quartos estavam em isolamento de contato e outro estava com todo mundo dormindo, mas os que estavam disponíveis gostaram muito da nossa presença naquele dia. Ficamos muito feliz, mesmo com uma semana complicada, não estando 100% para atuar, o importante é lembrar de como a gente pode transformar a tarde de alguém. Vamos para os quartos. o// No primeiro deles estava dois senhores, Seu Orlando, tagarela mais que papagaio e Seu Manoel, que estava pra baixo com o que a doença vinha modificando nele. Quando chegamos na porta eles estavam escutando forró no radio e logo pedimos para dançar com eles, não estando tão dispostos eles sugeriram que Cambitinha e Roberto dançassem, tentamos... acho que saiu alguma coisa. ahahhahahha. Eu sei que quando estamos como nossa pele, nariz e energia levantada somos aconselhados a não falar da doença e tentar levar o paciente a esquecer um pouco aquilo, mas com seu Manoel me senti na obrigação de pegar na mão e dizer algumas palavras de conforto. Graças a Deus ele tinha no quarto um dos caras mais animados do setor que sempre procurava encontrar uma forma de motivá-lo.
     No quarto seguinte estavam dona Maria de Lourdes, dormindo que só (mesmo depois de ficar la um tempão conversando ela não tinha acordado) sua filha Mauriceia e dona Gláucia, dona dos olhos mais lindos do setor, um azul com uns detalhes acastanhados (eu fiquei bem 1 minuto só olhando, bem pertinho já que sou míope ahahha). Dona Gláucia me falou dos bisnetinhos dela, en en sempre quis ter um bisneto. (Roberto tira onda que só dizendo que primeiro eu preciso ter filho, depois neto pra chegar no bisneto) Mauriceia estava um pouco preocupada com a evolução da mãe, mas conversou bastante conosco.
     Nos outros quartos falamos rapidamente com seu Mauricio e sua mulher, ele estava com sonda e um pouco cansado. Encontramos também Maria de Fátima, que tava numa animação danada por está próxima da data de alta e Elizete, que estava bastante concentrada em comer sua bolacha de maizena e não oferecer hahahahhaha (brincadeira, depois de uma pressãozinha ela ofereceu hahahah). No último estava seu Arlindo com sua dedicada mulher, Maria (me passou umas dicas massa de relacionamento, já que o dela tinha 45 anos :o, ela é um amorzinho, amei mt ela), seu Arlindo também muito simpático, sempre motivado pela presença do seu vizinho, uma figura chamada Eronildo, mas para nós, intimos, Eron! Ele encasquetou que já tinha me visto antes, mas na verdade existe uma grande possibilidade de ter sido alguma outra MCM que o visitou no 7º andar.
     Então, DB, foi mais ou menos isso!
     Até próxima semana, sem atrasos (tentarei) :D

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Dupla cegueta no andar ostentação da Oncologia

Querido DB,

    Essa semana atuamos na Onco, tanto eu como Roberto estávamos estreando nesse setor, pense num andar que ostenta maravilhas, quase todas as luzes do corredor estavam funcionando, os quartos têm televisão funcionando, nos trocamos num quarto com direito a ar condicionado, banheiro e espelho, um dos quartos tinha a incrível vista para o Recife antigo e o que realmente importa, as pessoas são muuuuuito legais e educadas, com exceção do Dr. Ocupado que além de ter me dado um susto, me deu também um fora que baixo a minha energia, mas enfim, altos e baixos existem em qualquer lugar. Isso não atrapalhou na minha avaliação de que essa última quarta está na lista das minhas Top 3 atuações. ;)
    Iniciamos nossa tarde conversando com quem estava no posto de enfermagem, pense numa galera gente fina. Lá estava a filha de uma das enfermeiras do setor estudando para as provas do colégio, perguntamos a ela o que ela prentendia ser quando "crescer" e ela nos falou que gostava muito de Medicina, perguntamos também se ela não se interessava em um dia ser palhaça junto conosco e ela falou que sim. *-* Ganhamos mais uma pra família. :D 
    Saímos do posto e fomos em direção aos quartos, lá encontramos seu Francisco e dona Maria que vivem entre tapas e beijos, mas que sabem o verdadeiro sentido do companheirismo, eles têm a melhor vista do hospital, a do Marco Zero na parede, vê que quarto maravilhoso. Visitamos também Seu Paulo que estava sendo visitado por 4 colegas de trabalho: Shirleno, Semente (claro que eu cantei pra ele a música: semente, semente, semente, semente... hahhaha e duas mulheres (esqueci os nomes). Seu Paulo nos perguntou como a gente fazia pra ficar sempre feliz e com um sorriso no rosto, ele disse que não entende como isso é possível, falamos pra ele apenas mudar o foco, enxergar principalmente o que nos deixa feliz, o que tá nos trazendo tristeza fica la num cantinho escondido, a gente nem da muita bola. Ele foi muito educado e atencioso conosco, que pessoa linda. Sua mulher também nos recebeu super bem e não parava de rir, ela nos contou do casamento que tinha ocorrido por lá na semana passada, naquela quarta o noivo teria descansado eternamente e que como ela gostaria que nós estivéssemos por lá antes para alegrá-los.
    Encontramos os filhos e sobrinhos de Dona Ivanete, que estava muito cansada e não conseguiu conversar muito, dentre eles, Bia. Achei tão estranho ela se curvar pra falar com a gente, perguntamos se era timidez e a prima dela disse que ela tinha medo de palhaço. Eita!!! E agora? O que a gente faz? kkkkkkk Saímos um pouco da visão dela, mas ela continou conversando, sem olhar pra gente, mas conversando. kkkkkkk Levamos a nora de Dona Ivanete para conhecer pela primeira vez o Recife Antigo no quarto de seu Francisco, ela achou muito bonito.
     Em outro quarto Roberto descolou uma noiva que ficou apaixonada pelos seus olhos verdes e seu sotaque cearense, kkkkkkkkk. Esse Roberto é um perigo para as solteiras do HC. Por fim quero falar do quarto de Seu Domingos que estava com a sua neta, lembrei muito do meu avô, que também teve CA, que eu queria muito ter passado mais tempo com ele pois tinha apenas 7 anos quando ele se foi, me segurei muito para não demonstrar minha saudade, mas foi difícil. Espero que Deus dê força a todos aqueles pacientes e todas aquelas famílias e que eles possam superar juntos essa situação. 

    Um beijinho, próxima semana tem mais!! o/

    Até mais, DB!

sábado, 23 de abril de 2016

Tarde com os lindinhos da pediatria

Querido DB,

Depois de uma semana sem atuar voltamos a ativa na pediatria!! Sou apaixonada por aqueles lindinhos, alguns deles já são conhecidos de longa data como Laura, a mandona e Brenda, a sorridente. Nessa semana em especial a enfermaria estava cheia de bebês que não chegavam a falar, mas interagiam com sorrisos e brilho no olhar, como Wesley, o conquistador.
Eu e Roberto demos de cara com uma bebê (da qual não lembro exatamente o nome, desculpa) que estava lanchando com a mãe e era dona das bochechas mais fofinhas do sexto andar. Depois chegamos no quarto de Wesley, muuuuito simpático cheio de sorrisos, e de outra menina que infelizmente se assustou com a nossa presença. É.. amargar também faz parte. O que eu acho muito legal é a felicidade das mães de verem os filhos sorrindo, fico emocionada.
Em outros quartos visitamos Brenda que está sempre sorrindo, não importa o que aconteça, sua mãe estava um pouco cansada, mas sempre ao seu lado, firme. Em outro quarto estava Thiago que nos ensinou os sons dos animais e junto a ele estava outro menino que recebeu um autografo do meu beijo em seu caderno, ele me revelou que ia guardar pra sempre (me senti especial) ☺️.
Brincamos de bola improvisada com outro garoto no meio do corredor e levei uma lapada no domino da sua colega de quarto que não podia se levantar, mas não se sentia impedida de se divertir conosco. Mais uma vez as mães ficavam encantadas, que sentimento bom de ver a felicidade delas. Pra fechar a tarde nos aparece a querida Laura, queridinha das enfermeiras e de todos no andar, sempre com sua peculiaridade de ser bem mandona, mas encantadora.
Foi mais ou menos isso DB, estou amando atuar com Roberto, cada vez mais estamos em sintonia para o jogo e é isso.

Beijos

sábado, 9 de abril de 2016

COB: com bata e esteto X sem bata e esteto

Boa noite, DB

Mais uma semana de atuação e surpresas a cada encontro. Nessa quarta, eu e Roger fomos enviados para passar a tarde com o pessoal que frequenta o COB (gravidinhas *-*). Eu achei interessante porque nessa mesma quarta eu tive que dá plantão como monitora de obstetrícia no mesmo lugar, lidando com as mesmas pessoas, será que eles iam me reconhecer quando Beta e não Cambitinha?
Mais uma vez eu e o meu MCM tivemos dificuldade para encontrar um lugar para se trocar, nesse novo local onde está instalado o COB, o único lugar disponível para nós era o vestiário que nao pode ficar trancado pois é e uso de todos os funcionários, então tivemos q virar pra parede algumas vezes para que eles não pudessem nos ver. Depois de subir a energia nos lançamos naquele espaço, no início não senti que elas estavam tão abertas para jogo, fiquei um pouco tensa, mas depois que Maria chegou para deixar alguns protocolos e me emprestar os seus patins, tudo ficou mais animado. Com a ajuda de Roberto Éoquê? realizei a façanha de andar de patins pelo meio do corredor mais feliz que pinto no lixo, acho que isso deu uma alegrada no ambiente. Esse novo local do COB é muitas vezes desconfortável para as gravidinhas ou puerperas que ficam em cadeiras no meio do corredor sem poder nem descansar direito, da pra entender porque o clima nem sempre é dos melhores. Tentamos assim levar a nossa companhia naquela tarde para tentar mudar um pouquinho daquilo.
Jordana que veio do Cocó, uma cidade perto de Porto de Galinhas, estava muito tensa, não parava de chorar. Pelo menos o tempo que ficamos com ela tentamos alegrá-la e confortá-la com o que estava para acontecer, a chegada do seu bebezinho. Já as outras futuras mamães que estavam na sala de fora não paravam de tirar onda umas com as outras, elas nos receberam muito bem e até subiram mais ainda nossa energia. Voltando para o corredor esbarramos com Stefany, a top model do COB e ela nos disse que existia outra sala onde estavam a maioria das puerperas, fomos até lá então.
Encontramos Sônia e sua vizinha muito simpática, a mãe de Stefani, Thaís (ou Tatiane) que nos revelou não ser muito simpática, mas que acabou deixando escapar uns risos. Fomos meio que expulsos dessa sala porque as pacientes estavam "sem poder" rir, pois haviam acabado de sair das cesáreas, vê que ozzy, DB kkkkkkkkk
Voltamos para o corredor central, ficamos mais um tempo por lá e depois fomos nos trocar, é sempre difícil saber a hora certa de ir embora.. Pela tarde foi mais ou menos isso que aconteceu por lá. ;)
Até mais, DB
Cambitinha RisoFrouxo

P.S. nenhuma das gravidinhas me reconheceu :( não sei se pq estava com o cabelo preso e de óculos e de bata e esteto, além de estar correndo pra escutar os BCFs kkkkkk, enfim, foi isso.

domingo, 3 de abril de 2016

"Mas eu tô ligada que vocês são médicos"

Querido DB,

A ultima quinta-feira foi o dia da minha primeira atuação nesse novo ciclo com o mais novo melhor companheiro do mundo de charme cearense, Roberto Éoque?. Se você não entendeu o nome dele ainda, não se preocupe, a maioria das pessoas no alojamento conjunto também tiveram essa dificuldade, hahaha.
Tava tão ansiosa DBzito, você não imagina, com um friozinho na barriga diferente por vários motivos: a) voltar a atuar depois de uma longa pausa; b) atuar em dupla e com um MCM diferente; c) atuar no alojamento conjunto com bebezinhos onde eu nunca tinha atuado antes; enfim, foi um mix de novas coisas que aumentaram ainda mais a minha ansiedade. Quando estávamos chegando no andar fiquei falando da minha agitação interna pro meu MCM e de como n tinha noção de como  seria aquele momento, o sentimento dele também era parecido. Estava num dia bem atípico com muita preocupação na faculdade por conta de seminários, mas resolvi desligar esses aperreios por um instante e me contagiar com aqueles encontros e que encontros.
Depois de subir a energia fomos setor a dentro com o objetivo de Se jogar naquele vazio e encontrar... Confesso não lembrar muito dos nomes dos que estavam conosco, (fui mequetrefe e deixei pra postar meu DB no domingo) mas me lembro dos rostos, principalmente dos olhares. Logo quando saímos para o corredor conversamos com algumas pessoas que estavam assistindo TV e ela nos receberam com muita empolgação, uma delas estava com a netinha no colo, muito simpática e falou que como seria bom se cada médico também tivesse uma parte de palhaço e se preocupasse mais com aqueles que está lidando. A partir dai ela encasquetou que nós éramos médicos disfarçados de palhaço naquele momento, a filha dela inclusive disse que nós tínhamos aparecido mais cedo pra fazer a ela evolução dela kkkkkkkkkkkkk ("mas vocês são médicos né? Vocês têm muita cara de já serem médicos") Pancake e narizinho vermelho são a ultima tendência no mundo médico! Hahahaha. Uma outra pessoa conversando conosco agradeceu pela nossa presença nos andares espalhando amor e sorrisos, venho aqui repassar esse agradecimento não só aos que colocam o nariz, mas a todos que se preocupam em levar felicidade por onde passam.
Muito difícil no início quando encontrei o primeiro bebezinho, tão pequenininho com aqueles olhinhos tão brilhantes, eu tenho vontade de passar o dia ali msm só olhando. Muitas vezes eles não focam em você e também não reagem na maioria das vezes o que nos deixa um pouco confusos com o que fazer. Uma das avós colocou uma lindinha no meu colo, fiquei explodindo por dentro, emocionada mesmo com aquela confiança, ela se mexeu um pouquinho e depois dormiu. Ai, como eu amo as surpresas das atuações, aquilo que não se pode prever, tem um gostinho diferente. Nunca mais me esqueço do rosto de um pai que acabou de ter um filho passeando com ele pelo corredor, a cara de abestalhado babão é patognomônica deste estado, é lindo ver como o amor nos transforma.
Não posso deixar de falar da sintonia estabelecida entre Cambitinha e Roberto, a dupla de cearenses mais legal dos setores. Vi que eles realmente se ajudaram e conseguiram curtir muito aquele momento, mesmo sendo dois ceguetas que apertam os olhos pra enxergar. Kkkkkkkk próxima semana tem mais, com a presença das gravidinhas do COB!!!!
Até mais, DB.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Até breve, trio enrolação...

Querido DB,

Chegamos a ultima atuação deste ciclo, quando cheguei no andar fui andando bem devagarinho junto com Carlinha, pra esse momento ir passando mais lentamente. Erica infelizmente ficou doente na sexta e não teve condições de ir atuar conosco, nossa última atuação juntas como o trio enrolação. :(
Nessa sexta fomos à enfermaria do sétimo andar quem poderia imaginar que aquele setor guardava pessoas tão especiais que conseguiram me deixar alegre e feliz mesmo depois de uma semana complicada em casa e na rua. Os problemas sempre estarão lá, mas ter a vontade de superá-los e conseguir colocar as coisas boas na frente deles, nós vamos aprendendo a cada dia. E, nessa sexta, eu aprendi um bocadinho.
Sou péssima pra lembrar os nomes, mas guardo bem os rostos. Lembro bem da conversa que tive com o senhor de um dos ultimos quartos do corredor, ele me falou das ações que se faz verdadeiramente de coração, sem objeção, só por amor. Fiquei tão encantada com sua sabedoria que fiquei lá quietinha escutando ele falar, sentir que ele também ficou feliz de ter alguém o escutando então fiquei feliz também. No mesmo quarto, antes de conversar com ele passamos um tempo com um locutor de telemensagens (achei toptoptop) e um morador da tão, tão distante Candeias (sempre tiro onda com os meus amigos de Candeias).
Lá no sétimo tem o quarto do "L", todo mundo tem o nome que começa por L, as gêmeas, Lane e Lene, todas muito alegres, principalmente Lane que no final revelou seu cabelo loiro "inesperado" hahahaha
Visitamos um quarto onde conheci um conterrâneo da minha cidade do interior, mas que mora na Bahia e estava aqui para fazer uma cirurgia. É amanhã (segunda) a cirurgia dele, peço que Deus segure nas mãos dos médicos e que ele voltei renovado, com "as peças renovadas" como ele mesmo me disse. :D
Isso foi um pouco da minha tarde no sétimo, DB..
Até mais.

domingo, 29 de novembro de 2015

Não é preciso palavras

Olá DB,

Mais uma sexta com as minhas queridas MCMs e dessa vez na Pediatria. Tantas coisas já haviam sido ditas sobre esse setor que estávamos doidinhas pra conhecer. Subimos a energia e nos jogamos naquele vazio cheio de novidades. É entrançado como cada criança tem sua marca e seu jeitinho de ser especial até mesmo sem falar, como no caso da primeira paciente que visitamos, os olhos dela transmitiam uma felicidade tão grande e aquilo me encantou muito, a gente não precisava fazer nada. Só a nossa presença já alegrava. Foi assim com outros também com outros pacientes.
Não posso deixar de citar minha paixão antiga que é Miguel Arcanjo. Tenho visitado ele há alguns meses admirando sua vontade de viver mesmo com todas as tribulações, mesmo sendo tão bebê. Sua irmã, Sheila, não estava lá, mas é para mim um exemplo de Entrega. Faz tudo pelo bem-estar do irmão, mesmo ainda sendo uma adolescente. Miguelzinho estava lá sexta, sorridente como sempre com um brilhinho nos olhos.
Conhecemos o menino mais charmoso, lindo e sério do setor, o xodó das enfermeiras, Francisco Neto, que veio de salgueiro com a mãe e que gosta muito de jogos. Encontramos também a mais brabinha do Setor, Laura, que no início nos encarou e só queria saber do outro palhaço da semana passada, mas que no final se entregou e sorriu bastante conosco.
P.S Amará vai ter q lavar a pele essa semana porque infelizmente sofreu uma queda que eu não tive nenhuma participação, at all.

Isso não é tudo, mas o resto fica no coração,
Até mais, DB.

sábado, 21 de novembro de 2015

Meu nome é Jessica!

Olá DB,

Essa semana foi bem atípica para mim, por uma série de motivos não consegui atuar com as minhas duas queridas MCMs, fui apenas com Amara. Marga, sentimos muito sua falta, atuar sem você não é a mesma coisa, desculpa a gnt ter tido esses compromissos na sexta que bagunçaram tudo. Sexta não foi um dia fácil, depois de uma notícia muito triste, pensei bem se teria condições de atuar. Ficar em casa só me faria ficar pensando no acontecido então pensei: já que eu não posso mudar o que aconteceu, talvez possa mudar um pouco a minha tarde e de outras pessoas que estaria encontrando.
Esse sexta foi dia de Nefro, muito bem falada por muito MCMs velhinhos, confesso que acabei criando expectativas. Depois de pegar um dia de muita conversa e barulho no COB viemos para a enfermaria mais calma do HC. Minha gente, não existe lugar mais calmo que aquele quinto andar na parte de Nefro não. Só fiquei meio triste (mas ao mesmo tempo feliz) porque tinha poucos quartos.
No início encontrei um fugitivo no corredor assistindo Vídeo Show acompanhado de um homem que estava ali para que ele não fugisse mais (a gnt encontra cada coisa né?). Conversamos um pouco com ele, até desafiei-o para correr, mas ele não podia. Que pena, queria saber se ele corria mesmo ou era só conversa.
No quarto dele estava Fernando Pessoa, não o escritor, mas uma figura bastante ilustre. Estava lá com sua mulher e mais tarde com sua neta Jessica, depois eu falo dessa figura em particular. Seu Pessoa é muito querido e gostou muito da gente, falou até dos nossos MCMs que apareceram por lá semana passada.
No mesmo quarto tinha seu Juarez, mas ele devia estar sonhando com algo muito bom pq n acordou de jeito nenhum, seu acompanhante disse q quem sofria era ele na madrugada pq era nesse horário que ele se mantinha acordado.
Só tinha mais dois quartos pra visitar, um deles estava lotado mas ao mesmo tempo totalmente indisponível pra jogo, não tinha nada que a gente fizesse que chamasse a atenção delas, algumas conversaram um pouquinho, foi isso. No outro quarto o paciente estava dormindo e a sua sobrinha aproveitou para ler, chegamos no meio da leitura, foi um pouco constrangedor quando vimos o nome do livro, mas não poderíamos perder a oportunidade de brincar com aquilo ahhahhaha.
Momentos "hoje fecharam com a minha cara": Seu Pessoa nos disse que sua neta Larissa estaria chegando para ficar com ele. Avistamos uma moça no quarto, então afobada, cheguei e perguntei: ahh, você que é Larissa né? :) Ela: Larissa é a outra, meu nome é Jessica. Isso tudo de forma bem 'simpatica' e saiu andando (desfilando com o celular pelo corredor). Fiquei :o amarguei um pouco, mas fazer o que né, tem dessas coisas.

Até mais DB e desculpe ser mequetrefe por está enviando só agora.

sábado, 14 de novembro de 2015

Hoje é dia de COB

Olá DB,

Pense como eu fiquei a semana todinha esperando por essa atuação, estou pagando obstetrícia na faculdade e visitar o COB com outros olhos pra mim seria algo totalmente diferente. Fiquei pensando: "Como é que eu conseguir jogar numa situação dessa, com a mulher cheia de dor?" Resolvi seguir os conselhos de Gentileza e não arquitetar muito porque na hora o corpo fala mais alto.
Quando terminamos de colocar a pele, na hora de sair deu um friozinho, mas aí a gente seguiu assim mesmo. Quando estou com minhas MCMs Margarida Falamuito e Amara MuitasLéguas, me sinto mais leve e com a energia nas alturas, falando nisso, ontem tivemos que subir a energia num lugar bem inusitado. Hahahahaha, aí como eu amo esse projeto.
Na porta do banheiro começamos os encontros com duas mulheres, uma que estava ostentando porque ia receber alta e sua acompanhante. Elas nos elogiaram tanto, fico muito feliz quando escuto isso e ao mesmo tempo sinto o peso da responsabilidade que carregamos.
No quarto ao lado encontramos uma acompanhante, vovó de João Gabriel que nos falou das grandes belezas doutoranticas que existiam naquele COB, minhas MCMs com certeza vão entender. Hahahaha Na cama ao lado estava uma mãe e um bebê doidinho pra sair, ficamos um pouco travada com a situação, não sabíamos muito bem o que fazer então desejamos que ela tivesse um bom seguimento do TP, trabalho de parto, desculpa, DB. (Menina, tu não ta evoluindo paciente agora hahaha).
Essa atuação eu fui premiada para levar foras, pense como estava com sorte, mas não me importei, minha palhaça nem liga pra essas coisas, ela entende que mulheres com dores as vezes não tem paciência e que acompanhantes podem ser bastante desagradáveis.
Tendo em vista a grande crise no mercado, já organizamos um casamento no futuro de Jade e Vitor (se não me engano). A mãe dele prometeu que ele vai ser um menino organizado, direito na vida, a sogra aceitou.
Outro momento que travei foi quando uma mulher falou que tinha ido ali para fazer uma curetagem, tentei falar dos outros filhos dela para que ela ficasse menos triste, mas mesmo assim me senti invadindo aquele espaço, como poderia estar ali tão feliz num momento tão triste para ela?
No mais, foram esses os fatos que mais me marcaram. Reencontrar minhas MCMs sempre me alegra, dessa vez tivemos tempo de conversar um pouco e descobrir mais coisas em comum.

Beijos

sábado, 7 de novembro de 2015

Encontrando o brilho da felicidade nos olhos

Querido DB,

Ontem o dia foi intenso e maravilhoso, estava com saudade dessa felicidade, desse jeito bobo que se fica depois da atuação lembrando de como foi bom.
A tarde/noite foi muito marcante, foram muuuuuitos momentos "caramba, caramba, caramba". Eu fiquei: Como assim tantos num dia só? :o
No primeiro quarto tinha Carla que estava super empolgada com a nossa presença, até a chegada de um colega de enfermaria, casado por sinal. Sentimos que estávamos atrapalhando a ocorrência daquela possível "conversa", era melhor voltar outra hora, pensamos juntas. Hahahaha
Após um desfile de moda e apresentação para uma outra paciente, ela me pediu para fazer uma trança raiz no cabelo dela. Achei tão lindo o quanto ela ficou feliz após uma ação tão simples. Outro quarto que me encantou foi o de Dona Tica e seu Melo e seus 64 anos de casados, gostei tanto dos abraços. Dona Tica me contou um pouco do que era preciso pra estar com alguém por tanto tempo e tudo o q ela falou se resumia em Amor. Fiquei encantada. Seu Melo foi tão fofo, mesmo na cama interagiu bastante conosco. Nesse mesmo quarto tinha um homem na cama do lado que me fez lembrar do meu avô quando falou do carinho com seus netos, as lágrimas vieram, não pude evitar. Desculpa DB, mas não consigo lembrar de todos os nomes.
Fomos em muitos outros quartos, foram muitos encontros lindos. Já estavam entregando o jantar, mas algo nos levou até o quarto com uma paciente que já não podia enxergar com os olhos mas que ficou maravilhada com aquilo que escutou e sentiu. Com ela eu aprendi que não precisa de tanto pra ser feliz e a gente sempre pode encontrar novos caminhos para as situações. Ela com certeza, foi meu núcleo do dia. A felicidade nos olhos do filho dela ao vê-la tão feliz realmente não tem preço. Como eu amei esse momento, poder mudar 10 minutos daquele dia para eles. A acompanhante da senhora ao lado também, ficou muito feliz com a nossa presença nos encheu de abraços.
Isso foi um pouquinho do que aconteceu ontem, pouquinho mesmo. Espero que a próximas atuações sejam tão lindas quanto essa.
 Até mais, DB.

sábado, 24 de outubro de 2015

Primeira atuação

Querido DB e pessoas do mundo todo (disseram que esse lugar aqui é internacional),

Aqui quem fala é Cambitinha Risofrouxo e hoje esse post vai ser sobre a minha primeira atuação no setor com as melhores companheiras do mundo: Margarida Falamuito e Amara Muitasléguas. Meninas, vocês são lindas, nossa sincronia foi algo que me chamou muito a atenção. Muito feliz de poder atuar com vocês.
Quando Brubs abriu a porta eu estava naquele estado de não ter a mínima noção do que fazer, mas eu aprendi uma coisa na oficina: se tiver com medo, vai com medo mesmo!!! E eu fui... E agora?
Fiz meu primeiro encontro no corredor com a mulher que estava tendo uma DR via whatsapp. Que fase! Entramos no primeiro quarto, o de Dona Israelita, muito simpática e arrasante mesmo após ter acabado de sair da cirurgia. No outro quarto achamos que não ia ter jogo pois o menino estava conversando muito concentrado no celular com e Seu Ozéas estava dormindo naquele momento. Decidimos voltar depois. No caminho para o outro quarto encontramos alguns enfermeiros, um deles queria cortar meu cabelo e o outro ficou soltando piadinhas pilombéticas (entendedores entenderão).
No corredor encontramos Seu Osmarino passeando com seu Soro Acompanhante, Dona Maria, ou melhor, Mary (lê-se Meuri) e dona Cila do abraço apertado danado de bom. Ela nos chamou pra entrar no quarto da mulher que estava acompanhando, confesso DB não ter gravado o nome dela, so gravei mesmo o quanto ela era carinhosa e simpática, agradeceu muito nossa presença naquele dia. Do lado dela estava Maria que veio de Londres, ou melhor loooonge! Ela não estava muito aberta, não sabia muito bem o que fazer pois não queria invadir seu espaço, mas conversa vai e conversa vem acho que acabei vendo um sorriso escapulir. Que feliz!
O penúltimo quarto foi o de Dona Mariana Amada, muito amada e sua querida nora, ambas me prometeram apresentar um vaqueiro arrochado de Trindade!! Mércia que estava na cama ao lado, estava acompanhada de Faraíse (esse nome vai pros MELHORES NOMES DO ANO da minha vida). Quando estávamos indo, pois as tias do jantar já estavam distribuindo os jantares, entramos novamente no quarto de Seu Ozéas que nem precisou falar muito para nos encantar, ele com certeza foi meu núcleo do dia!
Essa primeira situação mudou totalmente meu dia, estava numa vibe não muito boa, mas a partir do momento que subi minha energia pra atuar me permiti deixar aquele momento me modificar! Ainda bem!!! Foi um momento maravilhoso.
Situações difíceis: jogar pra pedir a chave

Qualquer ação com amor vale a pena.