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sexta-feira, 24 de julho de 2015

Encontro marcado

Atuação 21/07


O Encontro Marcado, de Fernando Sabino

"De tudo, ficaram três coisas: a certeza de que ela estava sempre começando, a certeza de que era preciso continuar e a certeza de que seria interrompido antes de terminar. Fazer da interrupção um caminho novo. Fazer da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sono uma ponte, da procura um encontro."

Em clima de despedida fomos pra Onco à procura de novos olhares e encontros, chegamos lá e sentimos um clima estranho, havia um grande número de pacientes chegando para paliação. Encontramos então seu Manuel, todo vestido de verde, refletindo bem os nossos reais sentimentos acerca daquele cenario: "esperança que o sr logo logo melhore viu?". Ele foi nosso encontro e risada daquela manhã, teve tambem seu dengoso (vulgo Luis), que nos renovou muito.

Ao olhar mais lindo e sincero de seu Manuel, dedico esse curto diario, ja nao me resta tanto o que falar, foram tantos momentos.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

(Dez)mantelo

Atuação dia 02/07

Dezmantelo


Nossa atuação nesse dia foi no décimo, o qual estava em clima de reforma, fomos logo xeretar o porquê daquilo tudo, então conhecemos Dr Diego chefe do cimento, dôtor em martelada. Seguimos pro quarto de Rosa e brotinho haha depois  seguimos pra salinha onde todos estavam vendo Tv, dona Maria caruaruense da gema logo nos convidou pra comer canjica e pamonha, nos contou que lá em Caruaru eles fazem a maior pamonha do mundo, maior pe de moleque e logo os dois maiores esfomeados do mundo se interessaram. Ficamos lá mais um pouco conversando e aperreando, tomando dicas de moda com D, Fátima e sua filha que adorava tirar foto nossa (acho q ela fez um book). Entramos ainda no quarto de Jane do coco, acompanhante de Sandro do coco todos de arcoverde.
Foi um dia lindo, mas senti que me empolguei e fugi do nosso ideal. Sempre lembro o quão é importante manter a essencia da "arma estar sempre apontada para nós" as vezes sinto que me empolgo nas brincadeiras e acabo invadindo um espaço que ainda não entrei. Essa atuação me abriu os olhos quanto a isso e percebo o quanto a frase palhaço pronto é palhaço morto tá certa, porque pensando nisso, sinto-me vivíssima e cheia de vontade de continuar crescendo nessa dinâmica.
Com todo amor e desmantelo Miroca/BondMaribond

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Pequenas coisas e grandes diferenças

Atuacao dia 19/07

Era uma sexta igual a cem mil outras, mas tornou-se um dia muito especial. Acordei atrasada como nunca e fui atuar com os melhores MCM's, cheguei lá sem nariz e sem blusa ( 💩), mas meu MCM desenrolou tudo e logo o dia pode começar da melhor forma. Dizem que atuação a 3 é mais difícil, mas essa foi fantástica, foi leve, pra mim foi uma grande brincadeira. Estar com duas pessoas que amo de coração torna tudo mais tranquilo, as brincadeiras, os jogos, a gente se entendia. Entrar nos quartos, fazer pose, brincar com os babys, levar dicas de moda, conhecer Amaury Jr., ver as rendas de Passira, aprender a desfilar (Tunicu, contrai! 😂), escolher nomes para os babys, passar uma manhã linda com duas pessoas lindas e em meio a tantos encontros, obrigada papai do céu pela dádiva de poder desfrutar de momentos assim! 

Sim pequenas coisas fazem grandes diferenças: a entonação de um bom dia, o abraço no final da atuação, um sorriso disfarçado, uma tal de Betina que chegou pra encher nossa jarrinha. ❤️

Ao olhar de Dona Indaiá, distribuidora de água de todo 9ºandar, dedico a leveza e o carinho que invadiu meu coração naquela manhã❤️

Com todo amor e cabeça de vento, Bond Maribond e Miroca.

domingo, 14 de junho de 2015

Externalizar

Intervenção externa 06/06/15

Olinda sempre traz boas energias, bons encontros e boas histórias. O desafio de encontrar (com) a música foi difícil, mas tinhamos olhos atentos e mãos dadas para superar essa difilculdade. Bom ver novinhos saindo do forno entusiasmados com toda essa atmosfera, isso me fez lembrar a mim mesma pouco tempo atrás, bom ver que essa sementinha continua sendo plantada, a palhaçoterapia não pode parar.

Gostaria de fazer uma observação que me deixou muito inquieta, achei que essa intervenção foi marcada por lentes ávidas por detalhes, as quais captaram cenas muito bonitas, mas confesso que em certos momentos me senti travada (Bond é tímida), o que me lembrou o que acontece as vezes no setor, quando os pacientes têm a brilhante ideia de nos filmar... Sinto que devo aprender a agir mais naturalmente com esse tipo de coisa, mas também acredito que filmagens e fotografias devem sim serem realizadas, mas com parcimônia e equilíbrio, de forma que não anulemos o real motivo de estarmos ali - o encontro.

Beijo grande com muito carinho e um pouco de tximidez,
Bond Maribond e Miroca

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Alice



Atuaçao 22/05/2015


"... A senhora me desculpe, mas no momento não tenho muita certeza (de quem eu sou). Quer dizer, eu sei quem eu era quando acordei hoje de manhã, mas já mudei uma porção de vezes desde que isso aconteceu. (...) "
(Alice no país das Maravilhas/ Lewis Carroll)

Atuaçao 22/05/2015


Chegamos ao setimo andar, o qual confesso ter construido um otimo sentimento, o setimo sempre é tao receptivo, entao seguimos em nossa andança passamos por pessoas abençoadas como dona Angelita Maria de Jesus e por viajantes, por galãs de novela ne seu Marcelo, o qual era chamado carinhosamente de mão boba - polêmica sobre esse apelido! 

Mas devo justificar o título do meu DB, assim como a frase ai de cima, entramos num quarto em que logo fomos bem recebidos por dona Alice e sua acompanhante, duas lindas, Alice estava escrevendo um bilhete de 5 páginas (dona alice é um bilhete ou um livro?). Edinha sua acompanhante era uma figura, de forma que em certo ponto Tunico e Bond eram meros espectadores daquelas duas. Na cama do lado estava deitada uma senhorinha toda encurvadinha, com aparência frágil, foi quando a melhor parte da atuação ocorreu, sua neta comprou nosso jogo e lá estavamos nós brincando com Vó, a pessoa mais sincera do mundo 😂, sua neta nos contava que seus namorados quando queriam saber se levavam gaia sempre perguntavam à vó que ela logo entregava, nem Bond nem Tunico escaparam de Vó - "minha filha use uma roupa confederada", ou quando todos perguntaram se Tunico era bonito e vó fez a careta mais engraçada do universo😂. Lançamos então o programa de Tv "Pergunte a vó", onde a sinceridade reinava, nos vimos então todos naquele jogo, dona alice, edinha, a neta e vó❤️ que astral, que energia, confesso que ver o esboço do sorriso naquele rostinho aparentemente tão sofrido me renovou, me carregou de verdade. O olhar de Dona Alice também merece ser comentado, quanta intensidade! Acho que estou ficando um pouco paranoica com olhares, como é viciante olhar fundo nos olhares alheios, se percebe tanto, se deixa escapar tanto também, de forma que ali me entreguei e olhei, olhei lá no fundo, nas retinas de Dona Alice, onde encontrei abrigo em meio aquela agitação. Ali a encontrei e me encontrei também, eu que percebia sutis mudanças em mim mesma a cada atuação, me vi mais uma vez lagarta naquele quartinho. Como é bom ser lagarta...❤️


Ao olhar que me abrigou e à sinceridade que me renovou, dedico todo o carinho depositado nesse DB.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

A hora do cansaço

Atuação do dia 15/05/2015

Bem, devo confessar que minha última atuacao foi marcada pelo cansaço, estava mortinha da Silva e de repente lembrei que iriamos atuar na Pediatria. Subimos as escadas pensando a cada instante "ainda dá pra desistir e voltar" mas seguimos e compramos o desafio, em pouco tempo estávamos no quarto com Mc Gui e iriamos em breve para seu show topissimo. Conhecmos tambem os 2 Saulos mais lindo que poderia sonhar em conhecer, um estava deitadinho com a perna imobilizada mas com um sorriso de orelha a orelha (lindão demais ❤️).

Percebi nesses momentos que eu não precisava de grandes movimentos pra fazer uma boa atuação, por mais que as criancas as vezes queiram que voce saia correndo atras delas (que o diga o pequeno Vinicius, amava sair correndo pra gente pegar ele, mas entao vi que ele adorava dançar e pq não criar nossa banda com Vini assumindo o posto de dançarino? Os pequenos amaram 😍).

Aprendi então a me adaptar melhor, respeitar meu corpo e saber aproveita-lo da melhor forma no setor (ah, e se foi possivel na Ped, sera possivel em qualquer setor haha)
De fato, valeu muito a pena não ter voltado ❤️❤️❤️

terça-feira, 12 de maio de 2015

Resignificar

Atuação do dia 07/05/2014

"Benditos aqueles que falam com o olhar" Machado de Assis

    Atuar no COB pela 1ª vez foi uma experiência fantástica, um total resignificado a tudo que aquele lugar remetia a mim. Cheguei e já encontrei olhares familiares de colegas, mas hoje eu tava ali pra outra coisa haha chegamos eu e Matheus e entramos no quartinho dos medicamentos, de lá sairam Bond e Tunico e deram de cara com Paty e sua irmã, indgnadíssimas por estarem sem internet e não conseguirem postar no facebook, campanha #liberaASenhaDoWifi, devo confessar que passei com Paty mais tempo do que com qualquer outro paciente, pois ali o jogo tava fluindo, ela era um sorriso fácil, o sorriso que eu estava precisando pra me confortar. A parte todas as brincadeiras e risadas, descobri (da pior forma, pois cai na armadilha de perguntar o nome do bebe), que Paty estava ali por suspeita de aborto e murchei na hora, acho que foi nítida minha queda livre, mas tinha comigo uma dupla atenta que soube mudar o jogo, Paty então sorriu pra mim logo em seguida e seu olhar tinha algo de sereno, não saberia definir com mil palavras o que era seu olhar, mas foi muito bom encontrá-los.
Após esse encontro fantástico, seguimos quarto a quarto, sabendo as atrações turisticas de Gravata com Dona Zelia, discutindo moda com dona Netinha, entendendo as relacoes familiares da pequena Sofia que tinha 3 avós e 2 mães, discutindo formas elegantes de soltar um pum com Dona Jana e anotando dicas de como incrementar seu nome com Melyssa (um L, Y e 2 S's, por favor) foi fantastico! Saí com o peito cheio, mas ainda não tinhamos acabado, Paty continuava la sentadinha proximo ao quarto que iriamos nos trocar, resolvemos então ficar um pouco mais com ela e como foi bom, ela contou sobre Claudio, seu marido (âmado Crau para os mais intimos) e lá estavamos adentrando em sua vida, compreendendo um pouco de sua história - como amo esse projeto por me proporcionar esses momentos.


Concluindo esses Db, gostaria de explicar essa frase que coloquei no começo. Na sexta feira foi o casamento da minha prima, ouvi o padre falar que "O mundo é da cor que nossos olhos o enxerga e bendito aqueles que falam com olhar", lembrei imediatamento de Paty e de como seus olhos modificaram a cor do meu mundo.

Com todo amor, Miroca ❤️

domingo, 19 de abril de 2015

Sobre lugares e pessoas

Atuacao 17/04

Após um dia no mínimo tumultuado, cá estava eu e meu parceiro em mais um empreitada, dessa vez na enfermaria do décimo. Subimos nossa energia e seguimos quarto a quarto. Entrando no quarto das rosas conhecemos Dona Diiiirrrrte, com seu sorriso que cabia a enfermaria inteira. Ao seu lado estava Dona Anunciada com sua mãe, uma senhorinha com o olhar baixo e uma feição triste, o papo com Diiirte estava ótimo, mas aquela senhorinha era meu encontro. Abaixei devargarzinho ao encontro dos seus olhos -  um adendo sobre seus olhos, eram azuis e brilhantes, muito lindos!
perguntei seu nome e ela ficou me olhando, foi quando a filha disse que seu nome era Sevilha, um outro adendo sobre o que Sevilha representa para mim - como já disse em alguns encontros o nome da minha avó e das minhas tias-avós são de lugares (vovó Irlanda, tia Grecia, tia Austria... tia Sevilha, sim Sevilha é uma cidadezinha na Espanha que deu o nome a uma das tias-avó mais queridas da familia e que infelizmente faleceu) - olhei então para minha outra Sevilha e quase que instantaneamente perguntei se ela era espanhola, ela deu uma risada e disse "olha filha a palhaça conhece" 😍😍😍😍 continuou dizendo que era de Juazeiro do Norte, fiquei lá agachadinha conversando com Dona Sevilha que me contou suas historias de amor com seu João (desse jeito Bond num guenta viu?), após uma serie de perna, digo conversa com dona Sevilha, seguimos pra outros quartos, no último encontramos Seu cícero que após longas conversas sobre o "sobrecu da galinha e o Tae ko dou", bem o tempo passou rapido, muito rapido e já era hora de ir embora.

Quanto a minha relação com meu MCM gostaria de dizer que definitivamente estávamos sintonizados, Tunico e Bond de fato estavam unidos, após algumas mudanças, acredito que de ambos. Acho que o moinho que falei em algumas postagens atrás, agora estava finalmente funcionando.

Passo a passo

Atuacao 10/04


Atuar na maternidade sempre foi motivo de abrir aquele sorrisão só em subir pro nono andar, gosto daquele clima de novidade, vida nova, de esperança que literalmente nasce em forma de pacotinho. Bem, lá estávamos eu e meu MCM, nos arrumando no calor e subindo a energia com a técnica do balanço do popô 😂. 
Fomos de quarto em quarto, alguns muito divertidos como o quarto das mulheres de Limoeiro e de outra cidadezinha do interior que não me recordo agora 🙈, diversão era ali, Tunico e Bond eram meros expectadores daquelas mulheres que se encarregavam de levantar a energia, não dava vontade de sair, mas tinhamos que prosseguir, fomos ao proximo onde ganhamos comida (melhor parte da atuação), biscoitos vindo de Dona Mauriceia (a dona da fabrica, a proposito 😂), seguimos pro quarto de dona Fatima e seu netinho, que dormia calmo como um anjo, ele e a mãe, mas o encontro surgiu ali mesmo, no cochicho pra não acordar niguém.
Depois, chegada a hora do último quarto encontramos Vanessa, que com sua sinceridade nos deu ótemas dicas de moda (dicas pra ficar balaka segundo ela).

Percebi naquele ponto o quanto Bond e Tunico estavam amadurecendo e se entrosando mais, não jogávamos mais sós, embora as vezes não consigamos manter o jogo do outro, estávamos progredindo, ao nosso passo. ☺️


Vento de mudança

Atuacao 27/03


"Quando os ventos de mudança sopram umas pessoas levantam barreiras, enquanto outras constroem moinhos de vento"


Iniciar o período de atuações com aquele que divide comigo quase todos os momentos no curso, e alguns fora dele também, parecia uma tarefa fácil, simples. Contudo, bastou a energia subir pra Mary Bond perceber que Tunico era um gigante que corria além do que eu conhecia de Matheus. 

Sobre a enfermaria do sétimo andar guardo boas lembranças, algumas inclusive revi nessa atuação com Tunico "aaah Seu Antonio, como consegues manter essa pele tão lisinha, é Renew é?", também entramos num quarto só de moças, uma que perguntava insistentemente sobre nós, ela então disse que éramos iguais a Sandy e Junior hahaha mais que ideia ma ra vi lho sa, eis que o laço antes subentendido de Bond e Tunico agora estava firmado: irmãos! Irmãos (alguns até questionando se éramos gemeos), mas irmãos, que naquele momento ainda estavam se adaptando com o jogo do outro; foi difícil para a fala acelerada de Bond sintonizar com o olhar ligado de Tuniquinho, algumas vezes jogamos sós, me fazendo refletir depois sobre como me adaptar...

Saí daquela atuação com a boa e velha sensação dos encontros, mas com uma dúvida que insistia em me perseguir... Estava faltando algo pra que os encontros não fossem apenas entre Bond e os pacientes, era preciso encontrar minha dupla, no sentido mais amplo que encontrar pode assumir. De forma que tomei pra mim esse desafio, quero tornar essa mudança um moinho de vento, um moinho construído com uma pessoa que admiro e gosto muito.

Dedico o diário de hoje a Seu José, que após um relato um tanto singular sobre as peculiaridades de uma colonoscopia (que me arrancaram as mais verdadeiras gargalhadas como Miriam mesmo, indo além da minha Bond) me fazendo imensamente feliz em ser reconhecida por ele nesse nosso terceiro encontro (uma vez com Chayene, outra vez com Betina e agora com Tunico). 
Seu José representou pra mim o que significa fazer laços, a esse laço todo carinho do mundo ❤️

domingo, 15 de março de 2015

Da gente que acredita

Atuação do dia 02/03/2015

"Semente eu sei, tem gente que ainda acredita
e aposta na força da vida e busca um novo amanhecer"

Cheguei no HC com essa música na cabeça, tão logo encontrei minha MCM e entrei na onco tudo fez sentido, essa era nossa trilha sonora. Foi uma das mais longas atuações, também pudera, a onco estava lotada! "Calma, não importa quantidade e sim qualidade", mas que vontade de sair falando com todos ao mesmo tempo, começamos com D. Prigia e seu filho, mas ela não estava muito disposta, ao contrário de Dona Miriâm logo ao lado (preciso dizer que foi amor a primeira vista quando ela me disse seu nome), tentamos com D Prigia, mas estava dificil, entao caimos na graça de Dona Miriâm e sua filha Marleide ou melhooor, Lady Marleide ❤️❤️, o problema auditivo de dona Miriâm junto com minha surdez nata se somaram perfeitamente. Seguimos com seu Antonio, ator principal do nosso filme mexicano, após horas percorrendo pela onco e angariando estrelas para nosso filme, chegou a hora de nos despedirmos. 

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Na boléia

Primeira atuação na onco, expectativas? Sim, muitas! Encontros? Mais ainda! E lá estava Bond com uma nova dupla (ela já está acostumada a esse intercâmbio ), Flora Pinica foi uma dupla ótima,  juntas viveram uma experiência maravilhosa, a melhor que aquela manhã de quarta poderia proporcionar!

Chegamos e lá estava seu Rafael, sentadinho, flora puxou assunto e ele deu corda, "moço, dê um real mas num dê corda pra essa aqui não viu?" E lá estavamos discutindo sobre os direitos do trabalhador, afinal vida de palhaço não é fácil, seu Rafael nos deu bons conselhos. Passamos então pra paciente do lado, uma senhorinha alvinha e com uma postura esguia, estava #apenaxobservando tudo que fazíamos, chegamos lá e falamos com ela, logo descobrimos que o galã da globo, digo seu neto estava do lado de fora, Bond que não é besta já procurou se informar e como é uma garota dxifícil já deixou seu telefone, facebook, cpf (fictícios craru) com D. josefa, caso seu precioso netinho se interessasse, descobrimos que ele é caminhoneiro e lá se foi Bond na boléia do netinho de D. josefa 😂.

Após esse período de #curtxição/azaração voltamos ao trabalho sério e seguimos com Seu mão de onça, também ficamos intrigadas com esse nome, mas quando ele mostrou o tamanho de sua mão tudo fez sentido, sua esposa tava lá,  nossa querida D. Tigresa, braba que só ela mesma, ainda assim após longas conversas sobre os hábitos de Araçoiaba, recebemos o convite de ir passar São João com eles lá, o sobrinho de seu Mão de Onça que ficou de levar a gente no seu caminhão (ihuu, #naboleia).


Fomos então falar com Seu Lourenço, calmo e pacato cidadão de Triunfo, conversamos lá com ele e sua filha, a qual amou o modelito da calça de Bond, que após as últimas atuações na ped rasgou no joelho e está super fashion, falei que iria pedir um #bolsapalhaço pra Dilma, mas num sei se rola, então após conversarmos sobre moda e sobre o peixe do HC fomos convidadas a ir pra triunfo andar de teleférico (porque é chic), amamos aquele andar, viagens marcadas pro ano inteiro, #partxiu.



Após conversar com Seu Lourenço fizemos algo que no início tive muito medo, mas que após pensarmos na delícia que é megulharmos no vazio que aquele lugar oferecia decidimos topar o desafio: entramos na salinha de espera e resolvemos ficar lá com umas 12 pessoas que estavam espersndo ser atendidas, "ai meu pai do céu, já é difícil atuar com um paciente que dirá com 12!", mas o olhar convidativo de dona Zefinha nos fisgou e lá estávamos, conhecemos Dona Bunita e seu bunito, gogó tigresa, Voninha (filha de dona zefinha e que nos chamou para visitá-la em São José do Belmonte pra andar de cavalo), foi um dos momentos mais lindos do dia e de fato aquela foi uma das atuações que mais amei, de verdade. Minha manhã de quarta-feira não poderia ser melhor.



Ao encanto que a oncologia sempre despertou em mim e aos olhinhos de dona zefinha, dedico com todo carinho esse texto .❤️

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

E se eu cair?

Atuação do dia 30/01

Enfermaria do 11º e lá estávamos NÓS, eu e minhas mcm's, de fato foi uma das maiores/melhores atuações, entramos e conversamos com todos pacientes, uma em especial nos foi muito divertida, falava que era a mulher mais bonita do hospital e que seus filhos puxaram a ela, também nos deu aula de matemática: "veja minha filha tenho 5 filhos: 4 mulheres e 2 homens", "lá em casa somos 7 irmãos, 3 mulheres e 2 homens" melhor não perguntar né? Após esse divertido papo passamos quarto a quarto e chegamos no último, iludidas de que iríamos embora ouvimos um pedido "palhaça, ajuda a gente a descer as coisas de vó?" No começo tivemos medo: "será que pode?", "a coordenação num briga não?", mas pouco tempo depois lá estávamos, Betina com um saco de roupa maior que ela, Isabela com um ventilador e Bond com o soro e a vovó lhe segurando, seu neto Evandro (o love de Betina) também estava lá batendo boca com seu tio preguiçoso que não queria levar nada hahaha casos de família no elevador, chegamos ao carro e lá estava Cleber, o neto mais bem falado por todos (ele não quis subir pra pegar as coisas, imaginem do que chamaram a criatura?), após nos depsedir da nossa vovó entramos e os porteiros enlouqueceram conosco (difícil resistir a esse sex appeal), foi um tal de palhaça vem cá, tira foto comigo ali na entrada nova que eu, aliás Bond se sentiu a estrela.


Foi um dia muito especial que guardarei sempre na minha memória, uma atuação que pra mim transmitiu bem toda a essência desse projeto.

A minha nova vovó, todo carinho do mundo ❤️

Dedos cruzados

Atuação do dia 23/01

Bem, comecei a atuar com minha nova dupla, a insegurança sobre esse novo desafio dificultou um pouco, mas nada que não fosse superado pelos abraços de Bela e Betina. Elas estavam ótimas naquele andar (7º) e eu estava num Limbo sobre qual seriam meus jogos, o que deveria fazer, mas como tudo que envolve aquela máscara vermelha não adianta ser planejado me entreguei.


Visitamos cada quarto um por um, alguns foram difíceis, outros o encontro estava ali à nossa disposição, me lembro do olhar de seu João, diretamente de Arcoverde para os meus zoinho, foi o meu encontro, minha maior lembrança daquele dia.


Bem, minha maior lição desse dia foi sobre minhas expectativas e como ainda tenho tanto a aprender com esse projeto.

“Passamos toda a vida nos preocupando com o futuro. Fazendo planos para o futuro. Tentando prever o futuro. Como se desvendá-lo fosse aliviar o impacto. Mas o futuro está sempre mudando. O futuro é o lar dos nossos medos mais profundos e das nossas maiores esperanças. Mas uma coisa é certa: quando ele finalmente se revela, o futuro nunca é como imaginamos”.

Para mim o futuro foi generoso, me agraciou com duas MCM's que vêm se tornando essenciais, foi um primeiro dia difícil, mas tenho certeza que dias melhores virão.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

O milagre de CR7

Intervenção do dia 19/12/2014



Bem, começo esse texto confessando que não atuei com minha MCM, na realidade atuei com dois marmanjos que amo de paixão e por isso pensei que seríamos perfeitos juntos, embora essa atuação tenha sido muito especial, houve momentos de dificuldade, eram muitas ideias e não estávamos acostumados com a energia do outro. Esse excesso também foi essencial para manter-nos até o final (foi minha atuação mais longa também, quase 4 horas!), um levantava a energia do outro e não parávamos. De forma que devo dizer que percebi o quão Babi está certa quando fala que não devemos atuar de forma aleatória, mas foi uma experiência boa (:

Então voltando a atuação, estávamos na pediatria, a enfermaria estava lotada e então que nos surge um menininho com uma bola, seu nome era David e ele foi logo dizendo que era fã de Messi, o time foi logo se formando então, contamos com Neymar, Tunico, Bond, o pequeno goleirinho Pablo, o pastor Plínio e ele CR7 (quem colocou esse nome foi Matheus e foi lindo o sorriso que o pequeno deu, ele andava de cadeira de rodas e lá estava jogando bola conosco, com seu piloto Matheus, digo Tunico no comando da cadeira). Costumo dizer que a pediatria é um andar  cumulativo, pois você sempre estará atuando com as crianças de todos quartos que você visitou mais a do quarto atual. Foi por conta desse fato que ocorreu o milagre do dia, em determinado momento, havia umas seis crianças conosco e CR7 estava com Tunico que saia correndo com ele, eu corria logo atrás e umas seis crianças corriam atrás do meu lenço, foi quando Tunico deixou CR7 virado para o corredor e lá estava ele de cara com aquele bando de gente correndo em sua direção, CR7 então se levantou da cadeira e saiu "correndo" com sua perna esquerda arrastando a direita. Foi uma das cenas mais hilárias que já vi e devo essa ao meu MCM mais desligado do mundo😂. 

Foi um dia lindo, com crianças lindas, o pequeno Pablo particularmente me tocou muito com seu falar manso e dengoso, me pedia colo (Ah, que golpe baixo!) e eu me derretia toda levando ele pra cima e pra baixo agarrado em mim. Sim, foi ele meu olhar do dia, meu encontro maior e para ele dedico todo carinho desse texto.❤️

Com amor e com saudade, Bond Maribond.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Falando de amor

"Se eu pudesse por um dia
Esse amor essa alegria
Eu te juro, te daria"

    

   Acordar no feriado ao som de Tom Jobim é bem inspirador mesmo, lembrei então que não fiz meu DB, entonces mãos a obra. A última sexta foi, novamente, uma jarra pro meu copinho vazio e capenga de cansado, chegamos ao 11º andar e que receptividade encontramos, os olhares estavam lá a nossa disposição, foi fácil manter-se pra cima, no nosso primeiro quarto aprendi japonês com uma sansei (acho que escreve assim), seguimos para o recanto da moda onde as duas hóspedes (afinal estávamos na cobertura do HC, somente para os VIP`s) estavam com toucas fazendo hidratação e balaiagen respectivamente  - Chay cola nesse quarto que é sucesso - demoramos muito lá (estamos tentando melhorar isso pois as vezes demoramos muito em um quarto e pouco em outro, depois fiquei pensando nisso, como pode ser complicado :/). 
  Seguimos então para o encontro com seu Damiãozinho, foi assim que sua esposa D. Lúcia o apresentou, aquele foi meu encontro, infelizmente seu estado era bem comprometido mas o amor de D. Lúcia fazia tudo parecer bem, "está tudo bem, meu amor" ela não cansava de dizer isso e eu não cansava de admirá-la. Ele era cego e lá estávamos eu e Chay exercitando nossa capacidade descritiva e mais uma vez percebendo que olhos são dispensáveis ao encontro.
 Visitamos ainda seu Antelmo, nosso soldado e depois seguimos para visitar seu Everaldo com quem pegamos ótimas dicas de viagem e que nos apelidou de "Saracuras" - Ué vocês não saram e curam?
aaaai Seu Everaldo vou guardar o sr. num potinho ❤️.

Bem, seguimos depois para casa com o sentimento de dever cumprido e com o copinho transbordando.

               Terminando com  essa canção de Tom, porque hoje eu tou romântica, a seu Damiãozinho, "foi pra ti meu coração"❤️


domingo, 30 de novembro de 2014

"O essencial visível na ausência dos olhos"

"E até hoje, eu acredito que, na maior parte do tempo, o amor é uma questão de escolhas. É uma questão de tirar os venenos e as adagas da frente e criar o seu próprio final feliz"


Hoje foi o dia de fazer as pazes na nefro, retirar meus venenos e superar as frustrações inerentes ao papel que escolhi atuar. Bem lá fui eu com meu sentimento reciclado e meu olhar louco pra encontrar, começamos pela enfermaria, o primeiro quarto com dona verônica foi incrível e lá estávamos empolgadíssimas com a black friday, houve boatos que até galinha levaram do extra, mas todos já tinham garantido seus smartphones, então após algum tempo seguimos superando a black friday para aquela portinha, a tão temida portinha da hemodiálise, de onde saimos um pouco tristes na última atuação, entramos e seguimos "painho", o enfermeiro todo de branco haha lá fomos agraciadas com as histórias de Seu Gilberto, o terremoto do Ibura, seguimos para Seu Genivaldo e então chegamos nele: Seu Manoel Francisco, Seu Xico ou para mim Seu Bilu, quanto amor num mesmo sorriso, ele era cego e esse fato só contribuía para intensificar ainda mais sua curiosidade, seu xico apertava minha mão na curiosidade de quem quer descobrir tudo "Palhaça você é gordinha? É morena ou branca? Deixa eu pegar no teu nariz" e e assim seu xico conheceu Maribond e Maribond descobriu que olhos nunca foram e jamais serão indispensáveis para o encontro. Bond hoje descobriu o real sentido de "brilhar o olhar" e brilhou o seu "olhar" mais profundo, o mais profundo de todos para que seu xico o pudesse encontrar.

Ao essencial da minha Bond que foi visível aos "olhinhos" de Seu Xico, todo meu amor.

domingo, 23 de novembro de 2014

Queda livre

"O único lado bom da queda livre é dar, a quem nos ama, a chance de nos pegar no colo."


A sala da hemodiálise representou pra mim um grande desafio, especialmente naquele local o encontro não foi possivel: "palhaça, vou dormir", "desculpe, mas nao estou bem para rir", "reze para nunca precisar disso", um clima pesado nos envolveu e antes que ele nos dominasse, resolvemos sair, reconhecendo nosso fracasso entramos no primeiro quarto, la estava D. Elaine e Seu Coisado, seu parceiro de quarto, lá fomos acolhidas e encontradas, a emoção foi tanta que Seu Coisado soltou um pum, foi então que reconheci o lado bom de se usar o nariz que prende a respiração, após algumas gargalhadas- minha mais espontânea risada de Miriam, não era apenas Bond que estava rindo- saimos para o outro quarto, lá fomos de fato "pegas no colo" após a "queda livre" na hemodiálise, Dona Maria José ou melhor Denise do pastel foi incrível, sua filha também foi maravilhosa e lá estávamos todas envolvidas na campanha "desencalha Bond", o doutor do quinto andar jamais esquecerá das técnicas da mais genuína sedução bondense, aprendi muito naquela tarde, aprendi a brincar com os diagnósticos que tanto levo a sério
"dona denise, pelo q o dôtor falou a sra tem uma sopatia na perna direita e pra nao doer mais ele vai passar um ramal pra sra., jajá a gnt liga pro ramal"
"ne tramal não minha filha?"
"É nao dona denise, sua calemia tb ta alta, devidos aos mts anos fazendo pastel e sem usar uma luva"

Como foi bom ouvir o sorriso dela, após ter tido uma conversa tensa com o médico, que saiu após deixar algumas más notícias com suas respectivas prescrições. Talvez tenha sido esse nosso momento de pegar Dona Denise no colo.


Ao carinho mútuo dessa atuação incrível no quinto andar, dedico todo meu carinho. 

domingo, 9 de novembro de 2014

Quando o Seu virou o Meu

Hoje (ontem) é sexta-feeeira, dia de atuar e lá fui eu, sem minha MCM que está nos istêitis sendo phynna, seguimos numa peregrinação pelo décimo andar: chegamos no primeiro quarto, havia uma senhora muito simpática com sua filha, lá descobrimos a geografia, ela me explicou onde ficava Camocim de são felix e me falou sobre a fórmula da juventude que vendiam lá, anotei o nome para ir atrás. Próximo quarto foi muito bom, encontramos um quarto cheio, liderado pela Rita, acompanhante do sogro, com seus olhos claros e suas tatuagens, "mas a sra. é fina viu? a sra. vem de que país?'' E lá ficamos, descobrimos que o sogro da Rita que estava dormindo teve 15 filhos e então começamos a enquete: "será que depois disso tudo ele ficou coisado?" e depois de tanta coisa com coisa, estávamos todos coisados. Chegando ao outro quarto fiz minha função de clownwaze que vez em quando me pedem: "palhaça, meu marido perdeu a entrada do hospital, tu sabe explicar pra ele como ele chega?" haha, mas é claruuu! Depois de uns 10 minutos me apresentando "Olá Bond falando, diga seu nome e a cidade de onde está falando?", consegui que seu Josivaldo chegasse pra buscar sua esposa, aaaain que linddo ❤️😍.

Enfim nesse disse me disse, me perdi das MCM`s, momentos de tensão, as busquei de quarto em quarto, foi quando abri uma portinha e me deparei com um quarto toooodo enfeitado com pinturas e recortes, descobri depois que se tratava de uma artista que o ocupava, é Luana nos deu muito mais que  coraçõezinhos de papel, ela nos deu seu olhar e como foi bom estar ali, embora por momentos eu tenha deixado a energia cair :/

Ainda nos restou mais um quarto, o último, mas pra mim o mais especial, chegamos lá e vimos um sr. deitado, tinha uma face imóvel, perguntei então seu nome e a esposa respondeu: severino - aaaah, se ela soubesse o que esse nome representa pra mim...Severino, ou meu Biu, era o nome do meu vozinho que infelizmente já se foi, meu heroi de longa data- após um breve minuto lembrando do meu velho, involutariamente chamei Seu severino de seu Biu e qual não foi minha surpresa quando ele esboçou um sorriso só pra mim, nesse momento seu biu do HC, também se tornou meu Biu e ali fiquei entregue no seu olhar, após algumas brincadeiras com as duas MCM`s mais fofas (Betina e Isabela), nos despedimos de seu biu que tentou nos mandar um beijinho ❤️.




Por fim, como de costume, gostaria de dedicar essa postagem ao sorriso incontido de seu/meu Biu e às boas lembranças que ele me trouxe. 


Com todo carinho, Bond, Maribond.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Andando devagar

E lá estávamos, na tão falada maternidade, desde o começo já sabíamos que não seria uma atuação qualquer, ao nos trocar no banheiro de repente três batidas fortes na porta:
-Quem é?? - falamos assustadas
-Abre agora
Abrimos e qual não foi a surpresa, um encanador nada gentil com uma descarga na mão,
-Preciso trocar agora
Olhamos uma a outra e ok, desafio aceito, nos maquiamos ali, no meio do caos, ao som de seu Zé perguntando o que estávamos fazendo. Chegando nos quartos, quanto amor! Acho que não paro normalmente para fazer essa avaliação, mas alguns andares exalam um perfume de bem-estar não é? Voltando...Começamos os jogos, foi difícil no começo, mas até que enfim ele chegou, o encontro, devo assumir que nesse encontro a graça ficou por conta de Dona Preta e suas histórias, "ei palhaça, vamo tomar uma na Kelly?", "mulher, é tanto homem bonito nesse corredor", "palhaça, explica meu marido como ele chega aqui no HC", e assim a tarde se passou como num piscar.
Estávamos já indo quando encontramos uma outra mãezinha, mais recatada, com seu baby na porta, quanto amor jorrava ali, o verdadeiro encontro poderia afirmar. Fomos falar com ela e ficamos em transe com tamanho cuidado e afeto que se estabelecia, ela foi tomar banho e deixou João com sua tia, a que diga-se de passagem também jorrava amor pra todos os lados, que menino de sorte! Brincamos com João, o qual ganhou o concurso baby gato do 9º andar e que por alguns instantes esqueceu seu choro de fome para me encontrar, de todos encontros foi o que mais me marcou, os olhinhos curiosos que não me deixavam ir embora.

Aos olhinhos de João dedico esse diário, com todo amor da Maribond apaixonada pelo nono andar.