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sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

#10 Procura-se representante japa da AmBisome

Segunda, 11 de dezembro de 2017, Amb Onco (hora de dar tchau)

Bem, chegou o dia. O dia da última atuação do ano. Bate uma nostalgia gostosinha, né? Mas pra ser sincero, estávamos mais preocupados com a prova do dia seguinte kkkkkk. Começamos a nos trocar quando, no quartinho minúsculo do ambulatório, faltou energia. JESUS, APAGA A LUZ! Seria um sinal de CORRE ENQUANTO HÁ TEMPO?! Logo depois voltou e seguimos nossa vida né?!
Encontramos primeiro uma diva fitness, que não deu muita bola pra gente no início, mas logo depois estava rindo loucamente a cada cara que fazíamos. Ela se revelou como Eliana, e pedimos um emprego a ela, mostrando nossos dons para dança e desfile. Ela aprovou, mas para isso precisávamos do aval do Silvio Santos, que ela mesma mostrou. Pedimos para ele jogar aviãozinho de Natal pra gente mas nada. Uma outra musa fitness que só comia alface (algum parentesco com o Popeye?) disse que éramos muito ruins pro trabalho; choramos e fomos embora dali.
Em seguida, encontramos socialites nova-iorquinas que tinham acabado de chegar de férias de Búzios, passaram por lá e iam voltar para casa. Claro que eu queria um ingresso Vi-aI-Pi para as festas de ano novo delas, né non? Usei do meu charme e do meu bom inglês para convencê-las e conseguir pedir uma delas em casamento. Pamela tentava traduzir simultaneamente o que eu falava mas não achei que ela estava sendo muito fiel ao traduzir BOTH por BOFE. Mas não posso julgar né, afinal ela é a tradutora! Em seguida, pulamos muito a pedido de um senhor. Ele gritava PULA PULA PULA e a gente insanamente seguia suas ordens.
Saímos do ambulatório e encontramos minha noiva da última vez que estávamos lá e que disse que eu estava mais fortinho (TÁ ME CHAMANDO DE GORDO É?!). Ensaiamos nosso casamento e nos deparamos no meio do caminho com uma japa que chorou de rir com a gente enquanto tava no telefone. Subimos num carrinho de compras e fiz dele meu conversível. Ela tirou uma foto assim como tirou o meu nariz inesperadamente e voltamos pro quarto. Procuramos loucamente ela para nos passar a foto mas ela tinha desaparecido e tudo o que sabemos agora é que ela era uma representante de um antifúngico chamado AmBisome (?!).
Enfim, obrigado, Anne, mais uma vez por tudo! Nem tenho mais palavras para dizer, só sentir! Obrigado por ter deixado um pouco de Pamela Pug em meu Vitalino Sublimello 💝
beijinho beijinho tchau tchau!

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

#9 Quando o mel é bom, sempre é Réveillon!

Quinta-feira, 7 de dezembro, Enf 11 sul

Ei, Clínica Médica, nós abelhas estamos aqui de novo! Se voltamos é porque o mel é bom né non? Nem sempre, mas aqui sim hahahaha 🐝
É a nossa terceira vez por aqui, e foi uma sessão bem nostálgica, porque aqui foi nossa primeira vez e talvez seja nossa última do ciclo caso não atuemos na próxima semana. Primeiro de tudo, só quero agradecer Anne pelo convívio maravilhoso que ela tem me proporcionado e por ser uma pessoa incrível. Eu pude crescer contigo e tive a honra de ver seu crescimento também. Para sempre, melhores melhores-companheiros-do-mundo do mundo!
Nossa atuação começou com alguns nãos mas até aí tudo ok, nada fora do comum. A surpresa foi encontrar o seu Ricardo, da enf 7 sul da semana passada, por aqui! Ele nos reconheceu e perguntou por Madada e pela pizza de chocolate que não chegamos a trazer hahahaha. Continuamos com a história do apartamento e ele nos apresentou um quarto que poderia servir. Ah, e ele não queria voltar para casa e para sua esposa porque ela não o deixava fazer nada, e quase trocamos de esposa porque Anne deixa tudo para eu fazer só.
Daí percebemos que talvez já fosse Réveillon fora de época pela enf 11 sul, nunca vimos tanta gente de branco por lá. Critiquei a moda clichê desses residentes e ainda fiz um desfile com minhas roupas coloridas divinas. Eles claramente ficaram desconsertados. Ah, e tinha um residente que tinha um sapato igual ao meu... aquela promoção hein...
Encontramos seu Antônio que estava de ressaca por causa desse Réveillon e não tinha dormido nada. Seu Severino também tava de ressaca, e decidiu trocar o nome para Festa Severino, e Anne trocou o dela para Pão, porque eram coisas que eles gostavam muito. Prometemos também fazer uma festa open guloseima e brigadeiro para uma senhora, e caso achássemos o céu voltaríamos para buscá-la. Deitei no chão do hospital mas não vamos entrar em detalhes porque Gents Lipa me mata. Já quebrei as 3 regras aaaaaaa
Ah, e encontramos uma galera da 140 e foi uma experiência curiosa porque nunca atuei para gente já conhecida. Eles super entraram no jogo e fizeram testes em Anne, depois que eu a joguei na mesa por descobrir que ela estava com hemorragia gengival. Levamos Geandra pro local da prova porque ela estava muito bêbada para ir sozinha. E o elevador nos assustou muito ao abrir sozinho, claramente um filme de terror como a prova deles.

Deixamos o cajuzinho que abre portas e fomos embora, mas não antes sem gerar olhares desconfiados e um "OXENTE" dos residentes, que se perguntaram para onde tinham ido os palhacinhos... mas que palhacinhos? 😏

FELIZ ANO NOVO! HAHAHAHA

#8 Polícia recebe denúncia de tráfico de pinga no HC; veja detalhes abaixo

Sexta-feira, 1º de dezembro, Enf 7 sul

Hey, DB, tudo bacana?! Hoje a atuação foi beem diferente, por ser numa enfermaria nova e por a primeira atuação com a melhor lindovisora do mundo, Madadaaaa! Nós começamos um pouco tarde, o que diminuiu o tempo de atuação da gente, porque logo depois os pacientes foram almoçar. No início os pacientes não queriam muito interagir, nem os funcionários, mas tudo foi se desenrolando aos poucos. Admito que também tava com um pouco de medo de atuar com uma velhinha, mesmo Madada tendo conversado que ela era como a gente, que não ia nos avaliar e trazer coisas mirabolantes pro jogo ou algo do tipo. A atuação começou a melhorar quando visitamos o quarto de dona Maria Madalena, que considerou um abuso e uma invasão de privacidade a nossa entrada no quarto sem o seu consentimento, mas que depois nos deixou entrar e inclusive me deu o nome de Chocolate, apesar de me chamar de Cornão logo depois. Em seguida veio seu Ricardo, que percebeu só depois quando Madada tinha trocado o nariz vermelho por um azul e que encucou real com isso. Ele traficava pinga pro apartamento e do lado dele vivia um hacker que tinha um armário escondido e que ficou com medo da gente depois. Esse hacker que mudava o cardápio do hospital para trazer pinga e pizza de chocolate pro apartamento deles. Ah, e eu tinha falado que eu era Chocolate e seu Ricardo me mordeu REAL e disse que eu não tinha o gosto, era muito amargo. Fizemos um contrato para conseguir um apartamento para morar mas não rolou. Por fim, tentamos roubar os almoços mas a enfermeira não deixava a gente tocar, apesar de eu ter quase pego o almoço de Maria Madalena que ficou estressada conosco e expulsou todo mundo do quarto por querer almoçar sozinha.

Enfim, a sensação de voltar com marquinhas de felicidade nas bochechas continua sendo o melhor momento da semana, e obrigado Madada e Anne por serem incríveis <3

domingo, 26 de novembro de 2017

#7 B*TCHES, WE'RE BACK

Sexta-feira, 24 de novembro, Enf 11 Sul

oi sumido, rsrs. QUANTO TEMPO! Depois de 3 semanas sem atuar, I’M BACK BY POPULAR DEMAND! Dessa vez foi de novo na Clínica Médica, e essa enfermaria continua sendo uma das melhores pra atuar. Eu tava bem cansado e desanimado, com a sensação de que não sabia mais como era, mas foi maravilhoso! No segundo quarto fizemos a maior gritaria do universo, cheguei causando como um professor de dança espanhol e a mãe da paciente super entrou no jogo e logo as filhas também. Em outro quarto Anne tinha roubado minha voz, e foi a primeira vez que eu atuei sem pronunciar nada, e deu muito certo. Acabei matando ela com uma metralhadora hehehe. Ainda conseguimos atuar com algumas pacientes em isolamento, que eu já tinha falado que tinha dificuldade nesse aspecto, mas foi tudo tão orgânico e simples que o efeito foi muito especial. Conhecemos a rainha da Inglaterra Elegante (esqueci o nome dela mas realmente soava como Elegante kkkkkk). Ela ficou tão feliz com a visita da gente, tiramos até foto e tudo! Depois, dei uma de imigrante mexicano no próximo quarto, só que uma senhora ERA CUBANA, e eu ARRANHAVA MUITO MAL O ESPANHOL. Enfim, a carapuça não serviu bem, e logo fui desmascarado mas segue o baile. Ainda procuramos o céu (que estaria dois andares acima, virando à esquerda e depois pegando a 13ª à direita, e achávamos que tínhamos perdido o busão), mas descobrimos que o céu era ali, com o sol para derreter a lua de queijo. Ah, e no céu tem pão sim (morri)!

Enfim, foi espetacular, e Anne, você é a melhor MCM do mundo (aquela redundanciazinha). Não fique em silêncio nunca! Hahaha

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

#6 Quebrei duas novas regras de Gents Lipa

Segunda, 30 de outubro, Enfermaria de Onco
Essa atuação, em si, foi bastante rápida, a menor que já tivemos; só atuamos cerca de 30 minutos! Foi bem rápido, a maioria dos quartos ou estavam fechados ou seus pacientes estavam dormindo. Tinha uma paciente em isolamento, mas ela estava dormindo também, o que me deixou um pouquinho aliviado, porque ainda não sei lidar bem com pacientes em isolamento, e sinto que isso compromete um pouco o modo como atuo e isso é algo que venho constantemente tentando melhorar. Nós dançamos Gangnam Style para um coreano, tentamos salvar um cara do aquário, e buscamos a saída para casa pelo Mestre dos Magos mas ninguém queria dar a senha pra gente. Ah, e DESCULPA GENTS LIPA MAS EU COMI NA ATUAÇÃO. As enfermeiras tavam lanchando aí fui brincar e pedi um pedacinho e uma delas me deu laranja mas eu não podia comer porque era uma das regras e eu nem tava com fome mas eu comi e não tem como comer laranja no meio de uma atuação andando por um corredor mas aí virou meu jogo e eu virei um cara guloso e não sabia o que fazer porque tinha laranja presa no meu aparelho e AAAAAAAAA DESESPERO (ler isso bem rápido para demonstrar desculpa esfarrapada). <insira aqui a montagem que eu teria feito de Dua Lipa com a cara de Gents>. Ah, e eu também rolei no chão. Pois é né, o buraco é sempre mais fundo. Enfim, acho que foi isso e... é, foi isso mesmo.

sábado, 28 de outubro de 2017

#5 É culpa da Reciclagem

Sexta, 27 de outubro,
Dessa vez a atuação foi no Ambulatório de Onco, e já começou bem com nós dois perdidos tentando achar o lugar e passando um olhar de confusão para as enfermeiras. Entramos no vestiário e nada como NÃO achar seu nariz, né non? Tínhamos esquecido de pôr de volta na bolsa depois das Reciclagens, então foi de nariz de blush vermelho mesmo. Todos os pacientes foram muito gentis e super participaram dos nossos jogos. Conhecemos uma atriz de São Paulo, e uma estilista que me disse que precisava malhar. Mas aí outra disse que eu era perfeito assim, e o que ela falou acho que era o que eu tava precisando no momento. Dançamos, desfilamos, e cacarejei pra uma lua rosa de papel. Ué, galo também cacareja pra lua, né só lobo não. Depois chegou um casal de músicos pra tocar pros pacientes e a proposta era dançarmos também naquele momento. O chato foi que um senhor começou a gritar e reclamar que ‘não queria ouvir zuada na sua última semana de vida’. As enfermeiras foram acalmá-lo e tentamos seguir com a atuação mas os pacientes não queriam mais porque ‘iria incomodar’ o senhor estressado. A energia baixou e nos restava mais nada além de voltar pro vestiário.
Apesar de tudo, não foi uma atuação chata. Eu me diverti muito, e foi além das expectativas que eu tinha para o Ambulatório, que Anne constantemente substituía por Laboratório sem querer. Ah, e tive a oportunidade de reencontrar a Rainha de Marte lá da primeira atuação na Clínica Médica e dançar com ela de novo. Xonei.


sábado, 21 de outubro de 2017

#4 Estourar os Pontos? Só se for Rindo

Sexta, 20 de outubro, Alojamento Conjunto DE NOVO
Pra ser sincero, hoje não tava sendo meu dia. Super fadigado de quase duas semanas de provas de Digestório, tinha acontecido muita coisa que eu ainda precisava “digerir” (sacaram?! HAHAHAHA sou ridículo). Sem falar que o local de atuação hoje era o mesmo da última vez, e daquela vez eu tinha saído bem puto chateado por x motivos. Ou seja, não era o meu lugar preferido pra estar e ainda tive que enfrentar o lance de que parecia quase impossível subir a energia, eu nem lembrava mais o que era isso...
Mas deu certo. Continuamos a não ser recebidos tão bem (uma paciente foi bem rude com a gente por achar que ‘estávamos no andar errado’ e que eles não precisavam de palhaçada), mas respeitamos os nãos e agimos (vai me dizer que aqui ninguém faz palhaçada, senhora A Séria?). Uma enfermeira foi super amorzinho com a gente e conversou bastanteee, literalmente a vida dela inteira, exceto pelo nome dela que não chegou a ser enunciado. Um médico também super entrou no jogo, ele queria que chutássemos o peso dele mas isso o machucaria. Ele também perguntou se roupa colorida era roupa de se estar em hospital, mas roupa branca é de gente sem graça né? Teve inclusive um garoto sem graça que mostrou que dentro dele tinha roupa colorida e foi épico (valeu, Caio hahaha).
Enfim, rimos até estourar os pontos e voltaremos às 2. Hoje foi bem melhor que da outra vez e levantou meu astral pro resto do dia. Acho que é isso, até mais, DB.

Note to myself: deveria começar a fazer um diário... escrever DB me faz bem e sinto que preciso desabafar certas coisas mais vezes para mim mesmo.

Momento a se guardar: acompanhando as paisagens em tom pastel de pôr do sol ao voltar pra casa e relembrando os momentos bons em que atuei. Living in a Rainbowland where you and I go hand in hand...
Eu mirei o céu e não olhei pra trás.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

#3 Aceitando o Não (e o Sim)

Bem, hoje a atuação foi beeem diferente. Primeiro que já chegamos em cima da hora, correndo, desesperados. Mas principalmente eu percebi com peso hoje a força que o 'não' exerce e suas diferentes manifestações. Muitas pacientes no alojamento estavam estressadas, outras em trabalho de parto e outras descansando. Foi preciso um olhar cuidadoso para atuar com a maior sutileza e respeito mas sem perder a energia. E mesmo que não tivéssemos percebido a intensidade do não nessa expressão subentendida, essa negativa foi emitida em alto e bom som por uma das enfermeiras de lá, que foi ríspida ao dizer que 'estava sendo paga pra trabalhar, não pra perder tempo com besteira sem sentido'. Fiquei muito p*to com ela em particular.
Mas nosso dia não foi só de nãos. Para cada um desses, havia uma porta igual que se abria e dizia SIM ao jogo. Mesmo os que não estavam muito confortáveis no começo soltaram um singelo sorriso que fazia valer a pena. Mesmo aqueles que estavam com a Pressa ou que queriam receber apenas a Alta aceitaram nosso jogo rápido, compreensível, e não deixavam de demonstrar seu sim apesar de interrompido. Hoje percebi que nosso caminho é permeado de sim's e nãos e que devemos aprender a valorizar cada um deles. Somos misturados e é dessa polaridade que surge o diferente, o único, o errante, o encantador. Inspirado.

P.S.: nunca esquecer da noite em que saímos como entramos: correndo do HC pro Niate aos risos e olhares furtivos que iluminavam o caminho. obrigado por ser tão incrível, MCM. 💜

Série de hashtags subliminares que só quem perguntar pessoalmente vai entender: #SolDáTu #XaropedeCatuaba #ÂnusAssopraABexiga #ChamadaACobrar #ComerNoizes #PresidenteTchêmer #LínguadoTchê #Nadador

sábado, 30 de setembro de 2017

#2 Reconhecido pelo Olhar

Enfermaria 6 Sul, Segunda-feira, 25 de setembro de 2017
Hoje na atuação fiz certas coisas que não sei se deveria ou poderia fazer. Fomos à pediatria e sim eu me joguei no chão algumas vezes, mas acho que isso faz parte né? Quase surtei quando um menino arrancou meu nariz sem eu esperar. Minha resposta reflexa esfarrapada foi pôr a mão na cara e fingir um sufocamento por não saber respirar sem um nariz até ele ser magicamente reposto por minhas habilidades cirúrgicas. LINDOVISÃO, WE NEED HELP. Enfim, mas o que fez o dia valer a pena mesmooo (não que cada quarto não tenha tido sua importância, aliás teve e muitaaaa) foi visitar o João Guilherme. Ele nem sabia falar o próprio nome mas aceitou nosso jogo como ninguém. E em uma atuação eu pude ver o pequeno João que mal se segurava na maca crescer em confiança e ganhar os corredores na sua corrida para não ser achado por nós. Seu semblante explodia alegria e nós também. Ver essa felicidade estampada na sua mãe e na enfermeira também abalou meu coraçãozinho. E ao dar tchau, quando menos espero, sentado, João vem e corre para mim, em direção ao maior abraço do mundo que ele poderia dar. Chorar pode na atuação? Pode sim.
E, no final, preparados pra devolver a chave, ainda reencontramos João no corredor com sua mãe. Por um instante ele titubeou, estávamos sem a pele e a make, mas ele conseguia enxergar por trás disso. Ele nos reconheceu pelo olhar, e a certeza disso foi ver seu sorriso explodir em alegria. Estou grato por ser parte da família que se reconhece pelo olhar, família da qual o pequeno João, com sua meninice, faz parte.
Lágrimas ainda rolam quando lembro de tudo, e peço desculpas a ele por não ser capaz de expressar em palavras o que ele representou pra mim. Obrigado.

This is a state of grace. This is the worthwhile fight. 🌼

sábado, 23 de setembro de 2017

1ª Atuação - Efervescendo a Multidão

Como eu tava com saudades de escrever o DB! Tudo bem que agora o desafio é o outro mas isso me traz tantas boas lembranças... Enfim, hoje foi o grande dia da primeira atuação. Cada andar que o elevador subia, cada traço feito da make eram mais 10bpm que meu coração fazia além do normal; ou seja, quase explodi. Até subir a máscara era evidente que eu tava com medo, muito medo, mas vai com medo mesmo né? Nossa atuação já começou no próprio corredor, ao devolver a chave e procurar a estrada de tijolinhos amarelos. Pedimos ajuda a um homem vestido de branco que insistia em me chamar de homem de lata mas pelamor, você vê alguma lata na minha pele? Fui então procurar minha vó e junto com ela achei minhas 3 irmãs perdidas, digno de ir pro Caldeirão do Huck. Daí, assumi meu novo nome de Pedro Bündchen, e elaborei toda uma coleção de moda praia 2018 com Paola Oliveira e Marina Ruy Barbosa, que me apresentaram sua avó, Severina, que será a modelo para nossa marca. Pamela Pug insistia em me criticar por não saber fazer moda mas ela é cega, e nisso Paola e Marina concordaram comigo. Percebemos então que estávamos no Palácio da Corte Real Brasileira, e eu, última instância militar da França, Major Major, não podia deixar de conhecer a Rainha do Brasil e seu amigo Mexilião, que havia chegado às terras tupiniquins encrostado no barco. Daí fomos a outro quarto do palácio, mas os terráqueos não foram bem receptivos à minha invasão marciana então me despedi da Rainha de Marte Rosanne III antes de voltar à nossa expedição.
Ainda no palácio, eu, Lord Vladivostok, me apaixonei pela Mademoiselle Pousier, e devotei juras de amor a ela. O nosso casamento estava marcado e fomos então convidar a Lady Josélia, que depois seria revelada como minha verdadeira esposa. Pousier se revoltou, mas encontrou o amor verdadeiro no olhar de D. Nair, e marcaram juntas a lua de mel para a capital de Lugar Nenhum, Não Irei, onde tive a minha lua de mel com Lady Josélia e onde voltaria para anunciar que estava solteiro de novo (sim, me separei da Lady). No caminho para lá, uma estranha menina começou a me imitar, fui chamar a polícia mas o policial que passava me ignorou. Daí percebemos uma paparazzi que nos acompanhava com uma risada peculiar e que tirou umas fotos magníficas de nós dois para uma revista famosa. Por fim, conhecemos o Seu José Libório, que depois descobrimos ser o Michael Jackson escondido, que fez um desenho de nós dois e assinou sob o nome de Maico para manter o sigilo. Mas Silvio Santos e Camila Pitanga passaram por lá, além de Bruna Marquezine e outra menina de branco e cabelo curto que tirou foto nossa além de dançar conosco um tango triplo. Então não acho que o segredo vá se guardar por muito tempo.
- Abaixa o nariz.
Ao fim da atuação, meu corpo estava super fadigado depois de quase 3h atuando, mas a sensação era de gratidão, e não conseguia tirar da cabeça o que seu José tinha dito. Que quando nós, palhaços, íamos pro hospital, era como se fôssemos um comprimido efervescente, que borbulha na multidão que nunca mais será a mesma. Quero explodir esse olhar, quero efervescer a multidão.