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terça-feira, 4 de julho de 2017

Mas então você veio aqui com meu namorado?

DB, nem lembro em que andar foi essa atuação, mas lembro que foi uma das primeiras deste ano, tô muito mequetrefe, eu sei, mas prometo que no próximo ciclo eu vou ser mais organizada e vou te escrever toda semana, porque sei como é importante para a gente deixar tudo escrito aqui, todos os uaus ou todos os pêms, tudo ajuda muito na nossa evolução. Mas sim, neste dia fomos só eu e Pilé. A gente subiu o nariz e se jogou.
Lembro que passamos uns 15-30 minutos em um jogo, e tudo começou porque a mulher disse que lembrava de mim, de Sônia e de um menino, mas na verdade não tinha sido a gente, mas ela jurava que era. E aí eu comecei a dizer que não era eu, e que tinha sido só Sônia. Mas a senhora continuou dizendo que ainda tinha um menino, e aí eu comecei a brigar com Sônia, dizendo que ela tinha me traído, logo eu, sua irmã, e ela ficava negando. Mas toda vez que eu ia embora, ela cochichava com a senhora, e as duas começaram a me enrolar kkkk Foi uma graça. 
A gente também brincou com a enfermeira, que tava com um carrinho cheio de agulhas no meio do corredor. E ela até queria dar vacina na gente, mas a gente não deixou.
E o melhor desse dia foi a gente dizendo que a gente tava desempregada, e que nossa mãe tinha expulsado a gente de casa. E uma moça surgiu do nada, dizendo que tinha uma amiga que era palhaça e que tinha conseguido um emprego. Aí a gente pediu um emprego para ela, e ela disse que tinha um conhecido na Globo, aí pronto, a gente se fez kkk Depois a gente encontrou de novo essa moça e ela tava com um cara, aí a gente perguntou se ele era o contato da Globo, mas ele era apenas o sobrinho dela kkk 

Ele fala Tamandarês

Hoje, fomos atuar na Pediatria e começamos a atuação falando espanhol e foi uma resenha só. Passamos meia hora tentando nos comunicar o moço da limpeza, e ele tentando falar com a gente de volta, mas meio que ele ficava parado, sem saber o que fazer. Esse moço era maravilhoso, ele apareceu em vários momentos da atuação. Em outra hora, tentamos, através de mímicas, fazer ele namorar com a acompanhante de um dos quartos, pois os dois estavam com camisas azul (seria o destino?!), mas ela cortou logo o barato dele mostrando a aliança. Foi triste :/ Mas ele não desanimou, em outro momento ele já havia se tornou o próprio Roberto Carlos, teve até lançamento de rosas vermelhas e eu e Sônia nos estapeando para conseguir a rosa kkkk Depois ele já estava atrapalhando serviço dos amigos dele da limpeza: Sol e Caio, que tinham um caso secreto, mas Sol (ou Joelma) não queria namorar com ele kkkkk Pobre Caio, nem tão cedo viraria a lua de Sol (tabaquices de Arcanjo kkk).
Também encontramos dois bombeiro, e um deles tinha um nome em inglês, aí Sônia começou a falar com eles em english (segundo ela), e do nada, eles já tavam dizendo qual era a raça de cachorro de cada um, e no final um deles já ia casar com Sônia, pense numa moça rápida viu?! kkkk Foi maravilhoso, quase não consegui segurar o riso.
E teve também os encontros com os pimpolhos mais fofos de toda a Pediatria: um que falava Tamandarês - ele não conseguia entender porque diabos a gente só falava espanhol, e aí começou a dizer que falava outra língua também, e como ele vinha de Tamandaré, ele falava tamandarês. hahaha E teve o outro pimpolho, o mais lindo da vida, que eu quis levar para minha casa, ele simplesmente entrou num jogo com a gente de xingamentos, e nos xingou dizendo que a gente era bonito (TEM COMO NÃO AMAR???????). E a cada palavra que a gente falava ele abria o sorriso mais lindo e ingênuo do mundo, mas, antes de cair o jogo, saímos do quarto.

Que sopão

Hoje, eu, Dinho e Pilé fomos atuar na Nefrologia. Hoje conseguimos ter a visão global e fazer um quarto inteiro interagir, isso aconteceu ao termos a ideia brilhante de fazer uma sopa, e então cada pessoa se tornou um ingrediente, e a partir daí, precisava imitar o seu ingrediente:
 - Uma senhorinha, dona da receita, se tornou a galinha: e logo estava imitando uma galinha, voando pelo quarto e "cocoricando".
 - Um senhor, vermelho que era, se tornou o tomate
 - O senhor da outra cama, com uma camisa verde, se tornou o pimentão
 - E cada um foi se tornando um ingrediente para complementar a sopa.
Depois, escutamos uma história linda de amor, que paaaaam, ocorreu durante as sessões de hemodiálise de uma senhora e um senhor (vai até passar na Globo). Aí a gente foi para hemodiálise tentar arrumar um bom partido, mas não conseguimos nada.
Um jogo legal aconteceu entre Arcanjo e um acompanhante que estava no corredor, eles começaram a se comunicar "estalando os dedos", foi muito legal porque claramente aquele senhor não queria conversar "formalmente" conosco, e sua forma de nos encontrar foi através desse jogo de "estalar os dedos".

vAAAAAAAAAAAAlmir

De novo no Alojamento Conjunto? Senhorrrr, já é minha terceira atuação no setor kk Mas não canso! Porque sim! haha
Hoje o trio parada dura estava reunido novamente: eu, Pilé e Dinho. Hoje tantas coisas engraçadas aconteceram, e a melhor parte foi quando conseguimos ter a visão global, e todo o quarto se viu jogando o mesmo jogo. Foi incrível.
Teve quiz para descobrir o nome do filho de uma das acompanhantes, segundo ela, começava o nome com a letra 'A', e aí praticamente cuspimos vários nomes que iniciavam com a letra A: Alexandre, André, Aldo, Arthur, Amadeu, e nada. Quando já não existia mais nome, a gente pediu para ela falar, e ela, nos dizendo que era muuuuuito fácil, abriu a boca com muita expressão na face e disse: Ora, é vAAAAAAAAAlmir!! No momento, a gente não se aguentou e desabamos em risos kkkkkk Arcanjo e Sônia ainda tentaram um: "Mas a senhora não disse que começava com a letra A?" E ela respondeu: "E então, começa né!!" E rimos novamente kkkkk E deixamos assim.
Também teve o quarto de Dona Docinho: um senhora realmente muito doce, que disse que a gente era diferentes tipos de chocolate: branco, diamante negro, ao leite. Foi ótimo, ela até nos adotou e disse que nos levaria para a sua casa kkk

Vovó metralha

Hoje eu e Pilé fomos atuar no Alojamento Conjunto, nosso primeira atuação lá (neste ano) foi bem ruinzinha, não conseguimos fazer com que as cartas entrassem, porque sequer os pacientes estavam abertos para os jogos, então foi uma atuação bem difícil.
Maaaaaas, esta, por outro lado, foi muito legal!! A gente já saiu do quartinho sendo assediadas por acompanhantes, que prontamente quiseram tirar fotos conosco, mas claro que a gente disse que só tirava fotos se eles pagassem. Eles só tinham 1,70 reais, aí deu ruim. Mas eles insistiam e tiravam fotos nossos escondido, aí, vimos um moço com a bata de acompanhante, e contratamos ele como nosso segurança, mas ele não estava muito empolgado com o trabalho e resolvemos demitir ele kk sim!
De repente, surge Vovó Metralha (ele gosta de roubar os bebês), uma senhorinha bem peculiar, bastante louca. Dançou com a gente, pegava todos os bebês para a gente tirar fotos com ele, pense numa resenha.
Nesta atuação também "dançamos como uma deusa" (como duas, no caso), foi maravilhoso. E acho que foi a atuação mais dançante que já tive.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Vai descendo até o chão

Muri nos disse que iríamos - eu e Pilé - para a Oncologia novamente, PAAAAM. Logo me vi, inconscientemente, com uma expressão de angústia no rosto, e revivi o que aconteceu na minha última atuação. Mas logo Muri explicou que era a parte da Quimioterapia, e que lá nada de "ruim" acontece, que as pessoas são bem legais, e que poderíamos ir sem preocupação. Ufa, então tá bom! Lá vamos nós, sobe a energia ao som de Pilé falando: "Lembra da corrida das cabras" kkkk Sim Sim Sim kkkk Foi até bem fácil ir para os 100% logo kk Nos lançamos. E foi uma tarde maravilhosa, não conseguiria explicar como saí renovada daquele lugar. Como sempre costumo dizer, palavras não dariam conta para explicar como eu consegui sentir tanta coisa com pequenos atos que Durvalina e Sônia fizeram naquela tarde. Só sei que conhecemos várias pessoas: Dona Inês (que tinha piercing no nariz, várias tatuagens, unhas bem fashion e ainda desceu até o chão com a música que colocamos no som do setor), Dona Socorro (que insistia em nos dar tchau de várias formas diferentes), Dona Francisca (a senhora mais fofa e que ganhou meu coração com frases simples e com rosto acolhedor), Seu Francisco (um senhorzinho bem simpático, com uma esposa bem ciumenta, uiiii, até fugimos), Seu Gênio (revista e boné combinando, um verdadeiro gênio da história/geografia do mundo). Alguns momentos vão ficar marcados: nosso encontro com o Guia da National Geographic, nossas risadas ao questionar aonde, de fato, Seu Francisco dormia, a busca por uma bandeja (o que a gente não faz por um almoço não é mesmo), a pulseira que diz saúde (ótima para quem é casado com alguém com rinite alérgica), o "vaaaaai descendo até o chão" com Dona Inês. E tantos outros momentos que vou guardar comigo. Que bom que a atuação foi cheia de uaus, fiquei realmente feliz!

...

Hoje eu e Pilé fomos escaladas para atuar na enfermaria de Oncologia. As pessoas normalmente não gostam de atuar lá, mas lembro que gostei da minha atuação no setor, em 2016, ao lado de Cami. Então eu estava bem ansiosa e logo me joguei. Começamos meio tímidas, mas logo encontramos um quarto cheio, e as pessoas se mostraram abertas para o jogo, estas encontravam-se em meio a um Chá da Tarde. Como a gente também queria participar do Chá, fomos até a Copa, encontramos os técnicos de enfermagem, que estavam fazendo café, ou seria chá?, com a água da torneira, e só fazia mexer com colherzinha que já estava pronto, uma maravilha! Aí, quando eu já estava 110%, saí com Sônia da Copa e fomos andar no corredor, e foi aí que percebi que havia alguma coisa errada. O corredor alegre que eu havia visto antes agora me encarava com uma expressão de tristeza/desgosto/raiva, e minha energia caiu. Enquanto eu ainda tentava entender como tudo mudou em questões de segundos, só escutei um: "Aqui com essas pessoas não!", e aí o que eu havia pensado tinha sido confirmado. Não consegui mais encontrar uma forma de subir a energia e eu nem queria que isso acontecesse, pois não via espaço para Durvalina ali, naquele momento. Então, olhei para Sônia, e, juntas, voltamos para nosso quartinho. :(

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Camaradinha

Hoje foi uma dupla diferente: eu e Laroca. Hoje a atuação foi complicada, a energia não tava muito alta, as pessoas não estavam muito ativas e nem abertas para o jogo, e eu estava doente - tossindo o tempo todo e meio mole -. Mas existiram momentos legais: o quarto do moço que chamava todo mundo pelo nome de "camaradinha", tiramos várias fotos, tentamos encontrar pipoca - não deu certo kkk -, procuramos roupas da promoção e outras coisas. No fim, eu gostei da atuação.

Bonjour

Hoje viramos novamente um trio: eu, Dinho e Ari. Que trio viu?! Foi bem legal a atuação, claro que existiram momentos difíceis, ao final da atuação foi quase impossível não deixar a energia cair. Mas também existiram muitos momentos "uau", me vi protagonizando uma enfermeira, conhecida pelo nome de Lélé, irmã da enfermeira Lili (Ari) kkk Ao mesmo tempo em que Arcanjo se tornou o Dr. Pinguinho (acho que foi esse o nome dado pela paciente), e ele ainda falava em francês haha Neste quarto também nos vimos em meio a um debate entre: paciente-acompanhante-doente. Eu até agora não sei se a gente endoidou a acompanhante, ou se foi a acompanhante quem nos endoidou kkk Teve até encontro romântico, com direito a carruagem - ou seria uma cadeira de rodas? -. Brincamos também com os nomes. E foi isso, desculpe pela demora em te escrever.

sábado, 8 de abril de 2017

Vamos fazer compras

       Hoje eu e Arcanjo atuamos na enfermaria 7o sul. Se arruma, se alonga ao som de Latino, sim! Sobe a energia. Se joga. E hoje, diferentemente da semana passada, foi massa!! Vários uaus, e cada vez mais me impressiono com a conexão entre meu MCM e eu. Ainnnnnn!!! Queria apenas lançar aqui alguns encontros maravilhosos que tivemos nessa tarde: primeiro, nos deparamos com uma mesa de poker, ops, "apenas" uma preparação pra viajar pra Europa em breve, inclusive as malas já estavam até prontas. Aqui também teve: "Como se fala português bonito?". No próximo momento, eu já estava em outro quarto, cumprimentando um senhorzinho com mãos, pés, corpo, numa espécie de competição do "melhor cumprimento" Foi ótimo!!!  
       Encontramos também uma moça que tinha feito um pacto, aparentemente com a enfermeira do setor, que, inclusive, apareceu para retirar sangue e selar o pacto. No mesmo quarto, arrumei um diadema maravilhoso, que segundo Arcanjo, tinha vindo contrabandeado do Paraguai. Nesse quarto também ficou decidido o nível de "difícil" que Arcanjo deveria fazer para mim, pois, segundo ele, eu estava caída aos seus pés de amor. Mas, segundo ele também, eu sou um "traste" kkk Cortamos relações, mas ele não aguentou ficar longe de mim, e veio correndo. 
      Eu poderia continuar falando de vários encontros que tivemos nessa tarde, mas gostaria apenas de citar alguns, pois, palavras não dariam conta de explicar tudo o que se passou, por exemplo: falei indiano, dei autógrafo, conheci o Sr Falador, fizemos delivery de visitante, briguei bastante com Arcanjo (ele me chamou de traste, e ainda disse que eu estava mal vestida, um absurdo só!! kkkkk) e tantos outros momentos. Mas gostaria de registrar mais um, que para mim foi o ápice da atuação, o momento em que mais me soltei, e me vi "roubando" copos plásticos e um carrinho do Bompreço kkkk Corremos pelo corredor e escondemos bem direitinho para o moço das entregas não achar. Rimos bastante! E só esse final já valeu a tarde toda, e foi tão simples, eu me senti uma criança novamente. 

terça-feira, 4 de abril de 2017

Esperando...

Hoje fui atuar no Alojamento Conjunto (AC), juntamente com Arcanjo e Sônia. Nos ajeitamos, subimos a energia. Nos jogamos. Esperei uma atuação igual a da semana passada. Frustração. Não sei nem o que falar sobre o que aconteceu naquela atuação, só sei que as cartas não entravam, as pessoas não estavam abertas para que o encontro acontecesse, e, quando eu vi, a energia já tinha caído. Foi como se as pessoas, ao nos ver com o nariz vermelho, tivessem esperando algo de nós, esperaram que nós as fizéssemos rir, mas esse não era o nosso objetivo, talvez fosse ou não uma das consequências, mas nunca o objetivo. E me frustei, nos frustramos. Mas não posso dizer que foi uma atuação só com "pêms", porque sim teve gente que se abriu, e aí a carta entrou, e o jogo aconteceu. Por exemplo, o quarto com o bebê nadador (ou Guilherme Phelps), as várias encomendas pelo berço da fototerapia (trocaríamos o berço por um bebê, visto que, para ter o berço, o neném vinha junto kkk), ou o segurança do quarto dos "famosos bebês", e as melhores amigas do último quarto (que nem sequer sabiam o nome uma da outra, mas, ao fim, descobriram). E foi isso. Espero que a próxima atuação seja melhor!

quinta-feira, 23 de março de 2017

Alguém ligou pra mim?!

           Minha primeira atuação do ano, e já é uma das melhores, ou seria a melhor? Difícil escolher a melhor. Mas com certeza esta vai ser lembrada pra sempre! MCM novo (Arcanjo Aggiogia) ❤️ E ainda teve MCM intruso (Sônia Sonolenta)!!
           Coloca a pele, escuta música, sobe energia, que saudade disso tudo! Quando eu menos espero, me jogo no escuro. Ninguém fala, só com sons. Foi difícil, realmente senti o que é energia, e como é difícil conseguir manter essa energia.
           Queria conseguir escrever tudo o que se passou nesta tarde, no 11º sul, mas, como sempre, palavras não dão conta. Só sei que foram muitas delícias. E eu nem saberia por onde começar. Mas, posso elencar alguns momentos. Logo no primeiro quarto, me vi dançando e cantando "nana neném" de várias maneiras e ritmos diferentes, mais parecia uma orquestra. E quem conseguia parar de rir com esta cena?
           Em seguida, me vi sendo guiada até o fim do corredor, sim, era o último quarto, com uma senhorinha bastante simpática e sorridente. Entramos no quarto, tinham muitas pessoas lá (logo imaginei o que diabos a gente iria fazer ali, tava todo mundo encarando a gente, esperando por algo, e aí?!). Logo avistamos uma senhora com roupa de tigresa, e isto foi o suficiente pra começar um jogo. Quando eu percebi, já não era mais um quarto, e sim uma selva. Teve até encantador(a) de cobras.
           Depois disso, fizemos vários contatinhos no celular. Foi tanta ligação e mensagem, inclusive teve ligação de vídeo, sim, nossa atuação estava sendo transmitida ao vivo!!!
Teve de tudo: um corre-corre porque o moço queria tirar sangue da gente; uma tentativa frustada de casamento arranjado, que só não rolou porque a gente não tinha dinheiro; dança valendo nota; beijinho da médica; término de noivado com alianças sendo devolvidas/lançadas do prédio do HC.
           Por fim, queria só reviver um pouquinho do último quarto que visitamos. O encontro mais lindo entre Arcanjo e uma senhorinha. Aqui, de fato, palavras não dão conta. Vou só ficar relembrando aqui na minha cabeça.
           P.s.: obrigada a esses 2 MCMs tão lindos que tornaram a minha tarde inesquecível!!! ❤️❤️❤️

sábado, 26 de novembro de 2016

Oh Doro, mas não tinham dito que a gente não atuava na psiquiatria?

           Mais um dia de protesto, mais uma atuação, a gente tá com uma sorte danada. Mas fomos, e ainda bem que a gente foi, porque foi muito bom. Se arruma, sobe a energia ao som de "Livin' la vida loca". Se joga. Tem alguém aí? Tá todo mundo dormindo, por que o pessoal só vive dormindo? Acho que vou começar a dormir também, sério kk Eita, tem uma moça dormindo nas cadeiras perto da TV, olho para Dorotéia e logo tenho uma ideia, vamos nos sentar perto dela. Quando ela acordou levou foi um susto kkkk Entramos em um quarto, achamos Rose do Titanic e a "senhoroncinha". 
           Depois entramos em um quarto que tinha um senhorzinho, ele tava lendo a bíblia, sozinho. Demos tchau, ele acenou também e abriu um sorriso. Entramos. A irmã dele - que era sua acompanhante - tinha descido para marcar um exame, e ele havia ficado sozinho; dissemos que faríamos companhia a ele até a irmã dele voltar. A cama dele estava bem alta, parecia mais uma rede; comecei a dizer que eu estava me sentindo na praia, o vento, o som dos coqueiros balançando, do mar; ele disse que só tava faltando a "gelada" haha Combinamos de voltar no sábado, com um galeto, para pegar um solzinho. Ele disse que iria nos esperar.
           Entramos em outro quarto, e que quarto. Encontramos seu Fernando, conhecido como "Policarpo" - o burro da novela "Êta, mundo bom" -. Ele era muito engraçado, que pessoa maravilhosa, e a mulher dele era tão incrível quanto. Fizemos alongamento, tiramos foto, rimos muito, a energia ficou nas alturas. Ele disse que era meio doido, e aí saímos correndo. Achamos um senhor na copa, e ele disse que também era doido, caramba!!! Corre de novo!!!! Achamos outro senhor perto da TV, perguntamos se ele era doido, e ele disse que não era doido, mas que tinha uns probleminhas de cabeça...CORREEEEE!!! Corremos para o esconderijo!!! Caramba. e eu achei que a gente não atuava na psiquiatria.
           

domingo, 20 de novembro de 2016

Em tempos de eleição

       Hoje foi dia de atuar na hemodiálise, não sabia o que esperar, mas estava com um frio na barriga. Nos arrumamos, subimos energia ao som de uma música que não me lembro bem o nome, mas era um estilo bem Havaianas :) Me senti no Caribe, dançando Hula-Hula. Saímos. Temos que ser apresentada, quem vai nos apresentar? Não tem ninguém, entramos mesmo assim. Chegada dos pacientes, colocação de cateter, todo mundo bem ocupado, e vários pacientes sentindo dor. Como começar um jogo neste momento? Vamos sair um pouquinho, esperar as coisas se acalmarem. Vamos passear. Encontramos uma senhorinha assistindo TV, mas tá em preto e branco. Calma, joga tua energia aí, vamos la. Colorido. Tiramos as mãos. Preto e branco. Colocamos novamente. Colorido. Fica. Colorido. Êêê!!! Pronto, vamos voltar agora. 
        Chegamos. Entramos. Dona Sol. Pega um bronze. Ui, que sol quente danado. Ela estava sentindo um pouco de dor. Vamos encontrar outra pessoa. Encontramos um senhorzinho, mas ele não estava muito pra conversa. Vamos para a senhorinha do lado. Dona Luz, conhece todo mundo da hemodiálise, parece a prefeita. Eita, vamos fazer uma eleição. Cadê a campanha? O slogan? O número? "Dona Luzinete, a luz do povo." 1515 :) Entrega os papéis, opa, tô sentindo que ela vai ganhar!!! UHUUU 
         Encontramos dona Sol, que pessoa iluminada viu? Já trabalhou em vários Portos da vida, e nunca andou em nenhum navio, pois tinha medo. Uma pessoa bastante peculiar. Cantou bastante, em várias línguas, um amor de pessoa. Tiramos uma selfie pra ela, ela coleciona fotos da gente. Tem várias no seu celular. Saímos.
         Vamos para o corredor. Fomos requisitadas por sr. Marinho, uma pessoa que odeia futebol. Não entende como 22 homens ficam correndo atrás de uma bola. Por que eles não comprar uma bola para cada? Depois o jogo começou a ir para outro lado, e eu e Doroteia fomos embora. 
          Nos despedimos de dona Luz e dona Sol e voltamos para o Caribe. Que sol. 
          Hoje foi uma tarde bem difícil. Assim que entramos na hemo, eu fiquei querendo desistir, eu e Doroteia não sabíamos o que fazer, mas jogamos um "Ah, Shing Ling Ling" e fomos para o corredor, tivemos um encontro lindo, e voltamos como nossa energia em 100% para conseguirmos jogar com as pessoas na hemodiálise. No fim, acabou sendo um dia como muitos encontros.    

sábado, 12 de novembro de 2016

1 + 1 = 3

          Hoje foi uma tarde bem diferente, Durvalina e Doroteia tiveram a presença ilustre de Augustino Bocalarga. Pense numa tarde arretada!!! Foi toda uma preparação, eu não sabia quem era pior na maquiagem, eu ou Augustino. Mas conseguimos. Sobe a energia. Se joga. Quem é aquela senhora que tá se aproximando? Dona Maria, ou Dona Louquinha? Rapaz, até agora não descobri, porque que velhinha doida viu? Teve de tudo, inclusive concurso de rugido - porque o signo dela é Leão -. Ela começou a "xingar" Augustino, dizendo que ele era feio, e a gente preferiu correr dela, pois ela era realmente muito louca kk. 
          Ei, tá tendo um jogo ali. Eles tão apostando? Não, é só um passatempo mesmo. O biscoito? Não, é só pra se divertir. A gente pode? Vamosssssss. Percebi que não nascemos para jogar baralho kk Augustino e Doroteia não sabiam nem pra onde ia, foi bem engraçado. 
          Entramos em um novo quarto, e encontramos 3 senhoras. Uma delas era Dona Maria, e ela abriu um sorriso quando nos viu, e logo pediu para que entrássemos no quarto. Foi tudo tão rápido, a gente mal tinha entrado no quarto e Augustino já estava "medindo" a cintura de dona Adésia, e rolou um clima, que clima haha No fim, arrumamos um encontro pra Augustino, à noite, na salinha da TV. Mas e eu e Doroteia? A gente tá sempre ficando para a Titia. 
          Opaaaaa, tem um médico vindo, Augustino logo ataca ele, dizendo que duas amigas dele estão interessadas no Dr. Doroteia que não é boba, se jogou logo, disse até que dirigia a ambulância! Mas o médico percebeu que ela tinha tirado a carteira na Paraíba e arrumou um jeito de fugir. Esperto. Mas pobre Doroteia. 
          Ai senhor, Dona Maria tá ali de novo, lá vem ela!!! Augustino joga na cara dela que ele arrumou uma namorada. Ela diz que já tem vários, e que não sabe como Augustino arrumou uma namorada, porque ele é um Jacaré. Eitaaaaa, vamos embora. Correeeeeee dela. Ai ai ai, achamos umas cadeira, senta, senta que eu cansei. Ops, tem um moço aqui do lado. Ele estava acompanhando a mulher dela, que estava internada, e disse que, por sorte, ela nunca tem TPM. Entramos no quarto, uma senhora começou a conversar conosco. Na hora que a gente entrou ela estava tirando sangue, e perguntamos se a enfermeira era uma vampira para estar tirando o sangue dela. Mas ela disse que não, que era só para fazer exames. A gente perguntou qual a cor do sangue dela, e ela disse que era vermelho. Eu fiquei perguntando pra Augustino e Doroteia se meu sangue era azul, porque eu era princesa, mas eles disseram que com certeza não, se pá um amarelo cor de maracujá, afffffff. Ela depois perguntou como a gente tinha ficado daquele jeito, e a gente disse que a gente já tinha nascido assim. Falou do nosso nariz, e a gente disse que se a gente mordesse o nariz dela ele ia ficar igual o nosso. Doroteia foi pro lado da cama para morder o nariz dela. Ai elas ficaram se olhando, foi um encontro tão legal. Aí eu falei para Augustino morder o nariz da acompanhante dela, mas tinha que ser com sedução; Augustino foi, mas ela disse que "agora não, depois". 
            Nesta tarde também teve várias outras coisas legais, mas não queria falar muito sobre elas, quero mais guardar na minha memória, como o moço que tava levando o lixo que a gente pediu para ele atropelar Dona Louquinha, ou os funcionários que ficaram conversando com a gente, e principalmente sobre o quarto com os três senhores mais engraçados do mundo, que senhores viu?! Os velhinhos mais fofos que eu já conheci. E também uma mulher quase índia, e outra bem virada na cama, isso mesmo. Ui ui ui. Ou nossa busca pela copa, e nossa "corrida invisível" para Dona Louquinha não ver a gente.  
            Desce a energia. Que tarde viu?! Não tenho nem palavras para descrever tudo o que senti naquela tarde, foram tantos sentimentos, em um segundo eu estava rindo, no outro eu estava sentindo medo, e no outro eu já estava encantada, foi um turbilhão de sentimentos em apenas 2 horas. E ter tido Augustino para compartilhar tudo isso foi muito bom,vários encontros legais ocorreram por conta dele, foi bom ter tido a presença masculina, conseguimos realizar jogos que eu e Doroteia, por sermos 2 meninas, não tínhamos conseguido ainda. Foi incrível ter atuado com um velhinho. Quero mais vezes!!! Adorei a tarde. 
       

domingo, 30 de outubro de 2016

Vamos olhar mais para o lado

Hoje o dia começou fumaçando, aqui perto do HC estava um caos. Íamos atuar na Hemodiálise, estávamos ansiosas, porém acabaram desmarcando. Não desistimos, falamos com Paulinha, mudança de planos, vamos para a Oncologia. Eita, e agora? Lá é bem pesado né? Como vamos jogar lá? Mas Durvalina e Dorotéia não perderam tempo e se jogaram. Encontra, encontra. Cadê as pessoas desse andar? Estão dormindo...Encontramos Cristina, encontramos Anne, mas cadê Jô? Anne tá sentindo dor, tá chamando Jô, vamos procurar Jô. Fomos pelo corredor em busca de Jô. Ninguém sabia onde Jô estava. Achamos um quarto bem lotado, parecia mais uma festa, Dona Branquinha nos disse que a sua colega de quarto era sempre cheia de visitantes, que era sempre assim. Epa, o sobrenome dela é Fairbancks, pera, ela faz bancos? Ela é rica, hein? Agora entendi porque tem tanta gente, calma, acaba de chegar Fátima Bernardes e William Bonner, menino isso aqui tá é chique viu?! Mas cadê Jô? 

Voltamos para o quarto de Anne, lá estava Jô! A enfermeira ajeitou o curativo de Anne e ela melhorou, mas ainda sentia muito calor. Jô = Joelma, Anne = Joseanne, minha nossa, é um dupla sertaneja, Calypsooooo, joga o cabelo. De onde vocês são? Buenos Aires! Uia, só tem gente chique aqui nesse andar hein? Vocês falam Espanhol? Jô responde que sabe, "Espanhol". hahaha E isso porque Jô disse que era tímida, imagina se não fosse hein? Dorotéia me pede para falar em Alemão. "É o que, se eu sei ler mão? Sei sim!!" Vou ler a mão de Jô, começo a fazer várias tentativas, Jô ri a cada uma delas, e diz que eu vou morrer de fome se for tentar viver de "leitura de mãos". Pobre Durvalina. 

Encontramos dona Riso, e que encontro viu?! Queria ser capaz de descrever tudo o que senti neste encontro, todas as vezes em que fiquei arrepiada, ou todas as vezes em que as frases simples de dona Riso me tocaram. Que anjo, só tenho isso para dizer, porque tenho certeza que dona Riso é um anjo aqui na Terra. Uma mulher guerreira, que cuidou dos seus 3 filhos sozinhos, filhos esses que também se tornaram pessoas incríveis, bem-sucedidas, que enchem dona Riso de orgulho. Descobri que sou uma jóia, uma jóia de verdade, não qualquer bijuteria, mas uma jóia. Fiquei muito triste porque dona Riso não parava de tossir, colocando o lençol na boca em todas as vezes, e dizendo como tinha sido ruim o protesto que havia acontecido pela manhã. Ela nos disse, "Ah se as pessoas olhassem mais para o lado." Não quero mais dizer nada, só vou encerrar meu DB com essa frase e pronto. 

#lapidar #murodeflores #ALerMão #CadêJô? #FazBanco #QUEDIA

sábado, 22 de outubro de 2016

Palhaços assassinos???

Hoje, eu - Durvalina - e Dorotéia fomos para a Enfermaria 10 sul. Opa, passamos pelo pior andar, o da Pediatria, então agora vai ser tranquilo, vai ser fácil. Calma, e por que meu coração tá acelerado? E por que meu estômago não para de fazer barulho? Hm, tô bem nervosa!! Mas vamos, sobe a energia. Epa, hoje tem música, que arraso! Subimos. Se joga.

Não sabia o que nos esperava naquele andar, um andar cheio de adultos. Encontramos uma senhora,. Ela sorriu. Vamos nos aproximar. Ela estava brincando de caça-palavras, nos ensinou como jogar, até nos falou que é uma ótima caçadora, "eu caço tudo" ela nos disse. Perguntamos onde estava a agitação daquele andar? Pois Arcanjo e Eulália nos falaram muito bem daquele andar, inclusive estamos vindo hoje porque eles estão em lua-de-mel, e como somos primos, aceitamos ficar no lugar deles para eles aproveitarem o casamento. Ela riu, e nos falou que eles enganaram a gente direitinho, porque aquele andar era o mais calmo de todo o HC. Fomos em busca de outros encontros.  Vixe, tá todo mundo dormindo mesmo? Passamos em frente a um quarto, olhamos, tinha um senhor, ele nos olhou e se virou na cama. Percebemos que ele não estava aberto, então continuamos em busca de mais alguém. "Dorotéia, esse já é o último quarto, vamos torcer para ter alguém acordado". Tinha. Dona Maria das Graças, não falou nada, mas acompanhava todos os nossos  movimentos com o seu olhar. Foi um encontro bem interessante, pois me remeteu ao encontro que eu tive com a criancinha que não escutava na semana passada, onde, eu não precise falar nada, só bastou os nossos olhos se encontrarem, e a magia aconteceu. 

Depois encontramos dois rapazes, eles nos receberam perguntando: "Vocês não são palhaças assassinas não, né?" Ai meu Deus, "não, não, não, esses são nossos primos distantes". Tivemos que desfazer toda a história de não sermos palhaças assassinas, mas que nosso primos são, e que inclusive foram presos. Eles entraram no jogo. Um deles nos disse que vai fazer ENEM para tentar faculdade de Advocacia. Então, chamamos ele para soltar nossos primos da cadeia, e ele disse que iria. Esse foi um dos quartos que eu gostei bastante, porque eles realmente entraram no jogo, se jogaram com a gente. 

Em seguida encontrei o senhorzinho mais fofo e amado do mundo. Ele foi tão amado por nós que seu nome é Amaro e nós o rebatizamos de seu Amado. Desde que passamos pela primeira eu tinha observado esse quarto em particular, pois seu Amado estava conversando com a médica, e ao passarmos pela porta, ele nos olhou, esperando que a gente se aproximasse. Ele foi maravilhoso conosco, nos contou toda a sua vida, em como ele não gostava de viajar, sobre seus netos, sobre sua esposa linda. Sobre tudo. Me pareceu que ele realmente estava precisando de alguém para conversar, sabe DB? Dava pra ver em seus olhos brilhantes e pretos como ele estava se deliciando daquele encontro. Ele nos apresentou sua filha, Dona Nai, um pouco tímida no começo, mas logo se soltou. Ela inclusive pediu para tirar foto com a gente. :) Disse que não tinha filhos, que era solteira. Então prontamente lembramos da "moça caçadora", e fomos atrás dela, para ela nos ajudar a arrumar um namorado para Dona Nai. 

Quando fomos perguntar sobre um pretende para a "caçadora", ela nos falou que quem era sabia mesmo dessas coisas de caçar era Dona Inácia. Chegamos em Dona Inácia, ela é uma senhorinha muito linda e amável, de cabelos bem branquinhos. Explicamos a história para ela e ela só nos dizia: "negativo, negativo". Aí eu percebi que ela estava bem cheirosa, tinha acabado de tomar banho, então falei: "a senhora é paqueradora mesmo né? Tá mais cheirosa que filho de barbeiro". Ela continuou rindo e nos explicou toda a história. Pense numa história engraçada viu kkk Vários corações para Dona Inácia. 

Hoje tava uma tarde tão legal, mas teve uma parte bem chata. Chegamos em um quarto, tinham 2 moços. Um desses moços já tinha nos olhado quando passamos pela primeira vez, mas achei que era só por curiosidade mesmo. Quando voltamos a esse quarto, paramos na porta e demos um "olá", esse mesmo moço levantou prontamente da cadeira, ele era o acompanhante, e foi até a porta, apertou nossas mãos, e aí eu me toquei ele estava com segundas intenções. Aí nós voltamos para porta, e começamos a conversar com os 2. Não conversamos muito, pois o filho do paciente, adolescente, entrou no quarto, passou por nós, sem nem dar um boa-tarde. Nos entreolhamos. Ele logo começou a brigar com o pai, porque este estava usando um de seus shorts. E aí decidimos ir embora, porque a energia não estava muito boa. Porém, não sei como, do nada o menino já estava "respondendo" Dorotéia, e aí realmente decidimos ir embora. Não gostei desse quarto. :( Achei uma energia muito pesada, fiquei bastante tensa. 

Mas depois veio mais um quarto maravilhoso, um pastor. Assim que colocamos a cabeça pela porta, ele achou que Dorotéia fosse Eulália e começou a brigar com ela, dizendo que tinha preparado tudo para o casamento, mas que ela não havia aparecido, Inclusive uma senhora que estava ao seu lado também se meteu e começou a dizer que ela tinha colocado um vestido só para a ocasião. hahaha Conversamos bastante com eles, explicamos sobre a lua-de-mel de Eulália, e eles entenderam, embora ficaram chateados porque nem bolo eles receberam. Por fim, o pastor se levantou e orou por nós. Foi bem lindo, realmente nos tocou. Dorotéia, que é sensível, começou logo a chorar, mas logo se recuperou. 

Por fim, entramos em um quarto bem lindo, eram 2 irmãos, uma senhora e um senhor, e um adulto jovem. A moça havia retirado um de seus rins para doar ao seu irmão. Eles me derrubaram nessa hora, com essa ação linda que tinham feito, me emocionei para valer, mas consegui segurar e prosseguir no jogo. Jogamos, ele nos falou também sobre os palhaços assassinos. Aparentemente isso anda bem na moda. E então fomos embora. 

DB, só sei que hoje foi lindo! Tiveram alguns momentos "pêns", mas eles não pareceram nada quando eu lembro de todos os momentos "uaus" deste dia. Pode ter certeza que cada pessoa que eu encontrei naquela enfermaria vai ficar guardada, cada encontro de olhos, cada sorriso. Foi de arrepiar. Não vejo a hora de me jogar de novo. P.S.: ficou imenso, mas é porque foram tantos momentos, eu não queria escolher apenas um ou outro. 




sábado, 15 de outubro de 2016

Primeira Atuação

Ai minha nossa, chegou a primeira atuação, e agora? Mas eu não tô pronta, e agora? E se eu sair desse quartinho e eu simplesmente parar e não souber o que fazer? Ei, mas pera, volta, rebobina...PALHAÇO PRONTO É PALHAÇO MORTO. Voltei, tô bem. Mentira, tô com umas 130549845 borboletas presas em meu estômago, só faço pular igual uma doida porque tô muito nervosa. Eu e Dorotéia Pandeirão começamos a subir a energia, 8, 9, 8, 7, 6...se acalma, se joga no vazio. 7, 8, 9 10!!! Me joguei. Sai do quartinho. Agora eu tô no jogo. Durvalina do Rugido ao seu dispor. Encontra, encontrei. Que criança mais linda, parece que eu consigo ver atrás dela, que ser humano mais incrível, que essência. Vamos brincar? Vamos!! Não quer mais? Tudo bem, preciso respeitar, vamos embora. Encontro mais alguém, eita, ela me encontrou também, ai que legal! Vamos brincar? Vamos! Qual seu nome? Eita, mas é só uma bebê, ela não fala, eita, ela também só tem uma orelha, e agora? Calma, vai dar certo, ela já me encontrou. Ei, ela me achou, risadas, e que risadas, quantas risadas. Ai, não consigo me controlar, que bebê mais linda, e que risada mais leve, mais solta. Eu consegui, nós conseguimos. Ela entrou no jogo conosco, e nem precisamos de palavras/de frases. O diálogo foi com nossas ações, com nossos olhares. Me encantei. Me apaixonei. Vou em busca de outro encontro. Olha só, a tia da limpeza quer brincar, mas pera, ela quer o short de Dorotéia? Como vai ser isso? Ela quer que a gente sambe? Sambei, não só sambei, mas me senti  em pleno Carnaval do Rio de Janeiro, dançando em uma escola de samba. Fomos para a brinquedoteca, Miguel saiu nos puxando até lá. Abrimos a porta, ai meu Deus, tem muita gente aqui, tem várias meninas da nossa idade, como vou lidar com elas? Pera, elas tão me encarando, elas tão esperando que eu faça alguma coisa? Mas o que eu vou fazer? Me apresento. Dorotéia começa um jogo, vamos jogar. Qual seu nome? E de trás para frente? E ele só com vogais? Com consoantes? Eita, tá difícil. E todos se entregam. Me entrego também. Voltamos para o corredor, encontramos mais alguém. Qual seu nome? Sem nome? Opa, vamos descobrir o nome dele!! Descobrimos, agora vamos brincar de dirigir carrinho, brincamos. Nós fomos uma equipe de F1, tipo a Ferrari, foi massa! Passamos um tempão jogando com Sem Nome, ele ficou ficou nos olhando quando fomos embora, dando tchau, acho que conseguimos. Passamos pela primeira atuação, passamos pela Pediatria, a tão "temida" Pediatria. E foi bom, foi encantador, foi libertador. A cada dia na palhaço eu me conheço mais e a cada dia eu me apaixono mais pelos seres humanos, que pessoas encantadoras, sejam elas bebês, crianças, adultos ou idosos, são seres espetaculares. E tô muito feliz, tô feliz porque várias crianças quiseram jogar conosco. Tô feliz porque quando eu vi que iríamos pra Pediatria eu só pensava: várias crianças não iriam saber falar, e como eu vou me comunicar com os pequenos, uma vez que eles não sabem falar? Até que quando eu me joguei, eu percebi encontrar é muito mais que falar, é muito mais que conversa, é simplesmente encontrar, o encontro dos olhos, dos sentimentos, das emoções. Eu só queria poder passar um milésimo que fosse do que eu senti depois durante a atuação e depois, mas não consigo. Pois, PALAVRAS NÃO DÃO CONTA. #ansiosaparasegunda #queromais #PED #DurvalinaeDoroteia #ENCONTRAR