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domingo, 14 de agosto de 2016

Estava mega ansiosa pra atuar com Rai! Tinhamos sido monitores da oficina com Genti durante as férias e tivemos altos papos sobre atuação, a energia, trocando figurinhas mesmo sobre o processo da monitoria. Foi massa! Prontamente marcamos a atuação (sendo a minha ultima do ciclo passado e pra ele tb, q ficou faltando).
Como disse no DB anterior, essa semana foi PALHAÇO! Só teve palhaço! hahha Subi o nariz todos os dias dessa semana! E o Rai também! hahah E inclusive ele esteve presente em todos os momentos em que subi o nariz essa semana (exceto a atuação com Bru), pois até na minha atuação com Toni ele deu o ar da graça! hahah Subir a energia virou fichinha pra gente kkkk O estado de alerta, energico do clown estava sendo o modo normal. Em compensação ganhei umas dores nas costas e musculos doloridos durante a semana toda. Quero mais!!!!!!
Parece que quanto mais você atua mais vontade dá de atuar e foi com essa energia que eu cheguei pra me encontrar com Rai, mesmo com cólica, mesmo cansadona das poucas horas de sono. Tive que reduzir a minha energia um pouco por causa da condição de dores extremas que tava rolando, mas rolou, principalmente por que Rai respeitou super a minha condição e cuidou para que não nos excedêssemos (sei o quão dificil é pra ele isso, afinal o menino parece estar ligado no 220)!
O Rai me emprestou o nariz dele pois havia deixado o meu reserva (o outro foi estourado no dia anterior) em casa. Atuamos de narizes iguaizinhos. Momento fofura: Assim que subimos a energia Rai olhou pra mim e disse: teu nariz é igual ao meu! Nos olhamos e nos cumprimentamos narigalmente! 
Corpo vivo até pra abrir a porta! Disse Gentil na oficina de aprofundamento. Ouvia a voz dele até nos pequenos detalhes da atuação e via como pareceu que ressoava pra Rai também. A atuação foi cheia de efeitos especiais e sonoros! Chegamos a jogar tênis num dos quartos em que os pacientes estavam vendo o jogo das olimpiadas dessa modalidade. O jogo acabou com Surdete destruindo o teto e saindo de fininho para que ninguem visse. Foi legal ver como Rai comprava os jogos que eu sugeria por mais doidos que fossem.
Em um dos momentos no quarto seguinte, quando um dos pacientes apresentou-se, eu comecei a falar sobre a historia do nome dele e dos cristãos novos e... Surdete? O que você está falando? Rai pergunta. Mas os judeus e o nome e... Ham? Você está doida? kkkkk Deu a louca em mim e me percebi falando com palavras dificeis e coisas que poderiam distanciar os pacientes. Rai me deu uma luz e mudei propriamente de assunto.
Os jogos nesse dia foram incríveis e quase todos estavam abertos a eles! Foi um dia de sucesso o/ Acredito que para compensar a cólica (que por vezes eu esquecia) e a atuação traumatizante do dia anterior. hahha A velhinha que nos contou sobre a sua vida e suas netas e nos olhou tão carinhosamente, seus 5 abraços em cada um e o agradecimento que fez a gente foi um dos pontos altos do dia. O Residente que morava no hospital e que disse que sentia falta dos palhacinhos no setor e que gostava da gente (ele convidou a gente pra morar com ele no HC!) também foi outro ponto alto. Que abraço gostoso! Também encontramos com um moço que curtiu tanto nosso trabalho que quis pegar nosso numero para que atuássemos na TV jornal. Surdete e Luigi logo ficaram empolgados com a possibilidade de ficarem famosos e aparecerem na TV. Luigi deu o numero dele (de verdade), espero que ele entre em contato mesmo, seria incrivel a visibilidade para o projeto!
E me vi querendo ser amada pelos pacientes. E me abrindo para eles. Quando via alguem que retribuia o olhar logo dizia pra Rai: Olha, eu acho que ele gostou da gente! Vamo falar com ele!!! E a empolgação e a energia que vinha disso eram surreais! Reciprocidade! <3

O dia das atuações (parte 2): o grande baque

É possível ter atuações ruins na pediatria. Não pensava que seria pois sempre tinha encontros otimos com as crianças por lá. Esse dia em específico eu considero como "O baque", aquela famosa queda que te faz repensar as suas estratégias e mecanismos de atuação que Gentileza tanto fala.

Estava empolgada pois nunca havia atuado com Toni linda :) Sempre interessante observar as dinâmicas de contato de MCM pra MCM. Ainda que empolgada estava bem quebrada, pois foi uma semana intensa da palhaço pra mim. Havia participado como monitora da oficina de Gentileza (sabado, domingo e segunda), na terça e na quarta rolou aprofundamento do PERTO e quinta e sexta atuação nos setores do HC. Percebi uma facilidade maior de subir a energia, mesmo com o corpo cansado. A energia era uma dificuldade que eu tinha, principalmente para mantê-la durante toda a atuação. Pois ela tende a oscilar bastante. Mas agora me percebo mais estável e com o corpo mais vivo e alerta por períodos mais longos.

Tudo começou bem e tranquilo ate que decidimos obedecer aos comandos dos pestinhas. Até então estava ok, estavamos jogando COM eles e não PARA eles. Laurinha foi uma fofa dessa vez e eu amei revê-la. Já havia atuado com ela no carnaval e ela estava bastante reclusa no dia, mas ainda assim se abriu um pouco comigo no dia. Me preocupou a forma de falar e as brincadeiras que ela sugeria, pois ela sempre queria que alguem fosse a mãe e alguém fosse a filha e que houvesse um momento em que a filha morria e o médico tinha que dizer que a filha havia morrido para a mãe. Essa "brincadeira" se repetiu algumas vezes durante a atuação com diferentes configurações. Me senti um pouco desconfortável pois me percebi analisando Laurinha, o que poderia ter gerado esse comportamento, e a sua acompanhante.

Outra criaturinha característica foi a princesa. Sim, A PRINCESA. Olha como o nome já chega a ser sugestivo. Ao vemos que ela estava usando uma coroa instantaneamente atribuimos a ela o poder real. E ela aceitou. E ela se apossou desse poder e usou como bem quis conosco. Acho que nunca me senti tanto como um objeto como quanto fui pra aquela menina. Começou devagar e apenas nos prendia quando faziamos algo errado, depois começou a nos exigir coisas. Queria que a gente a colocasse no braço e fizessemos palhaçadas pra ela. "Você não é palhaça? Faz uma palhaçada entao!". Eu e Toni percebemos o quanto fomos BESTAS com ela e mais um menino que estava presente. Que eram os que queriam comandar o jogo.

Depois de um tempo fazendo o que eles queriam eles começaram a abusar da gente. SERIO. A puxar o cabelo, tentar pegar o nariz da gente. Houve um momento em que o menino agarrou o nariz da Toni e eu jurava que ia estourar, mas  ai eu fiz cocegas nele e ele veio pra cima de mim. POW. o elastico estoura e o nariz cai. A máscara cai. NO MEIO DA ATUAÇÃO. Na hora, eu lembrei do quanto eu atuei sem máscara na oficina da mesma semana e do quanto o nariz é um adereço, ainda que simbolico, do que o palhaço representa. Foquei nisso e disse: é só um nariz. O menino se sentiu mal por uns instantes e pediu desculpa. A toni ficou boquiaberta com a minha reação na hora e as outras crianças todas ficaram em pause observando a cena. Tive uma sensação de alerta aumentada daquilo e conseguiria descrever até a manchinha no chão do lado do nariz que caiu. Aquele momento em que as coisas acontecem em camera lenta. Virei de costas e tentei ver se o nariz segurava sem o elastico. Não segurou. Coloquei o nariz dentro da saia e me virei. As coisas haviam voltado à velocidade normal e Samambaia estava atuando a todo vapor com os pivetes novamente. Tentei me inserir no jogo mas fui percebendo a minha energia despencando. Toni percebeu e prontamente buscou me tirar dali. Caiu a ficha do choque do que a aconteceu e eu travei. Travei valendo. Apenas senti a mão de Toni me arrastando pras escadas e e via as crianças vindo atras da gente. De repente estavamos correndo e descemos as escadas pro 5 andar do lado do elevador. Lá, Toni vira de costas e desce a mascara. Percebi o cuidado que ela teve ao me perguntar como estava me sentindo e o que eu achava que devíamos fazer. Não soube responder. Tentar consertar o nariz? Como atuar de novo com essa energia? Finalizar a atuação? Decidimos voltar pro setor e atuar até achar a chave para irmos. A principio achamos melhor encerrar por ali. Toni tirou o nariz para atuar igual comigo, e a ela agradeço demais pela cumplicidade. Foi um dos momentos mais singelos de encontro que já tive com um MCM <3

Ao voltarmos para o setor, depois de subir a energia novamente (mas sem nariz), iniciamos a saga de busca da enfermeira com a chave. Ela estava fazendo um procedimento em um dos pacientes e tivemos que esperar. Por enquanto os pestinhas(haha!) nos encontraram novamente! A princesa começou a fazer exigencias cada vez maiores e eu e Toni nos recusavamos a obedecer. Ela fingia que chorava toda vez que ouvia um não ou nao davamos atenção ao que ela dizia. O menino que arrancou meu nariz queria tambem que fizessemos o que ela queria e se voltava contra a gente quando nao obedeciamos. A princesa resolveu empurrar a toni mas ela usou a tecnica do tronco duro e ela nao conseguiu derrubá-la. O menino viu isso e testou comigo. MAS EU NÃO ESTAVA ALERTA. Buft! Na parede. Alguns outros momentos PEM se seguiram ainda até encontrarmos a chave, como puxões de cabelo e amargar por que o menino disse que eu parecia um homem pois sou muito peluda. E entendi o que Gentileza falava sobre o quanto devemos ter consciência dos nossos "defeitos" ou coisas que queremos esconder, pois para o palhaço é aquilo que o torna humano e não motivo para se sentir mal. Sem contar que é bem possivel que os outros reparem e tentem usar isso conosco. Não pretendo deixar coisas desse tipo me afetarem. Ainda que na hora não transpareci. Continuei no jogo e disse que sim, sou homem. O problema foi quando a princesa quis tirar a prova e tentou abaixar a minha saia. Ah, crianças adoráveis!

Quando encontramos a enfermeira e entramos no quarto eles passaram o tempo INTEIRO que nos trocavamos batendo na porta e nos mandando sair de lá e voltar.


Momento PEM reflexivo: O menino olhou nos meus olhos e disse que eu tinha que fazer o que eles queriam. Perguntei o por que. E ele respondeu: Por que vocês podem sair da UPA (acredito que se referia ao HC) e a gente não. E isso partiu meu coração em mil pedacinhos. Tanto ele quanto a menina, a princesa, me lembrou do que acontece com as pessoas quando elas não recebem atenção. Do que somos capazes para desesperadamente buscar um vinculo com outro ser humano. É triste mesmo. Mas no fundo no fundo, todos nós só queremos ser amados.

Momento delícia: Foi encontrar com Rai no meio da atuação <3 Antes de tudo começar a dar terrivelmente errado. Brincamos de como ele era palhaço e a gente não. E foi a coisa mar linda! Percebi ele super querendo se juntar a gente e a energia subindo! Quase sugeria uma daquelas cabines telefônicas do Superman pra ele se trocar e se juntar a nós <3

O dia das atuações (parte 1)

Esse dia vim pra federal basicamente para fazer coisas da palhaço. Foi o dia das atuações! Atuei de manha e à tarde (a atuação da tarde ficará para o proximo DB). De manha foi com a Bru! Que muito lindonamente se dispôs a atuar comigo mesmo sem ter atuações pra repor <3

Fomos para a Onco ambulatório e no elevador mesmo encontramos com uma senhorinha que tinha medo de elevador e perguntou se íamos "descer pra baixo". Ela estava acompanhando a sua avó que não via muita coisa, mas ouvia tudo e super brincou com a gente! Rimos muito! (Descemos pq eu e Bru somos as perdidas nos andares do hc e acabamos tendo q descer todos os andares pra subir de novo pra onco hahah).

Quando estávamos nos trocando, uma das enfermeiras entrou no quarto e, quando nos viu com a maquiagem e as roupas, perguntou se a gente atuaria por lá. Falamos que sim e ela ficou toda empolgada, pois disse que nunca tinha visto as palhacinhas atuando. Ficamos tensas! kkkkk Havia toda uma expectativa ali! Mas achei muito amô começar a atuação com tanto carinho :)

Tivemos alguns encontros e muitas risadas. Foi uma daquelas atuações que você vai se deixando levar pelo tempo, pelos olhares dos pacientes e quando vê já passou uma hora. Também tinha gostinho de saudade pois já nao atuava com Bru a umas 3 a 4 semanas por causa das férias. Gosto muito da sintonia que acabamos criando através da palhaço e fora dela. Mesma coisa com o nosso terceiro pé, Zé (Rima não intencional hihihi). Pode manter o trio, produção? hahhaa

Atuando nas Férias!

O diário desse dia acabou ficando perdido na memória, hahah Eu e Zé, para completar as atuações decidimos marcar uma durante as férias. Bru havia se proposto a ir também, mas acabou que no dia não pôde :/ Pense num trio que eu amo! <3 Sempre adoro atuar com eles!

Chegamos no setor e já fomos nos trocar. A energia nesse dia estava bem baixinha. Havia acabado de acabar o período, pós provas e trabalhos, e estávamos bem cansadinhos. Mas conseguimos subir a energia legal :)

O setor estava quase que inabitado! Fiquei chocada e Virgulino também. Passamos em todos os quartos (que podíamos) e tivemos alguns jogos legais. No entanto, a atuação acabou sendo mais rápida mesmo assim. Um das moças que trabalhavam no andar fez café e ofereceu pra gente <3 sempre acho muito amor quando o pessoal que trabalha no andar para um tempinho pra dar atenção (pq normalmente elas ficam super focadas).

Obs: Não deveria ter demorado tanto para fazer esse diário! Agora não lembro muito mais :/ Caso lembre venho aqui adicionar.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Atuação com cheiro de Café!

Esse dia foi mágico! Foi lindo!

Acabei de fazer o DB e perdi as coisas que escrevi! Que triste! Tinha gostado tanto!

Não sei se consigo fazer um que eu goste tanto quanto o que foi apagado! Saco!

Mas lembro de ter feito certas reflexões a respeito do erro e do errar e sobre como me sinto mais livre pra arriscar mesmo morrendo de medo. Até porque é quando erramos que aprendemos. Houve um momento que me marcou muito nessa atuação que foi quando estávamos na onco e tinha uma portinha pra sala de espera. Fiquei paralisada de medo quando vi a quantidade de gente. Mas não desisti. Percebi que Ze e Bru também ficaram um pouco intimidados. Mas ao invés de deixarmos de interagir buscamos uma alternativa, subir no carrinho de compras (o que aquilo tava fazendo no hospital eu nunca vou saber) e seguir! Fizemos barulho, cantamos e brincamos! Superamos o medo? Não. Picadeiro é sempre picadeiro. Mas ao menos sabemos que a esperança do encontro é maior do que o medo de errar.

 Muito provavelmente foi um dos melhores dias de atuação. E vai ficar na minha memória pra sempre o quanto os meus MCM's são os melhores do mundo e o quanto que aprendi com eles. A ser eu mesma e a ouvir o outro.

Lembro da ansiedade q eu sentia de fazer todo mundo feliz, de interagir com todo mundo antigamente. E com o tempo você vai aprendendo a perceber quem realmente está disposto a estar com você naquele momento. Não é maldade. Não é que a pessoa nao gostou da gente (o que eu sempre achava). Mas sim que a pessoa não está aberta pra nós naquele momento. Não vale mais buscar o encontro com quem está aberto? Até por que, o encontro só ocorre quando ambas as partes estão ali, presentes. Saibamos cultivar esses momentos. Saibamos reconhecer essa abertura. Juntos <3

domingo, 26 de junho de 2016

O dia em que vivemos perigosamente

Estávamos eu e Zé esperando Bru no DAMUC, nosso ponto de encontro fixo, e nos deparamos com um monte de palhaços. Dentre eles, Danda e Turíbio, prontinhos para irem atuar também. Bru chegou também e ficamos nos amando grupalmente acompanhados de brownies e risadas. Esse amor estava tão insaciável que surgiu a ideia de continuarmos nos amando grupalmente por mais algumas horas. Não sabíamos se era permitido ou não, mas como os palhaços levados que somos nos sentimos instigados pelo "proibido". E seguimos em direção à pediatria, nosso primeiro destino (Como tínhamos sido destinados a dois setores diferentes e não queríamos deixar de contemplar nenhum dos dois, fomos para a pediatria e para a maternidade).

Nem preciso dizer que a energia já estava lááááá em cima antes mesmo de chegarmos no setor pra nos trocarmos, ne? E ainda com o nosso jeitinho todo especial de subir a energia, que compartilhamos com eles <3

Pra mim, o ponto mais lindo da nossa atuação foi quando nos encontramos com um casal com deficiência auditiva que tinha acabado de ter bebe. Alguns de nós sabíamos falar libras e conseguimos nos comunicar com eles, perguntar o nome da filha, como se conheceram. Foi um dos momentos mais lindos e singelos da palhaço pra mim. Sinceramente. <3

Atuamos por quase 3 horas! Saí de lá exausta e revigorada. Amei poder atuar com Danda e Turíbio, são dois lindos <3 Amei também a nossa sintonia que simplesmente bateu muito com a do nosso trio. Foi bem feliz <3 Espero ter mais oportunidades de atuar com eles de novo!

Ale Hup!

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Dia dos namorados no HC

Hoje, que no caso seria sexta (10/06), iríamos atuar em trio depois novamente depois de duas semanas (semana passada rolaram muitas chuvas e nao pudemos atuar). Mas quando eu e bru chegamos no DAMUC, nosso local de encontro, vimos zé todo cabisbaixo coberto por um jaleco. Assim que tocamos nele percebemos q ele estava com febre e dodói. Ele sabia também, mas mantinha a esperança de ainda poder atuar. Conversamos bastante com ele e convencemos ele a não atuar pra se cuidar em casa (nem deveria ter ido pra aula do jeito que tava!). Mas foi muito bom poder vê-lo e deu pra matar um pouco da saudade desse lindo <3

Eu e Bru seguimos para o nosso andar. Tomamos um cafezin no caminho (trazendo bru pro lado cafeínico da força). Conversamos bastaaaante, tinha muita coisa pra falar. Incrível como em uma semna acontece o mundo, ne? E nós duas, talvez por sermos de Psicologia, gostamos de falar e de ouvir muito profundamente. Amo conversar com Bru <3

Assim que chegamos vi duas meninas que trabalharam na empresa junior da faculdade comigo, Amanda e Gabi. Elas estavam completando a carga horária de uma das cadeiras do curso chamada Estágio de Observação no HC. Eu já tinha falado na época pra elas que eu era da palhaçoterapia, mas fiquei com bastante nervoso de atuar na frente delas, hahha. Bru também conhecia elas e sugeriu (brincando) de mudar de andar. Atuamos na frente delas e, inclusive, até interagimos com elas depois e foi ótimo! hahaha

O nosso "tema" (meio que sem querer querendo) foi o dia dos namorados e passavamos no quarto procurando um hômi pra esse dia (Depois a gente ia deixar eles, até pq eles dao mt trabalho kkk). Alguns dos pacientes nos ouviam com mt atençao e sugeriam os médicos e enfermeiros do andar, a gente ia atrás deles e nada :/ Tudo casado. Foi triste pra gente. Fomos embora sem hômi pro dia dos namorados.

A energia nesse dia não estava das mais altas, mas percebo cada vez mais uma interação maior com a minha MCM. Cada vez evoluímos mais como palhacinhas, em nossas trocas, escutas e atenção com outro.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

RUN ZEFINA, RUN!




Bom, gostaria de começar esse DB dizendo que o ofício do palhaço é uma arte. Arte do remelecho interno e desconstrução que você se põe toda vez que sobe o nariz. Arte da abertura e da disposição pra o novo (que medo!). É querer estar junto e entender, estender a mão e muitas vezes puxar a toalha de si mesmo. Dá trabalho, viu? E dói. Mas é uma dor que te trás de volta toda semana e te enche de alegria em cada olhar que encontra de verdade :)

Essa semana nossa terceira perna do tripé (Zé lindo <3) não pode estar presente por que tinha prova :/ Eu e Bru nos encontramos como de costume no CFCH e fomos andando em direção ao HC. No caminho, altos babados e brincadeiras. Nesse momento de partilha acabamos contando uma pra outra que estávamos bem cansadas e distraídas. Em mim, estava rolando aquele leve torpor de depois de 6 horas de aula seguida de uma tapioca engolida às pressas. O sono batia na porta e eu fiquei com muito medo de afetar a dinâmica da atuação.

Ao chegarmos no setor, muito coincidentemente a enfermeira nos perguntou de que curso nós éramos e ambas respondemos Psicologia! Foi bem lindinho! haha A gente se olhou e sorriu; e nesse momento me perguntei por que havia tão pouca gente do nosso curso no PERTO. Mas o legal é que somos atualmente as únicas pessoas de Psi atuando e estamos juntas <3 (É claro que as consequências disso são as seguintes: Ter medo e não saber o que fazer quando vemos aparelhos médicos/agulhas/coisinhas embaladas, não saber o andar que fica a nossa atuação e ter que esperar o elevador fechar pra checar na porta, passar as mãos nas paredes/macas/portas sem medo de ser feliz ou ficar doente, entre outras coisas).

Para sair do quarto em que nos arrumamos (Que agora é fechado com um cadeado com SENHA. CHIQUE!) foi uma resenha por si só. Eu morro de vergonha de sair primeiro e Bru também! Ficamos naquela "Vai tu!" , "Não! Vai tu!" até que decidimos ir juntas e Bru me empurrar pra fora. kkkkkkk Cai lindamente no papo dela e quando me vi lá fora esqueci até o nome de palhaço dela de tanto que eu gelei! Não, não fica mais fácil com o tempo e quem diz que sim está mentindo descaradamente!!!!

Nessa atuação eu gostaria de listar algumas delícias que foram surgindo pelo caminho e que eu devorei sem dó nem piedade. Primeiramente o suco de acerola que sobrou do carrinho das comidas (hohoho), os biscoitos oferecidos por uma das acompanhantes das pacientes muita fofa (Ela queria que eu levasse o pacote todo, mas como eu sou educada e uma mocinha eu levei 5 só. E guardei no meu cinto.), o nervosismo de Bru (!), ouvir e falar sobre Orangino e Jason (amei saber como eles tocaram aquelas pessoas!), ouvir mais de 50 vezes a velha pergunta "Seu cabelo é uma peruca?" (e responder todas as cinquenta com um "sim" e enganar todo mundo rá!) e a senhorinha cantonilda que usou e abusou da gente feito gato e sapato <3

Sobre Cantonilda e o suco eu tenho alguns adendos. Foi muito gostoso brincar com o suco e nos sentirmos culpadas por tomar o suco e transformar essa culpa em jogo e buscar os reais donos do suco e achar pistas (o batom no copo) e ver as pessoas interessadas e abobadas com essas duas palhaças mequetrefes que nem pra esconder o batom esconderam. Dona Cantonilda foi um caso a parte, ela nos teve. Sabe quando a gente encontra uma criança que te desafia e joga contigo de verdade? Era ela. Ela testou nosso conhecimento de musicas gospel (Que não saia do refrão de jesus cristo e por isso recebemos um belo PEM dela), nos fez cantar uma musica de brega (que por não saber inventamos EM CONJUNTO na hora kkkkkkkkkk Eu olhava pra bru e tentava adivinhar o que ela ia dizer e muitas vezes não fazia o minimo sentido mas o que importa é que rimou, ne? haha), ela apertou o meu nariz (Não curti. Não vou mentir. Mas eu não me posicionei e não me coloquei nesse momento, também foi minha culpa). Em outro momento, ela também pediu para apertar o nariz de Bru. Ela tentou espantar a vontade de Cantonilda inventando que o nariz tinha meleca, catarro e outras palavras de nojinho e mesmo assim a danada não desistiu. Até que Bru foi se aproximando meio que sem querer ir, enquanto eu já planejava uma estratégia de fuga perto da porta (eu precisava salvar a minha MCM das garras de Cantonilda!). Bru já bem perto de cantonilda olhou pra mim e num momento de distração dela eu falei em voz baixa "CORRE!". Bru viu e saímos correndo em disparada do quarto de Cantonilda! 

Foi impressionante o que conseguimos jogar com a energia em que entramos o setor. Muito jogo, muita energia e muita criatividade! Adorei! 



segunda-feira, 2 de maio de 2016

Sobre encontros e ANIVERSÁRIO!

Eita que a atuação de sexta foi um mix de sentimentos! Eu já estava zanzando de um lado pro outro que nem pirú tonto falando pra todo mundo que era meu aniversário (sou dessas) e recebendo altas energias boas e abraços gostosos, até que chegam Bru e Zé com uma história de me ligar de um número estranho se fazendo passar por GENTILEZA! kkkkkkk Fiquei sem saber como seria o resto da brincadeira por que a ligação caiu, mas acreditei piamente que Genti tava ligando pra me desejar parabéns! kkkkkkkk Valeu, Zé! Valeu, Bru! E ai eles chegaram bem lindos e me deram (juntos) um dos abraços MAIS GOSTOSOS do dia! Foi tão tão que ainda tiraram um foto da gente quase se fundindo <3 E foi lindo *.*

Saímos em direção ao HC e eu contei pra eles os babados dessas últimas semanas na minha vida. FORAM MUITOS. Zé e Bru ficaram boquiabertos e eu já esperava essa reação kkkkk Bru demonstrou as suas habilidades de Sherlock Holmes ao ADIVINHAR parte de uma das histórias e nos deixou boquiabertos! Que poder de abstração, hein menina? <3 Nem tentem esconder nada de Bru que ela pega tudo no AR! #libriana 

Já no HC, ficamos com o alojamento conjunto, onde as ex buxudinhas ficam de boas com as suas crias e dão seus primeiros aleitamentos. Eu e Bru aprendemos com as placas a identificar quando um baby tá com fominha e a partir disso a conversar com os eles. BEBES SÃO MT FOFOS EU SO QUERIA APERTAR ELES E ESMAGAR E FRITAR AS MAOZINHAS E MORDERRRRRRRRRRRRRRRRRRRR. Tá, mas eu não fiz isso.

O setor das ex gravidinhas pode ser um tico complicado por causa das mulheres recém cirurgiadas, pois elas não podem fazer muito esforço e rir pode causar desconforto e dor. Por isso, algumas das mulheres quando nos viam evitaram contato visual (ainda que quisessem brincar conosco), por esse motivo. Foi uma atuação rápida, com alguns altos e alguns baixos. Senti que tivemos alguns momentos muito legais e pra cima com a Dona Chôla e a sua disposição para o ridículo, ela foi incrível com a gente, mesmo tomando altas liberdades com ela (que percebemos que cabia dentro da forma de interação que tivemos com ela). Dona Vera Fisher que também muito classudamente nos esnobou e ganhou nossos corações de palhaços sádicos (e até acho que ela abriu um espacinho pra gente também no dela). O enfermeiro estudioso e saliente que muito organizadamente deixou a gente desorganizar ele com a conversa de ver a vareta de Virgulino! Ele ficou bastante interessado! hahahahha 

No mais, O QUE ACONTECE NA SALINHA DE ARRUMAÇÃO, FICA NA SALINHA DE ARRUMAÇÃO.

AAAAALEEEHUUUUP!

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Sobre encontrar

Esse ciclo de atuações não poderia estar melhor! Percebo muito claramente o desenvolvimento das nossas atuações. Sim, eu sei que foram duas. Mas aprendemos rápido! E nos esforçamos para tal. Ao final dessa atuação, discutimos sobre os altos e baixos da nossa atuação do dia e ainda no embalo da nossa energia louca que rolou, fomos no bar da Kelly para discutirmos ainda mais.

No primeiro dia de atuações, me toquei que Bru e Zé estavam  no dia da vivência de seleção em que eu fiz parte em 2014. Infelizmente, eles não entraram no projeto naquele ano e eu sim. Mas acredito muito fortemente que existe algo que juntou a gente e fez com que a gente atuasse juntos agora. Eles entraram depois, e eu não atuei esse ano passado. Uma conjuntura de fatores nos uniu. E hoje, tenho os melhores MCM's do universo!

Nesse dia de atuações, conseguimos perceber melhor o tempo um do outro e também tentamos perceber melhor o momento de sair do quarto com a energia lá em riba! Nem sempre acontecia, mas estamos evoluindo!

Um momento bem delícia da atuação foi até mesmo antes da atuação começar, enquanto nos arrumávamos para atuar. Quando demos as mãos para subir o nariz estávamos tão enérgicos e brinlhantes que nem precisamos fazer a contagem. Foi pá pum! hahah

Um momento pém da atuação foi um senhor que ficou tirando onda conosco e tentou nos assediar, eu e Bru, e eu amarguei muito fortemente nesse momento. Mas foquei na energia de Zé e de Bru e consegui voltar pro jogo.

É isso por hoje! <3

quarta-feira, 6 de abril de 2016

I'm back, baby!

Nem consigo explicar direito a minha felicidade de voltar a atuar! Depois de quase um ano longe, o coração bateu mais forte e pediu casa, abrigo e morada no Perto novamente. 

2015 foi um ano difícil pra todos, eu acho, mas bem muito pra mim. As vezes acho que só estava existindo lá por saber que estava vivinha da silva, mas o estar presente meio que não fazia sentido pra mim. E essa coisa de estar presente é importante. Estar presente onde quer que você esteja. Como disse um amigo maravilhoso meu "estar presente não significa apenas 'corpo presente', mas alinhado ao momento presente, alerta ao que acontece ao redor, aos fenômenos, à sensibilidade, a AUDIÇÃO(!)". É preciso se abrir para as possibilidades do porvir. E essa é uma das maiores lições que aprendi com o Perto (ainda que distante).

Sobre voltar a atuar: Como é possível que o frio na barriga se intensifique ainda mais? É incrível! Dava pra perceber na fala e até nos toques dos meus MCM's, Zefina Falafina e Virgulino Vareta que eles também estavam ansiosos/nervosos por esse novo ciclo. Já começamos bem o dia, bem atrapalhados e esquecidos dos nossos pertences. Instantaneamente percebemos que éramos as partes esquecidas e avoadas das duplas que fizemos parte. Nenhum de nós possuía um lápis preto! hahaha Tivemos que improvisar com  uma tampa de caneta e pinta cara e ficamos bem LINDÕES! Perceber essa química com eles foi uma das maiores delícias do dia.

Estive presente e atenta aos meus MCM's, às suas vozes, suas aberturas e amarguras (nem sempre é fácil), para tentar perceber o tempo e a disponibilidade de cada um deles. É importante conhecer seus MCM's <3

E durante essas aberturas e amarguras, nos deparamos com cantores (inclusive em quartos distintos), papais noéis (?), taças de vinho, poliamor (afinal, esse trio é 2/3 CFCH <3) e muuuuuito abraço, escuta e entrega. Foi revigorante! Espero ansiosamente por mais uma sexta feira de poliamor com esses dois *.*

domingo, 24 de maio de 2015

Começar de novo de novo!

Data de atuação: 18/05/2015

Eita que saudade que eu estava de atuar, meu deus! As vezes com a correria e as mil atividades você acaba sem conseguir repor aqui, conseguir se encontrar com seu mcm ali e tudo se desgringola. Mas felizmente, depois de 3 semanas, conseguimos nos encontrar!
Minhas novas MCM's são duas fofas, Beth Corpetxxxi e Tatá do Vatapá. Beth é um doce de pessoa e mesmo nos momentos mais doidos da vida da atuação sempre me dava apoio, assim como à tatá. Tatá é a pessoa mais sincera e sem papas na lingua que ja conheci! E pense numa pessoa onde o assunto nao acaba! Em momento nenhum da atuação houve silencio constrangedor ou algo assim. Sem contar a sua crueza em tudo que faz, tudo bem ela, bem genuína.
Conhecemos pessoas muito receptivas hoje, mesmo sendo na hora da soneca pós almoço. O enfermeiro do biscoito, a moça da tatuagem de visitante, o pedreiro bigodudo. Todos muito carismáticos e fofos!

Obs.: Gostei muito de voltar a atuar, achei que estava ainda um pouco presa em mim e muitas das coisas que tinha pra resolver ou problemas da vida. Poderia ter estado mais presente para minhas MCM's e acredito que isso me impediu de ser mais ''eu'' na atuação, mais surdete. Espero que elas possam me dar mais uma chance de primeira impressão e segundas impressões, pois pretendo estar cada vez mais lá com elas e para elas. 

domingo, 5 de abril de 2015

Em trio é mais gostoso!

A atuação do dia 30/03 foi impagável! Hoje eu e o meu MCM, Malaquia Miopia, recebemos um novo integrante nas nossas segundas feiras, o Calvino Pente Fino!.Engraçado foi perceber como atuar em trio foi ainda mais gostoso. Acredito que por terem sido uma dupla em atuações anteriores, a sincronia dos meus MCM's era espetacular. Algumas vezes eu virei espectadora de tamanha ligação. Muitas vezes quase saia de Surdete e virava fã! Apesar de algumas vezes nao controlar os aplausos. haha

Nesse dia tive alguns imprevistos antes do nosso horário de atuação e acabei chegando atrasada. Apesar de nao encontrá-los no local combinado, mantive a esperança de que a atuação ainda nao houvesse começado. E tive sorte! No fim das contas, eu e Malaquia Miopia ficamos esperando nosso colega Calvino terminar seus ultimos retoques. E olha q eu era a garota do grupo... hahahah é um perfeccionista das makes de palhaço!

Atuamos na maternidade nesse dia e os meninos ficaram bastante encabulados de entrar nos quartos onde houvesse uma mãe amamentando, e grande parte dos quartos tinha algum bebê lanchando. Então nossos jogos ocorreram bastante no corredor mesmo e de forma bem dinâmica. A partir da recepção dos que passavam. É um setor feliz, muitas mamães felizes de verem as carinhas dos seus filhotes e bebês linduxos e cheirosos.

Acredito que, em parte, uma dificuldade minha nesse setor são os bebês, não consigo passar por eles sem tentar uma interação frustrada. Alguns te olham, outros choram, algumas mães pedem pra tirar fotos. Mas sempre saio mais feliz.

domingo, 29 de março de 2015

O mais novo MCM!

E não é que depois de um mês sem atuar o frio na barriga volta com efeito rebote de saudade? E ainda mais na pediatria! Quanta energia, quantas crianças boxexudas com os abraços mais quentinhos do mundo!

Atuação: 23/03/2015

Então que o meu mais novo MCM decide que ele não enxerga durante toda a atuação. Ele tira os olhos e eu viro sua guia. Que experiência diferente! O Malaquia Miopia já quando estamos no nosso momento de subir a energia já demonstra todo o charme de seus cacoetes palhacisticos. Sai em disparada do quarto onde nos trocamos avante e adiante (me pergunto, até que ponto eu o guiava? hahaha). Claramente foi o corajoso da dupla dinâmica. Ele teve bastante sensibilidade ao tratar com os pacientes ao mesmo tempo que tinha uma ingenuidade marcante, e a mistura de tudo isso era fantástico.

Me vi interagindo continuamente com todos os seres cotocos que passavam, alguns apenas olhavam com espanto, outros olhavam com admiração e ainda havia outros que já abriam um sorriso pronto pra brincar. Acho incrível, quando no momento de atuação tenho a oportunidade de interagir com algum bebê, ou criança menor de 2 anos. Elas tem o olhar mais curioso. Investigam. Estranham. Quem são essas criaturas coloridas? Sempre me pergunto como deve ser a experiencia de voltar a ser criança, e ver as coisas com esses olhinhos curiosos, inquietos, ingênuos.

Primeira vez na Onco!

Estava super animada por essa atuação na onco! Sem contar que foi a primeira vez atuando com outro MCM, que sempre acaba rolando um nervosismo de leve, por nao saber bem como será a dinâmica de atuações. Mas adoro esse frio na barriga!

Atuação: 24/02/2015

Dessa vez, meu parceiro de atuações foi o Caquito Grilo, uma amor de pessoa! E extremamente carismático! Fiquei extasiada com a facilidade com que ele interagia com os pacientes e bolava ideias diferentes para jogo, em algumas momentos eu quis até aplaudir. Os pacientes facilmente aderiram a presença dele e caiam no embalo e nos jogos, que incluiam as enfermeiras, todas possiveis futuras esposas do meu MCM. Todo mundo queria um pedaço.

A onco é um local bastante silencioso, tem poucos acompanhantes no local mesmo onde os pacientes recebiam as suas medicações. Poucos pareciam interagir entre si antes de chegarmos, mas depois disso alguns até continuaram conversando.

Lembro-me de tentar me batizar novamente com o nome de Cora Caracol, acredito que foi crise de identidade. Fiz todos me chamarem assim. Ainda na duvida se palhaço muda de nome.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Não me leve a mal, é carnaval!

Atuação: 13/02/2015
Local: Pediatria

Atuação em grupo é uma das coisas mais divertidas eveeeer! As vezes quando voce se acostuma com a sua dupla voce meio que sabe como ela vai reagir mais ou menos, as coisas que não está disposta a falar e o jeito de atuar. Já em grupo, NINGUÉM É DE NINGUEM! Foi lindo! Adorei ter ficado no grupo de Juliete, Plínio, Vatapá e Maricota. Cada um mais divertido e lindo que o outro! Espero ansiosamente por mais atuações em grupo :) E por encontrar o olhar deles mais vezes!

Obs: Foi lindo que ficamos na pediatria, pois foram duas semanas seguidas lá. Pude rever Sandro e a sua felicidade por ser carnaval e ter tanta gente feliz no corredor. Adorei conhecer esse menino <3

Obs2: Foi uma pena termos feito bagunça com confeti logo após as moças da limpeza terem varrido o andar. Odiei dar trabalho a elas e mesmo pedindo desculpas elas ficaram bem chateadas. Com razão. Pena que nao pudemos fazer mt coisa :/

Obs3: Uma menina na pediatria (sim, a princesa mandona, haha), encasquetou com meu nome de palhaço e disse que eu deveria me chamar Caracol. Me identifiquei instantaneamente com o nome. Pode trocar, produção? E até sonhei no mesmo dia que meu nome era Cora Caracol <3 
Me identifiquei com esse nome por milhares de motivos: Meu nome é Cássia Camilla, ou seja, manteria os dois c's; seria algo que instantaneamente remeteria a mim, pois todo mundo só lembra do meu cabelo; e eu não teria que explicar a graça do meu nome que é algo que ficou na lembrança apenas da oficina. Pensei em falar isso no dia do nome, mas grande maioria tinha gostado de Surdete, no entanto hoje me vejo muito mais como Cora Caracol.

Smize (smile with your eyes)

Atuação: 03/02/2015

Chegamos e o andar inteiro estava bem calmo, com poucos leitos ocupados e pouco movimento. Nos vestimos, nos maquiamos e saímos pra atuação. Foram muitos momentos de pega pega com valter, que  apesar de estranhar a gente a principio, acabou se apegando a nós (tanto que no final ele ficava batendo na porta pra gente voltar a brincar com ele quando já era a hora de irmos embora).
Acredito que o ponto alto dessa atuação foi Sandro, um menino muito calmo e introspectivo (ao menos pelo que ele demonstrava no momento). Era dificil a comunicação com ele pos ele tinha uma sonda no nariz (é isso?) e juntava bastante saliva na boca dele, entao ele quase nunca falava. Chegamos no momento em que a fisioterapeuta iria fazer os exercicios com ele e tentamos ajudar para que não fossem tão chatos. Ele estava desenhando quando chegamos e quase nao olhou pra gente, mas algo me dizia que ele queria interagir, ainda bem que não desisti. Valeu muito a pena ver o sorriso escondido dele quando a gente fazia alguma besteira e caia ou algo assim. Ele ria das pequenas coisas, e valorizava isso com um simples olhar.
É importante ver as coisas mais simples. A gente corre tanto, se atarefa e enche a cabeça com tanta coisa inútil que perdemos os sorrisos mais sinceros. O sorriso no olhar de Sandro vai ficar na minha memória, assim como o sorriso que salvou a minha atuação. Era mais divertido tentar interagir com Sandro, por mais difícil que tenha sido, do que ficar correndo por ai com Valter (nada contra também).

Também foi a minha ultima atuação com Flora. É isso.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Alto aqui do sétimo andar...

"Alto aqui do sétimo andar
longe, eu via você
e a luz desperdiçada de manhã
num copo de café
Deus sabe o que quis foi te proteger
do perigo maior, que é você
E eu sei que parece o que não se diz
o seu caso é o tempo passar
Quem fala é o doutor"
Data de atuação: 27/01/2015
E no sétimo andar, o andar onde todos os corações partidos são reparados, é onde eu lembro mais claramente das minhas atuações com Flora. Dos nossos momentos nos maquiando e as trapalhadas com a porta de onde nos vestimos.
Nessa atuação em especifico vi flora brilhar e se destacar por entre todas as pessoas. E foi lindo fazer parte disso. Foi um dos dias que eu percebi, opa, estou no apoio aqui! haha É interessante pois na nossa dinâmica não tem isso muito definido.
Algo que me marcou muito, ainda sobre o apoio a Flora, foi quando ela encontrou o Seu Luiz no corredor e ele estava fazendo uma caminhada (indicada pelo fisioterapeuta) e ela acompanhou ele com uma das conversas mais engraçadas e sem sentido que eu já participei na vida. Só uma coisa: Dois irmãos? Quatro irmões?
Palhaço é um bicho esquisito, narigudo, caricato e fora do comum e de quaisquer padrões. Como não ficar curiosa(o)? Passamos por alguns quartos e algumas pessoas, ainda que tentemos, não reagem a nossa presença. Mas poxa, tem um bicho esquisito na sua frente e fazendo macaquice, como não reagir? A gente fica triste, apesar de não amargar, e passa pro próximo quarto. É bom ter em mente que nem todo mundo quer ou tá pronto pra nos receber. E não adianta entrar de qualquer jeito, pois não vai dar certo. Mas, apesar disso, vale ainda mais à pena quando a gente entra num quarto onde somos bem recebidas.

Harder. Better. Faster. Stronger.

A gente acha, ou inconscientemente tende a achar, que depois de um tempo as coisas começam a ficar mais fáceis. Mas não é assim com a palhaçoterapia. It gets harder. Better. Faster. Stronger. É como estar numa sessão de terapia, me parece. Você tenta fugir de algumas situações/sentimentos que voce não sabe lidar tão bem, mas tanto você quanto seu terapeuta sabem que tem algo ali.
É de se pensar, que após alguns meses atuando se ganha alguma experiencia e comodidade. Mas é impossível! Ainda que o mais se escutava na Oficina era "Palhaço pronto é palhaço morto". Sinto que não conseguirei chegar no ponto de palhaça pronta. Surdete vai sempre achar que cada atuação é sua primeira, ainda que tenha recordações de atuações e encontros lindos anteriores.
Não consigo chegar nesse diário e não refletir sobre a minha atuação, muitas vezes acho que é ainda mais importante do que contar o que aconteceu. Afinal, só quem estava lá vai ter noção da grandiosidade dos encontros, não é mesmo?
Me senti bastante enferrujada, empacada e como se eu não soubesse nada da bagagem que me vem com o nariz vermelho. E demorou um tempo até conseguir perceber que sim, eu sou Surdete! Não quero recessos tão grandes assim, pois sinto muita falta da minha metade surda. E acredito que depois de tanto tempo, ela também sentiu minha falta.

Data de atuação: 20/01/2015


terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Os pentelhos de Surdete

Calma, não é nada disso que você está pensando! A não ser que voce tenha pensado da primeira experiência de Surdete na Pediatria. 

Atuação: 25/11/14

Que fofas são as crianças! E que pivetes, também! Esse dia foi interessante, pois ao mesmo tempo que posso dizer em que vivi um dos meus melhores momentos como palhaça e um dos em que não soube como lidar(não vou dizer piores, pq não foi RUIM, foi apenas dificil). 

Começando pelo momento ruim. Já no meio da atuação, após eu e Flora termos visitado todos os quartos, decidimos ir para a brinquedoteca. Nesse mesmo andar se encontra na ala Sul(?) o corredor de oftalmologia em que varias crianças/adolescentes em uma excursão provavelmente advindas de um colégio público esperavam para ser atendidas. Essas crianças/ adolescentes nos viram e ficaram enlouquecidas com as duas palahacinhas. Até ai foi um momento legal, mesmo em que nós não tenhamos feito nada até então. No entanto, um dos meninos virando pra Flora disse: "Eita palhaça boa!". Ficas petrificadas! Não sabiamos como agir e como direcionar aquilo pra algo engraçado. Por ser um menino tão novo e não era nosso proposito ali, sabe? Amargamos. Percebendo que Flora tinha ficado ainda mais chocada com a situação, tentei ainda reverter dizendo: "Um boa palhaça ou uma palhaça boa?" (confesso a minha pilambetagem!). Mas não salvou o momento e nos despedimos deles alegando que estávamos ali para entreter as crianças da pediatria.

Já o momento maravilhoso e lindo, maravilindo dessa atuação. Que com certeza teve muito mais pontos positivos do que negativos. Foi em torno de uma menininha chamada Valentina. Esse dia foi dela. Foi o melhor e mais lindo encontro de todos em que já vivi. Valentina estava nem um dos quartos da pediatria nos braços de sua mãe, ela sofria de uma doença de pele que eu desconheço mas que lhe causava bastante desconforto e ela em momento algum em que estávamos no quarto chegou a sorrir. Entendemos, pois o incomodo era forte, e ela se coçava pelo corpo todo e no rosto. Mas não saimos do quarto sem tentar algum encontro, mesmo que em vão naquele momento.

Quando saimos do quarto e já estavamos chegando à brinquedoteca, após o incidente, vemos Valentina correndo em nossa direção sorrindo e gritanto: "Tia! Tia! Tia!". Não conseguimos acreditar! Aquela menininha tristonha tinha voltado em busca da gente toda feliz! Algo em nós marcou ela, e a partir daquele momento e pra sempre Valentina deixou sua marca em mim. Ela sorriu e veio correndo em nossa direção, e foi ai que aocnteceu a coisa mais linda que já vi. Flora se abaixou pra abraçar ela no momento em que ela chegou e foi lindo. Quando Flora carregou ela Valentina se inclinou pra perto dela e tocou a pontinha do seu nariz com o narizinho verde de Flora.

Sei que são por momentos como esse que o que eu faço, e as minhas atuações tem sentido e causam impressão no mundo. Algo tão infinito como aquele momento.