Mostrando postagens com marcador Coralinda Todafina. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Coralinda Todafina. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 5 de maio de 2017

O verdadeiro presente é fazer-se presente - COB

Nossa... Coralinda é muito sortuda! Ela encontrou novos lindos companheiros... Que trupe! Muito animados, tomaram conta de um desafio: Visitar o COB no dia do Obstetra! Mas, pela primeira vez, Coralinda se despiu de seu quadriculado e vestiu-se com um pijama...

Meeeu Deeeeus... Vocês são engenheiros? Não posso crer! Falou Coralinda apontando seus olhos, unidos por um nariz vermelho, para a roupa branca do rapaz! E, por sinal, o que vocês fazem por aqui? Ah, nós cuidamos das máquinas para que, assim, elas possam trabalhar bem! Hmmm, mas que tipo de máquina? Luigi, interronpendo Coralinda, exclama: Olha, Coralinda, eles estão aqui para cuidar de você! Coralinda, avermelhada, agora não somente no nariz, diz, encabulada: Luigii... Você me acha uma máquina mesmo? Tipo avião?! Luigi, atrevido, troca olhares... digamos... Peculiares e intensionados com Coralinda! Ahh, Luigi, já entendi tudo! kkkk Menina, como tu é bonita, que cabelo mais lindo é esse?!!! *--* Luigi, Empolgado, sai logo perguntando: eu posso tocar???? Pode siiim! AH EU TAMBÉM QUERO!!! Delicadamente, sutilmente, gradativamente, cronologicamente e, claro, desejadamente esticamos nossas mãozinhas ao encontro daquelas lindas madeixas... Ohhhhh, ooooohhh. Como ele é incrível! Menina, tais fazendo o que aqui tão linda? Esperando meu ovo da páscoa! 😲 É assim que ele se chama?? Risos. Cadê ele? Tá nessa sala aqui ó... Sério?! Mas ele se chama ovo da páscoa mesmo é? Não acredito que desse esse nome a ele... Quero conhecê-lo! Disse Luigi, animado! Vamos comigo Coralinda e vamos dar um nome decente para ele! Vamos!!! E lá fomos nós, ao encontro do ovo da páscoa que, na verdade... cuticuti... parece com... Nossa... ele está tão lindo com essa roupinha... está parecendo com... Papai Noel! Isso! Isso mesmo! Ele deve se chamar Noel! 😍 Que nome mais lindo, Luigi!!! Vamos contar a ela! Descobrimos o real nome dele. Qual é? Noel. Mas, por quê? Porque ele tá vestido como papai Noel. Você não o viu? Não... Tiraremos, então, uma foto para você... Ao ver, Noel, aqueles olhinhos se emocionaram... Aii, que maravilha. Nada melhor do que dar nomes no setor do nascimento! Com todo sutileza de que é feita, Coralinda troca olhares com uma linda moça no corredor... Se aproximando dela e, por ela, sendo deseja, prontamente, Coralinda diz, abrindo os braços: Aiii, mulher, que vontade de dar um abraço!!! E o abraço é dado e QUE ABRAÇO, viu! Como você se chama, gata? Sou Helena e você? Aaah, eu sou Coralinda!! Linda mesmo viu! Coralinda, de fato, não dormiu nesse dia! Nesse momento, chega Dorotéia e diz: Coralinda, nós vamos fazer uma festa do pijama aqui! EEEBAAAA. Mas para entrar tem que ter um laço no cabelo... Coralinda, entristeceu-se... Ela não tinha um laço! Dorotéia prosseguiu dizendo: só entra se tiver um laço. Procura um para tu... Coralinda, andou para todos os lados e não conseguiu nada... Até que chega Luigi e diz: Coralinda, eu fiz para você... Quando Coralinda voltou os olhos para as mãos dele, preenchidas com tanto carinho em forma de presente, não conteve a alegria e deu-lhe o mais vigoroso e calorento abraço de gratidão. Muiitooo obrigada, Luigi. Você é incrível! Dessa forma Coralinda pode participar da festa do pijama. Ao fim da festa, recordaram-se que esse era o dia do obstetra e não poderiam sair dali sem comemorar. Apressados, fizeram um bolo, colocaram uma vela, até balão encheram! Todos, reunidos, saíram e fizeram uma verdadeira surpresa aos obstetras, que tanto trabalhavam (Todos os bebês decidiram nascer nesse dia!). Foi a coisa mais linda do mundo! Terminado o parabéns, fomos ao encontro de uma mamãe, prestes a ter o bebê, que estava no corredor com algumas contrações. Já ouviu falar em balé? Olha, é assim que faz ó (Demonstrou Dorotéia Pandeirão com todo dote de que é feita!) Fizeram juntas. Coralinda, ao ver aquilo, correu também e pôs-se a fazer. Em seguida chegaram Tutu e Indigestina que se juntaram a nós. Noele, estudante de enfermeira, foi convidada a participar e juntou-se a nós também. Pense num momento lindo. Sem palavras para dizer o quão lindo. Foi um verdadeiro Ballet no COB.

COB não é o COB sem os bebês. Não esquecerei jamais o sorriso que a pequena Natasha direcionou a Coralinda, enquanto ela estava dormindo. Foi engraçado... Coralinda chegou aos poucos, até que ficou frente a frente com aquela linda menina. E, em meio a admiração que Coralinda atribuía àquele lindo soninho, percebeu o mais lindo desabrochar de sorriso. Como a mamãe de Nathasha falou: parece que ela tá vendo né?! Que coisa linda. Natasha estava acompanhada de sua mãe e de sua avó. A geração mais fofa que Coralinda já viu.

Entrando em um dos quartos, Coralinda viu um mãe lindona, sorridente e com a barriga mais lindona ainda! Menina, ela nasce quando hein?! Tá pertinho,visse (falou animada aquela linda mãe)... Aiii, que maravilhaaa.. Já posso imaginá-la tão linda quanto a mãe. Eu também! E tu já comprou tudo em rosa hein... Hmmmm, vai ficar lindona demais! Aiiin, nem me fale. Já imagino ela toda rosinha! Imagina que linda... Siiim, lindíssima... (...)

Sem dúvidas, Coralinda saiu desse lindo dia renovada e determinada a voltar! Que dia magnífico! O verdadeiro presente... É abraçar. É presentear. É receber. É, sem dúvidas, compartilhar. É sorrir. É prestigiar. É parabenizar. É ver nascer. É sorrir. É dar nomes. É: SE ELA DANÇA, EU DANÇO. De fato, o verdadeiro presente é fazer-se presente!  💘💘😍


quarta-feira, 5 de abril de 2017

O sorriso de Dona Luzinete

Dia chuvoso... Dia nublado. Nem sempre acordamos bem. Coralinda, altiva, ainda assim, conseguiu sorrir ao dia. Mas o dia estava nublado... As flores não brilhavam na mesma intensidade; Elas não se movimentavam alegremente; Uma certa melancolia reinava; Ursulina e Coralinda tentaram e, a todo tempo, houve entrega. Mas as flores não brilhavam como outrora... Contudo, podemos reinterpretar nossas flores; Nossos girassóis. Coralinda, então, refletiu: se enquanto flores, florescemos girassóis, logo, o nosso movimento dar-se-á em torno daquilo que nos mantém: a fé. Quando tudo parecer acabado, levanta! Quando desacreditar, acredite! Quando tiver medo, fé! Quando precisares, grita! Às vezes, a gente só precisa de um abraço. Às vezes, a gente só precisa de um sorriso. Às vezes, a gente só precisa de um lindo sim; E quando não o recebemos, não significa dizer que o perdemos. Só não era o dia certo para recebe-lo. De tudo, fique apenas com o que foi bom; O que foi ruim, aprenda com ele. Mas, somente deixe na memória o que foi bom! Sem sombra de dúvidas, Coralinda Todafina viu-se apaixonada... Um sorriso mudou seu dia. Por quê? Porque, quando só a tua presença agrada os corações, de tudo vale a experiência. Dona Luzinete, aquela senhora linda, deu à Coralinda o melhor presente que ela poderia receber: o sorriso do encontro. Aquele olhar compartilhando um sorriso, Coralinda jamais irá esquecer. Quiçá, Coralinda encontrasse Dona Luzinete... Mas Dona Luzinete encontrou Coralinda primeiro. Que surpresa de encontro linda. Aaah, aquele povo de branco na hemodiálise é um monte de girassol movido pela fé. 
(Recepção linda dos lindosos: Amaro e Jucinete*)

Nefro <3

Oncologia: a fábrica da fé

Oh, Coralinda... Tu surges e cora minha existência. Até que ponto a gente ama? Até que ponto podemos fabricar amor? Somos uma fábrica ambulante de sorrisos despretensiosos. Somos terra, água, fogo e ar. Somos o que queremos ser. Sonhos que queremos ter. Oncologia é luta. Oncologia é coragem. Oncologia é superação. Oncologia é vida. É vida querendo ser cada vez mais vida. É fábrica da fé. Coralinda lança o teu olhar. Quem tu vês? Ursulina! Que encontro. Meu Deus, que encontro! É como quando se está perdido... Olha-se para os lados querendo encontrar. Mergulha nesse universo vastamente infinito. E se der medo... Vai com medo mesmo! Porque aqui... Aqui é lugar de, acima de tudo, acreditar. Aiiii... Aquele remixado do coração vem à tona. Segura esse coração, Coralinda Todafina! Ele parece explodir... Se joga no vazio... Elegantemente e sutilmente (acredite!) desfilamos nossos lindos corpinhos naquele corredor. Até que lançamos os narizes em uma portinha... Hmmmm... Comiiidaaaaa! Dooonaaa Maaariiiia!!!  A senhora tem comida aí... Nos convide a entrar e... quem sabe né... Assim... Fazer uma boquinha e tal... Com um lindo sorriso estonteante: Entrem, minhas lindaas, podem comer isso, eu não quero não!!! Comoooo asssiiim, Dona Mariiiia???? A senhora está negando comida? Eu só como isso agora, minha filha, não aguento mais... Aaaaah, não é assim não! Vá comendo um pouquinho vá! Conversa vai, conversa veem... Ursulinaa... Acho que Dona Maria está nos enrolando... Não comeu nada até agora!!! Então vamos fazer assim... Nós vamos andar um pouquinho por aí e depois nós vamos voltar para saber se a senhora já comeu! Tudo bem, minhas lindas! Laralaralarararalararalalalara... Uma linda mulher com cabelos lindos se aproxima de Ursulina... Hmmmm... Eu já te vi por aqui! VocÊ estava com um boyzinho lá no terceiro andar! EEEEEEUUUUUU? Você sim! Depois descubrimos que essa moça, Neuma, era uma detetive... Filha de detetive também... Inclusive, foi seu João, pai de Neuma, que me abriu os olhos... No desenrolar dessa conversa descobri que Ursulina estava querendo furar meu olhooo! O.o Isso mesmo! Ela é namoradeira! Eu, Coralinda Todafina... Sou uma ANJA! Puritanaa!!! E ela, quer roubar minhas pouquíssimas tentativas de desencalhar! Como disse se João... Essa Ursulina é viva, Coralinda! Fique de olho aberto! Mas é claro, seu João, que fico de olho aberto com Ursulina. Afinal, ela é minha MCM! *-* Jogo vivo, assim como Ursulina. Seguimos, mais uma vez, sutilmente por aquele longo corredor. Até que nos encontramos com Iracema, nora de Dona Maria. Ela vem até nosso encontro... Dona Maria estava perguntando por vocês... Queria saber se vocês já tinham ido embora... Comooo assim??? Vamooos lá agora! Dooonaaa Maaaarriiiiiaaaaa....... Noooossssa!!! A senhora comeu tudinhooo!!! Que alegria!!! Que orgulho da senhora!!! E foi assim que mais uma vez o dia foi salvo, graças às lindas pessoas, superações, coragens e vidas do setor de oncologia!

(Rosa, não esquecerei seu lindo sorriso. Seu Zé Gomes é um grande pai!)

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Êxtase do desconhecido amado - Hemodiálise

Poderia contar histórias diversas sobre todas as maravilhas que vivemos nesse dia, mas palavras não expressariam a imensidão que foi ao se jogar no vazio. Ao chegar na enfermaria de renal, demos conta que seria diferente de tudo que já havíamos vivido. Os corredores eram diferentes, havia muitas salas fechadas e, mais adiante, uma sala de hemodiálise com pessoas em tratamento. De fato, era bem diferente do que já havíamos vivido até então. E Coralinda sentiu um friozinho no pé da barriga que corria-lhe até seu famoso coração. Mas se der medo, vai com medo mesmo, né verdade?! Pois é, ela sentiu medo. Era aquele ambiente de hospital que geralmente as pessoas temem por acharem que só irão encontrar tristeza. Mas a vida está aí para isso, para surpreender. E não é de hoje que Coralinda vê-se surpreendida no HC. 

Passa-me um turbilhão de momentos à memória e não sei como escrevê-los. Frustro-me por isso. Frustro-me porque não consigo arrumar em palavras tudo o que sinto. Mas, concomitante a isso, vem-me uma série de momentos eternizados pelo olhar. Havia um senhor, chamado seu Airton que parecia muito com um outro senhor adorável que conhecemos, seu Anthelmo. O olhar daquele senhor me cativou de uma forma que eu não sei dimensionar. Quando penso nessa atuação, penso, em essência, nesse doce olhar. Ele estava na sala de hemodiálise e, com seus poucos e delicados movimentos vocais, ele nos ensinou, na prática, aquilo que nosso projeto propõe: o olhar. Nossa, que olhar. Que imensidão eu via naqueles olhos. Parecia transbordar de infinito. Aprofundar-se naqueles olhos era entrar na êxtase do desconhecido amado. 

Quando entramos na hemodiálise, estávamos sendo esperadas. um moço simpático de branco disse: entrem! Imediatamente dissemos, duvidando do que tínhamos ouvido: podemos???? Ele nos respondeu: Claro que sim, eles não paravam de perguntar por vocês! Entramos como desbravadores chegam em terras desconhecidas: animadas, mas cautelosas. Observamos sorrisos e, então, explodimos! Ao lado de seu Airton, estava seu Amaro, que ama muita gente (a mulher, os filhos e a mãe, deixou claro!) e, ao lado de seu Amaro, havia o sargente e logo fizemos as devidas apresentações ao nobre senhor. Dentre tantas conversas, surgiu a música que tocá-nos no intimo: Acredito, sim! Acredito, sim! Acredito sim, que Deus vai fazer o impossível em meu viver! Cantamos-la inteira. E a emoção veio a tona. Eu não sei descrever, é verdade! Foi incrível, porque, de fato, todos nós acreditamos. Cantar essa música ao lado de seu Airton, que não podia virar-se em nossa posição... Cantar essa música olhando em seus olhos, foi perder-se na imensidão da gratidão. Nada paga. Nada! Seu Amaro e o sargento estavam lá, emocionados também, Susi estava com eles. 

Depois desse momento de tamanha energia, estávamos todos muito, mas muito mesmo, esperançosos e acreditando no melhor. Pedimos uma música e o sargento, nos deu um rock! Rock na hemodiálise. Porque não há música mais conveniente do que aquela que nos enche o coração de alegria. O amor é a melhor música que tenho ouvido, é verdade.

Dessa atuação eu fico com o olhar de seu Airton. Com a tamanha alegria de seu Jão, com o brega de seu Reginaldo que não é Rossi e as boas vindas a seu Wilson, que acabara de chegar. Fico com o saber escutar tudo o que o senhor da Grécia tinha a nos falar. Fico com os profissionais que estavam no setor nesse dia. Fico com uma imensa gratidão por poder viver tudo isso e por conhecer pessoas tão encantadoras e profundas. Dessa atuação eu tiro uma Coralinda mais forte e mais feliz. Com essa última atuação desse ciclo, já sinto saudades do HC e de todas as pessoas incríveis que lá estão. 

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Na dúvida... ABRACE!

É sobre a arte do encontro que sempre escrevo. É sobre se jogar no vazio e encontrar um olhar. É sobre sentir medo e encontrar um abraço acolhedor que te faz mais forte e feliz. 

Fazia duas semanas que Coralinda não era vista... Naquela tarde de quinta, no feriado de 8 de dezembro, Coralinda ressurgia com uma saudade tamanha que jamais houvera sido documentada. Ela estava um tanto quanto desacostumada... Meio preguiçosa... Dengosa mesmo... Ela estava naqueles dias que a gente só pede carinho, só quer um colo gostoso para ficar... Nada melhor que a enfermaria de cirurgia vascular! Se joga no vazio, abre essa porta e vai! Caramba, parecia que Coralinda não via pessoas há séculos... Estava meio receosa. 

Em frente a porta que Coralinda toda fina e Susi TchuTchu saíram, havia uma outra porta, desta vez escancarada e com pessoas muito bonitas lá dentro...  Sorrimos para elas e elas sorriram para gente. Pediram que entrássemos... Ai meu Deus, e agora?! Faz tanto tempo que não converso com pessoas, que não as vejo... O que vou fazer? Oiii... Um oi tímido foi lançado ao ar. Prazer!!! Qual o seu nome? Maria! Aaaah, Dona Maria, meu nome é Coralinda Todafina! Um abraço apertado foi dado. UM ABRAÇO APERTADO FOI DADO! NOSSA, QUE ABRAÇO GOSTOSO, DONA MARIA! Falou Coralinda abraçando-a novamente. MAS, MEU DEUS DO CÉU, EU NUNCA DEI UM ABRAÇO TÃÃÃÃO GOSTOSO NA VIDA!!! Naquele momento tudo parecia se modificar... Havia uma energia incalculável naquele lugar. Dona Maria e Coralinda abraçavam-se repetidamente e, em todas as vezes, com tanta intensidade que Coralinda sentia um arrepio, que ia-lhe da ponta dos dedos que estavam naquele sapato vermelho desbotado até a sua sobrancelha muito bem arqueada e delineada em branco. Ahh, Dona Maria... Não chore, a senhora é tão liiindaaa!!! Dona Maria chorava lágrimas tão meigas e cheias de vida... Ela estampava uma felicidade aos olhos, que Coralinda podia sentir em seu coração e na sua pele ouriçada. Ah, minha linda, Coralinda num é? Sim! Você é tão linda, tão linda, por dentro e por fora! Minhas lágrimas são de muita alegria. Vocês estão me fazendo muito bem! [Foi tão intenso, que só de lembrar a pele se ouriça novamente... De fato, foi um dos momentos mais lindos vividos... isso, me faz lembrar que a arte do encontrar reside muito mais no sentir e olhar que no falar] Ao ver Dona Maria ali banhar-se de pingos do mar, Coralinda não exitou em continuar abraçando-a. Vem, Susi, abraçar também! Susi, que estava falando com Amanda, contemplou aquela cena e correu para o abraço. Meu Deus, parece que o abraço está ficando mais gostoso! Fala Coralinda. Susi, de imediato, chama Amanda também para aquele encontro de almas. Amanda também corre para o abraço. Raquel, acompanhante das duas, foi chamada por Coralinda! Aiiiiii, vocês são muito lindas e que abraçooo gostooosoooo! Coralinda e Susi sacudiam-se enquanto falavam. Susi, então, fez uma proposta incrível... Coralinda, lembra daquela música que a gente ama?! Siiiiiim!!! Vamos cantá-la!!! No meio da floresta tinha uma coruja... Tchutchu Tchutchu Tchutchu Tchutchu Tchutchu (pulavam enquanto cantavam!). Nossa, nesse momento a energia subiu tanto que estourou e energieômetro. As palavras, por mais que possam expressar intensa grandiosidade quando bem colocadas, jamais poderão descrever a dimensão galáctica que teve aquele momento sublime. Despedimo-nos com a certeza que já não éramos as mesmas e que Dona Maria, Amanda e Raquel também não.  Aquelas pessoas transformaram nossas vidas e a energia que emergiu naquela sala, encheu-as de confiança para a cirurgia que seria feita no dia seguinte. Seguimos... 

Vimos então um quarto onde a paciente parecia dormir. A sua acompanhante, ao ver-nos, levantou-se entusiasmada e foi logo acordar a paciente. Não, não a acorde, ela está dormindo! Gesticulávamos com as mãos. Ela disse: Não, ela vai amar ver vocês; Ela estava a vossa espera! Acordou-a! Quando ela nos viu... Maaaas quando ela nos viu... Tandandandan... Que sorrisooooo liiindoooooo!!!! Sorrindo com o corpo inteiro, mandou-nos entra logo! E entramos! Dona Maria de Lourdes, como vai seu feriado?? Ah, minha linda, está indo bem e o seu? Nossa família viajou e deixou a gente aqui hoje, acredita? Fazia tempo que não fazíamos novos amigos, daí nós duas decidimos sair por aí para andar.  Mas Dona Maria... Tem ninguém na rua! Não tem um pé de gente. Aí a gente andou, andou, até que encontramos esse prédio grandão e pensamos: com certeza nesse prédio há pessoas! E entramos. Chegamos aqui no seu quarto assim! *-* Nossa, vocês devem ter andado muito, hein? Andamos sim, Dona Maria, mas agora estamos aqui com vocês! Falava isso e paulatinamente ia beijando a cabeça de Dona Maria. Doooonaaaaa Maaaariiiiiaaaaa, como a senhora é cheeeeiroooosa!!! Dona Maria ria. A nora de Dona Maria disse: aaah, isso é porque ela gosta de namorar! Suuuusiiii, é isso que falta para gente ter um namorado, Usar perfume! Dona Maria, a senhora ajuda a gente? Coralinda e Susi imploravam. Claro, minhas lindas!!! Dona Maria, ao ter Susi e Coralinda ao seu lado pediu logo uma foto! Xiiiis!  

Xis...

Todos os dias fazemos fotografia. Para muitas delas, não há registros imagéticos virtuais. Mas as imagens que ficam daqueles tantos rostos felizes pela nossa presença são guardados no cofre mais precioso, a memória. Cleonice de ‘Ruth e Raquel’ e a Dinastia Isnal também estão muito bem lembrados nesse cofre. Os pens existem, mas os uau, são tipo UUUUUAAAAAAAAAAUUUUU. E não tem pen no mundo que tire tudo o que a gente ganha com isso. 

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

O palhaço também é filho de Deus - Oncologia S2

Esticando os narizes e lançando o olhar através do espaço que separa o quarto da nossa passarela (por vezes pista de 50m rasos), encontramos um olhar sorrindo, em meio àquelas pessoas peculiarmente posicionadas e voltadas a olhar-nos. Todos sorriem, contudo aquele olhar sorridente se esticando em nossa direção, intrigou-nos. Fomos ao encontro. Todos sorriam, algo interessante acontecia naquele lugar. Não sabíamos ao certo o acontecia, mas ali morava a esperança. Certa hora, o lindo senhor da cama ao lado e suas visitas, saíram do quarto... Aquele olhar meio tímido, e cheio de vida e alegria agora poderia ser tomado plenamente por Coralinda e TchuTchu. Ora, ora, ora... Como vai você? Eu vou bem! (soltando um riso frouxo e com o olhar tímido) Ah, você gosta de ler? Pergunta Coralinda ao ver um livro sobre a cama. Gosto sim, gosto muito de ler a palavra do senhor. Sou evangélico e gosto de coisas da igreja. Aaaah, então você canta louvores... Diga um para a gente, para que possamos cantá-lo junto contigo! Eu não lembro de nenhum agora... Hmmm... Deixe-me ver, deixe-me ver... Coralinda lembrara, então, de uma música... Tal música fora tão importante no processo de planejamento da Coralinda... Talvez pudesse ser importante para alguém também... Chegava ao quarto, o pai daquele tímido e vivo olhar... Ele feliz com nossa presença, perguntou o que estávamos fazendo ali... Vamos cantar agora! Grita Coralinda animada com Susi TchuTchu. E começaram a cantar...

Os Planos de Deus são maiores que os meus

Ele vai fazer o melhor por mim
Ele vai além do que eu posso ver
Ele faz o que eu não posso fazer



Deus Vai cumprir os seus planos em mim
Ele vai fazer o que lhe apraz
Sou pequeno e falho, mas Ele é Deus
Ele só faz o melhor pelos seus



Acredito sim, acredito sim
Acredito sim
Que Deus vai fazer impossível em meu viver

O pai daquele tímido e vivo olhar, impressionado, mas não mais que emocionado, disse: Olha, elas sabem cantar mesmo... Claro que sabemos, palhaço também é filho de Deus e sabe de uma coisa...?! Quando tudo parecer difícil de superar é só lembrar, repetir e cantar com fé o refrão para nunca mais esquecer:


Acredito sim, acredito sim
Acredito sim
Que Deus vai fazer impossível em meu viver

Saíram cantarolando e perceberam, então, a grandeza do quarto da esperança... Saíram acreditando que aquele olhar tivera mudado suas vidas.

Enxeriram os narizes em uma porta que, naquele mesmo dia, tiveram o olhar negado. [Não saberemos dizer jamais, qual o motivo pelo qual não nos queriam por perto... Saberemos somente que não poderemos saber, se tivermos esgotado a nossa tentativa na insistência em querer permanecer e partilhar daquele encontro.] Até que um dedinho se levanta, em meio aquele olhar do gato de botas que lançamos, insistentemente, no ar. Esse dedinho, nos convida a entrar e romper aquela distância. Seeeu Joséééé Ribeeeiro, como vai o senhor? Eu vou bem vocês são irmãs gêmeas se parecem muito?! Pergunta ele como se fosse pegar o trem que já estava de saída. Hmmm... Reduzimos ainda mais aquela distância rumo aquele olhar com dúvidas... O senhor Acha que temos alguma semelhança?! (Perguntamos como faz Mr. Bean com o nariz quando tem uma dúvida) Ele, que até o momento estava de olhos arregalados e de prontidão para a ocorrência de eventuais surpresas, sucumbe ao riso e pode, dessa forma, relaxar aquele olhar, franzindo seus olhos para os vermelhos narizes de Coralinda e TchuTchu, resultados de uma queda estabacada. 

Sabe o que é o melhor disso tudo? É poder compreender que acreditar no impossível, muitas vezes e quase sempre, é acreditar nas pessoas e não desistir delas. É  acreditar que o palhaço também é filho de Deus e que para encontrarmos aquele olhar que tanto sonhamos, só basta insistir em encontrá-lo. 

O encontro não está, apenas, no compartilhamento... 

... Está no respeito... 

... Está no silêncio...
... Está no espaço que nos separa. 

O encontro é, acima de tudo, reconhecer que o outro tem para oferecer, não somente aquilo que ele tem para dar, mas, também, aquilo que ele descobrirá (porque alguém despertará a existência) que possui e, que porventura, escolherá compartilhar com quem despertou o que, até então, era desconhecido.

P.S.: Seu Samuel, o senhor é muito lindo! E o seu sorriso bobo e galante, ao me ouvir falar isso, torna-o mais lindo ainda.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Sobre a vida... A clínica médica 11º sul responde!

Tantas vezes questionei-me sobre em que consiste a vida... Isso pode até parecer devaneios sem pé ou cabeça. Mas pare e pense um pouco comigo: O que você leva da vida senão o que viveu nela?! O que importa na vida senão o que você construiu nela?! Esse último questionamento, pode nos conduzir a vários vieses que circunscrevem os bens materiais ou os próprios bens humanísticos (aqueles que dizem repeito ao eu humano ou ao eu coletivo - humanidade). O que você mais gosta dessa vida, Coralinda? Pergunta Susi TchuTchu. Ah, eu amooo viajar! E o senhor, seu Anthelmo, do que o senhor mais gosta. Pergunta Coralinda ao lindo senhor de olhos estreitos sentado de pernas cruzadas e com uma simpatia inigualável. Do que eu mais gosto? Pergunta ele para ter certeza da pergunta. Ah, minha linda, eu gosto é da vida. Da vida? Pergunta Coralinda emocionada e com os olhos emudecidos e evidenciando o deslumbramento provocado pela surpresa de ouvir a mais linda resposta que poderia receber. Sim, a vida! Uma vez eu tive um sonho muito ruim; muito, mas muito ruim mesmo. E um criatura nada amigável perguntava se eu largaria tudo para trás para viver uma nova vida. E eu respondi, eu largo tudo, eu deixo tudo, menos os meus filhos! Os filhos são o nosso maior tesouro. A família é o nosso bem mais precioso. Eu largo tudo, mas não minha família.  Coralinda, já admirando aquele nobre senhor, disse: Seu Anthelmo, seu sonho foi uma verdadeira prova de amor. Seu Anthelmo, emocionado com o que ouviu, concordou dizendo: minha vida não faria sentido sem os meus. Seu Anthelmo encantou Coralinda, que saiu querendo voltar para encontrá-lo. Seguindo... Seguindoo... Uma moça ao longe é avistada usando um tablet. Logo, olhares disfarçados e tímidos são lançados ao ar. Ela vê. Ela ri. Ela chama para entrar! Coralinda e TchuTchu entram animadas com o convite. Valéria, você sabia que Coralinda amaa viajar? Ahh, eu também amo. Inclusive quando eu sair daqui eu vou para a Bahia, Maceió... Então, vamos! Diz Coralinda animada. Mas agora infelizmente, eu não posso. Hmmm... Podemos sim! Vamos lá. A gente dá as mãos, fecha aos olhos e viajamos! Quem você quer ver, Valéria? Meu filho... Valéria, de olhos fechados, começa a se emocionar. Então vamos vê-lo. Qual o nome dele? Pedro. De olho fechados começamos a nossa viagem. Um menino brincando, que menino lindo... Ele está feliz... Olha, ele está correndo para cá... Ele está vindo em nossa direção, Valéria. Awwwwt... Que abraço mais gostoso e forte... Vocês são tão lindos! Consigo sentir o calorzinho dele, o cheirinho dele... Pedrinho é muito lindo, Valéria! Aliás, que lugar bonito e colorido, hein TchuTchu... Tem umas ladeiras, casas de várias cores... Você está escutando?! Tundinitonton tundinitonton dinitonton... Claro!!! Estamos na Bahia! Que sol gostoso, que terra bonitaaa... Valéria, emocionada, nos agradece. Aaah, a vida... É tão bonitaa... O que há de mais bonito na vida, senão a própria vida?! O que importa na vida senão o amor que a gente leva daqueles que nos amam?! O que importa da vida senão o amor que a gente nutre pelos nossos e pela própria vida. Seu Anthelmo e Valéria, ensinaram a Coralinda que a vida e como ela é vivida é a melhor forma de se dizer: estou vivo e creio/vivo a felicidade.

sábado, 29 de outubro de 2016

Miguel e a lua que ele me fez crer

Respira. Respira. Respira. Controla essa respiração ofegante, menina. Coralinda, em breve, chegará. Energia. Energia. Energia. Sorri! Teus problemas são teus problemas e podem ter a dimensão que tu desejares. Não te deixas consumir. Levanta essa energia. Se joga! Os espaços confundem-se... É hora de se permitir sentir de uma forma mais bela. 1... 2... 3... 4...... 10. Meu Deus, 10! Vamos lá... Que energia alta, Coralinda! Apontando os narizes em uma vizeira de um dos quartos, avistamos uma família, que logo nos percebe pelos narizes e nos ensina como entrar no quarto. Entramos e ali ficamos. Caminhando, caminhando... Miguel, aquele que veio do céu. Miguel, Miguel... Coralinda se apaixonou. E aí, Miguel, o que andas fazendo por aqui?! Conversando com meus amigos da escola. (Fala Miguel muito animado) Hmmm... Miguel, Miguel... Com quem você está aqui, Miguel? Com meu pai! E onde ele está? Lá fora... Mas não o vimos... Oque queres fazer? Eu quero ir a lua! UAU, para a lua porque Miguel?! Porque ela é feita de queijo e eu amoo queijooo!!! MEU DEUS, EU AMO QUEIJO! (falo Animada) Mas, Miguel, se há queijo, com certeza há uma civilização de ratos na lua que não te deixará chegar perto do queijo... Ah, mas eu vou lutar com os ratos também! Susi grita: Miguel Guerreiro, guerreiro Miguel. Miguel vai para uma grande batalha e vai expulsar todos os ratos da lua e vai ficar com todo o queijo que nela há! Você divide conosco, Miguel? Siiim! Fala Miguel sempre animado e cheio de alegria. Obrigadaaa Miguel, falamos Susi e eu. Susi, estamos na frente de um descobridor, precisamos de um autógrafo! Miguel, você tem uma caneta?! Siiim (com os olhinhos brilhando e os nossos ainda mais!)

Vamos ajudar Miguel! Mas como vamos à lua? Susi lembra do nosso foguete que deixamos na entrada. Em homenagem a Miguel, desenharemos a assinatura dele na parte de fora do foguete para todo mundo ver e a cor do foguete não poderia ser diferente... Azul, claro! Tentamos chamar Rodrigo, o amigo de quarto de Miguel, mas ele não queria papo com a gente. Não desistimos dele. Marcamos de iniciar a missão de madrugada e nos encontraríamos para ir à lua ajudar Miguel em sua missão. Seguimos... Encontramos várias mamães e seus bebês. Elas ensinaram eu e Susi dançar. Tínhamos ali a Dj, a cantora e a professora de dança. Que Show... Saímos pingando e cheias de sorrisos embalados por um reggae. Seguimos... Encontramos um senhor sorridente, exalando tranquilidade... Lembrava-me alguém... Penso, penso... Ai Coralinda, quem será essa senhor?? Até que ele pergunta: vocês foram na ultima cama desse quarto? Ahhhh, claroooo... O senhor só pode ser o pai de Miguel... Tão sorridente quanto ele. Miguel nesse momento estava preparando-se para sua missão, a médica estava no quarto. Conversamos bastante com seu João, até que dissemos: Seu João, a gente vai dar uma voltinha por aqui. Mas já? (Seu João fala) O senhor não quer? Não, vocês me fazem muito bem! (Nesse momento Coralinda e TchuTchu seguraram as lágrimas que insistiram em cair). Claro que ficamos seu João! Ficamos com ele por um tempo, conversamos sobre muitas coisas e falamos sobre tuudo!! Chega Rodrigo, carinha fechada para a gente... Insistimos, insistimos... Demos carinho, muito carinho! Não desistimos, insistimos! Susi: Rodrigo, vamos brincar (estendendo a mão). Rodrigo estende a mão para Susi. Meu Deus, que coisa linda! Demos um lindo abraço. Um forte e um demorado abraço coletivo em Rodrigo, que não nos largava e nem deixava que o largássemos. Convidamos Rodrigo para ir conosco à nossa missão à lua para ajudar Miguel a pegar todos os queijos de lá. Ele aceitou. Nós fomos... Fomos... Apesar da grande distância que separa a lua da terra, é essa mesma distância que une Coralinda Todafina, Susi TchuTchu, Miguel e Rodrigo. A lua nos une e agora me faz recordar de Miguel e sua história de vida. Faz-me perceber de forma concreta que: teus problemas são teus problemas e podem ter a dimensão que tu desejares. Miguel apaixonou Coralinda porque, com ele, ela pode perceber que, de fato, o sorriso e fé na vitória é o melhor modo de encarar a vida. É o melhor modo de dizer que se ama viver. 

sábado, 22 de outubro de 2016

Nenezinho, papaizão...

Aiii DB...
Que dia!
Você poderia me perguntar: E o coração, Coralinda?
Eu te responderia: Não para de gritar!
Finalizada a maquiagem, esperando Susi TchuTchu terminar de se arrumar (certamente ela já ganhou da Barbie no quesito elegância!), fazemos a contagem... Que emoção... Lágrimas de preparação... Projeção... Projeção! Pronta?! Simmm (tremendo os lábios...). E aí... abre a porta... diz Susi para mim. HAHAHA, vamos lá... E nesse contexto, o coração não para de gritar... Tomo coragem, abro aquela porta que anuncia a Nárnia que tanto sonhávamos... Ao sair, olho para os lados, cautelosamente, como quem receia ser surpreendida ao invés de surpreender pela sua presença estonteantemente bela e fina! Logo recomponho a pose e desfilamos até o primeiro quarto. Fazemos um desfile e recebemos notas pela bela apresentação, que outrora fora concedida a Gisele Bündchen .(Não surpreendente ela ter se tornado famosa pelo desfile, não é verdade!). Percebo, então, algo peculiar... Meu nome soa engraçado... Todos riem dele... Na verdade, acho que tanta beleza pode ser revelada em risos desmedidos... Aii... Olhinhos apaixonados pelos mais belos sorrisos concedidos ao meu nome, ah... Já diria, Thaisy... Apresentei-me a todas as mamães que dividiam o quarto com ela e em todas as vezes que eu falava meu nome, escutava uma gargalhada de fundo... Hmm, viramos amigas... Thaisy, Thaisy... Quanto tempo levamos para nos conhecer... Teu riso, teu belo riso, me cativou! Sééééééfoooooooraaa... Sééééééfoooooooraaa... Musicalizou em minha mente! Que nome lindo, mulher... Que barrigão bonito, mamãe de Sara e Sofia! "Sara e Sofia que traz alegria todo o dia"... Muzicalizamos, repetidamente, incansavelmente, com tamanha alegria! Sara e Sofia, riram com a gente! Avistamos, de longe, uma cena muito linda: um papaizão bem grandão com um nenezinho bem pequenininho em seus braços. Corremooooos... O.o (Xiiiiiu!) Falei: nenezinho... TchuTchu falou: papaizão... Falei: nenezinho... TchuTchu falou: papaizão... Nenezinho, papaizão. Nenezinho, papaizão... Nenezinho, nenezinho, nenezinho... Papaizão, papaizão, papaizão. Musicalizamos! O setor inteiro esticou-se até as arestas das portas para ver o que acontecia... hahaha, era a mais linda música do MPB que surgia naquele setor! O riso que o papaizão lançou ao ar, nem Caetano Veloso, com o sua maestosa técnica de arrancar suspiros apaixonados de quem o ouve cantar, poderia alcançar tal efeito. Que poesia! O papaizão nos agraciou com um belo sorriso! Dobrando os narizes vermelhos nas arestas de um dos quartos, fomos percebidas... Logo convidadas a entrar... Ahhhhhhhh... Mileide, voêc por aqui... Lembra quando estávamos lá em Paris... Mileide se acabava de rir... Mileide, você não lembra?! Ela atestava que lembrava sim! Estávamos eu, Mileide, Vanessa e Márcia em Paris. Márcia, nós encontramos depois, e Vanessaa... HMMM... deu uma sumida por lá... Mileide, como uma leide, só poderia ter ido a Paris com Coralinda... Ahhh, que viagem, foi essa... Que saudades de Mileide em Paris. Mileide ria tanto, parecia uma criança recebendo cosquinha... Mas Mileide, Mileide... Esqueceu meu nome. Inadmissível! Daí, quando me apresentei novamente... Mileide chorava de tanto rir... Êta nome bonito, vuuu... Ahhhh... Entramos em outro quarto, e fizemos uma oração cantada para a família da mamãe (mamãe, papai e bebezinho na barriga) que lá estava... Ela ficou tão emocionada e feliz... Ahhh... a música cativa, renova, alegra, anima!

É, DB, quando eu olhei para os lados, ao abrir a porta, buscando não ser surpreendida, mas surpreender... Foi aí que o alojamento conjunto decidiu me mostrar o que realmente é ser surpreendida..