DB,
é muito São João pra pouca Valdéte! Lá fui eu para a minha última atuação do ciclo, a última com a minha pequena grande MCM. Dessa vez na Nefro, onde gostamos tanto de atuar. Despedida em grande estilo!
Desde que começamos a nos aprontar, já estavamos um pouco reflexivas (ou eu estava), pensando na caminhada que esse ciclo nos proporcionou. Encontramos uma a outra e foi tão maravilhoso! Gratidão ao projeto por ter colocado essa duplinha em meus dias!
Saímos e encontramos poucos pacientes... em um quarto, uma dupla de bons amigos se vigiava. Sim, vigiava. Enquanto um dormia, o outro observava. E assim eles seguiam se alternando. Mas, enquanto tentavamos descobrir mais sobre esse método de descanso, fomos sequestradas! Um homem que usava branco nos arrastou (fiquem atentos a esse criminoso!). Fomos parar na hemodialíse e encontramos outro "bandido". Estava em isolamento! E comia chocolate... certamente havia alguma relação. Ainda mais porque não quis nem dividir com a gente! Fomos procurar nosso chocolate com outra pessoa, que repetia: "fulano (o homem de branco), deixa de tuas prezepadas". Ela não encontrava nosso olhar... não insistimos e continuamos nossa jornada. Encontramos uma senhora que já estava pronta pro São João, toda coberta de xadrez! O tecido ela comprou em Afogados (vamos lá comprar um igual pra Quitéria). Ainda no tema, ela nos ensinou varias receitas de comidas típicas e contou que era cozinheira de mão cheia (até seu filho a convidava pra ser a chef de sua festa de são joão). Mais no final, reencontramos nosso amigo Jefferson! A gente se conhece desde o primeiro dia dele ali, quando ele ainda queria fazer uma tatuagem no pescoço. Foi otimo saber que ele estava bem e que sua família seguia menos apreensiva.
E pra terminar, teve o forrozinho final: Nenem, nenem, nenem! Ainda teve direito a elogio: são bonitas! (Somos mesmo!). Tem como não sair renovado?
Por fim DB, gratidão por esse ciclo. Quanto aprendizado. Olhando pra tras, vejo a pessoa que eu era há um ano atras e comparo com o produto de hoje. Não foram mudanças raadicais, talvez tenham sido mudanças sutis. Mas foram mudanças tão importantes! E esse projeto tem tanta participação nisso... ele me lapidou, me ensinou, criou buraquinhos na minha casca dura. Obrigada por me ensinar a entrega, a beleza do erro, a aceitação do eu e do outro. Obrigada por me dar MCMs, que só tem amor pra dar e um colo bem gostoso quando a gente mais precisa. Enfim, mais uma vez palavras não dão conta. Espero não demorar muito pra te escrever sobre mais aventuras novamente (vou me esforçar pra que isso não aconteça).
Com amor,
Valdéte Tamburéte
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quinta-feira, 29 de junho de 2017
São João na Onco
DB,
como te contar desse dia? Palavras não dão conta, te garanto. Quando penso nessa atuação, lembro daquela música (não tão bonita quanto os nossos momento na onco): "foi bonito foi, foi intenso, foi verdadeiro, mas sincero" (nem sei se é assim mesmo, mas ela traduz bem o que penso).
Fomos convidados pra participar, nós os palhaços, e eu não sabia se teria tempo. Tinha prova quase no mesmo horário. Mas deu! E como sou grata por ter tido essa oportunidade.
Eu não conhecia o ambulatório da Onco, nunca havia atuado lá, e sempre pensava: deve ser difícil, os pacientes devem ser mais delicados, estão em quimioterapia. E como estava enganada... nunca vi tanta força e alegria em um só lugar. Teve festa, teve quadrilha, teve pipoca, canjica e milho. Teve barulho, com direito à "psiiiu" que não foi entendido e "10%" que falou diretamente com os nossos narizes. Teve foto, muita foto. Teve olhar... quantos olhares encontrei! Quanta força naqueles olhares, quanta beleza.
Teve seu Ponciano, meu grande amigo. E teve um senhor que desconheço o nome, mas dono do olhar e do sorriso mais profundos que já vi. Ele me remete ao conceito de minimalista... não sei. Era pequeno em todos os seus gestos, mas tão intenso! Vitor lhe entregou um chapeu de palha e eu lhe batizei de rei do milho. E o que se seguiu foi um sorriso, mas um sooorriso... das coisas mais lindas que já recebi. Vou guardar com todo o coração.
Enfim DB, foram alguns flashes. Mas enquanto te escrevia, todo o sentimento daquele dia me invadiu. Aquela atuação me renovou, me fez ter "saudade" de algo que nem acabou ainda, me deu um aconchego no coração que eu tanto precisava. E, coincidentemente, no mesmo dia, escuto a frase do nosso querido Caba: "qual o impacto que esse projeto tem nos pacientes? Deve ser muito grande. Mas não deve ser maior do que o impacto que ele tem em mim". Não é. Que esse projeto nunca se perca, que eu nunca perca o que ele me ensinou, que ele continue me ensinando e ensinando outros profissionais por ai. Que o encontro se perpetue!
como te contar desse dia? Palavras não dão conta, te garanto. Quando penso nessa atuação, lembro daquela música (não tão bonita quanto os nossos momento na onco): "foi bonito foi, foi intenso, foi verdadeiro, mas sincero" (nem sei se é assim mesmo, mas ela traduz bem o que penso).
Fomos convidados pra participar, nós os palhaços, e eu não sabia se teria tempo. Tinha prova quase no mesmo horário. Mas deu! E como sou grata por ter tido essa oportunidade.
Eu não conhecia o ambulatório da Onco, nunca havia atuado lá, e sempre pensava: deve ser difícil, os pacientes devem ser mais delicados, estão em quimioterapia. E como estava enganada... nunca vi tanta força e alegria em um só lugar. Teve festa, teve quadrilha, teve pipoca, canjica e milho. Teve barulho, com direito à "psiiiu" que não foi entendido e "10%" que falou diretamente com os nossos narizes. Teve foto, muita foto. Teve olhar... quantos olhares encontrei! Quanta força naqueles olhares, quanta beleza.
Teve seu Ponciano, meu grande amigo. E teve um senhor que desconheço o nome, mas dono do olhar e do sorriso mais profundos que já vi. Ele me remete ao conceito de minimalista... não sei. Era pequeno em todos os seus gestos, mas tão intenso! Vitor lhe entregou um chapeu de palha e eu lhe batizei de rei do milho. E o que se seguiu foi um sorriso, mas um sooorriso... das coisas mais lindas que já recebi. Vou guardar com todo o coração.
Enfim DB, foram alguns flashes. Mas enquanto te escrevia, todo o sentimento daquele dia me invadiu. Aquela atuação me renovou, me fez ter "saudade" de algo que nem acabou ainda, me deu um aconchego no coração que eu tanto precisava. E, coincidentemente, no mesmo dia, escuto a frase do nosso querido Caba: "qual o impacto que esse projeto tem nos pacientes? Deve ser muito grande. Mas não deve ser maior do que o impacto que ele tem em mim". Não é. Que esse projeto nunca se perca, que eu nunca perca o que ele me ensinou, que ele continue me ensinando e ensinando outros profissionais por ai. Que o encontro se perpetue!
A manhã, ela não é fácil
DB,
mais uma escrita atrasada hehe. Mas lá vai...
Esse dia teve alguns atropelos: Evinha não pode ir, pois estava muito doente no dia [:(] e o ambulatorio da Onco, onde originalmente deveriamos atuar, estava totalmente vazio nesse dia. Fomos realocadas, então, para a enfermaria da Onco. Chegando lá, já notamos que o setor estava agitado, com as atividades dos profissionais a todo vapor. Além disso, muitas portas ainda permaneciam fechadas. Mas, subimos a energia (depois de uma massagem delicinha em cada uma) e partimos para nossas aventuras.
Foi um dia de muitos "nãos". As pessoas não estavam abertas, havia muitos pacientes debilitados e, como já falei, muito movimento no setor. Eventualmente, quando estavamos em um quarto, entrava alguem da enfermagem, da psicologia, da nutrição, da medicina. Permaneciamos quando possível, saíamos na maioria das vezes. Quando conseguíamos um espacinho, recebíamos uns nãos bem diretos do tipo: “a senhora quer que eu faça uma massagem?”, “Não, vá ver se não tem ninguém nos outros quartos que queira”. Então, assim nos retiramos.
Mas, sem desistir, tivemos alguns encontros legais: uma senhora que foi batizada de Negativa Dirmantelo, e que adorava conversar. Nos ensinou uns passos de dança e disse que admirava nosso trabalho e que queria nosso contato. Passamos o facebook de Diana Vendaval, mas parece que ela estava sem internet, pois não encontrava de jeito nenhum a página... coisa estranha! Em outro quarto, encontramos um senhor que de inicio dormia, mas nos convidou a entrar assim que viu nossos narizes. Entramos, falando baixinho pois seu companheiro ainda dormia. Ele estava deitado em um jardim... Nos contou que era porque ele morava em um sítio, que tinha tooodas essas flores. Lá, ele trabalhava na roça, cuidava dos animais, consertava piso, o que tivesse pra fazer. E a filha do lado dizia: a gente tem que controlar ele, senão ele quer fazer tudo! E ele ainda nos convidou pro São João, porque lá tinha milho e bacamarte (que ele fazia parte) e sua filha ainda ia nos ensinar a dançar forró (e a atrair um par para dançar com a gente).
Na saída, ainda demos de cara com a funcionária que distribui as comidas. Ela, muito atrevida, criticou a maquiagem de Xena, dizendo que era “muito feia, principalmente os pontinhos que ela colocava nos olhos”. Rebati, afinal ela também tinha pontinhos em toooda a face (#TeamXena).
E partimos... a sensação não foi tão boa, de dever não cumprido, de atuação difícil, de tropeços. Mas são nos tropeços que aprendemos. Palhaço pronto é palhaço morto!
Obrigada Xena, mais uma vez!
Na pediatria com o Vendaval
DB,
Mequetrefe que sou, te escrevo com atraso. Mas te escrevo! Agora sobre a ultima atuação na pediatria, em que eu e minha pequena grande dupla (Evinha) fomos acompanhadas por Xena Guerreira/Discreta.
Primeiro, preparação. Maquiagem, sobe a energia... diferenças. Alongamento, 10/9/8 ou 8/9/10? Só vai! Saímos para o corredor e encontramos um funcionário vendo televisão. Começamos a conversar e ele nos contou que estava com fome (sua barriga até falava bem alto, umas coisas esquisitas), mas que a dieta não estava surtindo muito efeito. Diana Vendaval, então, lhe ensinou uma forma infalivel de perder barriga: um abdominal diferenciado. Ele aprendeu e disse que iria colocar em prática, pra ficar filezinho, né?
Seguimos nossa jornada e muitas dificuldades encontramos... portas abertas, mas corações fechados. A interação, o encontro não vinha. Haviam muitos bebês internados e seus acompanhantes não estavam interessados em nossa presença. Assim, seguimos. Em um quarto, forçamos um pouco o jogo, mas ele não foi comprado. Nem de longe. Me peguei mais uma vez em um picadeiro, buscando ajuda em minhas MCMs para saber o que fazer em seguida... a saída foi fugir do quarto mesmo.
No final do corredor, demos de cara com um spa. Um funcionário do hospital se embelezava e uma mulher, sentada à porta de sua casa para admirar a vida alheia, apenas observava. Também a observamos e esboçamos um encontro. Mas ainda não foi O encontro completo... continuamos então.
Na saída, notamos que não entramos em um quarto! E quando entramos e começamos a interação, me perguntei: como a gnt ia deixar isso aqui passar?! Nesse quarto, havia uma adolescente, sua mãe e uma menininha, também acompanhada de sua mãe. Brincamos com a mãe da adolescente de que ela era o sol, a luz do quarto. E realmente era. Sua filha, tímida, era igualmente iluminada. Fizemos pose pras fotos, vimos a alegria se espalhar por ali. Sorte que aquilo foi registrado por um paparazzi DISCRETO que por ali passava (quase nos matou de susto, mas tudo bem!).
Agradecimentos especiais à Xena, por movimentar nossa atuação (foi massa ter você com a gente) e ao nosso paparazzi Muri, por ter registrado esse trio maravilhoso em ação!
Mequetrefe que sou, te escrevo com atraso. Mas te escrevo! Agora sobre a ultima atuação na pediatria, em que eu e minha pequena grande dupla (Evinha) fomos acompanhadas por Xena Guerreira/Discreta.
Primeiro, preparação. Maquiagem, sobe a energia... diferenças. Alongamento, 10/9/8 ou 8/9/10? Só vai! Saímos para o corredor e encontramos um funcionário vendo televisão. Começamos a conversar e ele nos contou que estava com fome (sua barriga até falava bem alto, umas coisas esquisitas), mas que a dieta não estava surtindo muito efeito. Diana Vendaval, então, lhe ensinou uma forma infalivel de perder barriga: um abdominal diferenciado. Ele aprendeu e disse que iria colocar em prática, pra ficar filezinho, né?
Seguimos nossa jornada e muitas dificuldades encontramos... portas abertas, mas corações fechados. A interação, o encontro não vinha. Haviam muitos bebês internados e seus acompanhantes não estavam interessados em nossa presença. Assim, seguimos. Em um quarto, forçamos um pouco o jogo, mas ele não foi comprado. Nem de longe. Me peguei mais uma vez em um picadeiro, buscando ajuda em minhas MCMs para saber o que fazer em seguida... a saída foi fugir do quarto mesmo.
No final do corredor, demos de cara com um spa. Um funcionário do hospital se embelezava e uma mulher, sentada à porta de sua casa para admirar a vida alheia, apenas observava. Também a observamos e esboçamos um encontro. Mas ainda não foi O encontro completo... continuamos então.
Na saída, notamos que não entramos em um quarto! E quando entramos e começamos a interação, me perguntei: como a gnt ia deixar isso aqui passar?! Nesse quarto, havia uma adolescente, sua mãe e uma menininha, também acompanhada de sua mãe. Brincamos com a mãe da adolescente de que ela era o sol, a luz do quarto. E realmente era. Sua filha, tímida, era igualmente iluminada. Fizemos pose pras fotos, vimos a alegria se espalhar por ali. Sorte que aquilo foi registrado por um paparazzi DISCRETO que por ali passava (quase nos matou de susto, mas tudo bem!).
Agradecimentos especiais à Xena, por movimentar nossa atuação (foi massa ter você com a gente) e ao nosso paparazzi Muri, por ter registrado esse trio maravilhoso em ação!
sábado, 3 de junho de 2017
O que te renova?
DB,
mequetrefe que sou, te escrevo atrasada. Mas te escrevo de qualquer maneira :)
Sobre o 11º sul...
Chegamos animadas, dessa vez sem o cansaço típico da sexta-feira e sem esperar muito dessa atuação. Seria um pouco mais rápida, porque Evinha tinha uma restrição de horário. Mas nem por isso, a atuação foi menos intensa. Parece que escolhemos a dedo cada quarto (ou eles que nos escolheram).
Logo de cara, encontramos Wellington Moura, aquele jogador de futebol, sabe? Ele mora em São Paulo, mas estava aqui pra cuidar de sua mãe. Descobrimos sobre sua família, que sua filha já era casada e que seu filho era jogador de futebol (como o pai). Mas tão novinho? É que eu só tenho cara de novo, mas eu sou velho! Se você tá dizendo...
No mesmo quarto, sua vizinha só fazia rir. Sofria de riso frouxo ela, a coitada. E ai Wellington veio logo intervindo: frouxo não, folgado. Em São Paulo, se você fala assim, todos vão rir da sua cara. Folgado então seria. Mas descobrimos que paulista também não fala mainha, não fala visse, não fala oxe. Ô Wellington, porque que tu mora lá mesmo?!
Em nossa jornada, seguimos e encontramos um senhor muito falante. Fomos logo conversando e um pouquinho depois ele nos conta que era deficiente visual. E no meio de suas histórias, senti um pouco a energia baixar, porque apenas escutavamos de pé toda a sua jornada. Não que fosse ruim, mas ao ficar parada, foi dificil manter a energia no mesmo nível. Simplesmente não precisavamos intervir e acredito que era aquilo que ele precisava naquele momento: não alguém para enxergar, mas alguém para ouvir. E foi o que fizemos. Quando descobriu que eramos palhaças, ficou muito feliz, e nos parabenizou... No meio da conversa, uma barbie entrou no quarto e me pegou pra conversar. Me contou de tooda a sua vida em meros 5 minutos. E me convidou para visitar seu pai, que "morava" no quarto mais a frente. Acertamos a nossa visita e que em breve passaríamos por lá!
Seguimos adiante e entramos num quarto em que diziam que havia um homem verde! Mas também, ele usava uma camisa verde... claramente ela estava desbotando e pintando sua pele! Porque sua mãe usava uma camisa vermelha e estava toda rosinha... no caso dele, a unica solução era trocar a camisa. Ele sugeriu trocar pela minha. Mas ai não teve jeito. A minha, além de muito chique para ele, era rosa. E se eu trocasse, quem ia deixar de ser rosinha era eu!
Em nosso passeio, passamos pela porta do quarto do pai da barbie. Infelizmente, não entramos. Ele estava em consulta com os médicos. Só nos restou passar direto, com um apertinho no peito por não poder conversar com o pai que ela tanto queria alegrar. Entramos, sim, foi numa cabana. Um quarto todo envolvido nos lençóis. Até mesmo uma filha enrolava os olhos num lençol para não ver a luz e a mãe, só enrolava a filha mesmo. E uma senhora, do outro lado, se escondia atrás dos lençóis. Mas porque isso? Porque o horário de visita havia acabado e os boatos diziam que o segurança passava pra tirar o povo intruso dos quartos. Nossa senhora, hora de correr!
Estávamos correndo de volta pra saída, quando fomos interrompidos pelo irmão de Wellington Moura. E não é que era parecido com o irmão? Também era jogador de futebol (do time Fly Emirates), contador de histórias da família (mostrou foto de sua filha linda também), e também sofria de riso frouxo. Como suspeitamos, essa condição era mesmo contagiosa. Melhor continuar correndo pra saída...
Fomos então surpreendidas por um acompanhante que veio atras da gente: "ei, venham ver a minha esposa! Ela vai ficar tão feliz". Infelizmente não podiamos entrar no quarto de sua esposa: era de isolamento. "Poxa, mas ela vai ficar tão triste quando souber que os palhaços vieram aqui e ela não viu..." E ai, como você vai embora assim? Não fomos. Fomos até a porta do quarto da mulher e conversamos dali mesmo. Ela, muito debilitada, esboçava sorrisos. E o marido, traduzia todo o amor possível em ver aquilo. Não gastamos 10 minutos de nosso tempo. Evinha não perdeu seu horário pra ir pra casa. Mas, com toda certeza, aquele foi o momento mais lindo que já vivi em todas as atuações. E garanto que nós não fizemos nada. Mas aquele marido, cuidando daquela esposa daquele jeito... isso sim renova.
mequetrefe que sou, te escrevo atrasada. Mas te escrevo de qualquer maneira :)
Sobre o 11º sul...
Chegamos animadas, dessa vez sem o cansaço típico da sexta-feira e sem esperar muito dessa atuação. Seria um pouco mais rápida, porque Evinha tinha uma restrição de horário. Mas nem por isso, a atuação foi menos intensa. Parece que escolhemos a dedo cada quarto (ou eles que nos escolheram).
Logo de cara, encontramos Wellington Moura, aquele jogador de futebol, sabe? Ele mora em São Paulo, mas estava aqui pra cuidar de sua mãe. Descobrimos sobre sua família, que sua filha já era casada e que seu filho era jogador de futebol (como o pai). Mas tão novinho? É que eu só tenho cara de novo, mas eu sou velho! Se você tá dizendo...
No mesmo quarto, sua vizinha só fazia rir. Sofria de riso frouxo ela, a coitada. E ai Wellington veio logo intervindo: frouxo não, folgado. Em São Paulo, se você fala assim, todos vão rir da sua cara. Folgado então seria. Mas descobrimos que paulista também não fala mainha, não fala visse, não fala oxe. Ô Wellington, porque que tu mora lá mesmo?!
Em nossa jornada, seguimos e encontramos um senhor muito falante. Fomos logo conversando e um pouquinho depois ele nos conta que era deficiente visual. E no meio de suas histórias, senti um pouco a energia baixar, porque apenas escutavamos de pé toda a sua jornada. Não que fosse ruim, mas ao ficar parada, foi dificil manter a energia no mesmo nível. Simplesmente não precisavamos intervir e acredito que era aquilo que ele precisava naquele momento: não alguém para enxergar, mas alguém para ouvir. E foi o que fizemos. Quando descobriu que eramos palhaças, ficou muito feliz, e nos parabenizou... No meio da conversa, uma barbie entrou no quarto e me pegou pra conversar. Me contou de tooda a sua vida em meros 5 minutos. E me convidou para visitar seu pai, que "morava" no quarto mais a frente. Acertamos a nossa visita e que em breve passaríamos por lá!
Seguimos adiante e entramos num quarto em que diziam que havia um homem verde! Mas também, ele usava uma camisa verde... claramente ela estava desbotando e pintando sua pele! Porque sua mãe usava uma camisa vermelha e estava toda rosinha... no caso dele, a unica solução era trocar a camisa. Ele sugeriu trocar pela minha. Mas ai não teve jeito. A minha, além de muito chique para ele, era rosa. E se eu trocasse, quem ia deixar de ser rosinha era eu!
Em nosso passeio, passamos pela porta do quarto do pai da barbie. Infelizmente, não entramos. Ele estava em consulta com os médicos. Só nos restou passar direto, com um apertinho no peito por não poder conversar com o pai que ela tanto queria alegrar. Entramos, sim, foi numa cabana. Um quarto todo envolvido nos lençóis. Até mesmo uma filha enrolava os olhos num lençol para não ver a luz e a mãe, só enrolava a filha mesmo. E uma senhora, do outro lado, se escondia atrás dos lençóis. Mas porque isso? Porque o horário de visita havia acabado e os boatos diziam que o segurança passava pra tirar o povo intruso dos quartos. Nossa senhora, hora de correr!
Estávamos correndo de volta pra saída, quando fomos interrompidos pelo irmão de Wellington Moura. E não é que era parecido com o irmão? Também era jogador de futebol (do time Fly Emirates), contador de histórias da família (mostrou foto de sua filha linda também), e também sofria de riso frouxo. Como suspeitamos, essa condição era mesmo contagiosa. Melhor continuar correndo pra saída...
Fomos então surpreendidas por um acompanhante que veio atras da gente: "ei, venham ver a minha esposa! Ela vai ficar tão feliz". Infelizmente não podiamos entrar no quarto de sua esposa: era de isolamento. "Poxa, mas ela vai ficar tão triste quando souber que os palhaços vieram aqui e ela não viu..." E ai, como você vai embora assim? Não fomos. Fomos até a porta do quarto da mulher e conversamos dali mesmo. Ela, muito debilitada, esboçava sorrisos. E o marido, traduzia todo o amor possível em ver aquilo. Não gastamos 10 minutos de nosso tempo. Evinha não perdeu seu horário pra ir pra casa. Mas, com toda certeza, aquele foi o momento mais lindo que já vivi em todas as atuações. E garanto que nós não fizemos nada. Mas aquele marido, cuidando daquela esposa daquele jeito... isso sim renova.
Ainda há tempo para estreias
DB,
Eis que o fim do ciclo se aproxima. Enquanto te escrevo, penso no quanto crescemos. Primeiro, eu, Pauli e Cacá, depois, eu e Evinha. Sempre um desafio novo, mas estivemos lá por inteiro, nos propondo para jogo. Com Evinha, "repeti" muitos setores... ela até brinca: "tu já atuou em todos!". Mas não é que ainda há espaço para estreias? Porque essa semana fomos atuar no COB, aquele lugar mágico que todos falavam (para mim, falavam mais do que a pediatria), mas que nem eu, nem a minha MCM haviamos ido. E muito menos a nossa lindovisora que nos acompanhava, que estava crente de que a gente ia saber como funcionava a dinâmica no local kkkk.
Pois bem. A atuação começa diferente desde a preparação. A pele não é a que montamos, mas a que o hospital oferece. E quais acessórios podemos colocar por cima dela? Ou por baixo? (Evinha mesmo queria vestir a roupa de bloco por cima da pele). A insegurança se mostrava presente. Mas nos jogamos com tudo.
No primeiro quarto, 4 mulheres estavam conversando. 1 era amparada pela mãe, enquanto sentia as dores do parto. Essa mãe, muito esperta, notou logo que nós eramos uma médica e duas auxiliares, ali dispostas para ajudar. Inclusive, quando a "chefa" das auxiliares apareceu, fomos logo batendo continência. E aí, enquanto a chefa colocava o "choro" do bebê na veia da futura mamãe (ela tem que colocar, pra o bebê chorar quando nascer), nos viramos para uma outra companheira de quarto. Era Jaqueline. Ela estava um pouco cabisbaixa, mas soltava sorrisos quando nos aproximavamos para conversar. Percebemos um contraste ali: enquanto uma mulher se preparava para receber seu filho, a outra se entristecia, porque sua gravidez era tubária. Ai a incerteza ameaçou nos invadir. Como agir com ela? Como não faltar com a delicadeza? Acho que decidimos ter uma conversa normal... e foi um bom remédio. Aos poucos ela se abriu um pouco conosco, riu um pouco e descobrimos que ela era gêmea de Maroca. As semelhanças eram obvias (2 olhos, um nariz, uma boca...). Descobrimos também que ela era muito danadinha e que escondia as coisas! Escondeu um a goiabada e a outra colega de quarto! (Num minuto ela estava lá, falando ao celular, no outro, havia sumido!). De tão esperta, ganhou um vestido verde. E claro, nós também queriamos um daquele! E saímos em busca dessa vestimenta especial.
Em outro quarto, encontramos uma mulher mais parecida com a gente: usava um vestido, mas azul! Imaginamos que era porque ela esperava um menino... Miguel (com nome de anjo). Tentamos convence-la a esperar por uma menina também... menina era muito mais legal! Mas ela disse que não queria, que estava bom. Seu marido, no entanto, disse que ela estava errada. Homem de poucos palavras, mas certeiras! Disse inclusive que Evinha era grande!! Muito observador ele.
Seguimos nossa jornada, e entramos num quarto que considero o mais difícil. Quando colocamos o rosto na porta, já nos falaram: ela não pode rir não viu, cuidado! Respondemos entao que ficariamos seria, pra que ela não tivesse vontade de rir. E a conversa fluiu, mas não tão simples quanto nos outros quartos. Não que as pacientes/acompanhantes não estivessem abertas, mas não parecia que o jogo tinha encaixado ali. Mas ainda assim, tivemos momentos preciosos, como: "Vocês fazem residência aqui é?", "Não, que a gente não é pedreiro ué!". Evinha fazendo todo mundo rir no quarto onde não se podia rir...
E continuamos no quarto onde nossa "chefa" precisava baixar a pressão de uma mulher. Fizemos a mágica da concentração e não é que baixou? Mas o clima ali andava tenso... a melhor mágica era a nossa saída. E na nossa saída, observamos a entrada triunfal de AlbOnita, a dona do hospital. Poderosa que só ela, nos levou para conhecer sua filha. A menina, que parecia ter 15 anos (na realidade tinha 30), já era mãe de 2 filhos e esperava pela caçula Hannah. E ainda dividia o quarto com mais duas mamães muito jovens... imaginamos que aquilo era contagioso! Melhor não arriscar e sair de fininho hein?!
E assim encerramos nossa estreia no COB. Foi dificil, mas foi intenso, foi bonito. E ainda encerramos ouvindo de nossa lindovisora: eu não pensei em momento algum nos meus problemas. Pois é, eu também não. Como isso é bom!
Eis que o fim do ciclo se aproxima. Enquanto te escrevo, penso no quanto crescemos. Primeiro, eu, Pauli e Cacá, depois, eu e Evinha. Sempre um desafio novo, mas estivemos lá por inteiro, nos propondo para jogo. Com Evinha, "repeti" muitos setores... ela até brinca: "tu já atuou em todos!". Mas não é que ainda há espaço para estreias? Porque essa semana fomos atuar no COB, aquele lugar mágico que todos falavam (para mim, falavam mais do que a pediatria), mas que nem eu, nem a minha MCM haviamos ido. E muito menos a nossa lindovisora que nos acompanhava, que estava crente de que a gente ia saber como funcionava a dinâmica no local kkkk.
Pois bem. A atuação começa diferente desde a preparação. A pele não é a que montamos, mas a que o hospital oferece. E quais acessórios podemos colocar por cima dela? Ou por baixo? (Evinha mesmo queria vestir a roupa de bloco por cima da pele). A insegurança se mostrava presente. Mas nos jogamos com tudo.
No primeiro quarto, 4 mulheres estavam conversando. 1 era amparada pela mãe, enquanto sentia as dores do parto. Essa mãe, muito esperta, notou logo que nós eramos uma médica e duas auxiliares, ali dispostas para ajudar. Inclusive, quando a "chefa" das auxiliares apareceu, fomos logo batendo continência. E aí, enquanto a chefa colocava o "choro" do bebê na veia da futura mamãe (ela tem que colocar, pra o bebê chorar quando nascer), nos viramos para uma outra companheira de quarto. Era Jaqueline. Ela estava um pouco cabisbaixa, mas soltava sorrisos quando nos aproximavamos para conversar. Percebemos um contraste ali: enquanto uma mulher se preparava para receber seu filho, a outra se entristecia, porque sua gravidez era tubária. Ai a incerteza ameaçou nos invadir. Como agir com ela? Como não faltar com a delicadeza? Acho que decidimos ter uma conversa normal... e foi um bom remédio. Aos poucos ela se abriu um pouco conosco, riu um pouco e descobrimos que ela era gêmea de Maroca. As semelhanças eram obvias (2 olhos, um nariz, uma boca...). Descobrimos também que ela era muito danadinha e que escondia as coisas! Escondeu um a goiabada e a outra colega de quarto! (Num minuto ela estava lá, falando ao celular, no outro, havia sumido!). De tão esperta, ganhou um vestido verde. E claro, nós também queriamos um daquele! E saímos em busca dessa vestimenta especial.
Em outro quarto, encontramos uma mulher mais parecida com a gente: usava um vestido, mas azul! Imaginamos que era porque ela esperava um menino... Miguel (com nome de anjo). Tentamos convence-la a esperar por uma menina também... menina era muito mais legal! Mas ela disse que não queria, que estava bom. Seu marido, no entanto, disse que ela estava errada. Homem de poucos palavras, mas certeiras! Disse inclusive que Evinha era grande!! Muito observador ele.
Seguimos nossa jornada, e entramos num quarto que considero o mais difícil. Quando colocamos o rosto na porta, já nos falaram: ela não pode rir não viu, cuidado! Respondemos entao que ficariamos seria, pra que ela não tivesse vontade de rir. E a conversa fluiu, mas não tão simples quanto nos outros quartos. Não que as pacientes/acompanhantes não estivessem abertas, mas não parecia que o jogo tinha encaixado ali. Mas ainda assim, tivemos momentos preciosos, como: "Vocês fazem residência aqui é?", "Não, que a gente não é pedreiro ué!". Evinha fazendo todo mundo rir no quarto onde não se podia rir...
E continuamos no quarto onde nossa "chefa" precisava baixar a pressão de uma mulher. Fizemos a mágica da concentração e não é que baixou? Mas o clima ali andava tenso... a melhor mágica era a nossa saída. E na nossa saída, observamos a entrada triunfal de AlbOnita, a dona do hospital. Poderosa que só ela, nos levou para conhecer sua filha. A menina, que parecia ter 15 anos (na realidade tinha 30), já era mãe de 2 filhos e esperava pela caçula Hannah. E ainda dividia o quarto com mais duas mamães muito jovens... imaginamos que aquilo era contagioso! Melhor não arriscar e sair de fininho hein?!
E assim encerramos nossa estreia no COB. Foi dificil, mas foi intenso, foi bonito. E ainda encerramos ouvindo de nossa lindovisora: eu não pensei em momento algum nos meus problemas. Pois é, eu também não. Como isso é bom!
sábado, 13 de maio de 2017
Dois pingos encontram muita gente
DB,
Ontem estivemos na Nefro. Sempre tive boas experiencias lá, mas tive um pouco de receio, porque é uma enfermaria pequena, com poucos pacientes normalmente, e, quando chegamos, a hemodialise estava em troca de turno. Não havia ninguem. Mas, vamos lá, para uma das atuações em que mais me diverti!
Primeiro de tudo, encontramos um "quarto de família": tinha Não Sei de Qualquer Coisa e sua esposa, Jefferson e seus pais e irmã, Vó e seu esposo e Mãe e Pai. Muita gente... Desses, Jefferson não estava presente. Tinha ido fazer uma "tatuagem" no pescoço pela primeira vez. Seus pais disseram que ele estava nervoso e que eles não podiam ir com ele para ver... era uma surpresa! Mas, ia ficar "bom" depois dessa tatuagem. Tudo bem então! Depois, fomos adotadas por Mãe e Pai, porque aquele era um quarto de família e eles precisavam de uma filha ué!
No próximo quarto, encontrei um pretendente. Calma, não sou atirada, ele que me cantou. Mas pra ficar com ele, teria que me mudar pra Santa Cruz e só se soubesse tirar leite e fazer queijo, pois ele morava com mais 4 vacas e 4 bois. Desisti da proposta, porque a casa já estava muito cheia e porque ele não me aceitou apenas pra comer o queijo. Descobrimos também que aquele era um quarto de "enamorados"... enquanto um se perfumava a espera de sua amada, outro sonhava de olhos abertos com a sua. E teve até carta de amor! Mas o mais esperto de todos era o que dormia com as pernas pra fora da cama, pronto pra partir a qualquer momento.
Inspiradas pelo amor, seguimos e encontramos um jardim. Nele haviam 3 tipos de flores: violetas, margaridas e rosas. E a rosa já tinha seu cravo. Era uma rosa meio apreensiva, quase querendo murchar, porque também ia ter que ser cortada. Mas o cravo se recusava a deixar seu animo cair. E daí, perguntamos como se encontrava um cravo daqueles... e a rosa então nos conta: você tem que ser detetive! Descubra se ele é bom filho, trabalhador, honesto, de bom caráter e se vocês tem os mesmos interesses. São muitos pré requisitos... mas segundo a rosa, nada é impossível. Até mesmo um Dr. "baque" que não dá queda, mas que levanta!
Encontramos irmãs gêmeas também: Risolina e Risadinha! Risolina, coitada, estava até muda de felicidade. É felicidade que não cabe numa pessoa só, disse Risadinha... E ainda tivemos um encontro com o tiozinho da tapioca, aquele que se veste todo de branco. Mas ontem ele só tinha bolo pra gente... um bolo ruim que doía quando colocado na mão!
E por último, ainda encontramos Jefferson, aquele do quarto de família... E não é que sua tatuagem ficou boa? E segundo ele, a tensão era só porque era algo novo, mas que jajá ele ia melhorar. Na saída, avisamos a seus pais sobre ele e saímos com a frase: muito obrigada, vocês ajudaram muito a gente hoje, alegraram muito o espaço! Logo nós, dois pingos de gente?!
Ontem estivemos na Nefro. Sempre tive boas experiencias lá, mas tive um pouco de receio, porque é uma enfermaria pequena, com poucos pacientes normalmente, e, quando chegamos, a hemodialise estava em troca de turno. Não havia ninguem. Mas, vamos lá, para uma das atuações em que mais me diverti!
Primeiro de tudo, encontramos um "quarto de família": tinha Não Sei de Qualquer Coisa e sua esposa, Jefferson e seus pais e irmã, Vó e seu esposo e Mãe e Pai. Muita gente... Desses, Jefferson não estava presente. Tinha ido fazer uma "tatuagem" no pescoço pela primeira vez. Seus pais disseram que ele estava nervoso e que eles não podiam ir com ele para ver... era uma surpresa! Mas, ia ficar "bom" depois dessa tatuagem. Tudo bem então! Depois, fomos adotadas por Mãe e Pai, porque aquele era um quarto de família e eles precisavam de uma filha ué!
No próximo quarto, encontrei um pretendente. Calma, não sou atirada, ele que me cantou. Mas pra ficar com ele, teria que me mudar pra Santa Cruz e só se soubesse tirar leite e fazer queijo, pois ele morava com mais 4 vacas e 4 bois. Desisti da proposta, porque a casa já estava muito cheia e porque ele não me aceitou apenas pra comer o queijo. Descobrimos também que aquele era um quarto de "enamorados"... enquanto um se perfumava a espera de sua amada, outro sonhava de olhos abertos com a sua. E teve até carta de amor! Mas o mais esperto de todos era o que dormia com as pernas pra fora da cama, pronto pra partir a qualquer momento.
Inspiradas pelo amor, seguimos e encontramos um jardim. Nele haviam 3 tipos de flores: violetas, margaridas e rosas. E a rosa já tinha seu cravo. Era uma rosa meio apreensiva, quase querendo murchar, porque também ia ter que ser cortada. Mas o cravo se recusava a deixar seu animo cair. E daí, perguntamos como se encontrava um cravo daqueles... e a rosa então nos conta: você tem que ser detetive! Descubra se ele é bom filho, trabalhador, honesto, de bom caráter e se vocês tem os mesmos interesses. São muitos pré requisitos... mas segundo a rosa, nada é impossível. Até mesmo um Dr. "baque" que não dá queda, mas que levanta!
Encontramos irmãs gêmeas também: Risolina e Risadinha! Risolina, coitada, estava até muda de felicidade. É felicidade que não cabe numa pessoa só, disse Risadinha... E ainda tivemos um encontro com o tiozinho da tapioca, aquele que se veste todo de branco. Mas ontem ele só tinha bolo pra gente... um bolo ruim que doía quando colocado na mão!
E por último, ainda encontramos Jefferson, aquele do quarto de família... E não é que sua tatuagem ficou boa? E segundo ele, a tensão era só porque era algo novo, mas que jajá ele ia melhorar. Na saída, avisamos a seus pais sobre ele e saímos com a frase: muito obrigada, vocês ajudaram muito a gente hoje, alegraram muito o espaço! Logo nós, dois pingos de gente?!
quinta-feira, 11 de maio de 2017
Paciente - Doente - Paciência
DB,
Mais mequetrefe ainda, te escrevo sobre uma atuação não com a minha grande pequena dupla, Evinha, mas com outros MCMs igualmente maravilhosos: Dinho e Cela.
Estivemos na enfermaria da Nefro e pense numa atuação complicada. Primeiro, porque haviam pouquissimos pacientes. Segundo, porque quase todos estavam dormindo. Terceiro, porque nessa situação, foi dificil manter a energia. E, para mim, um quarto: atuar com MCMs diferentes e não saber muito bem o tempo deles. E daí tivemos que criar mais do que o normal. Atuamos entre nós mesmos, com a equipe de enfermagem (mas essa nem queria nos dar bola), com os médicos. Andamos de um lado ao outro no corredor, esperando algum paciente acordar. Nada feito. Foram alguns bons minutos nessas preliminares. Mas, o encontro tarda mas não falha. Em uma de nossas "viagens", encontramos a acompanhante de uma paciente. Perguntamos a ela se ali era um hotel, porque tinham muitas camas e gente descansando. Ela disse que ali era lugar de paciente. E claro que também eramos pacientes! Mas pra ficar ali também precisava ser doente. Mas calma ai... doente ou paciente? E assim, ficamos loucos - ela, nós, ela, nós, os outros pacientes, ela, nós. Não sei de onde partiram mais risadas. Nesse tempo, chegou um maqueiro para levar sua filha para um encontro romantico... E ela se arrumou toda! Bonito de se ver esse amor todo. Mas a coitada, sofria de riso frouxo e precisava apertar esse parafuso. Em breve ela vai resolver.
E teve atuação poliglota também... Arcanjo, com seu porte italiano, saiu falando francês. Encarnou o Dr. Pinguinho, que trazia suas assistentes, e que estava louco pra ganhar um convite para a festa de Verinha. E não é que deu certo? Conseguimos a chave para entrar na festa de Verinha, e dali seguimos para essa festa badalada.
Mais mequetrefe ainda, te escrevo sobre uma atuação não com a minha grande pequena dupla, Evinha, mas com outros MCMs igualmente maravilhosos: Dinho e Cela.
Estivemos na enfermaria da Nefro e pense numa atuação complicada. Primeiro, porque haviam pouquissimos pacientes. Segundo, porque quase todos estavam dormindo. Terceiro, porque nessa situação, foi dificil manter a energia. E, para mim, um quarto: atuar com MCMs diferentes e não saber muito bem o tempo deles. E daí tivemos que criar mais do que o normal. Atuamos entre nós mesmos, com a equipe de enfermagem (mas essa nem queria nos dar bola), com os médicos. Andamos de um lado ao outro no corredor, esperando algum paciente acordar. Nada feito. Foram alguns bons minutos nessas preliminares. Mas, o encontro tarda mas não falha. Em uma de nossas "viagens", encontramos a acompanhante de uma paciente. Perguntamos a ela se ali era um hotel, porque tinham muitas camas e gente descansando. Ela disse que ali era lugar de paciente. E claro que também eramos pacientes! Mas pra ficar ali também precisava ser doente. Mas calma ai... doente ou paciente? E assim, ficamos loucos - ela, nós, ela, nós, os outros pacientes, ela, nós. Não sei de onde partiram mais risadas. Nesse tempo, chegou um maqueiro para levar sua filha para um encontro romantico... E ela se arrumou toda! Bonito de se ver esse amor todo. Mas a coitada, sofria de riso frouxo e precisava apertar esse parafuso. Em breve ela vai resolver.
E teve atuação poliglota também... Arcanjo, com seu porte italiano, saiu falando francês. Encarnou o Dr. Pinguinho, que trazia suas assistentes, e que estava louco pra ganhar um convite para a festa de Verinha. E não é que deu certo? Conseguimos a chave para entrar na festa de Verinha, e dali seguimos para essa festa badalada.
Pode vir de mala e cuia amor
DB,
mequetrefe que sou, te escrevo com alguns dias de atraso. Pois é, as ultimas semanas não foram faceis e você, querido, acabou sendo esquecido :(
Sem mais enrolação, te conto sobre a última atuação na enfermaria do 7º sul. Chegamos no setor e nos dirigimos ao posto de enfermagem para conseguir algum lugar para nos trocar. Primeiro impacto: não fomos bem recebidas pela enfermagem. Não conseguimos um quarto com elas. Mas, a médica (que estava de saída), nos emprestou a salinha da gastro pra gente se trocar rapidinho. Deus abençoe! Mas, a salinha da gastro tinha um "porém": precisava ser fechada! E, nela, nossas bolsas não podiam ficar... saímos de bolsa e tudo. E, imediatamente, fomos puxadas para dentro de um quarto após o outro. Que comece o jogo "de mala e cuia", porque assim seguimos por toda a atuação. Descobrimos que nelas cabiam 1 pingo, 2 pingos e até 3 vidas inteiras! Mas o mais importante, nela levamos as "coisas dos nossos parentes", que estavam de passagem por aquelas terras. E onde eles estavam?
Seguimos buscando, mas ninguem parecia nos ajudar. Corações fechados, encontros que não vinham, cochilos que (claro!) eram mais importantes. Até que, enfim, encontramos a mesa de Todos. Ele sim, saberia nos ajudar, porque Todos sabe onde fica. Mas, para nossa tristeza, Todos não estava presente. Porém, contudo, todavia, um grande amigo seu estava! E acompanhado de sua esposa, nos encheram a jarra de energia. Que alegria, que brilho no olhar. A conversa simplesmente fluía e todos que passavam acabaram sendo cativados e se juntando a nós. Foi um momento especial. Mas, como tudo que é bom tem prazo de validade, eventualmente o nosso casal precisou nos deixar (era hora do banho, ué!). Na despedida, descobrimos que nosso amigo tinha um coração "assobiador" e que precisava de substituição. E que medo isso lhe causava! Mas, se o motor estava "quebrado", melhor substituir por um motor Volkswagen 2.0!
Hora de ir embora, procuramos por Vera, a rainha/dona/gerenciadora daquelas terras. Ela nos entregou sua chave mágica, onde talvez pudessemos encontrar nossos parentes perdidos... Seguimos em busca desse desconhecido e entramos na portinha magica. Mas, acho que ainda precisamos seguir buscando...
mequetrefe que sou, te escrevo com alguns dias de atraso. Pois é, as ultimas semanas não foram faceis e você, querido, acabou sendo esquecido :(
Sem mais enrolação, te conto sobre a última atuação na enfermaria do 7º sul. Chegamos no setor e nos dirigimos ao posto de enfermagem para conseguir algum lugar para nos trocar. Primeiro impacto: não fomos bem recebidas pela enfermagem. Não conseguimos um quarto com elas. Mas, a médica (que estava de saída), nos emprestou a salinha da gastro pra gente se trocar rapidinho. Deus abençoe! Mas, a salinha da gastro tinha um "porém": precisava ser fechada! E, nela, nossas bolsas não podiam ficar... saímos de bolsa e tudo. E, imediatamente, fomos puxadas para dentro de um quarto após o outro. Que comece o jogo "de mala e cuia", porque assim seguimos por toda a atuação. Descobrimos que nelas cabiam 1 pingo, 2 pingos e até 3 vidas inteiras! Mas o mais importante, nela levamos as "coisas dos nossos parentes", que estavam de passagem por aquelas terras. E onde eles estavam?
Seguimos buscando, mas ninguem parecia nos ajudar. Corações fechados, encontros que não vinham, cochilos que (claro!) eram mais importantes. Até que, enfim, encontramos a mesa de Todos. Ele sim, saberia nos ajudar, porque Todos sabe onde fica. Mas, para nossa tristeza, Todos não estava presente. Porém, contudo, todavia, um grande amigo seu estava! E acompanhado de sua esposa, nos encheram a jarra de energia. Que alegria, que brilho no olhar. A conversa simplesmente fluía e todos que passavam acabaram sendo cativados e se juntando a nós. Foi um momento especial. Mas, como tudo que é bom tem prazo de validade, eventualmente o nosso casal precisou nos deixar (era hora do banho, ué!). Na despedida, descobrimos que nosso amigo tinha um coração "assobiador" e que precisava de substituição. E que medo isso lhe causava! Mas, se o motor estava "quebrado", melhor substituir por um motor Volkswagen 2.0!
Hora de ir embora, procuramos por Vera, a rainha/dona/gerenciadora daquelas terras. Ela nos entregou sua chave mágica, onde talvez pudessemos encontrar nossos parentes perdidos... Seguimos em busca desse desconhecido e entramos na portinha magica. Mas, acho que ainda precisamos seguir buscando...
domingo, 9 de abril de 2017
O caminho para a renovação
DB,
Sim, estou aqui toda mequetrefe e atrasada. Mas antes tarde do que nunca né, Maroca Lindovisora Linda?! rsrsrs
Sem mais delongas, aqui te conto um pouco da atuação dessa semana. Estivemos na enfermaria de oncologia, um dos setores mais legais de se atuar, em minha humilde opinião. Os pacientes e acompanhantes normalmente são muito abertos lá. E tem muito a ensinar. Sempre saio renovada, porque os encontros, apesar de desafiadores, são incriveis.
Logo em nosso primeiro quarto, encontramos dois acompanhantes muito simpaticos e que brincavam muito entre si. Um deles era Edson Celular, que também era cirurgiao e queria curar a dor na canela de minha MCM com um tal de um chá de canela que prescindia de sua própria canela! O outro senhor, descobrimos, não tomou chá, mas sim agua de chocalho. Falava bastante e, em um certo momento, começou a nos falar de Jesus. Problema nenhum nisso, mas, para mim, o desafio foi permanecer no jogo e não ser desrespeitosa ou ofensiva. Tive muito medo de falar algo errado para ele, de ofender suas crenças. E ai, para nossa surpresa, ele nos pede para aceitarmos Jesus e, para isso, ele teria que orar por nós. "De joelhos, se possivel". Não ajoelhamos. "Em pé, então". "Você vai ter que renunciar dessas 'coisas' ai na sua cara, tem que parar de usar brinco". "Mas eu nasci assim! Fazem parte de mim!". E assim, vencemos o diálogo, mas não escapamos da oração. O medo era de que ele se exaltasse, de que a gnt não correspondesse às suas expectativas, sei lá. No fim das contas, nem escutamos o que ele disse. Mas a certeza é de que muita coisa boa nos foi passada ali.
E seguimos nossa jornada pelo OTIMISMO, pelo REVIVER, pela CORAGEM, pelo RENASCIMENTO. E no meio do caminho, muitas lições. A RENOVAÇÃO não estava em nenhuma porta de quarto, mas foi o que levei. E uma mescla com o OTIMISMO, afinal, nessa vida, pra tudo tem um jeito né?! Só não tem jeito pra morte, e há controvérsias!
Sim, estou aqui toda mequetrefe e atrasada. Mas antes tarde do que nunca né, Maroca Lindovisora Linda?! rsrsrs
Sem mais delongas, aqui te conto um pouco da atuação dessa semana. Estivemos na enfermaria de oncologia, um dos setores mais legais de se atuar, em minha humilde opinião. Os pacientes e acompanhantes normalmente são muito abertos lá. E tem muito a ensinar. Sempre saio renovada, porque os encontros, apesar de desafiadores, são incriveis.
Logo em nosso primeiro quarto, encontramos dois acompanhantes muito simpaticos e que brincavam muito entre si. Um deles era Edson Celular, que também era cirurgiao e queria curar a dor na canela de minha MCM com um tal de um chá de canela que prescindia de sua própria canela! O outro senhor, descobrimos, não tomou chá, mas sim agua de chocalho. Falava bastante e, em um certo momento, começou a nos falar de Jesus. Problema nenhum nisso, mas, para mim, o desafio foi permanecer no jogo e não ser desrespeitosa ou ofensiva. Tive muito medo de falar algo errado para ele, de ofender suas crenças. E ai, para nossa surpresa, ele nos pede para aceitarmos Jesus e, para isso, ele teria que orar por nós. "De joelhos, se possivel". Não ajoelhamos. "Em pé, então". "Você vai ter que renunciar dessas 'coisas' ai na sua cara, tem que parar de usar brinco". "Mas eu nasci assim! Fazem parte de mim!". E assim, vencemos o diálogo, mas não escapamos da oração. O medo era de que ele se exaltasse, de que a gnt não correspondesse às suas expectativas, sei lá. No fim das contas, nem escutamos o que ele disse. Mas a certeza é de que muita coisa boa nos foi passada ali.
E seguimos nossa jornada pelo OTIMISMO, pelo REVIVER, pela CORAGEM, pelo RENASCIMENTO. E no meio do caminho, muitas lições. A RENOVAÇÃO não estava em nenhuma porta de quarto, mas foi o que levei. E uma mescla com o OTIMISMO, afinal, nessa vida, pra tudo tem um jeito né?! Só não tem jeito pra morte, e há controvérsias!
sábado, 1 de abril de 2017
Valdete & Quiteria ft. Elisa na Pediatria
DB,
Sobre a atuação na pediatria: tivemos muitos momentos bons,
mas também tivemos um momento filme de terror. HAHAHA
Chegamos no setor, subimos a energia e saímos. Logo no
primeiro quarto, encontramos uma mulher incrível, que depois descobrimos que
fazia parte do Doutores da Alegria. O quarto estava lotado e, bem, não
precisamos fazer nada. Ela roubou a cena e nos tornamos expectadoras enquanto
ela conduzia o “espetáculo”. Entre desfiles, poemas declamados e problemas
mentais, vimos todos no quarto (que só tinha RNs) serem envolvidos por aquele
momento. Foi show.
Seguimos para outros quartos e ai começaram as
dificuldades... As crianças não interagiam, não falavam... Um certo gato andou
comendo a língua delas. E os acompanhantes também não estavam lá muito abertos
à interação. Foi dificil manter a energia assim, foi dificil encontrar saídas
para esses “tocos”. Acho também que não nos entendemos bem quanto aos momentos
de apenas desistir de alguns pacientes. As vezes senti que o paciente não
queria mesmo a nossa presença ali, tentei chamar Evinha e Cacá (sim, ela atuou
com a gente essa semana) para irmos embora, mas elas não captavam a mensagem.
Enfim, eventualmente seguimos e no final do corredor
encontramos uma pequena que nos renovou. Katilin foi o verdadeiro encontro
daquele dia. A inocência daquela criança, que era ao mesmo tempo tão esperta,
me encheu os olhos. Coisa mais linda! E num contraponto, surgiu um menino um
pouco maiorzinho, já um pouco mais maldoso. Esse sim deu trabalho para conter.
HAHAHA Tentou pegar nos nossos narizes, pegamos no dele. Mudamos de assunto,
mas ele continuava. E era um pouco violento, querendo brincar de briga.
Sentimos que a atuação tinha acabado e buscamos pela
enfermeira que tinha a chave do quartinho da enfermagem. Ela havia justamente
entrado nele. E demorou muito a sair. E ai acho que foi o momento PAM da
atuação. Não tínhamos mais energia, as crianças estavam loucas em cima da gente
e estávamos nos esforçando muito pra segurar o jogo. E a enfermeira não saia.
Bateu um pouco de desespero. Mas nada foi pior do que quando ela saiu e nos
entregou a chave. Entramos no quartinho, mas acho que não conseguimos deixar
claro para os pequeninos que íamos embora... Porque eles ficaram batendo na
porta todo o tempo e pedindo pra gente sair. E ai sim pareceu filme de terror.
Não sabíamos o que fazer pra sair kkkk Quando eles pararam de tocar, combinamos
que Evinha iria entregar a chave e que eu e Cacá iriamos esperar no elevador.
Não deu certo. As crianças nos viram e CORRERAM atrás da gente. Uma foi pega
pela mãe e começou a chorar. O outro nos perseguiu ATÈ o elevador e ficou
reclamando, dizendo que sabia que a gnt era palhaça, que eramos mentirosas...
Pra resumir, CAOS. What a atuação rsrsrs
sábado, 25 de março de 2017
Tudo novo, de novo
DB,
É tudo novo, de novo. MCM nova, experiências novas e, até
mesmo, nariz novo! Acho que a única coisa velha foi o setor hahaha já fui
tantas vezes no Alojamento Conjunto que, chegando lá para atuar, a enfermeira
foi logo dizendo, quando nos identificamos como da palhaçoterapia: “Eu lembro
de você!”
E apesar de ter feito tantas visitas ao AC, ainda acho esse
um setor muito difícil. A atuação é mais basal, as mães nem sempre compram os
jogos, muitas ainda sentem muita dor... É sempre um desafio. Dessa vez, ainda
tivemos alguns pequenos picadeiros, sem saber bem o que fazer ou como sair de
algumas situações.
Mas então. Nos trocamos, subimos a energia, de um jeitinho
bem nosso, e saímos. Logo no primeiro quarto, encontramos um bebê (dormindo,
claro), duas mães e duas acompanhantes. Todas interagiram bastante e entraram
no jogo, mas uma das acompanhantes estava um pouco pra baixo. Dizendo que
estava há 9 dias no hospital... rebatemos perguntando: imagina passar 9 meses
numa barriga? Ela riu. Mas o ânimo ainda continuava lá embaixo... foi difícil
convencer ela de que a vida era melhor que aquilo. E por falar em vida...
Em um outro quarto, entramos falando baixinho, em mímica,
porque estavam todos dormindo. Exceto por uma acompanhante, que começou a
conversar com a gente. Conversa vai, conversa vem, ela nos diz que a vida
ensina. “Mas onde encontro essa tal de vida? Ela dá aula particular? Cobra
caro?”
Saímos tentando encontrar essa tal de vida que ensina... E
chegamos em nosso último quarto. A paciente nebulizava e sua mãe nos contou um
pouco de sua história. Sua gravidez era de risco e ela não tinha previsão de
alta... Nesse meio tempo, a nebulização terminou e Evinha se aproximou dela.
Não falamos nada, mas, de repente, a paciente começou a chorar e dizer que
queria ir para casa. PAM. E agora José?! Na dúvida, ASSI! Chegamos mais perto e
começamos a falar sobre o hospital, sobre seu filho, sobre o quanto ela era
vencedora e que em breve ela estaria fora dali. Não precisou de muito e ela
parou de chorar. Deus é mais hahaha Saímos do quarto e a senhora nos disse:
olha aí, a vida ensina!
E não é que ensina mesmo?
segunda-feira, 19 de dezembro de 2016
Abraaaaça tudo!
DB,
Participamos de uma ação de abraços grátis! Nunca tinha participado de algo do tipo e foi muito show! Entramos misteriosas no evento, sem ninguém nos notar (somos super discretas), e fomos olhando, como se nada, e abraçando quem se permitia. Rolou um jogo com uns dados, roubei um inclusive (tudo arquitetado por Luigi, eu sou inocente!), e abracei muito! Menos uma senhora que disse que era tímida... mas eu também era! Mas ela não quis papo... segue o jogo!
Mas queria escrever mesmo por um motivo especial: comi na atuação!! kkkkk antes de começarmos, estavamos conversando e eu e minha MCM Pauli descobrimos que todos ali já tinham comido em atuação... e a gente: mas isso é permitido? kkkkk enfim, foi delicioso (literalmente), foi intenso e forrou o vazio interior que já se instalava em mim! kkkk
Enfim DB, foi uma atuação bem curtinha, mas super especial. Foi muito amor e muito bom atuar com os velhinhos. Mais uma vez, só em observar eles, me lembro: palhaço pronto é palhaço morto! Seguirei tentando colocar toda a energia e alegria que eles colocam em cada gesto! Ah, e atuar com outros novinhos também foi massa! Já quero mais!!
Participamos de uma ação de abraços grátis! Nunca tinha participado de algo do tipo e foi muito show! Entramos misteriosas no evento, sem ninguém nos notar (somos super discretas), e fomos olhando, como se nada, e abraçando quem se permitia. Rolou um jogo com uns dados, roubei um inclusive (tudo arquitetado por Luigi, eu sou inocente!), e abracei muito! Menos uma senhora que disse que era tímida... mas eu também era! Mas ela não quis papo... segue o jogo!
Mas queria escrever mesmo por um motivo especial: comi na atuação!! kkkkk antes de começarmos, estavamos conversando e eu e minha MCM Pauli descobrimos que todos ali já tinham comido em atuação... e a gente: mas isso é permitido? kkkkk enfim, foi delicioso (literalmente), foi intenso e forrou o vazio interior que já se instalava em mim! kkkk
Enfim DB, foi uma atuação bem curtinha, mas super especial. Foi muito amor e muito bom atuar com os velhinhos. Mais uma vez, só em observar eles, me lembro: palhaço pronto é palhaço morto! Seguirei tentando colocar toda a energia e alegria que eles colocam em cada gesto! Ah, e atuar com outros novinhos também foi massa! Já quero mais!!
Atuando na ponta dos pés
Alô querido DB!
Já estava saudosa das atuações. Vivemos 2 semanas de caos e fomos impossibilitadas de atuar kkk Mas voltamos! E voltamos novamente pro AC do amor <3
Dessa vez, tinha algum sonífero na água que as mães bebem, porque todos os bebês estavam dormindo. E todas as mães, por consequência, também estavam bem quietinhas. Normal, se vc acabou de ter um filho que não para de "cantar". Sim, eles não param de "cantar"! Não durante a atuação a tarde, mas fomos convidadas para a festa que rola na madrugada, onde as crianças são as estrelas, "cantando" muito, e as mães, as fãs que não podem nem piscar hehehe Prometemos que voltaríamos a noite, porque a balada não rolava de tarde e porque todos os nossos "cantores" estavam recarregando as energias para a noite hehehe E ainda encontramos alguns que partiam em viagem... Em busca de novas baladas! Essas crianças de hoje em dia...
E fomos assim, caminhando na ponta dos pés, as vezes cochichando... quem éramos nós pra perturbar o sossego daquela tarde?
Foi uma atuação muito basal, mas foi só amor. As crianças eram umas coisinhas lindas (a Nazaré Tedesco em mim ficou nervosa) e todas curtiam a paz do cochilo da tarde... E as mães, foram muito agradaveis e jogaram com a gente. Mas acredito que estavam meio receosas, talvez com medo que a gente acordasse seus bebês e atrapalhasse seus merecidos descansos. Por isso eu senti bastante o comando da precisão. Não queria de jeito nenhum perturbar o ambiente e acho que conseguimos respeitar bastante esse limite :D
#FatoCuriosoDaAtuação - me peguei algumas vezes observando os sinais da boa pega e da boa posição. Laura e sua Neonatologia, saiam de mim!!
Já estava saudosa das atuações. Vivemos 2 semanas de caos e fomos impossibilitadas de atuar kkk Mas voltamos! E voltamos novamente pro AC do amor <3
Dessa vez, tinha algum sonífero na água que as mães bebem, porque todos os bebês estavam dormindo. E todas as mães, por consequência, também estavam bem quietinhas. Normal, se vc acabou de ter um filho que não para de "cantar". Sim, eles não param de "cantar"! Não durante a atuação a tarde, mas fomos convidadas para a festa que rola na madrugada, onde as crianças são as estrelas, "cantando" muito, e as mães, as fãs que não podem nem piscar hehehe Prometemos que voltaríamos a noite, porque a balada não rolava de tarde e porque todos os nossos "cantores" estavam recarregando as energias para a noite hehehe E ainda encontramos alguns que partiam em viagem... Em busca de novas baladas! Essas crianças de hoje em dia...
E fomos assim, caminhando na ponta dos pés, as vezes cochichando... quem éramos nós pra perturbar o sossego daquela tarde?
Foi uma atuação muito basal, mas foi só amor. As crianças eram umas coisinhas lindas (a Nazaré Tedesco em mim ficou nervosa) e todas curtiam a paz do cochilo da tarde... E as mães, foram muito agradaveis e jogaram com a gente. Mas acredito que estavam meio receosas, talvez com medo que a gente acordasse seus bebês e atrapalhasse seus merecidos descansos. Por isso eu senti bastante o comando da precisão. Não queria de jeito nenhum perturbar o ambiente e acho que conseguimos respeitar bastante esse limite :D
#FatoCuriosoDaAtuação - me peguei algumas vezes observando os sinais da boa pega e da boa posição. Laura e sua Neonatologia, saiam de mim!!
sábado, 26 de novembro de 2016
Babys e Mamis - Alojamento Conjunto!
Sim, estudantes do 5º período, pagando obstetrícia e neonatologia, vivenciando plantões de obstetrícia, foram ao alojamento conjunto. Overdose de grávidas, puérperas e RNs. Mas antes de ir para lá, não era nada disso que eu pensava, era tão e somente nos bebês. Depois do choro na pediatria, fiquei com medo que a cena se repetisse com aqueles pacotinhos que tinham acabado de chegar ao mundo. E como lidar se as mães fossem superprotetoras e não deixassem a gente chegar junto deles?
Claramente eu precisava me tratar.
Para minha surpresa, as mães são seres bem mais tranquilas do que eu pensava. Logo em um dos primeiros quartos, uma delas entregou sua filha nos braços de Pauli... Tirem uma foto com ela! Tiramos. Eu super encantada e perplexa, ao mesmo tempo. Melhor ainda foi que a menininha nem se mexeu, nem chorou, nem nada. Trauma 1: vencido! (tudo bem que não era a mesma coisa, mas deixa eu me iludir hehehe). A cena se repetiu em um outro quarto, com Pauli servindo de "berço" para mais uma pequenina calminha. Quanta confiança sentir ser transmitida. Uma mãe entregar seu filho, com poucas horas de vida, nos braços de umas estranhas e ainda por cima vestidas de palhaças. Devíamos estar fazendo alguma coisa certa.
Seguimos por outros quartos e percebi como o clima no AC é diferente, é leve. Os jogos fluem de uma maneira diferente e o fato de haver 4 pacientes em quase todos os quartos + seus respectivos filhos tornava quase todos os momentos uma grande festa, pois todos interagiam entre si. Ainda assim, o cuidado não foi deixado de lado. Fomos informadas, ainda na nossa chegada, que duas pacientes tinham perdido seus filhos. Uma delas assistiu enquanto tiravamos foto e brincavamos com a filha de uma outra paciente, em seu mesmo quarto. Quando olhei para ela, soube na hora que era ela a "FM", como disse a enfermeira. Tanta tristeza em seu olhar...e ter que assistir todas as outras mães com seus filhos... como lidar?. Pauli e Cacá também perceberam e fomos falar com ela. De início, havia lágrimas em seus olhos e ela segurava o choro. Mas fomos conversando e foi muito bom ver que, no fim de nossa rápida interação, suas lágrimas haviam secado e um sorriso havia nascido em seu rosto.
Continuamos por outros quartos e cada interação foi especial. E fechamos com chave de ouro no quarto de Roberta, paciente que eu Pauli já conhecíamos dos plantões no COB. Assim que entramos, ela já foi logo dizendo: Eu mereço... E depois: Eu conheço vocês!
Foi uma mudança radical. Da impaciência à entrega. Sim, porque ela nos fez encerrar atuação cantando juntas, logo ela que não queria nem que a gente chegasse junto...
P.S.: tenho notado que estamos tendendo a repetir alguns jogos. Ainda que cada atuação seja única e a resposta dos pacientes, diversa, isso tem me incomodado um pouco :(
Claramente eu precisava me tratar.
Para minha surpresa, as mães são seres bem mais tranquilas do que eu pensava. Logo em um dos primeiros quartos, uma delas entregou sua filha nos braços de Pauli... Tirem uma foto com ela! Tiramos. Eu super encantada e perplexa, ao mesmo tempo. Melhor ainda foi que a menininha nem se mexeu, nem chorou, nem nada. Trauma 1: vencido! (tudo bem que não era a mesma coisa, mas deixa eu me iludir hehehe). A cena se repetiu em um outro quarto, com Pauli servindo de "berço" para mais uma pequenina calminha. Quanta confiança sentir ser transmitida. Uma mãe entregar seu filho, com poucas horas de vida, nos braços de umas estranhas e ainda por cima vestidas de palhaças. Devíamos estar fazendo alguma coisa certa.
Seguimos por outros quartos e percebi como o clima no AC é diferente, é leve. Os jogos fluem de uma maneira diferente e o fato de haver 4 pacientes em quase todos os quartos + seus respectivos filhos tornava quase todos os momentos uma grande festa, pois todos interagiam entre si. Ainda assim, o cuidado não foi deixado de lado. Fomos informadas, ainda na nossa chegada, que duas pacientes tinham perdido seus filhos. Uma delas assistiu enquanto tiravamos foto e brincavamos com a filha de uma outra paciente, em seu mesmo quarto. Quando olhei para ela, soube na hora que era ela a "FM", como disse a enfermeira. Tanta tristeza em seu olhar...e ter que assistir todas as outras mães com seus filhos... como lidar?. Pauli e Cacá também perceberam e fomos falar com ela. De início, havia lágrimas em seus olhos e ela segurava o choro. Mas fomos conversando e foi muito bom ver que, no fim de nossa rápida interação, suas lágrimas haviam secado e um sorriso havia nascido em seu rosto.
Continuamos por outros quartos e cada interação foi especial. E fechamos com chave de ouro no quarto de Roberta, paciente que eu Pauli já conhecíamos dos plantões no COB. Assim que entramos, ela já foi logo dizendo: Eu mereço... E depois: Eu conheço vocês!
Foi uma mudança radical. Da impaciência à entrega. Sim, porque ela nos fez encerrar atuação cantando juntas, logo ela que não queria nem que a gente chegasse junto...
P.S.: tenho notado que estamos tendendo a repetir alguns jogos. Ainda que cada atuação seja única e a resposta dos pacientes, diversa, isso tem me incomodado um pouco :(
Presentes no 11º Sul
DB,
Atuação na clínica médica. Primeiro pensamento: espaço familiar, por onde transitamos tanto no 4º período. Segundo pensamento: lá sempre tá lotado... E realmente estava. Mas, isso só aumentou o número de desafios.
De início, logo em um dos primeiros quartos, encontramos umas mulheres e fomos jogando com elas. Algo como uma loja, um desfile. Em algum momento, Pauli propôs que precisava de uma mudança e eu concordei, sem saber o que ela pretendia. Daí, ela virou o nariz, trocando a cor. PAM: o meu nariz não muda a cor. Assisti por uns 3 segundos a cena e pensei: como eu vou mudar também Deus? kkkk O que me veio na hora foi trocar o lado da boina. Funcionou. Estávamos as duas "irreconhecíveis".
Seguimos e encontramos um pai um filha, jogando canastra ou algum outro jogo de baralho (era um negócio complexo). Cena comum? Precisavam passar o tempo e a "monotonia"? Acho que sim. Mas não havia nada de ordinário naquelas pessoas. Principalmente no pai. Que presente foi encontrá-lo e aprender com ele, seu Anthelmo Sabino. Ou "Sabido", como o batizamos. Escutamos, escutamos, escutamos. Poderia passar horas ouvindo o que ele tinha a dizer... Tantos ensinamentos! E o mais bonito... o amor pela família, pelos filhos. E da filha para com ele... era palpável. E ainda aparece um neto depois, "o Caio, que faz faculdade aqui perto", como contou cheio de orgulho. Seu Anthelmo com certeza foi um presente naquele dia, em meio ao caos das últimas semanas que temos vivido. Eventualmente, tivemos que deixa-lo... parecíamos duas órfãs de "avô", querendo ser adotadas por ele.
Em um outro quarto, encontramos seu João, que logo esboçou um sorriso de orelha a orelha quando colocamos a cabeça na porta do quarto. Foi como um abraço de boas vindas. E como sorria esse senhor. E são esses momentos que fazem tudo valer a pena, quando todos os problemas se tornam minúsculos, quando esqueço de tudo que me aflige. Qual o tamanho dos meus problemas, quando tem alguem que sofre por, certamente, algo muito mais dificil e ainda sorri daquele jeito?
E seguimos assim, impulsionadas por esses e por todos os outros pacientes que encontramos nesse dia. Foi um presente lindo!
P.S.: gostei de como interagimos com o "exterior", com o que se passava do lado de fora. Sempre que passava alguém com um rádio, pensavamos ser algum tipo de segurança, querendo nos retirar do andar "vip". Notei que estávamos bem atentas às pessoas lá fora, inclusive, percebendo quando uma de nossas colegas de turma apenas passou e sorriu. Acho que estamos aprendendo...:)
Atuação na clínica médica. Primeiro pensamento: espaço familiar, por onde transitamos tanto no 4º período. Segundo pensamento: lá sempre tá lotado... E realmente estava. Mas, isso só aumentou o número de desafios.
De início, logo em um dos primeiros quartos, encontramos umas mulheres e fomos jogando com elas. Algo como uma loja, um desfile. Em algum momento, Pauli propôs que precisava de uma mudança e eu concordei, sem saber o que ela pretendia. Daí, ela virou o nariz, trocando a cor. PAM: o meu nariz não muda a cor. Assisti por uns 3 segundos a cena e pensei: como eu vou mudar também Deus? kkkk O que me veio na hora foi trocar o lado da boina. Funcionou. Estávamos as duas "irreconhecíveis".
Seguimos e encontramos um pai um filha, jogando canastra ou algum outro jogo de baralho (era um negócio complexo). Cena comum? Precisavam passar o tempo e a "monotonia"? Acho que sim. Mas não havia nada de ordinário naquelas pessoas. Principalmente no pai. Que presente foi encontrá-lo e aprender com ele, seu Anthelmo Sabino. Ou "Sabido", como o batizamos. Escutamos, escutamos, escutamos. Poderia passar horas ouvindo o que ele tinha a dizer... Tantos ensinamentos! E o mais bonito... o amor pela família, pelos filhos. E da filha para com ele... era palpável. E ainda aparece um neto depois, "o Caio, que faz faculdade aqui perto", como contou cheio de orgulho. Seu Anthelmo com certeza foi um presente naquele dia, em meio ao caos das últimas semanas que temos vivido. Eventualmente, tivemos que deixa-lo... parecíamos duas órfãs de "avô", querendo ser adotadas por ele.
Em um outro quarto, encontramos seu João, que logo esboçou um sorriso de orelha a orelha quando colocamos a cabeça na porta do quarto. Foi como um abraço de boas vindas. E como sorria esse senhor. E são esses momentos que fazem tudo valer a pena, quando todos os problemas se tornam minúsculos, quando esqueço de tudo que me aflige. Qual o tamanho dos meus problemas, quando tem alguem que sofre por, certamente, algo muito mais dificil e ainda sorri daquele jeito?
E seguimos assim, impulsionadas por esses e por todos os outros pacientes que encontramos nesse dia. Foi um presente lindo!
P.S.: gostei de como interagimos com o "exterior", com o que se passava do lado de fora. Sempre que passava alguém com um rádio, pensavamos ser algum tipo de segurança, querendo nos retirar do andar "vip". Notei que estávamos bem atentas às pessoas lá fora, inclusive, percebendo quando uma de nossas colegas de turma apenas passou e sorriu. Acho que estamos aprendendo...:)
10º Sul - o que esconde?
DB querido,
primeiramente, tenho que me redimir com você. Sim, você está sendo postado com duas semanas de atraso. Cara de pau? Mequetrefice? Tudo isso e muito mais. Um milhão de desculpas.
Segundamente, ai vai um breve resumo do dia no 10º sul.
Quando olhei a escala, me perguntei: o que danado funciona lá? Nunca havia ido, nunca tinha ouvido nenhum comentário a respeito hehehe totalmente se joga no vazio. Bom eventualmente descobrimos que era o andar para transplantados e cirurgia bariatrica. Ok, deu pra situar um pouquinho mais.
Iniciamos a atuação e entramos no primeiro quarto. De cara, deu pra perceber como o introsamento com as minhas MCMs cresceu. Fazia algumas semanas que não atuavamos as 3 juntas e acho que só agora conseguimos perceber isso... o jogo fluia mais, uma comprando a carta da outra. Acho que estamos aprendendo! \o/
A tarde seguiu com dança, música e muitas, mas muitas risadas. Especialmente com a acompanhante de um paciente, que não parou de nos seguir depois que seguimos ela pelo corredor.
Momento UAU do dia: encontramos uma sala de cinema, digo, clube do boné, digo, área de churrasco. Um mesmo espaço, que se transformou em tantos outros, simplesmente porque os 2 pacientes que o ocupavam nos conduziram e foram conduzidos por essa caminhada <3
Momento PAM: um certo paciente saiu de seu quarto e veio ao nosso encontro. Parecia não estar muito bem e veio conversar comigo, dizendo o quanto nosso trabalho era bonito e etc. No meio da conversa, "passou a mão" em mim, displecentemente. Na hora, não entendi se aquilo realmente tinha acontecido ou se eu simplesmente estava viajando. Não fiquei para descobrir... na mesma hora sai de junto, até porque ele estava passando algo muito pesado. Deveria ter ficado, porque depois descobri que ele fez o mesmo com Cacá, que acabou ficando sozinha com ele :((
primeiramente, tenho que me redimir com você. Sim, você está sendo postado com duas semanas de atraso. Cara de pau? Mequetrefice? Tudo isso e muito mais. Um milhão de desculpas.
Segundamente, ai vai um breve resumo do dia no 10º sul.
Quando olhei a escala, me perguntei: o que danado funciona lá? Nunca havia ido, nunca tinha ouvido nenhum comentário a respeito hehehe totalmente se joga no vazio. Bom eventualmente descobrimos que era o andar para transplantados e cirurgia bariatrica. Ok, deu pra situar um pouquinho mais.
Iniciamos a atuação e entramos no primeiro quarto. De cara, deu pra perceber como o introsamento com as minhas MCMs cresceu. Fazia algumas semanas que não atuavamos as 3 juntas e acho que só agora conseguimos perceber isso... o jogo fluia mais, uma comprando a carta da outra. Acho que estamos aprendendo! \o/
A tarde seguiu com dança, música e muitas, mas muitas risadas. Especialmente com a acompanhante de um paciente, que não parou de nos seguir depois que seguimos ela pelo corredor.
Momento UAU do dia: encontramos uma sala de cinema, digo, clube do boné, digo, área de churrasco. Um mesmo espaço, que se transformou em tantos outros, simplesmente porque os 2 pacientes que o ocupavam nos conduziram e foram conduzidos por essa caminhada <3
Momento PAM: um certo paciente saiu de seu quarto e veio ao nosso encontro. Parecia não estar muito bem e veio conversar comigo, dizendo o quanto nosso trabalho era bonito e etc. No meio da conversa, "passou a mão" em mim, displecentemente. Na hora, não entendi se aquilo realmente tinha acontecido ou se eu simplesmente estava viajando. Não fiquei para descobrir... na mesma hora sai de junto, até porque ele estava passando algo muito pesado. Deveria ter ficado, porque depois descobri que ele fez o mesmo com Cacá, que acabou ficando sozinha com ele :((
sábado, 5 de novembro de 2016
Nota Mental: Encontro
Dia de Pediatria!
Frio na barriga, nervosismo, curiosidade... Ouvi tanto os velhinhos falarem dos tropeços e do quanto a Pediatria não é o que se espera que um mix de sentimentos já me dominava antes mesmo de chegar no setor. Pois bem. Ari e Pauli subiram, falaram com o pessoal da enfermagem e prontamente foram bem recebidas, ganharam um quartinho pra se trocar (obrigada Deus por aquele ar condicionado acalmador) e subiram a energia. Entram em cena Valdete e Iolanda. Com certeza elas se jogaram no vazio.
Logo no corredor, encontramos Rodrigo, tímido no início, mas de cara percebia-se uma certa curiosidade para com as nossas figuras. Ele nos ajudou muito nessa atuação... as cartas que mandavamos entravam com ele e no final, pelo abraço que recebemos, deu pra notar que alguma coisa deixamos para ele naquela tarde. <3
Mas, foi uma tarde de alguns tropeços e desesperos, como já contavam os velhinhos. Haviam muitos bebês no andar e, um deles (Miguel), que estava andando pelo corredor com a mãe, nos deixou bem tensas. Assim que nos viu, ele parou. Paramos também e ficamos só olhando, abaixadinhas, no nível dele. Ele olhou, olhou, olhou e... começou a chorar. Dei uma bela travada. Só conseguia pensar: socorro! kkkkk Olhei pra Pauli e ela também ficou bem nervosa... na dúvida, corre! Nos viramos e partimos, deixamos o menino lá para ser consolado. 1º choro da tarde.
Continuamos pelos quartos, mas toda vez que saíamos de algum para o corredor, se Miguel nos visse, mesmo que de longe, ele chorava. Quase chorei junto kkkk eu e Pauli entravamos correndo em outro quarto. 2º, 3º, 4º choro da tarde...
Entramos em outro quarto, e outra bebezinha chorou quando nos viu.5º (?) choro da tarde.
Apesar de tudo, seguramos a energia, e jogamos muuito com as mães/pais e com os funcionários do setor. Entraram no jogo, nos desfiles que Iolanda propôs, nas danças e etc.
E pra terminar, só uma nota mental que fiz naquela tarde: a arte do palhaço é encontrar. Isso porque, apesar dos choros e do "estranhamento", não desistimos de Miguel. Fomos aos pouquinhos, tentando segurar o desespero quando ele chorava. E ai, em algum momento, a mágica aconteceu: ele nos encarou, que nem antes, olhou, olhou... não chorou. Veio até a gente e nos deu uma pulseirinha de brinquedo. [Insira aqui tudo que sentiu nesse momento].
Frio na barriga, nervosismo, curiosidade... Ouvi tanto os velhinhos falarem dos tropeços e do quanto a Pediatria não é o que se espera que um mix de sentimentos já me dominava antes mesmo de chegar no setor. Pois bem. Ari e Pauli subiram, falaram com o pessoal da enfermagem e prontamente foram bem recebidas, ganharam um quartinho pra se trocar (obrigada Deus por aquele ar condicionado acalmador) e subiram a energia. Entram em cena Valdete e Iolanda. Com certeza elas se jogaram no vazio.
Logo no corredor, encontramos Rodrigo, tímido no início, mas de cara percebia-se uma certa curiosidade para com as nossas figuras. Ele nos ajudou muito nessa atuação... as cartas que mandavamos entravam com ele e no final, pelo abraço que recebemos, deu pra notar que alguma coisa deixamos para ele naquela tarde. <3
Mas, foi uma tarde de alguns tropeços e desesperos, como já contavam os velhinhos. Haviam muitos bebês no andar e, um deles (Miguel), que estava andando pelo corredor com a mãe, nos deixou bem tensas. Assim que nos viu, ele parou. Paramos também e ficamos só olhando, abaixadinhas, no nível dele. Ele olhou, olhou, olhou e... começou a chorar. Dei uma bela travada. Só conseguia pensar: socorro! kkkkk Olhei pra Pauli e ela também ficou bem nervosa... na dúvida, corre! Nos viramos e partimos, deixamos o menino lá para ser consolado. 1º choro da tarde.
Continuamos pelos quartos, mas toda vez que saíamos de algum para o corredor, se Miguel nos visse, mesmo que de longe, ele chorava. Quase chorei junto kkkk eu e Pauli entravamos correndo em outro quarto. 2º, 3º, 4º choro da tarde...
Entramos em outro quarto, e outra bebezinha chorou quando nos viu.5º (?) choro da tarde.
Apesar de tudo, seguramos a energia, e jogamos muuito com as mães/pais e com os funcionários do setor. Entraram no jogo, nos desfiles que Iolanda propôs, nas danças e etc.
E pra terminar, só uma nota mental que fiz naquela tarde: a arte do palhaço é encontrar. Isso porque, apesar dos choros e do "estranhamento", não desistimos de Miguel. Fomos aos pouquinhos, tentando segurar o desespero quando ele chorava. E ai, em algum momento, a mágica aconteceu: ele nos encarou, que nem antes, olhou, olhou... não chorou. Veio até a gente e nos deu uma pulseirinha de brinquedo. [Insira aqui tudo que sentiu nesse momento].
sábado, 22 de outubro de 2016
Atuação incrivel, DB mequetrefe :(
DB,
fui mequetrefe. Quase esqueço de você!
E pra completar, ainda tou mental e fisicamente exausta no momento...
Então, rabisco aqui só algumas anotações sobre a atuação dessa semana:
1. Cuidado. Na hemodiálise senti isso muito vivo. A dinâmica é bem diferente lá e tudo que me passava na cabeça enquanto estava lá era: cuida do jogo, mas cuida do outro!
2. Sensibilidade. Saber perceber quando interagir, como interagir. Muitos pacientes estavam bem cansadinhos, meio debilitados, e as vezes só queriam ficar quietinhos. A interação se dava muito no olhar, no encontro.
3. O outro é um mistério. Muitas surpresas encontramos. Ouvimos "serenatas", poesias, conhecemos uma filha de Portugal, e por ai vai...
4. Respeito. Acima de tudo, respeito ao outro, ao ambiente, aos profissionais do setor. Para mim, isso foi o que mais pesou na atuação na Hemodiálise. A dinâmica realmente é diferente, e foi extremamente necessário saber respeitar os diversos limites que nos eram impostos.
No mais, a atuação foi linda! Cada dia mais apaixonada pelo que estamos fazendo e por cada encontro pelo caminho! <3
Beijos, Ari.
PS: Na hemodiálise está ocorrendo a pesquisa sobre o projeto. Infelizmente, nos desencontramos no inicio. Nós atrasamos e a atuação não começou no horário. E no final, quando procuramos a pesquisadora para nos explicarmos, nos desencontramos. Ponto negativo do dia :(
PPS: Da próxima vez, escreverei um DB decente, do jeito que vc merece...
fui mequetrefe. Quase esqueço de você!
E pra completar, ainda tou mental e fisicamente exausta no momento...
Então, rabisco aqui só algumas anotações sobre a atuação dessa semana:
1. Cuidado. Na hemodiálise senti isso muito vivo. A dinâmica é bem diferente lá e tudo que me passava na cabeça enquanto estava lá era: cuida do jogo, mas cuida do outro!
2. Sensibilidade. Saber perceber quando interagir, como interagir. Muitos pacientes estavam bem cansadinhos, meio debilitados, e as vezes só queriam ficar quietinhos. A interação se dava muito no olhar, no encontro.
3. O outro é um mistério. Muitas surpresas encontramos. Ouvimos "serenatas", poesias, conhecemos uma filha de Portugal, e por ai vai...
4. Respeito. Acima de tudo, respeito ao outro, ao ambiente, aos profissionais do setor. Para mim, isso foi o que mais pesou na atuação na Hemodiálise. A dinâmica realmente é diferente, e foi extremamente necessário saber respeitar os diversos limites que nos eram impostos.
No mais, a atuação foi linda! Cada dia mais apaixonada pelo que estamos fazendo e por cada encontro pelo caminho! <3
Beijos, Ari.
PS: Na hemodiálise está ocorrendo a pesquisa sobre o projeto. Infelizmente, nos desencontramos no inicio. Nós atrasamos e a atuação não começou no horário. E no final, quando procuramos a pesquisadora para nos explicarmos, nos desencontramos. Ponto negativo do dia :(
PPS: Da próxima vez, escreverei um DB decente, do jeito que vc merece...
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