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segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

10 - Nenéns e bom humor

PRECISO repetir que: O COB É MUUUUITO AMOR!!!!
Essa foi nossa segunda atuação lá, e foi incrível de novo (não sei se é porque tivemos sorte de sermos bem acolhidas ou se eu acho isso pela queda que tenho pela área, talvez os dois).
Primeiro entramos em um quarto com várias mulheres, e aconteceu um monte de coisa legal que eu não lembro direito mas que foi massa e eu só sei que foi massa (tinham várias quase tendo neném, outras que já tiveram; uma delas era incrivelmente engraçada e elas estavam bem tranquilas com a situação - mesmo algumas prestes a ter um filho kkkk). Depois de um tempinho por lá, seguimos pra outros cômodos. Encontramos (novamente - isso também aconteceu na primeira atuação lá) uma moça que teve uma gravidez ectópica e tava se recuperando, sentindo dor e triste pelas condições em que estava.
Aí seguimos e encontramos a mãe e a vó de Maria Eva, que estavam ali esperando a recuperação da recém-nascida, felizes pelas gramas ganhas no dia (era perceptível a felicidade pela chegada da menina).
Aí nos esbarramos com uma vó (de 37 anos!!!!!!!!!!) que estava esperando a filha voltar da cesárea. No meio disso um médico senhor nos levou pra conhecer outro médico (Dr. Dornelas - ou algo do tipo) no berçário. Essa parte foi bem aleatória, mas foi massa ver os bebês fofinhos AAAAAAAA.
Aí voltamos pra jovem vovó e encontramos Caio pelo setor, que virou meu marido e tinha um caso com Vasco. Depois disso começou a declaração da vovó pelo médico senhor (ela disse que ele era muito galã hahahahahsh).
ESSE DIA FOI LOUCO
Aah, foi uma atuação massa (a última com minha MCM). Nós construímos uma relação legal, independentes dos desencontros da vida. Crescemos juntas e conhecemos mais uma da outra. Percebemos o quanto somos diferentes, mas parecidas e que nosso jogo dá certo. OBRIGADA POR TUDO VASQUINHO!!!!!
Terminar esse ciclo (meio ciclo) no COB foi massa. Só to triste porque não fomos na pediatria nenhuma vez (eu tava esperando por esse dia).
As férias chegaram e também chegou ao fim o semestre de atuações. Vou sentir falta dessa sensação incrível proporcionada pela palhaçaria. MAS DESCANSAR É BOM E AÍ VOU EU
Até já já DB!!!

Alice

9 - Voltem sempre

Nunca tínhamos estado lá. Mas, como esperado, o ambiente era leve. Sim, isso era o esperado ahhaha parece que todos os lugares pro tratamento de câncer nesse hospital são um amor. Ainda bem. Percebemos o quanto isso influencia no tratamento e, consequentemente, no bem-estar do paciente.
O dia não tava legal pra mim nem pra Vasco, sabe qual você se sente meio tchum? Mas estávamos lá pra dar o melhor que nós pudéssemos.
Percebi que no mundo dos palhaços nossos problemas não são esquecidos, mas sentimos um aconchego por estar ali fazendo o que gostamos e recebendo tanto carinho.
Encontramos pessoas queridas com fé, esperança e perseverança (cada quarto é denominado com palavras de apoio e força - muito fofinho - e parece que o pacientes incorporam o sentimento).
A gente foi muito bem recebido por TODO mundo. Sabe quando as pessoas ficam gratas por te terem ali e querem que você volte? E você fica grata por ela existir e te aceitar. Aí fica um sentimento mútuo de own e todo saem felizes.
Foi legal conhecer um lugar novo antes das férias. Já tava triste por nunca ter estado lá durante o semestre todinho.
É isso DB, desculpa por ser mequetrefe e escrever tão pouquinho, mas às vezes é difícil descrever cada sensação que temos no setor, aí eu travo e só fico pensando no qual massa foi.

Alice

domingo, 10 de dezembro de 2017

8 - Atuando e aprendendo

Hoje foi dia de nefro. Minhas lembranças de lá iam do céu ao inferno (sim, pessoas maravilhosas e outras tão pesadas). Foi importante chegar aberta a fazer diferente. Dessa vez tinha pouca gente, tava beem calmo por lá. Mas conhecemos pessoas especiais e únicas. Exercitamos a empatia e nossa vontade de conhecer o outro.
Foi a atuação mais rápida até hoje. Foi importante aprender a entender o momento de ir embora. Até porque o jogo não é feito só por nós.
A ligação com minha MCM é mais que importante pra essa percepção. E pra que tudo fique bem como ficou. Enfim, não foi a melhor atuação da vida, mas também nao fiquei com a impressão pesada igual a que tinha antes.
Até a próxima DB. Já to com saudades do meu eu palhaço que vai ficar de férias por um tempinho.

Alice

7 - Nós aqui de novo

Voltamos ao ambulatório de onco! Da última vez tinha sido bem legal, ou seja, a expectativa era boa. Mas foi totalmente diferente. Não que tenha sido ruim, muito pelo contrário, foi ótimo. Porém de um jeito diferente. Dessa vez encontramos pessoas tão dispostas a conversar, contar suas vidas e abrirem seus mundos pra gente. Fomos convidadas a um chá de bebê num mundo distante que nem sabemos qual é. Conhecemos dona Doralice, a pessoinha mais fofa e simples, mas tão forte.
Diante dessa atuação mais monótona, foi importante manter o corpo com a energia do jogo. E se manter no jogo.
Hoje tive certeza do quanto venho aprendendo a cada dia com o projeto. Conhecer pessoas de diversos lugares e condições nos faz entender melhor o mundo.
Isso é massa.
PS: A cada atuação meu amor por esse ambulatório só cresce. Eu AMO esse lugar. O ambiente tem um clima de paz e compreensão pela dor do outro. É muito incrível.

Alice

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

6 - CORREEEEE

Bem, dessa vez eu atuei com outro serzinho maravilhoso: Rai!!!
Tava com medo disso. Ainda não sei se sou tão solta quanto poderia ser nas atuações e tinha medo de estar lá, tão exposta ao acaso.
Outra novidade: encontramos Catarina, que tá fazendo tcc sobre o projeto e foi nos acompanhar.
Pra minha surpresa, não foi difícil me entregar àquele dia. Nossos encontros foram simples, sem tantas ideias mirabolantes, mas conseguimos manter uma conexão. (Corremos das pessoas com seus colares pretos horríveis.) Seu Renzo ficou feliz em nos contar sua história na Itália. Isolda se entregou às suas emoções.
Percebi que a parte mais importante da ação é o querer. Isso impulsiona tudo. E eu quis. Deu certo? Acho que sim.
Lembrei tanto da oficina. Reaprendi o tanto que o simples é especial e deve ser valorizado.
Obrigada pela manhã incrível e pelo aprendizado enorme. Foi massa.

Alice (01/12)

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

5 - COB é amor

Chegamos no COB e já encontramos vozes que nos faziam querer voltar atrás. “Muita gente aqui acha uma falta de respeito vocês virem com brincadeirinha numa hora de dor”. MAS PRECISO DIZER QUE: Atuar no COB foi massa!!!!!!!
Saber dosar e entender que a energia pode estar alta mesmo em movimentos mínimos foi essencial. Aquele lugar de alegria e tristeza (sim..... mulheres frustadas com o serviço prestado e aquelas que sofrem a perda do neném) me fez conhecer um novo modo de lidar com o outro. Foi preciso saber quando e como devemos interagir com o outro.

Nós conseguimos. E foi lindo.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

4 - AI MEU OLHO

Hoje (30.10.17) fomos pra o décimo andar sul. Não sabia o que ia encontrar pela frente. Estávamos preocupadas com nosso erro da última atuação (a gente tinha esquecido de perguntar sobre óbitos e/ou isolamentos). A atuação começou bem tranquila, mas fomos quase expulsas de um quarto hahahah (depois a senhora foi até simpática). Nos encontramos com Fabiana Carla, que estava lá pra perder peso, conversamos e nos propomos a ajudá-la na venda de biquínis e lingeries. Nisso encontramos Niveta Toda Preta (incrível como a gente reconhece palhacinhos por aí). O ponto alto do dia foi dançar ao som de músicas diversas (tinha sertanejo, funk, eletrônica). O senhor admitiu que era animado e festeiro, enquanto sua mulher não tava gostando nada ahhaha mas foi incrível.


EITA já ia esquecendo do momento em que Vasco espirrou álcool em gel no meu olho sem querer. Eu não sabia bem como agir naquela situação porque tava ardendo MUITO. Mas aí passou e deu tudo certo. 


É isso db, até a próxima. 

domingo, 29 de outubro de 2017

3 - Volta ao mundo

OLAAA

Hoje (27.10.17) a atuação foi na enfermaria de nefro. No meio de um módulo de urinário, estudando sobre hemodiálise e rins, eu tava vendo a situação real daqueles pacientes enfrentando a (triste) realidade desse processo. Conhecemos Layane (acho), sua mãe e sua tia, Márcia, dona Vera... ah, dona Vera. Ela nos ensinou tanto sobre a vida em umas horinhas. Nos alertou sobre a importância de beber água (“hidratem-se, filhas”), cantou em diversas línguas (demos a volta ao mundo), ensinou sobre a importância da espiritualidade e também sobre estar de bem consigo mesmo, e ainda nos falou sobre seus planos e sonhos. Sonhos que talvez não se concretizem, mas a felicidade de tê-los é imensa. A força de Dona Vera foi tocante, mas fez eu me sentir não tão palhaça. Parei pra refletir no meio da atuação e fiquei, grande parte do tempo, ouvinte de suas histórias.
Foi um dia de aprendizado. Aprender com dona Vera a ver a vida de uma forma diferente. Mas também me trouxe de volta a reflexão sobre o que é ser palhaço e qual o impacto disso na vida do outro.
Ainda to tentando chegar a uma conclusão concreta, mas a inquietação buscando a melhora é imensa. 
Obs: a reciclagem nos trouxe um novo hábito de comentar todos os prós e contras da nossa atuação e isso foi incrível! 
Obs2: nossa foto com dona Vera <3


Até a próxima, DB!

sábado, 7 de outubro de 2017

2 - CAOS

A atuação de hoje (02.10) começou com uma recepção incrível. Fomos pra o ambulatório de oncologia. Lá, as enfermeiras nos receberam carinhosamente, desejando a nossa visita. Conhecemos primeiramente seu Menezes e sua esposa, que entrou no nosso jogo e pintou o nariz: virou palhaço com a gente. Dona Marina e a neta Kelly, uma sereia cantora Iara e seu marido, seu Samuel...
Depois de pintar seu Menezes, convencemos mais alguns de fazer parte do nosso jogo. Servimos papa, tiramos foto e conversamos demais.
"QUE SAIA BRILHANTE" foi ouvido mais de 5 vezes hahaha e eu amei, claro.
Bem, preciso pontuar que Vasco tá sendo a melhor companheira do mundo. Estamos entrando em sintonia e nosso jogo se complementa. Porém às vezes me sinto coadjuvante no meu próprio jogo, e acho que isso deve ser mudado (tô tentando...).
Outro ponto importante: minha surpresa ao conhecer aquele lugar. Quando soube que atuaria na oncologia, achei que seria um local pesado e triste. Mas não!!!! Foi feliz, emocionante e inspirador. Percebi a grande influência do ambiente no estado emocional do paciente depois de conhecer o HR essa semana e tomar um grande choque de realidade.

Núcleo do dia: no meio do caos existe amor e esperança 💗

Valentina

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

1 - Primeiro dia

Oi DB! Que saudades que eu tava disso....
Bem, hoje (22.09.17) foi o dia da minha primeira atuação no hospital. Tava ansiosa? Muuuito. Na verdade, achei que ia ser horrível, que ia dar tudo errado. Eu não sabia o que ia fazer, o que ia falar. 
Encontrei Vasco e Tali e seguimos pra encontrar Pilé, já que Tali não podia acompanhar a gente. Aí eu soube que ia atuar no alojamento, com muitos bebezinhos (uma das coisas que mais amo na vida). Porém o medo continuou. Foi difícil subir a energia com tanto nervosismo. Nós trocamos e chegou a hora. UM, DOIS.... TRÊS.............. VAAAAI. Ou não. Mas vai sim. E fomos. 
Aí o primeiro quarto que entramos já não não foi tão receptivo. 
E o medo de acordar os bebês? Enorme. 
De repente já tínhamos entrado em quase todos os quartos sem desenvolver grandes jogos. 
Ai Vasco me ajudou a recuperar a vontade de vencer. Me ajudou com o olhar, com a força. E fluiu. 
Foi maravilhoso por ser simples. Pelos "sim" que recebemos. Pelos "não" também. E pelos encontros.
Pontos importantes: conhecemos Alexandre, Miguel, João, Laura, Isabela, Kayck Gabriel Mathias, além dos gêmeos sem nome (demos o nome de Davi e Lucas - ou príncipe William). 

O primeiro passo deu certo. Obrigada Pilé, Tali e Vasco por tornarem isso possível 💗

Alice