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domingo, 17 de dezembro de 2017

Gratidão

Última atuação do ciclo e nos mandaram para onde?
Pediatria!
Sim, aquele setor que nem eu nem Duda gostamos muito rs
Eu e minha MCM estávamos acabadas pelas provas de fim de período e já fomos pro setor com um pé atrás, achando que não seria bom, como na última vez.
Mas fomos mesmo assim.
Dessa vez, não fomos bestas e nos aquecemos com umas músicas melhores, rolou aquele gostinho de despedida, com pausa pro momento das selfies (que vou guardar pra lembrar desse dia pra sempre).
Nos lançamos no setor, tentando deixar nossos estigmas para trás e foi incrível!
Obrigada Vitor e Marininha por nos escalarem para a Pediatria de novo, porque essa atuação foi maravilhosa para ressignificar muitas coisas da última atuação por lá.
Obrigada também a cada um que se dispôs a nos encontrar nesse dia e fez essa atuação tão linda.
Palavras não dão conta pra resumir cada abraço, cada sorriso, cada olhar e gesto que recebi que fez dessa atuação tão singular e tão maravilhosa.
Saí de lá esgotada, verdade, porém não poderia estar mais realizada.
Foi o melhor jeito de encerrar um ciclo e também o melhor início de férias que eu poderia ter <3

E pra eu não me esquecer:
- muito obrigada, Duda e Carlinha que fez muita falta nessa última atuação por terem sido as melhores companheiras do mundo, ao longo desse semestre, amei cada momentinho da gente!
- Safifi e Lua, vocês foram as lindovisoras mais lindas, obrigada por tudo!
- obrigada, PERTO, pela acolhida, que me proporcionou tantos encontros maravilhosos!

- obrigada, Catita, por ter me mostrado e me ensinado tanto sobre mim!

sábado, 11 de novembro de 2017

O dia em que a gente quase não atuou

Hoje a gente tinha tudo para não atuar, viu, DB? Mas, enfim, conseguimos e foi maravilhoso!

Nossa atuação seria na Onco, no 11° norte, nos encontramos, eu, Carlinha e Duda e subimos até lá. Chegamos e o clima já no corredor estava bem pesado, com muita gente chorando na frente da porta de um dos quartos. Fomos, então, falar com a enfermeira e ela disse que achava melhor que não atuássemos naquele momento e que voltássemos outro dia, porque tinha uma paciente terminal já bem debilitada e aquele era o momento de despedida de sua família.

Ou seja, fomos barradas na Onco ):

Por uma situação completamente plausível, é claro, que entendemos e respeitamos. Mas a gente queria tanto atuar! Eu pelo menos queria muito, tinha saído de casa só pra isso (e nem por isso que eu queria tanto, era aquela vontade de brilhar o olhar, encontrar e me renovar, porque eu tava precisando disso).

Fomos atrás da escala da semana, para ver se tinha mais alguma dupla atuando hoje e também do pessoal da coordenação, para ver se tinha a possibilidade da gente ir atuar em outro setor. Vimos que Lari e Shica estavam escaladas para ir pro COB, mas descobrimos que elas não iriam porque Lari não podia. Então, liguei para Vitor e pedi para irmos para lá, com Shica, ele nos deu o OK (obg, migo (: ), esperamos que Shica chegasse e quando ela chegou, subimos.

Chegando no COB, fomos animadas pedir a roupinha de bloco e a aí veio o banho de água fria:

- NÃO TEM ROUPA PARA AS QUATRO!

É, tava difícil pra gente hoje, DB!

Tentamos insistir e ela nos deu duas roupas e disse para gente perguntar à enfermagem lá dentro se poderíamos entrar com apenas a blusa do bloco, que ela nos daria.   
Carlinha entrou para conversar com alguém da equipe e cada segundo de espera foi uma aflição, mas ela voltou para dizer que estávamos autorizadas.

FINALMENTE UMA NOTÍCIA BOA, OBRIGADA!

Entramos e nos arrumamos rapidinho, já que tínhamos perdido bastante tempo com toda nossa saga para conseguir atuar e contamos com a presença ilustre de Tatá <3 que apareceu no vestiário, enquanto nos arrumávamos e nos deu aquele abraço pré-atuação que foi maravilhoso para se sentir acolhida depois de tanto NÃO que recebemos até ali (obg, Tatá!).

A atuação foi bem rapidinha, mas foi maravilhosa! <3

Destaque para o momento em que Carlinha perguntou para uma mulher o porquê dela estar ali e ela disse que tinha tido um feto morto e tinha feito cesárea para retirá-lo. Todo mundo ficou em silêncio sem saber o que fazer ou o que falar. Fiquei feliz de ter tomado a iniciativa para mudar de assunto para tentar quebrar a tensão, porque sinto que na maior parte das vezes espero muito a iniciativa das minhas MCMs , espero que elas tomem a frente e se arrisquem, enquanto eu só compro o jogo delas, sem talvez propor tanto.

Outro destaquezinho vai para a moça que disse, quando entramos no quarto, que seu sorriso era para esconder a sua tristeza. Vê-la no final do nosso encontro com os olhinhos mais brilhantes e menos triste, depois da nossa visita, foi lindo!

Sempre me surpreendo com o como a gente transforma o setor (senti muito isso nessa e na primeira atuação no COB, talvez porque eu ache que esse setor precise muito, de muito cuidado), principalmente quando vejo o quanto a gente é importante ali, de certo modo e o quanto a gente é capaz de fazer com tão pouco.

Percebo que no fim, apenas vale a pena e que vale muito a pena!


Grata por hoje, DB, apenas, muito grata por esse dia.

Registro de hoje para provar que foi difícil, mas conseguimos!

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Manda uma pizza, aqui pro 11° sul, por favor!

DB, hoje vamos em tópicos, porque fui mequetrefe, esqueci e deixei pra escrever muito tempo depois da atuação, mas precisava registrar aqui alguns momentinhos, porque a atuação de hoje foi especial:

- Eu tava ansiosa para atuar com Lua e Safifi (que bom que esse dia chegou!)
- Minhas lindovisoras são lindas MESMO
- Minhas MCMs são as melhores mesmo e Carlinha fez MUITA falta
- Aquecimento com Academia e muita conversa
- “Suzi Txutxu ou Luana?” (maior dúvida do setor haha)
- De quem é esse sapatinho?
- Cadê a princesa?
- Cadê o príncipe?
- Hoje, Magnólia desencalha, tenho fé
- Magnólia enganou todo mundo, não tava encalhada e ninguém sabia
- PEEEN: senhorzinho pedindo strip-tease como se fosse nada de mais
- PEEEN: Magnólia apenas “sorri e acena, sorri e acena...”
- PEEEN: Minha MCM tá com tanta energia, ela quer tanto mais um quarto, que só vamos (Ops, só que não) – precisamos melhorar essa comunicação, MCM kkk

- Suzi pedindo comida antes de irmos embora, para encerrar o dia com chave de ouro

Crianças são como palhaços

Eu juro que tentei não criar expectativas e não estigmatizar nenhum setor, antes de conhecê-lo. Lembro que eu inclusive escrevi um lembrete sobre isso para não esquecer depois que me surpreendi com aquela atuação maravilhosa no COB. Mas talvez não tenha funcionado, DB, porque, no fundo, quando eu vi meu nome do lado de “Enf 6 sul (pediatria) ”, eu não curti. Confesso que eu não conseguia parar de me lembrar de Biazinha me contando da primeira atuação dela na pediatria, em um tempo em que ela era novinha (e que eu ainda jurava que nunca entraria no projeto) e de como aquele dia tinha sido horrível para ela. Lembro que na época eu tinha achado péssimo, mesmo sem entender ao certo o que ela estava sentindo, por não me imaginar naquela situação, mas agora compartilho do mesmo sentimento da minha amiga, pois a atuação de hoje foi na pediatria e a primeira coisa que pensei quando saí foi que tinha sido mesmo horrível. No fundo, acho que eu sabia que esse dia ia chegar, mas queria que tivesse sido mais adiado, se eu pudesse escolher, não vou mentir.

Eu e Duda nos aquecemos ao som de Novos Baianos hoje: “Besta é tu” foi a música que tocou enquanto nos alongávamos, já anunciando o mal presságio (que inocentemente ignoramos) de que seríamos feitas de besta naquela tarde. E fomos, como nunca antes.

Saí com a sensação de que aquela atuação que eu não tinha gostado no 7° sul me parecia maravilhosa agora, quando eu comparava com essa. Saudades daquele povo que nos mandava ser engraçadas e fazer palhaçadas, porque aquilo tinha sido difícil, tinha sido ruim, mas não tanto quanto lidar com criancinha do mal. Pelo menos lá no 7° não tinha ninguém que me batia, me empurrava, me dava bolada e puxava meu nariz (não sei se na hora me doeu mais o fato de perder o nariz ou o elástico batendo na cara ou a raiva que eu tive do menino na hora, não sei mesmo).

Sempre achei que lidar com crianças era algo difícil, mas depois de meses na Brinquedoteca do HC, eu achei que tinha aprendido alguma coisa e me livrado de alguns preconceitos que eu tinha com elas. Depois de atuar no HR, no dia das crianças, eu achava que tinha mais certeza, pois lembro, DB, que te contei o quanto tinha me encantado, me surpreendido positivamente com as crianças e o quanto tinha sido muito melhor do que eu esperava.

Mas hoje foi tudo por água a baixo, DB, por isso que acho que inconscientemente, criei expectativas para essa atuação. No fim, achei que foi muito desgastante física e emocionalmente, e não daquele jeito que me fazia sentir renovada, porque no fim de tudo eu só me sentia destruída e esgotada, por causa do cansaço mesmo e também de todos os jogos que pareciam não entrar de jeito nenhum.

Percebi que as crianças exigem muito mais da gente, é preciso mais paciência, mais jogos, mais disposição, mais dedicação, mais presença, mais TUDO da gente.

Não sei era o dia, se era eu que não tava nos meus 100%, se era o setor que não estava muito receptivo, só sei que não rolou, as coisas não fluíram como a gente queria, me vi muitas vezes perdida, sem saber muito como lidar, como reagir, como atuar... pensando muito e vivenciando e desfrutando pouco.

Saí de lá bem mal e confesso que não conseguir parar de pensar no menininho que perseguiu a gente a tarde toda, perturbando, atrapalhando, batendo, o que me deu logo um abuso e que me fez não gostar tanto dessa atuação.

Mas depois que a raiva passou, fiquei pensando se no fundo, ele não era só como a gente, ali naquele setor. A gente só queria ganhar um pouquinho de atenção. E ele também. A gente só queria brincar com alguém que comprasse nosso jogo. E ele também. A gente só queria ser amada e receber um tantinho de carinho. E ele também.

Acho que por isso ele nos perseguia.

Acho que no fim das contas, ele só queria muito o mesmo que a gente. Mas nenhum de nós cedeu um pouco, nenhum de nós disse sim para ideia do outro, não nos abrimos, nem nos permitimos. Nem nós, nem ele. Por isso esse sentimento de que não foi, de que não deu.

Precisamos melhorar isso para a próxima atuação, DB, principalmente lá na pediatria (que eu espero que demore para me reencontrar, mas que o encontro seja mais gostoso da próxima vez).

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

RJ que nos aguarde!

Hoje a atuação foi bem leve e gostosinha, adorei!
Foi pós-prova de novo, mas confesso que tô amando essas atuações depois de provas/em semanas ruins, porque por mais que a gente vá tentar transformar um pouquinho o setor, acho que a gente que se transforma também e acaba sendo o melhor momentinho do dia <3
Fomos só eu e Duda de novo, mas sem aqueles entraves que tivemos no 7° sul (ainda bem), na última atuação sozinhas. Hoje tinha muito mais amor pra gente, apesar dos poucos pacientes que estavam no setor, todos estavam tão disponíveis para jogar conosco e a equipe também foi maravilhosa, foi bem lindo!

Por isso, momentinhos lindos para eu não me esquecer:

- a senhorinha do rabo de cavalo legal
- o coice que eu levei
- Ai que dor! E Ai que fome!
- o senhor que não conseguia dormir de tanta dor (e eu que não sabia como lidar)
- “eu duvido vocês fazerem ele rir!”
- Fabiana Carla, atriz global

ps: lembrar de cobrar nossa ida aos estúdios da Globo para sermos apresentadas a Caio Castro, Cauã Reymond e outros galãs de novela


ps2: não lavar o braço, para não perder o autógrafo

O retorno do jogo do silêncio

Eu tava bem nervosa pra essa atuação no COB. Quer dizer, nervosa não, porque nervosa eu sempre tô, antes de toda atuação, mas eu tava mais apreensiva pra essa do que nas outras. Isso porque quando eu penso no COB, lembro dos plantões do 5º período, do trabalho de parto, das expressões de dor e sofrimento, das mulheres que não estão ali para parir naquele momento e de como muitas vezes faltava cuidado naquele setor, nesses momentos, que deveriam ser especiais para aquelas mulheres e por isso mereciam tanto cuidado.
Pensei também em como seria se fosse eu do outro lado, no lugar de uma daquelas gestantes em trabalho de parto, naquela situação, naquele ambiente, não sei se o que eu mais gostaria era ter três palhacinhas me “perturbando” por ali rs
Mas fui, com medo mesmo (e dessa vez com duas MCMs).
Magnólia perdeu a língua de novo nessa atuação e resgatamos o jogo do silêncio, como naquele primeiro dia da gente na Nefro. Confesso que eu gosto desse jogo, é um desafio, mas acho que acabo ficando mais desinibida quando não falamos e nos comunicamos por mímicas. Mas quando nos calamos, pensei logo em Margarida de sobrenome Falamuito (que já diz bastante sobre ela) e considerando o que ela tinha comentado sobre isso antes da nossa última atuação, pensei o quanto aquilo seria desafiador para ela.
Nesse aspecto, achei que o cuidado com o jogo e com as minhas MCMs num trio é muito mais difícil, porque o jogo que pode ser fácil pra uma pode ser difícil pra outra e a gente tem que saber conciliar né?
Mas seguimos no jogo do silêncio, com algumas escapadas aqui e ali e nos saímos muito bem em trio. Amei atuar com minhas duas MCMs juntinhas, considerando que eu já tinha amado atuar sozinha com cada uma e conhecido assim, um pouquinho de cada. Amei, amei!

Coisas para não esquecer:
- não estigmatizar, nem criar expectativas para um setor, porque você pode se surpreender
- você não consegue fazer o quadradinho, mesmo que a professora seja maravilhosa
- encontrar gente conhecida durante a atuação é estranho e engraçado e é mais fácil lidar com isso do que você imagina

sábado, 14 de outubro de 2017

Melhor momento do dia

Confesso que eu não estava tão animada para atuar essa semana, como eu estava nas outras. Da sexta passada pra cá, a faculdade sugou todas as minhas energias, com seminários, provas, pós-teste... com uma média de 2-3h de sono por dia, então 7 dias depois, eu estava exausta. Saí da prova de cirurgia e tudo que eu queria era ir pra casa dormir, confesso, mas ao invés disso, fui encontrar Carlinha para atuarmos no alojamento conjunto e que bom que eu fui!

Minha MCM chegou com um abraço e aqueles olhinhos brilhantes que falavam e ali encontrei a animação que eu precisava. Subimos pro 9º andar, nos trocamos, nos maquiamos e subimos a energia fazendo a contagem e nos olhando, me segurei naquele olhar da minha MCM e de repente, já não tinha mais cansaço, só aquela vontade de sair e se jogar no vazio (muito obrigada, MCM, por esses olhinhos que levantam a alma)! Assim, fomos e foi incrível!

O setor tava cheio de gente disposta a jogar com a gente e de bebês lindos e fofíssimos também! Por isso, nem vimos o tempo passar e quando reparei, saímos de lá quando já estava escuro e eu atrasada pra ir pro plantão (que eu perdi por sinal, mas valeu a pena haha)


Por fim, descobri mais uma MCM incrível! Tô doida para que chegue semana que vem para que nosso trio atue completo!

PAM

A atuação de hoje não foi tão gostosa quanto a da semana passada na Nefro. Os pacientes até eram receptivos, mas não foi como na semana passada, em que bastava que entrássemos no quarto e as pessoas já riam, queriam tirar fotos, interagiam, etc e nós nem precisávamos fazer muito. Dessa vez, as expectativas eram altas, ou pelo menos, não sabíamos ao certo como lidar com elas. No primeiro quarto que entramos, nos deparamos com muita gente: eram 3 pacientes e muitos acompanhantes, não lembro ao certo, mas devia ter umas 8 pessoas no total. Entramos meio sem jeito, como no a primeira vez, ainda com as mesmas dúvidas sobre o que fazer, o que falar, como jogar... mas ainda assim, disponíveis para o que viesse ao nosso encontro. E aí, elas apareceram, as expectativas... “mas vocês não são palhaças? Façam a gente rir! Nunca vi palhaço sem graça!” PAM! E agora, como lidar, quando as nossas expectativas não são as mesmas naquele encontro? Mil coisas passando pela cabeça: “e agora, o que a gente faz?”, “socorro, eu nem sou engraçada”...

Acho que aquilo baixou um pouco nossa energia, pelo menos eu me senti meio afetada (e acho que minha MCM também) e atuação ali durou, para mim, uma eternidade e parecia que não surgiria nenhuma brecha pra gente sair dali. A atuação toda foi meio assim, na verdade, pois sinto que não entramos nos outros quartos 100%, como tínhamos entrado naquele primeiro e saímos com a sensação que tínhamos passado muito tempo no setor, mas tudo durou pouco mais de 1h.

No fim, acho que nós tiramos da situação bem, com a ajuda de uma das pacientes, inclusive (gratidão àquela senhora que eu não lembro o nome, mas nunca vou esquecer daquele momento)! Também acho que nos esforçamos para não baixar a energia e até que deu certo, pois tirando aquele PAM, o resto da atuação foi bem boa, com muitos momentinhos pra se guardar:

- bronzeamentos de janela
- a moça do cabelo bonito e o rapaz que despertou calor
- Magnólia na cadeira de rodas
- a moça com o apartamento só pra ela e nossa festa de aniversário
- o cinema sem pipoca
- dona Risada e dona Risadinha

Lições do dia:

- aprender a não romantizar, lembrar que os pacientes não estarão sempre receptivos, nem terão as mesmas expectativas que a gente para aquele encontro e que é preciso aprender a lidar com isso
- ver o lado positivo das coisas, de vez em quando é bom
- preciso pensar em formas para tentar impedir minha MCM de fazer coisas que não devem ser feitas em um ambiente hospitalar, como se jogar no chão, sentar em leito desocupado, etc

No mais, ansiosa para a próxima atuação (que eu espero que chegue logo, pq a semana que vem não será fácil)


sábado, 23 de setembro de 2017

O jogo do silêncio

Agora foi, agora é real! 
Primeiro dia de atuação no setor e é difícil até explicar como foi. 

Foi muito bom, muito incrível, mas, ao mesmo tempo, foi estranho e difícil. Eu cheguei muito ansiosa e com muito medo e embora estar junto das minhas MCMs antes da atuação tenha me acalmado um pouco, foi só um pouquinho mesmo, porque na hora que a porta do quartinho foi aberta e Catita e Magnólia foram lançadas no setor, só deu medo e ansiedade!
Mas seguimos, assim, com medo mesmo!
A sensação era realmente a de se jogar no vazio: não sabíamos o que esperar, não sabíamos o que fazer, não sabíamos o que falar... e sem saber o que falar, simplesmente não falamos! Seguimos numa espécie de jogo do silêncio, nos comunicando apenas com mímicas durante toda nossa atuação, o que para mim, foi algo maravilhosamente surpreendente!
Percebi que não precisávamos fazer muito, muitas vezes, nossa presença já bastava para que recebêssemos alguns sorrisos e olhinhos brilhando, transbordando carinho e isso foi simplesmente incrível, vi o quanto só de estarmos ali, já era o suficiente para transformar um pouquinho o dia do setor (e o meu também, diga-se de passagem (: ).
Saí com muitas dúvidas sobre como tudo tinha sido e como será, mas também muito ansiosa para que chegue logo a próxima quarta!

Ps: agradecimentos especiais às minhas lindovisoras, que foram duas lindas mesmo e nos acolheram e nos ajudaram bastante (Safifi e Lua, vocês são maravilhosas!) e à minha MCM que não tenho nem palavras para descrevê-la (obrigada, Duda, por realizar meu sonho de princesa de dar uma volta de cadeira de rodas pelo hospital <3)