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sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Até Logo

Estou aqui fazendo o último DB deste ciclo de atuações. Fechamos o Semestre no COB, lugar no qual eu tive a primeira atuação "péssima", contudo, depois de mais duas atuações no mesmo local, aprendi a não criar expectativas nem para um lado bom nem para um lado ruim. A atuação em si foi muito boa e pudemos fechar atuando com Laroca. De início fiquei com medo por que nunca tinha atuado com mais ninguém fora minha MCM, mas, quando a atuação foi andando, fui deixando a vergonha de lado e nos soltamos muito bem. Queria agradecer a minha MCM por tudo, realmente, ela foi a melhor companheira do mundo. 

Que venha 2018

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Relógio por bebê

Aqui estou eu fazendo esse DB BEEEEEM atrasado, mas eu tenho uma desculpa boa... na verdade... tenho não... eu esqueci completamente e lembrei agora por que tenho a minha última atuação amanhã e quando estava arrumando a pele eu não lembrava se tinha ou não postado o DB do alojamento conjunto, entrei aqui.. cadê o DB? hehe. Seja como for, aqui vai:
O Alojamento conjunto eu estava com um expectativa meio baixa, não sei por que, tenho a impressão que alguém tinha me dito que era um local bem complicado. Então, eu cheguei la e me surpreendi quando vi um bando de grávidas e bebês, sim, eu nem sabia que o alojamento conjunto era pra isso, pra mim era um bando de gente morando num cubículo (me julguem, mas eu tinha em mente um cortiço, só dai vocês conseguem ver que eu nem sabia o que era esse negocio)
Fui pego de surpresa por uma atuação muito boa, com as pessoas participativas, bebês um pouco maiores que os que encontrávamos no COB (facilitando as mães darem essas bolas de carne para segurarmos) e um clima um pouco mais leve também.
Teve um momento que achei bem legal quando estavamos encarando o relógio de uma funcionária, pedimos, ela, na sua inocência nos deu (heheheheheh) e ai fomos tentar vender ou trocar por um humano que tivesse menos de 1 mês de vida. Foi bem divertido por que inclusive a ex-dona do relógio nos ajudou a tentar trocar ele por uma das crianças, mas não teve jeito... as mães são muito mesquinhas e não querem nem trocar o filho por um relógio mega ultra hiper power foda.
A próxima atuação (que será amanhã) vai ser a nossa última do semestre e eu já estou sentindo falta enquanto termino de arrumar minha pele e minhas coisas pela última vez no ano... Amanhã quero ver aquele HC pegar fogo, VAI SER O PIPOCO.

domingo, 19 de novembro de 2017

E não é que o COB não é tão ruim?

Começo logo dizendo que eu estava com a expectativa zero quando soube que atuaria novamente no COB. A nossa outra atuação lá tinha sido terrível, eu tinha pisado na bola dezena de vezes e o clima estava super pesado. Contudo, assim que começamos a atuar dessa vez, notei que tinha algo diferente. O clima dessa vez estava muito melhor e, todos que estavam presentes no centro, estavam muito participativos. Brincamos com todo mundo, pulamos fogueira, fizemos amigos, conhecemos uma moça com 17 filhos entre tantas outras coisas.
Sim, nunca devemos nos preocupar de antecipação, cada dia é um dia diferente.

sábado, 11 de novembro de 2017

Cirurgia, Cirurgia, mude seu corpo com cirurgia!

Saladino e Helga desenrolaram umas mascaras maneiras e umas seringas com agulha invisível e saíram correndo pelos corredores oferecendo procedimentos cirúrgicos para a maioria dos pacientes. Infelizmente, a grande maioria se recusava a receber tal procedimento e preferiam uma injeçãozinha de amor e felicidade. Ah, também viramos nutricionistas e passamos dietas ricas em hamburguer e milk-shake para todos os paciente hehehe. Em geral foi um dia bom, não sei dizer muito bem, mas também achei um pouco difícil. Notei os pacientes meio fechados, porém, os que conseguimos atingir, foram ótimos!

sábado, 28 de outubro de 2017

Viramos famosos

Primeiro de tudo queria deixar aqui minha tristeza ao descobri q subi 11 andares indo para a enfermaria de onco e, somente depois de terminar a atuação, descobrir que o setor que eramos para ir era o ambulatório de onco... pisamos feito na bola no local... vivendo a aprendendo.
Seja como for, a atuação foi muito boa mesmo, inclusive, eu estava bem preocupado por que falavam "mal" de onco, de como era pesado la e tal, mas, no final, eu achei relativamente tranquilo. Não sei se por que o dia especifico tava tranquilo ou se eu venho amadurecendo e aprendendo a "lidar" um pouco mais com certas coisas.
No meio da atuação apareceram jornalistas do diário de pernambuco que tirou fotos, filmou e, após acabarmos a atuação, nos entrevistou. Foi uma experiencia bem diferente, mas foi mttt top hehe

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Ligando para o amor da minha vida

Sim.. eu sei... eu disse no ultimo post que eu tinha me casado... bem... não consigo ficar somente com uma... me perdoa Deus.
Mas vc ta pensando: "o cara foi pra pediatria e foi rambar com crianças?"
Não se engane pequeno padawan... a atuação com as crianças foi ótimo, inclusive, um grande abraço para o menininho Lucas que vai crescer e se tornar um grande explorador do mundo. Mas, desculpem crianças, o ponto alto da atuação foi com as enfermeiras.
Depois de ja ter brincado com todas as crianças da enfermaria, fomos buscar a chave para o quartinho dos enfermeiros. Nos disseram que tinha uma senhora lá e era para a gente esperar ela sair. Nos sentimos então no direito de invadir a área das enfermeiras e eu, Saladino, ao ver que todas eram mó gatonas, comecei a tentar sai dali comprometido. Todas deram desculpas esfarrapadas, mas disseram que tinha uma que com certeza aceitaria, mas ela não estava trabalhando hoje.
"LIGA PRA ELA" - Disse Helga
As enfermeiras aceitaram, a moça atendeu, trocamos muito amor e paixao pelo telefone. Só falta marcar o casamento (mentira, n vou casar n... amor é amor e um lance é um lance).

sábado, 14 de outubro de 2017

Estou cada dia com menos peças de roupa

vamos lá...
o dia começou com uma prova que estava me deixando muito nervoso já que o assunto era gigante (era de SACO galera... mas eu estudei tudo no sábado e domingo pré prova por que na sexta tive prova integrada e deixei tudo para ultima hora). depois de fazer a prova, que por sinal foi tranquila com exceção de duas questões (tinham 4 hehe), fui me encontrar com angel no andar mais alto do HC (pelo amor de Deus, tenham pena de nós, aqueles elevadores são impossíveis de pegar e sempre temos que ir de escada). Ao chegar lá, descobri que era a enfermaria de clínica médica, o clima estava tranquilo e parecia que a atuação seria bem "leve", como tinha sido a última. Pegamos a chave do quartinho, nos arrumamos, dançamos ragatanga (serio... ja to me preparando para a próxima que vai ser um forrozinho), fizemos uns avioezinhos de papel e saímos em disparada pelo corredor fazendo o som dos motores dos aviões e brincando como se não houvesse amanha.
Encontamos várias pessoas naqueles dias, e, na minha concepção, a grande maioria deu super certo. Sim, tiveram uns dois que não rolaram, mas eu estou aprendendo a lidar com esse tipo de coisa e saber que muitas vezes não rola. Contudo, devo destacar o nossa atuação com um senhorzinho, que, desde cedo, estávamos querendo entrar no quarto dele, mas estava cheio de médicos e ele estava arrodeado de maquinas. Finalmente, quando já tinhamos ido em quase todos os quartos, o quarto dele estava "vazio" e somente com ele e sua acompanhante. Entramos e foi uma das melhores atuações que eu ja tive prazer de fazer. Não foi nada demais, ele inclusive não conseguia falar direito, só fazia alguns poucos barulhos e gestos para poder participar das nossas brincadeiras. Era notável que ele estava muito magro e fraco, mas ele estava se divertindo demais com as babaquices que Saladino e Helga estavam fazendo e não se cansava de mandar "legais" e "corações" para nós. Realmente me emocionei muito.
Depois de tudo, voltamos para o quartinho, deixei minha nudez de lado, e voltei a me vestir.. ou será que eu estou, a cada atuação que passa, usando uma peça de roupa a menos? Será que algum dia eu terei coragem de andar pela rua completamente nu? (isso é linguagem metafórica seus pornográficos)

sábado, 7 de outubro de 2017

EU CASEI

SÓ QUERIA DEIXAR AQUI REGISTRADO QUE EU CASEI COM UMA SENHORINHA BEM RICA E QUE EU NÃO PRECISO MAIS MORAR NUM BURACO NO ULTIMO ANDAR DO HC. HELGA CONTINUA SOLTERONA E NÃO CONSEGUIU NEM CONQUISTAR O MÉDICO DE NEFRO.. COITADA HEHEHE.

ass: Saladino do Palmito
Câmbio. Desligo.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Nem tudo são flores

A primeira queda como palhaço não veio a acontecer na primeira atuação. Aconteceu na segunda. Não que tenha sigo algo gigantesco, mas eu pude perceber o quão árduo é esse trabalho de se desnudar na frente de outro, se tornar vulnerável e acabar atingindo a vulnerabilidade do outro.
Logo que entramos no COB, pudemos notar um local superlotado. Pudemos ver pelo menos 3 mulheres entrando em trabalho de parto nos corredores e todos os quartos cheios. Logo de inicio fiquei assustado e preocupado. Como eu poderia atuar ali??? aquela quantidade tão grande de gente. Mas bora pensar pelo lado positivo, elas estão ali para dar a luz. Algo bom. E foi ai que eu me enganei. Me apeguei nessa ideia e isso me fez errar. Logo que saímos já como Saladino e Helga, conhecemos Washington, que não era de Washington, mas que os dois palhaços lesados insistiam que eram e que queriam conhecer sua terra natal. Tentamos brincar um pouco com sua capa da invisibilidade, porém, tivemos um pequeno probleminha no número.
Depois disso, fomos conhecer uma moça que não desligava o telefone e, mesmo assim, insistíamos em tentar chamar sua atenção. Essa moça estava acompanhada de sua mãe que, não estava dando muita bola para a gente. E, em seguida, teve o problema. Eu nunca fui de frequentar hospitais e não sabia alguns termos nem coisas do tipo. Olhei para uma moça que se encontrava perto e, vendo sua barriga, perguntei se não era amiga da moça do telefone. Não, não eram. Questionei então de o por que as duas, que estavam gravidas, não eram amigas. Dai veio o primeiro problema. "eu perdi meu filho de quatro meses". na hora eu fiquei preocupado, mas me compliquei ainda mais. imaginei que o filho que ela tinha perdido era um que ela já tinha dado a luz anteriormente, não consegui pensar na hora que, na verdade, o filho morto, era aquele que ela carregava na barriga. Eu, nervoso, tentei puxar para o que, na minha mente, seria algo feliz, o novo filho dela que estava nascendo e, mal sabia eu, que estava indo para o caminho contrário do que deveria.
"Mas o que você está fazendo aqui, hein moça?" - Saladino pergunta
"Coleta" - Ela responde. Nessa hora, na inocência, eu imaginava que seria coleta de sangue ou de qualquer outra coisa. Tudo isso pois me confundi no inicio da conversa e comecei a trocar tudo.
"Coleta de que?" - O Super inconveniente Saladino pergunta
Foi nessa hora que percebi que tinha algo muito errado. Deu para ver no rosto da mulher a vergonha e o nervosismo. No mesmo momento Helga me puxou e me "salvou". Mudou o assunto e "viramos a página". Porém, aquilo acabou afetando toda atuação. Comecei a medir muito as palavras e tava me sentindo inconfortável. Estava com medo de fazer outra merda (desculpem a palavra) dessa. Seja como for. Dei o meu melhor de mim e, os jogos depois desse foram sim melhores. Saímos da atuação bem cansados, e eu, conversando com Angel, comentei que achei que o dia foi meio "fraco", tiveram momentos muito bons, mas os momentos ruins acabaram me desestabilizando um pouco.
De qualquer forma. Bola para frente. O Erro é comum e é importante aprender com ele. Tirei algumas liçoes como "Não perguntar o que os pacientes estão fazendo ali" para evitar situações como essa.