Mostrando postagens com marcador Quitéria Pinguinho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Quitéria Pinguinho. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 4 de julho de 2017

Fechando mais um Ciclo ⌛

Dbzinho,

o assunto da vez é a última atuação do ciclo. Tive uns contratempos e acabei me atrasando nas atuações, por isso tive que atuar 3 vezes em uma única semana, como já disse anteriormente. Cheguei a achar que não conseguiria fechar o ciclo, atuando com Ari, mas graças ao bom God, deu certo e concluímos juntas. Dessa vez, fomos pela manhã e adivinha onde? Nefro. Certamente o setor onde mais fui ao longo de um ano de projeto e é um dos lugares que, por sinal, eu gosto bastante, como também minha MCM adora. Então, tudo certo! 🌼🌻

Naquela manhã de 23 de junho de 2017, dia de São João, lá estávamos nós nos preparando como de costume para mais uma vez nos lançarmos no vazio. Sem saber o que nos esperava, eu esperava apenas que fosse um dia de muitos encontros lindos. Mesmo que não fosse nossa melhor atuação, queria que déssemos o nosso melhor em cada coisa que fizéssemos, em cada palavra dita e não dita e em cada gesto feito, refeito ou desfeito.  

Primeiro, encontramos dois amigos que dormiam e se vigiavam, de forma alternada. Faziam isso para evitar que um deles fosse sequestrado. E não é que as sequestradas fomos nós? De repente, um homem todo de branco chegou no quarto e nos carregou, levando-nos para uma sala grande com muitas pessoas conectadas em máquinas. Adivinha que lugar era esse! A sala de Hemodiálise! Hahaha.. Encontramos um jovem treloso que comia chocolate e não dividiu conosco. Ele era muito legal e falou de uma isolada que ele pagou na faculdade... então, entendemos que ele não só transgredia comendo chocolates na hemodiálise, mas já havia ficado isolado antes por outras coisas que cometeu! 😯😮😨

Ainda no mesmo local, encontramos algumas pessoas que já estavam em clima de São João, com seus lençóis xadrezes, prontas para arrasarem. Pedimos até indicação para comprarmos tecido para fazer minha roupa junina, já que Valdéte já estava no clima com a dela. Logo ali perto não sabe quem reencontramos! Nosso best, Jefferson, aquele que conhecemos em seu primeiro dia na hemodiálise. Ele continuava a mesma pessoa, simpática e de poucas palavras, mas aparentando ter um grande coração. O tio da tapioca infelizmente não estava lá porque o seu expediente é no período da tarde, mas quem sabe na próxima não nos veremos e dessa vez ate ganhamos uma tapioquinha, não é?!

Por fim, nos dirigimos ao último quarto do setor e lá estavam duas pessoas maravilhosas, super animadas e abertas para o encontro. Terminamos nossa manhã em clima festivo, com direito a dança do “Neném 👶, neném 👶, neném 👶 ...”, cantada repetidamente, sem perder o entusiasmo. Isso que eu chamo de animação!

Antes mesmo de chegar ao hospital,  meu coração estava pequenininho ♡ por saber que aquela seria a última atuação do ciclo e também a minha última ‘oficial’ do projeto. Como irei terminar a graduação ainda esse ano, não continuarei vinculada ao projeto pela PROEXT, mas são meras formalidades, porque estarei eternamente PERTO dos melhores MCM’s. Quitéria Pinguinho será sempre Quitéria Pinguinho e com certeza ainda terei muitas oportunidades para atuar. Foi um ano de muitos “pen” e “ual” e só tenho a agradecer a essa família linda por me possibilitar isso.

Naquela manhã, meu coração estava repleto de sentimentos. Era uma mistura de gratidão pelos obstáculos enfrentados, pelo crescimento (não em estatura, claro) junto à melhor MCM do Universo e a alegria pelo sentimento de dever cumprido. Na verdade, antes mesmo de chegar esse dia, já estava pensando em tudo o que vivenciamos juntas, eu e minha MCM, e a saudade já tomou conta. Assim como disse no primeiro dia da reciclagem, a minha “delícia” desse ciclo foi atuar com Ari ou Valdéte Tamburéte, como preferirem. Mais uma vez agradeço por quem montou as duplinhas, pois acertou valendo em nos colocar no mesmo barco. Foi sensacional! 💗💗💗

Então, é isso! Por hoje, é só! Até breve! 🍀🙏

Beijos,


Quitéria Pinguinho, vulgo Evinha 

COB, o retorno... Com Coralinda Todafina

Db,
Seguindo a minha saga das 3 atuações em uma semana, meu segundo dia de atuação foi 22 de junho. Foi a penúltima atuação do ciclo e minha duplinha da vez foi Beatãn (Coralinda Todafina) 😚💜. Nós fomos para o COB. Conhecemos inicialmente uma menininha linda, muito inteligente e que conversava bastante. Fiquei encantada com tamanha fofura!

Eu havia estado no setor há umas duas semanas atrás e tinham pouquíssimas pessoas e achei que encontraria a mesma situação, mas me enganei completamente, pois havia muitas mamaezíneas, algumas já com seus presentinhos e outras ainda os aguardavam chegar. Mas, nossa atuação foi tranquila. Sempre rolam aqueles desencontros, aquelas caras fechadas, as viradas de rosto do tipo: “não estou a fim de conversar!”.

Muitas mamaezíneas não rejeitam nossa presença, mas por motivos de força maior sentem dificuldades em conversar conosco, algumas porque estão cirurgiadas e precisam descansar, outras porque estão pertinho de trazerem seus bebezíneos ao mundo e estão sentindo muitas dores. A gente faz o que dá, não podemos forçar qualquer coisa e dificultar a situação... Nosso propósito, se possível, é sempre tornar o dia de algumas pessoas melhores apenas por poder encontra-las e elas a nós.

Eu acho o COB um setor bem diferente... claro que nenhum é igual ao outro, mas o COB tem uma dinâmica diferente das enfermarias convencionais. Eu particularmente ainda me sinto um pouco deslocada, as vezes sem saber exatamente como me portar no setor, afinal em um ano de projeto, atuei no COB apenas uma vez. Essa atuação foi a segunda, então ainda estou me localizando.

Havia muitos bebês lindos, nós queríamos um para nós, mas ninguém se dispunha a nos dar. Que pena, não é mesmo, Coralinda? Hahaha... Quem sabe numa próxima oportunidade?!

Beijos,


Evinha

No Alojamento Conjunto com Antonieta Cegueta

Db, agora vamos para a saga: 03 atuações em uma semana... O detalhe é quem foram em dias sequenciais (quarta – 21/06/17, quinta 22/06/17 e sexta 23/06/17).  

Dia 21/06 atuei com a lindaaaaa da Tasha (Antonieta Cegueta) 💗... Foi nossa primeira atuação juntas e adivinha para onde fomos? Alojamento Conjunto. Assim como a Pediatria, também não tenho muita atração pelo setor, e Tasha também, mas tudo bem... Lá fomos nós com a cara e a coragem.

Foi bastante difícil. Tentamos fazer o que estava ao nosso alcance, mas não consigo entender o que exatamente se passa no Alojamento Conjunto que as pessoas parecem tão distantes e fechadas a encontros. Não foi uma atuação longa, mas ocorreram alguns encontros breves, especialmente com funcionários e, por fim, já no último quarto encontramos um casal, cujo homem era muito inteligente e a mulher pouco se pronunciava. Ele falou de sua admiração pelo que fazíamos enquanto clowns, mas ao mesmo tempo nos tratava como se não estivéssemos ali como tais...Não sei explicar, mas foi uma coisa complicada. Ele e Tasha estavam lá discutindo política e eu só de “boinha” sem saber o que falar. Tasha não deixava barato, era só no “pei, pei” hahahaha...

Depois de um tempo, eu já estava impaciente e minha vontade era apenas sair dali e nunca mais voltar. Já estive umas 3 vezes no Alojamento Conjunto, mas sinceramente é sempre um desafio. Espero que eu possa algum dia encarar o setor com menos dificuldade.

Beijos, 


Evinha

De volta à Pediatria! Participação Especial de Xena, a Princesa Guerreira

Olá DB!
Depois de algum tempo, estou de volta. Perdão pelo meu atraso... Esta foi minha maior mequetrefice em relação às postagens, mas estava um pouco desorientada com algumas coisas.

Estou vindo falar do retorno à Pediatria (09/06/17). Dessa vez com minha MCM maravilhosa e participação especial de Xena, a princesa guerreira. Quando chegamos ao HC para atuarmos, eu sabia apenas que seria no 6º andar, mas não lembrava que era a Pediatria. Quando soube que seria lá, confesso que me veio uma pontinha de desânimo, mas tudo bem, lá fomos nós.

Eu e Ari temos nossa própria organização e nos damos muito bem com isso porque temos uma ótima sintonia e sempre que algum outro clown atua conosco, percebemos algumas diferenças, umas sutis, outras mais explícitas. Mas, isso não é ruim porque nos faz conhecer outras possibilidades, novas formas de encarar as “delícias” e os “dissabores” das atuações... e com Xena não foi diferente. Tornou nossa tarde mais divertida! Obrigada por isso! Ah, e adorei a sua modalidade de exercício físico.

Da última vez que estivemos da Pediatria, saí um pouco frustrada. Dessa vez, foi também bastante difícil atuar lá, mas tivemos encontros bem legais e fechamos com chave de ouro em um quarto com pessoas lindas e que se mostraram muito disponíveis a encontrar-nos. Por fim, fomos flagradas pelo maravilhoso Muri, que muito discretamente nos fotografava e quase nos matou de susto. Segue abaixo alguns dos registros da tarde. Créditos: Muri. 💓


 Eita Susto da foice! 😯

 Nós Lindando! 😚😎


Beijos, 

Evinha

domingo, 4 de junho de 2017

Estréia no COB

Bom dia, galera do blogger!

A atuação dessa semana teve duas novidades:  a primeira é que foi nossa estréia no COB e a segunda é que contamos com a presença da ilustríssima lindovisora Maroca. Para ser sincera, eu estava um pouco apreensiva, pois não tinha muita ideia de como era no COB, do que podia ou não fazer.
Assim que pegamos nossas roupinhas azuis, eu muito atrapalhada estava vestindo a pele para depois colocar a roupa do bloco por cima. Até que me alertaram! Kkkkkkk (Tá, pessoal, desculpa! Não sabia como devia ser!).

Seguindo para os quartos... (na verdade não sabia nem onde eram os quartos, acho que se me deixassem sozinha lá, eu ia parar até na sala do parto)... Conhecemos algumas mamãezíneas e praticamente todas dariam a luz a meninas. Acho que é porque damos menos trabalho, não é mesmo? Mas, havia uma que esperava pelo anjo Miguel. A aconselhamos ter uma menina também, mas ela disse que não queria ter mais bebês... o seu marido, contudo, homem de poucas palavras, “falava pouco, mas falava bonito”, concordou conosco e gostaria mesmo de ter mais uma filhínea. Ele era muito sábio, disse, inclusive, que eu era grande! Uhuuu...

Foram muitos encontros lindos e divertidos, tivemos o prazer de conhecer a mulher que escondia doces, outra que estava com o soro das lágrimas da sua bebê que iria nascer, a que não podia rir e morava onde as almas vão quando morrem (Riacho das Almas)... por fim, demos de cara com nada mais, nada menos que a dona do hospital, Sra. Albonita (vulgo, Albanita). Ela era muito chique e quando chegava no COB as portas se abriam sozinhas para ela passar... “Luz na passarela que lá vem ela!” . Conhecemos sua filha, ela era muito jovem  e esperava pelo 3º filho, quer dizer, agora era uma filha, pois estava grávida de Hannah, que já foi Zoe e talvez Liz.

Enfim, hoje fui bem sintética, e para resumir eu estava muito perdida no COB, mas fui com a cara e a coragem e minhas companheiras, claro. Foi uma atuação curta, mas posso garantir que no fim das contas foi sucesso! Adorei atuar com nossa Lindovisora e quanto a minha MCM nem preciso comentar de novo, né?! A gente se dá muito bem, então, está tudo certo!

Beijos e até a próxima!

Quitéria Pinguinho, vulgo Evinha. 

sábado, 27 de maio de 2017

As Anjas do Forró 😇😇😇

Olá , galera!

Para compensar minha mequetrefice da postagem anterior, dessa vez serei uma pessoa bem exemplar e já estou postando meu DB da atuação de ontem (26/05/2017).  Essa semana teve uma novidade... atuei com Martinha e Mym porque Ari não pode ir. E detalhe: foi maravilhosooooo! Que dia sensacional! Obrigada, meninas! 💗

Para começar, assim que saímos do quarto em que nos arrumamos, a porta não queria fechar, daí demos início a uma peleja. Já iniciamos a atuação muito bem kkkk. Lá estava eu de um lado dando uma de chaveira e Mym do outro não parava de rir.

Atuamos na enfermaria do 7º andar: cardio, hemato etc, onde eu estive há umas duas semanas com Ari e foi um dia de reencontros, novos encontros lindos, sorrisos e mais sorrisos, e dia de ganhar presente de um senhor muito simpático, que acompanhava seu amigo e vizinho que se encontrava hospitalizado. Ele estava lá desde a última vez que fui ao setor e fez muita questão que visitássemos seu amigo. Tiramos muita foto e ainda recebemos dele um pompom de cabelo, que ele disse ter apenas um, mas nos dava de coração.

Reencontrei logo no início o Sr. José Gomes, que fez a cirurgia cardíaca e já está com a válvula nova da Mercedes. Deu tudo certo! Dessa vez, estava muito apegado à “100 reais” e não mais a “Todo Mundo”.

Já em outro quarto, conhecemos a senhora que gostava de forró, a que só gostava de dormir e a que sabia fazer todas as comidas de milho. Fizemos ali toda a programação e organização para o nosso São João e formamos o Trio Nordestino.

Chegando ao quarto seguinte, garantimos nosso futuro sucesso como cantoras, dançarinas, instrumentistas etc., pois conhecemos nosso empresário e nossa assessora e fotógrafa. Fizemos várias apresentações, ensaiamos lindas músicas, bastante conhecidas (não mesmo kkkkk), orientadas pelo nosso empresário. Ele sabe o que é bom e o que pode alavancar nosso trio, que agora passou a se chamar “As Anjas do Forró”. O encontro com essas duas pessoas foi bastante significativo, usamos diversos elementos que nos permitiram jogar de diferentes formas e houve um envolvimento muito legal das pessoas. Já estava começando a acreditar no nosso sucesso! Kkkkkk... E o mais marcante foi ouvir da nossa assessora, que se dirigiu ao seu esposo, nosso empresário: “Tá vendo? Ontem nesse mesmo horário a gente tava chorando, hoje a gente tá rindo!”.

Utilidade pública: aprendemos em um dos nossos encontros que em caso de nos perdemos, seria muito útil ter os nomes dos pais ou conhecidos marcados na pele, seja tatuagem ou mesmo carimbo. Nossa colega tinha duas tatuagens, uma em cada braço porque a eficácia é maior... pedimos que fizessem nos nossos e ninguém quis, mas no fim da atuação, finalmente conseguimos a nossa marca. Portanto, em caso de nos perdermos, ou coisa semelhante, procurem ‘ Vera Brito’, a enfermeira do setor, e ela nos resgatará. #fikdik

Obrigada, galera do blogger! 👍👍👍

#As_ Anjas_ do_ Forró 😇😇😇
#só_sucesso

#Contratem_a_gente ✌

Beijos,

Quitéria Pinguinho, vulgo Evinha

segunda-feira, 22 de maio de 2017

‘Nada do que é feito por amor é pequeno’

Olá!

Primeiramente, admito minha mequetrefice em estar fazendo o post atrasado, mas eu esqueci completamente do meu DBzinho, justo essa semana que tivemos uma  atuação maravilhosa. Sem dúvidas, nossa atuação de sexta-feira (18/05/2017) entrou para a lista das “Melhores Atuações”. Pena que estávamos com o tempo comprometido porque eu precisava sair um pouco mais cedo, mas isso não tirou a beleza dos nossos encontros nem nos impediu de darmos o melhor de nós naquela tarde. Desde o momento que chegamos ao setor, na clínica médica do 11º andar, não aconteceu, como nas vezes anteriores, de ficarmos com medo. Apesar de cansadas, comentamos que estávamos animadas. Não criamos nenhuma expectativa de que seria uma atuação fácil ou difícil, boa ou ruim. E o resultado não poderia ser outro: foi lindo!

Entre tantos encontros, citarei brevemente, até para minha própria recordação futura, algumas das pessoas que passaram pela nossa vida naquela tarde ou passamos na vida delas. Começamos pelo famoso jogador de futebol, Wellington Moura, que mora em São Paulo e estava por aqui cuidando de sua mãe hospitalizada. No mesmo quarto, estava a Sra. do riso frouxo (folgado, em ‘paulistanês’). Eles entraram de verdade no jogo... foi demais! No fim da visita, fui contagiada pelo riso, causado pelo riso alheio.

Em outro quarto, encontramos o Sr. que não falava pouco, ele só falava mais que eu. Falou de sua indignação com algo que ocorreu no quarto do 7º, contou a história da marcação de exames, falou dos seus direitos, de sua história de vida e de como havia perdido a visão, sequela de um AVC. Falou, falou e falou, e nós não sabíamos mais o que fazer com tantas palavras, então, só escutamos e acolhemos. Até então, ele não sabia que éramos clowns, até que a tia ao lado falou sobre nós e ele muito se alegrou. Por fim, estava muito agradecido pela nossa presença! Nós nem fizemos muito, só estávamos ali presentes, enquanto ele falava... Ele agradeceu, agradeceu e agradeceu, porque ‘nada do que é feito por amor é pequeno’ (Chiara Lubich) e, certamente, para ele foi importante ser apenas ouvido.

Entramos no quarto da Cabana, com uns lençóis na janela para deixar o quarto massa, havia uma senhora com uma filha jovem que cobria os olhos para ficar no escurinho e uma senhora que acho que se escondia atrás dos lençóis para o guarda não encontrá-la. Saímos de lá as pressas porque ouvimos boatos de que o horário da visita havia acabado e o guarda viria nos pegar. Oh my gosh!  Corre, Valdete!

Encontramos no meio do caminho o irmão gêmeo de Wellington Moura. Descobrimos que ele também é jogador de futebol, do time “Fly Emirates”. Ele havia sido contagiado pela mulher do riso frouxo e repetia demasiadamente: “vocês são engraçadas, eu achei que não, mas vocês são engraçadas!”. Ficamos um pouco por ali, conversamos, rimos e quando finalmente íamos partir, fomos abordadas por um senhor que acompanhava sua esposa hospitalizada no quarto ao lado. Ela estava no quarto em isolamento, a enfermeira nos proibiu de entrar. Pudemos ver, naquele momento, a tristeza se materializar... ele nos disse: “mas, minha esposa vai ficar tão triste!”. Aquilo me partiu o coração. Ele estava tão animado quando nos chamou para vê-la. Então, demos um jeito, o encontro aconteceu dali mesmo, da porta. Ele era tão cuidadoso com a esposa, era coisa linda de se ver. Fazia questão de repetir para ela o que falávamos e se alegrava a cada sorriso que ela dava.

Eu só digo uma coisa: Gente, não tem dinheiro no mundo que pague isso. Mais do que fazer o bem pelos outros, é fazer o bem a nós mesmos! Eu saí daquele hospital me sentindo uma pessoa melhor. Eu sentia no meu coração alegria e gratidão a Deus por cada encontro. Eu queria mais daquilo, mas tivemos que partir. Havia chegado nossa hora... Mas, de uma coisa Chiara Lubich está certa: ‘nada do que é feito por amor é pequeno’.


Beijos, 
Quitéria Pinguinho, vulgo Evinha

domingo, 14 de maio de 2017

De volta à Nefro!

Olá galeriis!

Hoje vim falar da nossa atuação na Nefro. Essa foi a minha terceira atuação no setor, mas a primeira com Ari lá, e foi muito legal. Assim que chegamos, achamos que não seria um dia muito bom, tinham poucas pessoas por lá, além disso, ao nos dirigimos ao quarto para nos arrumarmos, havia uma funcionária e tivemos que fazer tudo no banheiro, inclusive subir energia. Não é a primeira vez que isso ocorre, mas como das vezes anteriores, deu certo. Como eu e minha MCM estamos sempre dizendo: para tudo na vida tem solução, só não tem jeito para a morte e ainda há controvérsias. E ao contrário da semana passada, que saímos extremamente cedo, a atuação desta semana foi um pouco mais longa. 

Entre tantos encontros que rolaram, alguns marcaram mais, tanto é que são os que melhor recordamos. Por exemplo, a família de Jeferson, que estava apreensiva porque ele havia saído para um procedimento médico novo, uma tatuagem hospitalar, e todos estavam preocupados porque tudo era tão novo para eles, pensavam em como Jeferson deveria estar no momento, qual seria o resultado da tatuagem, se daria tudo certo. Mas, apesar de todos os anseios, no fundo acreditavam que seria algo bom para o jovem de apenas 24 anos. E estávamos lá para reforçar isso. 

No mesmo quarto, encontramos dois casais, um cujas pessoas tinham nomes estranhos e outro em que a mulher fazia um tipo de exercício físico diferente e o homem só ria. Nos auto-adotamos seus filhos, sendo eu filha do primeiro casal e Ari do segundo. 
Ainda com o tema família, Ari quase saiu do setor casada para construir a sua hahaha... Entramos num quarto em que todos dormiam diferente: um dormia de olhos abertos, outro com os pés para fora da cama e o outro dormia sentado. Este último era o sr. José, ele se encantou por Valdete Tamburete e queria levá-la para Santa Cruz, mas com a condição de que ela soubesse tirar leite da vaca, fazer queijo e etc. Mas, de cara, deu para notar que não daria certo. Um pingo de gente, criada na cidade, no máximo, sabe beber o leite e comer o queijo. Dito e feito! Não deu certo! Mas, nem tudo está perdido...

Seguimos para o quarto das flores e lá aprendemos algumas dicas para encontrar nosso cravo, nossa pessoa amada, carne e unha, alma gêmea, bate coração, as metades da laranja... Segundo a Dona Rosa, precisamos, antes de qualquer coisa, saber investigar, devemos nos informar quais as intenções do rapaz, se tem caráter, se é honesto, trabalhador, bom filho e se tem os mesmos interesses que nós. Isto serve também para o rapaz que deseja encontrar sua amada! hahaha... 
Percebemos que a Dona Rosa estava nervosa porque também faria a tatuagem hospitalar como a de Jeferson, estava apenas aguardando ser chamada. Portanto, tentamos fazer daquele curto momento o mais descontraído possível, talvez ajudasse um pouco a diminuir a tensão. Não sei se conseguimos, mas vimos alguns sorrisos brotarem da sua face aflita. Finalmente, chegou o momento de fazer a tatuagem e ela saiu acompanhada do Sr. Cravo. 

Já em outro quarto, achamos as pessoas mais sorridentes do setor, Risolina e Risadinha. Elas estavam felizes com nossa presença, claro, :D e principalmente porque Risolina que iria fazer uma cirurgia, não faria, pois não mais necessitava, naquele momento. A felicidade de Risolina devia ser tão grande que a deixou quase muda, a coisa que  mais fazia era rir. Elas muito elogiaram o Dr. "baque", assim como muitas outras pessoas haviam feito. Então, nos mobilizamos para querer conhecê-lo e sermos suas amigas.

Nos dirigimos para o quarto da Hemodiálise e lá reencontrei meu amigo tio da tapioca e, como sempre, continuava muito divertido. Além disso, vimos Elane, que já havíamos encontrado semana passada na atuação anterior. Conversamos, tiramos fotos e seguimos adiante. E adivinha quem encontramos? Jeferson.. Isso mesmo! Estava apenas um pouco tenso porque tudo era novo, mas estava bem e até sapateava, não sei se de nervoso ou vontade de dançar. Prefiro acreditar que era a segunda opção. Conversamos com ele e falamos tudo o que sabíamos da sua vida. Nós já o conhecíamos antes de conhecê-lo. 
Logo ao seu lado, estava uma senhora, que Valdete, ruim da vista, chamou de senhor. kkkkkkkk Imagina se não estou lá para alertá-la? 

Por fim, depois de tantos risos, quando já nos preparávamos para encerrar a atuação, reencontramos a família de Jeferson. Ansiosos, nos fizeram muitas perguntas sobre o jovem rapaz. Contamos sobre o que vimos e como Jeferson enfrentava bem a situação, falamos de sua tatuagem e do quanto ela seria boa para ele. E não só nós estávamos satisfeitas pelo dia que tivemos, mas eles expressaram sua gratidão pela nossa presença, que de alguma forma fez a diferença naquele dia tenso. 

Enfim, depois de uma semana cheia de compromissos e uma sexta-feira cheia de sorrisos, gratidão é o que nos resta e faz tudo ter um sentido. Obrigada, pessoas! Obrigada, MCM! :D 

Beijos, 

Quitéria Pinguinho, vulgo Evinha. 

domingo, 7 de maio de 2017

Procurando Nem... os familiares!

Bom dia galeriiiis!

Assim como nossa atuação, serei muito breve. Dessa vez, fomos para a Enfermaria do 7º andar (ala sul): cardiologia, hematologia, iodoterapia e outras coisas que não recordo. Nossa atuação foi bem curtinha... Pois é, durou menos de duas horas: quartos em isolamento, leitos vazios, pessoas dormindo, corações fechados para balanço. A coisa não fluía, foi difícil, não desistimos, mas também sabíamos que não deveríamos invadir o espaço do outro e forçar qualquer tipo de interação, sendo assim o encontro não seria verdadeiro. Fomos até onde foi possível. Falar sozinhas também faz parte do processo, se expor ao ridículo e rir da própria cara.

Para começo de história, não foi simples nem conseguir um quarto para nos arrumarmos, mas graças a um ser de bom coração, rolou. Assim que saímos da sala em que nos arrumamos - ainda com nossas bolsas, pois não pudemos deixá-las lá - fomos atraídas para um dos quartos, e lá fomos nós de mala e cuia para nossos encontros. 'Estávamos procurando nossos familiares hospitalizados para entregar alguns pertences.' hihihi... Deu certo! Atuamos o tempo todo de bolsa. 

Ao longo do caminho, fomos encontrando uma pessoa aqui e outra ali disponíveis para o jogo, dentre elas o jovem Tiago, que poderia ser novo integrante dos 'pingos'. Isso mesmo, ele também era um 'pingo de gente', mas gigante por dentro, cheio de simpatia e um riso a cada passo. Ele nem parecia estar internado, pois passava mais tempo passeando do que no seu quarto. Nos contou que receberia alta no dia seguinte... espero que sim! :B

E quando parecia que os encontros haviam terminado, graças a 'todos', o grand finale aconteceu. Encontramos pessoas maravilhosas que nos acolheram, fizeram de 'todos' o protagonista do encontro mais significativo da nossa tarde. O tio nunca extraiu um dente, mas irá fazer uma cirurgia cardíaca... estava ansioso, mas ali fez do seu problema um motivo de riso... 'seu coração é sem-vergonha, ele não bate, assobia', então precisa de reparos. Imagina só ele assobiando para as damas e madames? Sua esposa que se cuide! 

E para fechar com chave de ouro, Dona Vera, segundo ela mesma, proprietária de um hospital, nos emprestou a chave dourada para, quem sabe, encontrarmos nossos familiares. Então, nos dirigimos até lá e, finalmente, a saga terminou. Fim.

Até a próxima!

Beijos, 
Quitéria Pinguinho, vulgo Evinha  


sábado, 8 de abril de 2017

Sobre a arte de viver: vivendo e aprendendo!

Olares!

Primeiramente, boa noite! Segundamente, gostaria de dizer que a atuação foi mara. Esta foi a 3ª desse novo ciclo e fomos para a enfermaria de oncologia. Era minha primeira atuação nesse setor e, como sempre, eu estava receosa, mas nada como uma MCM otimista para interromper seu negativismo.

Então, nos arrumamos rapidinho e partimos para o jogo. O primeiro quarto que entramos foi o da FORÇA. Estava mesmo precisando dela. Encontramos Edson Celular, sua mãe, a moça que ria bastante e seu esposo, que também é Edson, porém é mais conhecido como Todo Mundo. Foi muito legal porque eles entraram no jogo de uma forma incrível. Nos ensinaram a dieta do alface, muito nutritiva e fácil de seguir... você come tudo, exceto alface. Além disso, aprendemos que em caso de dor no corpo podemos fazer Tai kom dô (Taekwondo) que melhora. Em caso de dor de canela, por exemplo, é muito eficaz, assim como o chá de canela também o é... Você tira a canela, faz o chá e coloca de volta no lugar. Sem falar da frase filosófica da camisa de Edson Celular sobre viver a vida com estilo e harmonia. Foi uma tarde de lições e ainda ganhamos uma oração de Todo Mundo, apesar de momentos antes ter sido um pouco tenso.

Não sei se lembrarei a ordem dos quartos, mas passamos também pelo quarto da CORAGEM para nos abastecer, fomos convidadas para almoçar na casa da tia Lúcia Lasanha. Passamos também no quarto do OTIMISMO, já que ando meio pessimista e lá mesmo estive refletindo que “para tudo há uma solução, só não tem jeito para a morte e ainda há controvérsias!”. Seguimos para o quarto do RENASCIMENTO (acho que era esse o nome), foi um pouco morgado, quer dizer, um pouco não, muito. Então, nos retiramos logo e seguimos para o quarto do REVIVER. Lá encontramos com Érica e Tenho Não, que era ninguém. Eles estavam em processo de “revivamento” para tornarem-se, Émilionária e Tenho Sim ou alguém. Nos informaram que o último passo do processo seria a alimentação e daí seguimos em busca de comida.

Entramos no quarto do Sr. que é da família Rocha Barro. Ao que tudo indica, ele trabalha “rochando o barro” porque além do nome sugestivo, o rapaz o chamou de mestre, sugerindo que ele era Mestre Vitalino ressurreto, pensamos. Ele estava no quarto que não lembro o nome. :D

Por fim, seguimos nossa jornada em busca de comida. Voltamos para o quartinho das enfermeiras, talvez lá tivesse o que procurávamos. Só que não!

Como deu para perceber, hoje fui bem objetiva, deixei muitos detalhes de fora, mas sem dúvidas que os momentos mais marcantes ficarão gravados na memória. Apesar da situação vivenciada pelos pacientes, vemos muitos sorrirem, brincarem, demonstrando a força, a coragem, o otimismo que cultivam. Sabemos que não dever ser nenhum pouco fácil, mas eles têm um 'porquê' para continuarem lutando, seja ele qual for. E como disse Viktor Frankl, um famoso psiquiatra sobrevivente dos campos de concentração e que escreveu sobre o sentido da vida: "Quem tem um 'porquê' enfrenta qualquer 'como'."

Essa entrou para a lista das melhores atuações. De verdade, foi muito legal! Tenho me adaptado bem a minha nova MCM e espero que a cada atuação, boa ou ruim, possamos ir nos aperfeiçoando. Lembrando que nunca estaremos prontas porque “palhaço pronto é palhaço morto!”.

Beijos,

Evinha 

sábado, 1 de abril de 2017

Em busca da bênção

Olareeees!

Primeiramente, paz!
Bem, minha segunda atuação de 2017 foi ontem (31/03) na amada/temida pediatria. Finalmente, tive a oportunidade de atuar nesse setor, mas para nossa alegria/tristeza não foi um céu de bênçãos. Percebemos, assim que chegamos, que havia poucas crianças internadas. Que coisa boa, isso é sinal de que há poucas doentes, pensamos. Mal sabíamos nós o que viria pela frente.
A Elisa Todabrisa esteve atuando conosco e a música “Última Oração” foi a inspiradora da nossa atuação. Eu não sabia o que pensar sobre o setor, mas definitivamente, sabia que aquela não seria a última oração. Foi daí que decidimos ir em busca do padre para nos dar a bênção. Encontramos rapidamente a mãe do padre Aline ROSSI, que nos orientou a procurá-lo/la. Então, saímos ao seu encontro.
No meio do percurso, encontramos o padre FABIOla DE MELO, que estava ocupado/a e não pode nos dar a bênção no momento. Tivemos também um momento marcante e, a meu ver, um dos melhores do dia, na primeira enfermaria que entramos. Havia uma jovem muito disponível, que se lançou no jogo e fez o encontro acontecer. Rolou coral, desfile, declamação de poema e muita emoção. Hahahaha... O padre não estava lá, mas foi uma bênção. O problema é que saímos de lá com mal olhado por falta de vitamina VER. Mais um motivo pelo qual precisávamos da bênção do padre.
Encontramos também o tio francês na Lan House, com quem conversamos rapidamente e descobrimos que o papel de parede não é de papel e nem há nada nem ninguém descansando no descanso de tela. Muito complexo!
Muitas enfermarias estavam vazias, mas finalmente encontramos o padre Aline ROSSI. Inicialmente, achamos que o padre estava com falta de vitamina F porque quase não falava conosco. Mas, na verdade, para nossa tristeza, ele/ela estava em seu momento de descanso e não pode nos dar a benção. Nosso problema de mal olhado se acentuou ainda mais, pois estávamos vendo duas pessoas iguais na enfermaria. Elas diziam ser irmãs gêmeas, mas era óbvio que era a falta de vitamina VER que estava nos deixando com a visão dupla. Que desespero! Ficamos de voltar para receber a benção no café da manhã. Ô que benção!
Saindo de lá, encontramos Gustavo. Ele não quis falar conosco. Das duas uma: ou era falta de vitamina F também ou um gato passou pela pediatria e comeu as línguas, pensamos. Lá estava Kérryson (Qué isso?) também sem querer falar. Só a graça de Deus nas nossas vidas! Como agir? Falamos com sua amiga fantoche, Florentina, que nos deu a entender que ele apenas estava com vergonha.
Já próximo do fim, encontramos a linda CAT (Kettlyn), que falava por todos os demais. Pronto! O segredo havia sido desvendado... ela era a gata que havia comido as línguas das crianças. :O Ela nos batizou com novos nomes, sendo o meu: Princesa Linda. Além disso, nos ensinou a dançar e o mais importante, nos convidou para ir em sua casa no CURADO, lugar onde ficaríamos CURADAS do nosso mal olhado. Foi sensacional! Tudo corria bem, estávamos solucionando os problemas, até que surgiu um outro problema. Esse era de difícil solução. Era um ser humaninho lazarento, perturbador da paz pública, apertador de narizes etc, etc... Lutei com fé, mas definitivamente, não soube lidar! Já era fim de tarde e não havia energia do mundo suficiente que aguentasse mais tamanha provação. Eis que nesse momento, passa o padre FABIOla DE MELO em direção à igreja (dos Enfermeiros). Esperamos pacientemente ela retornar/Ficamos batendo desesperadamente na porta. Finalmente, ela saiu, pegamos a chave e, para nossa alegria, entramos no templo. Mal sabíamos nós que era lá o lugar da bênção! Hahaha... Reencontramos a paz! Amém!

#preciso_de_uma_bênção_e_não_vou_desistir_sem_ela_eu_não_vou_sair_daqui... ♪♩
#Falta_de_vitaminaVER_causa_Mal_olhado
#PAZ
#CURADO_é_lugar_de_CURA

Beijos,

Quitéria Pinguinho.

sábado, 25 de março de 2017

Alojamento Conjunto: O retorno das que já foram!

Olareees!
Faz um tempão que não venho por aqui, mas estou de volta. Hoje serei muito objetiva porque estou bastante cansada... Essa semana foi osso! Iniciamos um novo semestre acadêmico, daí veio reciclagem, nossos novos narizinhos lindos, a tão esperada formação das duplas/trios e, finalmente, as atuações. Vamos logo para a novidade... txan txan ram ram... Minha nova MCM é nada mais, nada menos que outra pinguinho, Valdete Tamburete, a própria, em carne e osso. Maroca é nossa nova lindovisora! Já adorei e tenho certeza que será mara! \o/
Minha última atuação havia sido no Alojamento Conjunto e não foi lá essas coisas, e foi para onde retornei para atuar com Valdete. Confesso que senti medo, muita insegurança e vergonha. Eu estava com muita vergonha! Mas, já que é para se jogar, me joguei e lá fomos nós. Conhecemos a tia do carrinho da alegria, que tinha um nescau cereal radical na bochecha (ela faz jus a sua função no setor: servir a alimentação dos pacientes/acompanhantes). Conhecemos também Damares, cuja vitória tem sabor de mel. Não esquecendo das nossas amigas que adoravam uma fofoca e que super aderiram ao jogo, bem como a outra amiga da limpeza. É muita amiga para muito babado! Visitamos a praia de Boa Viagem, onde muitos estavam fazendo bronzeamento artificial; fomos para a festa no apê e lá não rolava bundalelê, mas tinha choro sintonizado de recém-nascidos; participamos de uma reunião de condomínio, em que a pauta foi: “quem não sorrir, vence!” e nós vencemos, é claro. Além disso, foi uma tarde de lições... Aprendemos como faz para a mamãe passar açúcar no bebê, o que deu origem à célebre frase “mamãe passou açúcar em mim”. Aprendemos também que a vida ensina, então fomos atrás da vida, e nessa busca, conhecemos a mamãe e a vovó de ‘Vencedor’. Com esta descobrimos que todos somos vencedores. Por fim, nos mandaram ir em busca da felicidade. Não concluímos nossa empreitada, mas descobrimos qual a chave da felicidade. Inclusive, ela tem umas pedrinhas de diamante!
Foram poucas horas de atuação, mas muitas coisas aconteceram nesse curto espaço de tempo. Como costumam dizer que as palavras não dão conta, deixo apenas um simples registro de nossa tarde. Apesar do medo inicial, insegurança e vergonha, considero ter sido um dia legal e não só conseguimos dar conta do recado, como nos divertimos. E como disse minha MCM: “Isso aqui é renovador!”. Gostaria de agradecê-la pelo companheirismo na atuação, inclusive nas horas do “eu não sei mais o que fazer!”. Desejo que possamos CRESCER juntas, no sentido amplo da palavra!


Beijooos!

sábado, 3 de dezembro de 2016

CUIDADO!

Olá galeriiis, boa noite!

Bem, hoje serei muito breve, pois não tenho muito o que contar. Essa foi nossa 6ª atuação, dessa vez o nosso lindovisor Caio foi atuar conosco. Fomos para a Enfermaria do 9º andar, o alojamento conjunto, e adivinha quem adorou a ideia? A "maníaca" de bebês, Ursulina Melancia, também conhecida como Laroca. Hahaha... Confesso que quanto a atuação ser neste setor não tinha criado expectativas, mas sim quanto ao fato de nosso lindovisor estar lá. "E se eu fizer alguma besteira? Será que é legal atuar em trio?". Mas, quanto a isso, avalio como bastante positivo. Apesar de todos os pesares, no geral ocorreu tudo certo. Esta foi a atuação mais difícil até o presente momento. Não achei as pessoas muito abertas ao jogo, MUITAS nos ignoraram completamente e uma, inclusive, comentou com sua companheira: "eu dou um murro", caso nos aproximássemos. I WAS SHOCKED! :O Pensei: "CUIDADO!, não vai querer apanhar, né Quitéria?!" Então, fingi que não ouvi e não me aproximei, relevei o comentário e segui adiante, afinal aprendi com o mestre Gentileza que "só devo jogar com quem estiver disponível para jogar". As vezes, é necessário se fazer de bobo e, neste caso, foi a melhor saída. Eu compreendo que, talvez, ela não entenda de fato o nosso propósito em estar ali ou quem sabe estava em um dia ruim, ou por qualquer motivo não gostaria de nos receber. Não sei! Apenas acredito que isto faz parte do processo, ser palhaço é coisa séria, é estar pronto para diversas possibilidades de reações, saber lidar com o belo e o não belo, com o agradável e o desagradável das diversas situações a que estamos sujeitos. E o importante é não se render diante dos desafios e fracassos, mas lidar com isso de maneira positiva e seguir adiante. Com toda dificuldade desse dia de atuação, tivemos momentos bem divertidos, especialmente com a equipe de profissionais do setor, até serei contratada como designer de sobrancelhas, pois adoraram as minhas que estavam muito bem definidas e contornadas... hahaha... E por fim, aprendi com meu lindovisor que podemos de tudo tirar uma lição. Eu pude muito bem visualizar na prática as sempre ditas frases "cuida do jogo" e "respeita o espaço do outro". Foi um dia para exercitar isso. Respeitar o outro em sua singularidade, não invadir o espaço alheio são também formas de cuidado. Está aí o ponto central: CUIDADO! 

#CuidaDoJogo
#CuidaDosMCM's
#CuidadoParaNãoInvadirOEspaçoDoOutro
#CuidadoParaNãoLevarUmMurro

Até a próxima! Beijos! 

Quitéria Pinguinho (conhecida também como Evinha :* )

sábado, 26 de novembro de 2016

Quero mais encontros como esses, mais, muito mais! ❤

Olá queridões,

Peço perdão pela mequetrefice, pois mais uma vez, deixo para escrever no fim do prazo. Apesar da greve na universidade, minha rotina permanece quase a mesma, tendo em vista que o estágio não para. Mas, enfim, vamos ao que interessa...
Esta semana retornamos a hemodiálise. Eu estava bem desmotivada nesse dia e já preocupada em como seria a atuação. Porém, fui assim mesmo, pois sabia que ao fim do dia estaria melhor e feliz pelos novos encontros. Chegamos um pouco atrasadas no setor (por minha causa... perdão MCM), mas de todo modo, fomos mais cedo que da vez anterior e pudemos aproveitar mais. Conhecemos a tão famosa Dona Vera, que nos recebeu com tanto carinho e de brinde cantou para nós. Inclusive, me ensinou umas canções, que eu até já esqueci. Hehehe... Reencontramos o tio da tapioca, Joel, que mantinha seu jeito brincalhão. Ganhei logo um abraço bom! Ele entra facinho, facinho no jogo e faz isso com alegria. Adoroooo! Havia um senhor lá que chegou ao mesmo tempo que nós, ele era tão bonitinho. Queríamos muito ter jogado com ele, mas a única coisa que consegui foi acenar assim que entrava na sala. Suas mãos tremiam, sua respiração falhava, mas ele retribuiu o gesto. Ele não estava muito bem, mal podia respirar, então, o médico foi chamado para ajudá-lo e realizar os procedimentos necessários. Enquanto isso, fomos visitando os outros leitos, na esperança de que até o fim da atuação pudéssemos falar com ele. Mas, não rolou.  Ele me fazia lembrar do meu avô e Ursulina também disse recordar o seu. Esse era o motivo pelo qual desejávamos tanto ter um encontro mais profundo com ele. Espero revê-lo e que eu possa encontrá-lo em melhor condição. Num cantinho, encontramos Edson, não tenho certeza se este era seu nome, ele tremia, dizia sentir frio, mas permitiu o nosso encontro. Ele era gentil e até me alertou quanto a outro paciente que lá estava. Não havia compreendido bem, até que notei que este outro paciente estava nos xingando. Eu fiquei bastante impressionada quando notei, sem reação, até que tio Joel falou para não nos preocuparmos quanto a isso. Tratava-se de um paciente psiquiátrico, não sei ao certo o que ele tinha, mas compreendi que naquele momento o seu comportamento era sintomático. Não se tratava de algo pessoal. Até porque nem havíamos nos dirigido a ele. Fomos para o leito do senhor Ivanildo 1, pois ele disse que havia outro com o mesmo nome lá. Ele já estava de saída, se arrumava para subir para outro andar. Muito vaidoso, penteou o cabelo, pôs um chapéu. Falou que voltássemos outro dia às 11hrs para que pudéssemos passar mais tempo juntos e disse que nos daria almoço! Hahahaha... Ele era uma graça! Encontramos uma senhora simpática que acabara de chegar e conversamos um pouco com ela. Entre uma conversa e outra, voltávamos em Dona Vera, que sempre tinha algo a nos dizer ou a cantar. Por fim, saímos da hemodiálise e fomos para as enfermarias da nefro. Foi então onde encontramos o homem da voz de trovão. Inicialmente, deitado em seu leito, parecia dormir e por um momento achei que não estivesse aberto ao jogo. Quando saímos do quarto, ele me acompanhou com o olhar, foi a primeira fase do nosso encontro. Bastou segundos para que eu compreendesse que ele estava disponível para nos receber. Sorrimos bastante, ele fez inúmeros jogos de adivinhações e lógica. Ele sorria como criança e o que me deixou mais feliz foi ao ouvi-lo dizer que nossa presença o deixava alegre. Foi um dos momentos mais lindos do dia pelo significado atribuído àquele encontro. Ele não tinha acompanhante, então, eu gostaria que o tempo que passássemos ali fosse especial o suficiente para que ele se sentisse bem acompanhado e soubesse que não está sozinho nunca. Pessoas como ele, faço questão de guardar bem direitinho no coração e mesmo que não estejamos lá todos os dias, estaremos em sua memória, assim como outros palhacinhos que já haviam passado por lá e que ele lembrava com carinho. Eu adorei conhecê-lo. Chegou no quarto um dos senhores que estava na hemodiálise, e mesmo que indiretamente, ele estava no jogo. Ao deixarmos o quarto, ele estava gargalhando com algo que Ursulina havia feito. E foi assim que saímos daquele setor, deixando um pouco de nós e levando um pouco de cada um dos seres iluminados com quem nos encontramos. Quero mais encontros como esses, mais, muito mais! 


Beijos, 

Quitéria Pinguinho. 

sábado, 19 de novembro de 2016

Dia 100sacional! ❤

Olá galeriiis

Esta semana houve um imprevisto e acabamos atuando na quinta-feira, fomos para o 10º andar, sul. Para não perder o costume, eu estava um pouco nervosa. Mas, tudo sob controle. Fomos nos arrumar no quartinho da enfermagem e, detalhe, não tinha água. “Então, já sabe o que vai acontecer se errar a make, né?” Pensei! Enfim, deu tudo certo. Quando estávamos já concluindo para começar o processo de subir a energia, adivinha? Chegou um enfermeiro no quartinho para trocar de roupa. “E agora? Como vamos subir a energia?” Solução: Subir energia no banheiro. E foi assim que a energia subiu. Ser palhaço é também dominar a arte do improviso e saber lidar com o imprevisível. Bem, parecia que havíamos aterrissado na sonífera ilha porque quase todos dormiam. Encontramos a linda mãe jovem de 42 anos, que mais pareciam 24, e que acabara de chegar à enfermaria após um procedimento cirúrgico, quer dizer, de amor. Ela havia retirado um rim para doar ao seu filho de 24 anos. Que coisa mais linda!
Encontramos o senhor simples e carismático que mora na cidade da pipoca gravatá, seu Edgar. Ele era muito fofinhooo! Outro encontro do dia foi com “Acompanhante”, como passei a chamá-la. Ela entrou rapidamente no jogo, e uma das que mais interagiu conosco, porém foi bem desafiadora. Em determinados momentos, parecia que a situação fugia do nosso controle e o jogo corria o risco de deixar de ser jogo. Acompanhante passou a chamar Ursulina de “mainha”, referindo-se à sua tatuagem e nos levou de cadeira de rodas para passear pelo corredor. Estava no hospital acompanhando seu pai, cujo leito se encontrava na mesma enfermaria da pessoa mais encantadora daquele setor, era seu Hermínio. Até agora não sei explicar bem o que aconteceu, mas este senhor me cativou. O encontro com ele foi o melhor momento do dia, para mim. E provavelmente, o melhor da minha semana porque até agora ao recordar dele, meu coração se enche de afeto... como eu gostaria de voltar a vê-lo. Ele transbordava alegria ao nos ver... eu me senti tão acolhida, que sensação incrível. Carinhosamente ele me apelidou de Quiqui e pediu para tirar fotos. Concedemos a permissão e não é que seu Hermínio é um bom fotógrafo?!  

 
Depois, ele queixava-se de dores. Havia feito uma cirurgia e mencionou que estava sendo difícil a recuperação, muito dolorosa. Apesar disso, entre um sorriso e uma queixa de dor, permanecia firme e forte, sem desanimar. Dirigimos a ele palavras de apoio e encorajamento e nos despedimos. Fomos chupar laranja no quarto secreto. Depois que nos despedimos de todos, fomos nos trocar. Por fim, retornei ao leito do senhor Hermínio para pedir as nossas fotos que ele havia retirado. Eu não estava mais como Quiqui, mas fui recebida tão bem quanto, e o meu sentimento por ele era igual, afinal, eu e Quiqui somos a mesma. Conversamos por uns minutos, o suficiente para admirá-lo ainda mais. Ele me contou um pouco de sua história e se despediu de mim com um beijo na mão e dizendo: “Eu amo muito vocês!”

Como cada novo encontro, estes traziam dentro de si o inesperado. Foi um dia lindo. Percebo que há, de fato, um propósito em tudo que fazemos. Os maiores recompensados somos nós mesmos porque é indescritível a sensação que permanece depois de um dia desses. Mas, não vamos nos preocupar em entender tudo, certo? Porque, como diz Clarice Lispector em um de seus escritos, “viver ultrapassa qualquer entendimento” e eu estou satisfeita com isso! 

Beijos, 

Quitéria Pinguinho 

sábado, 5 de novembro de 2016

Atuação na Enfermaria Encantada

Olá galeriiis,

Essa foi semana de reposição e Ursulina e eu resolvemos atuar na terça-feira, já que na quarta seria feriado e é o nosso dia de atuação. Fomos para a clínica médica do 7º andar. Estávamos bastante nervosas desde que chegamos ao setor. Havia muitas pessoas nos quartos, não sei se chegamos na hora da visita, só sei que fiquei mais nervosa ainda. A impressão que tinha era de que naquele dia as coisas não iriam fluir, mas tinha, ao menos, que pensar positivo para atrair coisas boas. Demoramos mais que das outras vezes para conseguirmos uma sala para nos arrumarmos, a equipe de enfermagem deu logo uma repreensão e pediu para não fazermos barulho durante a atuação. Isso já me deixou um pouco mais nervosa. Parecia que as coisas não estavam conspirando ao nosso favor e estávamos ficando tensas. Mas, lá fomos nós. Trocamos de roupa, na hora de fazer nossas makes, acabei fazendo uma baboseira com o pancake vermelho. Dei uma “leve” exagerada e ao tentar corrigir, notei que só estava piorando cada vez mais. “Não é possível! Vamos lá, calma. Vai rolar!”. Consegui! Então, hora de subir a energia... Mas, que energia? Pelamor! O tempo passava e nada de energia subir. Não estava rolando mesmo. Mas, tinha que rolar. Vamos lá, Ursulina, no playboca:

Spaghetti gostosinho

Spaghetti gostosinho
Spaghetti gostosinho
Spaghetti, spaghetti, spaghetti, spaghetti

Ú iummi iummi iummi
Ú iummi iummi iummi
Como tudo! Como tudo!
Como tudo! Como!
Ú iummi iummi iummi
Ú iummi iummi iummi
Como tudo! Como tudo!

Agora, “analisando essa cadeia hereditária, quero me livrar dessa situação precária...” Foi só sucesso! Mas, foi nessa vibe que a energia começou a subir. Foi sangueeeeeeee e suor! Cada vez mais tenho certeza que difícil é fazer o simples. Mas, conseguimos e lá fomos nós. Já no corredor, tivemos nosso primeiro encontro com o “lobo mau”, que depois descobrimos ser o lobo bom. Ele estava acompanhado de uma pessoa que provavelmente seria a chapeuzinho, ela nos recebeu com um sorriso tão largo, disse que tinha sentido nossa falta e se alegrou com nossa presença. Aquilo foi mais um sinal do quão importante é este projeto para as pessoas. E eu fiquei feliz com isso. Pensei no quanto valia a pena todo o esforço para estar ali e não ter desistido.
Foi um dia de muita magia, personagens animados e encantados, mas reais. A Ursulina tentou fazer uma mágica para uma senhora que disse que desejava ir para casa, mas não funcionou. Depois de algumas tentativas, ela aceitou que precisava treinar um pouco mais. Encontramos a Elza de Frozen, algumas outras princesas, uma da floresta que usava lençol de oncinha, encontramos a rainha e o rei, a pantera cor-de-rosa que tinha um celular que super combinava com sua roupa. Reencontramos um senhor do primeiro dia de atuação, que tinha recebido uma carta de amor de Deus e falava nordestinês. Fiquei muito alegre por poder revê-lo, aparentemente melhor que da vez anterior e muito mais envolvido no jogo. Ele nos revelou a identidade secreta do rapaz do leito da frente que era espião, dono de um estilo rock do poder. Hahaha...
E detalhe muito importante, depois de três semanas, a Ursulina finalmente encontrou um pretendente para se casar, o filho da Elza. Era uma oportunidade ímpar e ela não poderia deixar passar. Sinceramente, eu estava feliz demais por estar ali e não sentia vontade de ir embora. Mas, a Ursulina precisava se arrumar para o casamento e eu tinha que ajuda-la, claro. Não poderia deixar minha MCM num momento tão especial de sua vida.
Foi lindo cada encontro, pessoas abertas ao jogo, de sorrisos contagiantes. Sempre tem aqueles momentos em que eu travo, mas minha MCM tem se saído muito bem e dá conta de fazer o jogo fluir. Cada atuação é um desafio, mas é muito bom ter com quem contar na hora do medo pré-atuação e durante o jogo, quando me vejo perdida. Mesmo que ela não se dê conta disso, minha MCM tem me ajudado demaaaais. Obrigada, Ursulina!
Então, é isso, galeris! Semana que vem, tem mais! Até a próxima!
Beijos,
Quitéria Pinguinho

sábado, 29 de outubro de 2016

Encontros... Mais Encontros... e a Sala de Soluções

Olá galeriiiis, boa noiteee!

Peço perdão pelo horário da postagem, mas antes tarde do que nunca. Essa semana foi ossoooo. Hoje vim falar sobre a segunda atuação. Cheguei no hospital bem cansada porque fui correndo, praticamente. Chegando lá, encontrei minha MCM, que já me esperava. Mas, e os lindovisores?  Não tinha nenhum lindovisor lá... Sei que não nos abandonaram, estarão disponíveis para nos ajudar quando necessário, mas precisamos amadurecer e, portanto, chegou a hora de começar a andar com os próprios pés. Isso me deixou um pouco insegura, mas sabia que era necessário. 

Dessa vez, eu e Ursulina fomos para a Nefrofologia. Nos arrumamos num quartinho apertadinho e fazia muito calor, mas estávamos ali por amor, o desejo de encontrar era o que mais importava, as demais coisas eram só detalhes. Finalmente terminamos de nos arrumar e ali estávamos nós, radiantes. Mas, de coração na mão. Ao som de Kuduro, energia sobeeeeeeeeeeee.. Subiu! Quitéria Pinguinho e Ursulina Melancia estavam prestes a se jogarem em mais um tarde de encontros e lá fomos nós. 

No primeiro quarto que entramos fomos bem recebidos, encontramos pessoas maravilhosas abertas ao jogo. Que pessoas lindas! No seguinte, mais encontros. Ursulina loucaaaa para encontrar um noivo trocou umas ideias lá com o pessoal... Quem sabe algum irmão, primo, conhecido não estaria de bobeira e seria o par perfeito? Bem que a galera poderia apresentar para ela. Mas, não rolou. No máximo, recebeu alguns conselhos, como o de procurar algum noivo que usasse roupa branca (jaleco). hahaha... Este seria um bom partido!

Saindo do quarto, encontramos uma senhora no corredor prontamente entrou no jogo, tão gentil. Ainda dançou "A nova loira do tchan, é linda deixa ela entrar..." AAAH, e teve outro encontro muito importante, que foi com o Edson Celulari. Genteeeee, saímos correndo para pedir autógrafo, ele correu e se escondeu, mas o achamos há tempo de entrar no elevador, mas ele se negou a dar o autógrafo, alegando não ser o Edson. Um absurdo! Tenho certeza que era ele. hahaha... Voltando para a Nefro, encontramos a tia da enfermagem hipnotizando com uma caneta o menininho do outro lado do celular. =O Demos um oi para ele e ganhamos beijos. Apaixonei! 

Galeriiis, rolou muita coisa nesse dia, que eu com certeza não vou lembrar e outras não vou registrar aqui, mas que estão na minha memória. Porém, não poderia deixar de mencionar sobre alguns outros momentos, como o da sala de soluções. Quando vimos lá "sala de soros e soluções", nem hesitamos, encontramos a resolução dos nossos problemas, inclusive o da Ursulina, que buscava um noivo. Gente do céu, fomos bater lá e a tia que nos recebeu nos explicou que as soluções que haviam lá eram de outra espécie e a solução para os nossos problemas é Jesus. Era necessário apenas abrirmos nosso coração para que Ele entrasse. Não tinha nenhum cirurgião por perto para abrir nosso coração, mas entendemos a mensagem. Obrigada tia da sala de soluções! <3 

Um encontro bastante marcante foi com o senhor Altino Ventura, assim foi nomeado naquele momento por estar num leito bem acima dos demais. Todo cheio de graça, ele entrou no jogo e jogou pra valer. Viramos até modelos, representantes do SPFW (São Paulo Fashion Week). Foi um dos encontros mais divertidos da tarde. Com toda sua simplicidade, fez da dor, um riso. 

Por fim, na sala da hemodiálise encontramos dona Luzinete, a única acordada naquele momento. Era uma mulher que apesar das circunstâncias, não negava sua força. Foi bastante difícil e desafiador este encontro. No entanto, o rumo que o jogo tomou com "Insulina" (Como ironicamente foi chamada Ursulina pelo homem todo de branco) e o homem que parecia uma tapioca (este mesmo homem todo de branco), tornaram o ambiente mais descontraído e era impossível conter o riso. Não só Dona Luzinete, mas eu não conseguia me conter.

Bom, como deu para perceber, rolou muita coisa legal. Não houve nenhum "pem" relevante a ponto de ser recordado. Foi uma atuação bem difícil, de um modo geral, mas foi muito recompensadora. E como disse para minha MCM: "Eu não sei as pessoas aqui, mas eu me divirto demais com tudo isso!". A cada novo encontro tenho vivenciado o inesperado descrito por Roberta Paiva em sua frase: "Todo encontro guarda o inesperado dentro de si." É literalmente aprender a lidar com o imprevisível. Mas, sinceramente, tem sido uma experiência espetacular.

Ao final, fomos acolhidas pelo nosso lindovisor Caio que nos aguardava e ansiosamente queria arrancar da gente o que as palavras minimamente eram capazes de alcançar. 
Obrigada pelo apoio, lindovisores! Vocês têm sido muito importantes nesse nosso processo de aprendizagem e crescimento. 

Por hoje, é só! Até a próxima! 

Beijoooos, 

Quitéria Pinguinho. 

sábado, 22 de outubro de 2016

Quitéria Pinguinho chegou! \o/


Só um pingo, só um pingo, alegria pros seus dias, empolgante, chegou elaaa, aproveite e sorria! 
☊ ♪ ♫ ♩ ♫ ♭ ♪ ♯ ♬ ♮ ♫ ♩ ♫ ♭ ♪ ♯ ♬ ♮ ♬


Então, galeriiiis, quanto à primeira atuação, não farei cerimônia e serei muito sincera, eu não sabia o que bulhufas fazer. Poxa, foram tantas oficinas e eu não me sentia preparada! :( Maaaas, lembrei das incontáveis vezes em que ouvi: "Palhaço pronto é palhaço morto!". Agora fazia mais sentido porque eu estava tão viva que não me sentia nem um pouco pronta. Sim, mas o que fazer com o medo? Coloquei no bolso e fui adiante assumir meu lado ridículo. 

O apoio dos lindovisores foi fundamental nesse processo, como também os abraços apertados e encorajadores de um velhinha linda (Tatá) que apareceu na hora certa. Acho que minha MCM, Ursulina Melancia, estava um pouco mais nervosa que eu, e por isso, sentia que precisava estar calma para ajudá-la. Ao mesmo tempo, pensava na importância da nossa presença ali, levando por meio da arte do encontro a ressignificação do cuidado no processo de hospitalização. Aos poucos, Ursulina Melancia foi se tornando cada vez mais ela e o medo cada vez menos seu. E eu descobri que sou mais corajosa do que imaginava. Quitéria me mostrou isso. Meu tamanho é só um detalhe, quase sempre encarado como sinônimo de fragilidade. Mas, isso não diz  tudo sobre mim. Como diria Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa, "eu sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura... E o que vejo são meus sonhos!". E vocês não têm noção do quanto eles são altos. Naquele dia meu maior desejo era sair do hospital sabendo que o dia de pelo menos uma pessoa foi melhor porque estivemos ali.

A linguagem está cada vez menos dando conta porque há sentimentos que não são capazes de serem traduzidos em palavras, há coisas que nem eu mesma compreendo, mas não faço questão de entendê-las porque vivenciá-las já é o suficiente. Eu apenas posso dizer que naquele corredor da Enfermaria da Clínica médica do 11º andar, eu simplesmente tive alguns dos encontros mais importantes da semana. Saí de lá com a certeza de que tornamos o dia de algumas pessoas um pouco melhor, principalmente o meu.

Um dos encontros mais significativos do meu dia foi com a Ursulina Melancia, minha MCM. É apenas o começo e já rolou muitas trocas, risos e silêncios "terapêuticos" nos momentos "pem". Até os erros foram compartilhados, afinal o erro nunca é solitário. Temos um longo caminho pela frente, cheio de tropeços, pelo qual iremos juntas passar e espero que façamos isso da forma mais sincera, embora ridícula, possível, permitindo que o nosso clown assuma o comando. 



O que realmente faz valer a pena estar vivo, 
não há filmadora ou máquina fotográfica que registre...
Surpresas, gargalhadas, lágrimas, enfim, o que eu sinto, quem eu sou, 
você só vai perceber quando olhar nos meus olhos, ou melhor, além deles...
(Clarice Lispector) 

Beijoooos,

Quitéria Pinguinho