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sexta-feira, 7 de julho de 2017

Sobre muletas e queres...


"Tudo que eu quero, eu quero muito" - uma frase forte que a gente aprende na formação, que não é fácil de pôr em prática e que me assombrou (no bom sentido) durante essa atuação.

Eu QUERIA MUITO um registro fotográfico duradouro da minha vivência quanto palhaça. Não hesitei em levar minha câmera analógica junto à pele e à maquiagem, mas hesitei em usá-la: 

K: Tiraremos fotos com ou sem nariz?
S: Como interagir com uma câmera enquanto palhaço sem se transformar no palhaço fotógrafo mal das pernas apoiado numa muleta maior do mundo?
K: Nossa pele, nossa maquiagem, nosso nariz... também são muletas de certa forma...
S: Rai que é Rai teve dificuldades de atuar com a rabeca... Mas até que seria um desafio.
[E diante de tantos questionamentos a câmera ficou jogada na cama - uma pendência pros narizes]
Eu e Antenorio, que tivemos que resolver essa bronca, na real nos divertimos juntos por alguns minutos com o objeto não identificado que foi de espelho-para-fica-gordo à bomba relógio. E ai, a câmera ainda pegou com carona com a gente na atuação, o que rendeu: 1-umas 3 ou 4 fotos; 2-um entendimento de que minha câmera, na verdade, parece mais um artigo de palhaçaria do que um objeto exclusivamente funcional;  3-uma vontade ainda maior de brincar com a fotografia no universo da palhaçaria. 



São João barulhento

DB em tópicos :/

* Atuação no 7º!
* Fomos levemente atropelados por uma comemoração esdrúxula de São João (aparentemente era o caminho). À principio gostei da animação da música que eles cantavam, mas logo em seguida percebi que de alguma forma nem eles sabiam exatamente o que tavam fazendo ali. Eram muitos; entravam deliberadamente nos quartos cantando, dançando e convidando as pessoas para um suposto casamento. Me lembrei do nosso primeiro picadeiro

Overdose de onco


DB em tópicos :/

·         Primeira semana de reposições e minha agenda encaixou melhor com Pauli e Lua. Mais uma vez aquela sensação de atuar com pessoas novas! E bote novo nisso...Essas duas tem uma energia inacabável, um brilho no olhar e um processamento de interações na velocidade 5!

·         Atuação na enfermaria de onco (overdose de onco nesses últimos tempos.. :) ) – eu nunca tinha ido lá. Sempre tive um interesse especial pois é uma especialidade que me atrai muito.. Como seriam esses encontros de palhaço?

·         Rolou de levar um remédio especial para uma vovó no carrinho de remédios – era o neto dela dentro; rolou de ter conversas profundas e conhecer novas praias da região com o acompanhante de uma paciente teoricamente em isolamento (ele fez questão que a gente entrasse); e rolou até karaokê de brega, créditos para Lua que conhece absolutamente toooodas as músicas.

·         A onco tem seu peso, uma enfermaria que toda semana tem gente partindo, mas tem muita gente linda querendo se entregar e jogar! Que bom que pude ir lá ainda esse ano <3

Judith

Quem é Judith??


DB em tópicos :/

·         Atuação no ambulatório de onco! – eu sempre quis atuar lá, ainda bem que rolou de ir porque é uma delícia

·         Todo mundo lá foi muito receptivo. Chegamos e já foram nos mostrando tudo, apresentando os profissionais. Rolou um leve PEN, porque aceitamos conhecer o espaço do ambulatório em si (eu fiquei com medo de me perder no caminho, sei la..) e ai aparecemos na entradinha do lugar sem pele nem maquiagem para todo mundo. Foi bem estranho....

·         Lá é meio parecido com o COB, um ambiente quadrado, com um balcão no meio e picadeiro para todo lado. Até que rolou de “individualizar” as atuações e nessa conhecemos pessoas lindas, uma professora e contadora de histórias; um dançarino do clube belavista... Eu cheguei até a prescrever pipoca e cumbia para curar um momento meio triste.

·         A enfermeira de lá, assim como Marisol na nefro, ficou sendo um fio guia da atuação. Dessa vez, sob demanda nossa e foi massa isso de ficar retomando o encontro com ela, uma pessoa super aberta pro jogo que parece se dar de verdade para aquele ambiente.

·         Ao final da atuação, quando nos trocávamos de volta, Kinhos me perguntou quem era Judith. Ela era judia? Onde ela morava? O que ela gostava de fazer? O que veio na minha cabeça foi que ela era uma menina uma tanto ingênua, mas nada mais, não soube muito responder. De certa forma essa é uma identidade em processo, e bom, ganhei uma reflexão a mais sobre o projeto e a palhaçaria...



Judith

COB


Hoje eu não tava lá. Antes de começar a atuação, já sabia que não tava lá: o corpo tava presente maquiado e de nariz mas a cabeça tava longe. O fato é que nos últimos dias eu não tava muito bem mesmo, mas mesmo assim eu fui. As boas memórias do último COB com Pacheco e as palavras de ontem de Gentil me levaram a esse desafio de vivenciar o aqui e o agora para pelo menos tentar melhorar o meu dia. Bom, Kinhos carregou essa atuação lindamente, eu não conseguia falar muito...e quantos encontros lindos! Eles encheram um pouco mais o meu potinho de satisfação com a vida...

Sobre o COB, ele é um setor a parte. A experiência começou ao se arrumar sozinha, me senti órfã das deliciosas conversas pré-atuação. E ai, diferente dos outros lugares em que se tem um corredorzão para renovar os jogos e a energia, lá tem gente para todo os lados dentro e fora dos quartos!

Segura o feminismo

DB em tópicos :/

* Atuação no 11º
* A atuação começa com o encontro de Kinhos na salina do Damuc, ele normalmente está lendo ou dormindo. Isso rola toda semana e essa rotina que criamos dá uma sensação de start bem antes de subir o nariz...
*A maior parte da atuação rolou com um paciente um tanto peculiar. Fomos atraídos para seu quarto ao ouvirmos ele lendo alguns trechos bíblicos. "Ah, ele deve sérum senhorzinho desses fofos,  religiosos". Conversa vai, conversa vem... descobrimos que ele tem uma penca de filhos, com mulheres de cidades diferentes. Ele gostou desse assunto e foi se aprofundando, quando eu me dei conta, ele estava praticamente explicando a Kinhos como fazer para ser um belo de um machista assediador. Chegou a me explicar que as mulheres "tem que ter medo da cobra" - e nos dias de hoje, não posso negar que isso é verdade. Respeito que ele é de outra geração, veio do interior, teve uma criação bem diferente da minha, mas confesso que foi bem difícil segurar minhas crenças e, de uma forma Judith, explicar que mulheres são fortes e sabem se defender se for preciso.
*Ao final, entramos no quarto de Dona Marinalva. Uma senhora linda, com uma família linda. Ela era cega, mas com certeza mais lúcida que eu e Kinhos juntos. Foi um banho de água fria no pré-conceito de que deficiências físicas tornam as pessoas um tanto incapazes.

Judith

O meu nariz


Hoje era dia de pediatria e esse setor é sempre um mistério. As experiências da galera parecem muitas vezes meio assustadoras e ai desde que a escala saiu (assim como da última vez) fiquei com aquela pulguinha atrás da orelha: como será que vai ser?

Eu tinha um compromisso marcado Às 19h, então teria que sair umas 17:30h, só para piorar nossa situação com o tempo, uma reunião que acabaria às 15h, terminou durando um pouco mais e só conseguimos subir lá pras 15:40h. A atuação terminou ficando espremida entre dois outros compromissos meus, e por mais que eu tenha um MCM absolutamente compreensivo, não consegui me libertar da culpa/agonia/pressa...

Fiquei com o tempo em mente e quando eu me dava conta, já tinha me atropelado nos encontros. Assim foi com Thales, um menino daqueles magrinhos de regata verde e olhos tão expressivos que mal me lembro do resto da sua fisionomia. Quando estávamos siando do quartinho, disse a Antenório que lá encontraríamos crianças. Thales foi a primeira delas. Ele olhava pra gente fixamente como quem estudo um fenômeno curioso, mas não mudava em anda sua expressão. Eu me precipitei e fui até ele. Propus que brincássemos com seus carrinho, mas para minha frustração ele nem reagiu. (Acho que quando o não vem de uma criança é amargo de verdade) Antenório me resgatou do amargor e brincamos com o carrinho da limpeza – eu ainda tentando chamar sua atenção de alguma forma...não rolou!

Deixei de lado e continuamos pelo setor. Talvez pelo tardar da hora, muitas portas estavam fechadas e boa parte dos encontros se deram num quarto com 4 mães e seus bebês (teríamos voltado ao alojamento conjunto? Hehe). Elas não negaram o contato, mas de alguma forma, no olhar ou no tom de voz eu sentia que elas minimizavam nossa presença ali. Kinhos se manteve jogando e eu fui na dele. Depois realizei que na verdade elas tavam sim abertas para o jogo, mas aquele jogo que diminui o palhaço, que nos coloca naquele lugar de errantes. Nada mais justo...

No úlitmo quarto que entramos, encontramos uma menina muito fofa! Rolaram jogos de adivinhação, música, sorrisos... Num dado momento, para minha surpresa, Thales reapareceu no colo da sua mãe pelo vidro do quarto. Ele e Kinhos ficaram se comunicando através do vidro – dedinhos, agachamentos – até que eu, mandei um belo de um PEN! Eu tava muito feliz que ele tinha vindo e abandonei a menina para ir ao seu encontro...mais uma vez me precipitei com ele: enquanto eles curtiam o vidro, sai do quarto para tocar de verdade nele, fazer uma surpresa. Ele tava tão encantado com Antenório, que de novo nem reagiu à minha presença.

Amarguei e simplesmente voltei pro quarto. Nessa volta, me deparei com a curiosidade inspiradora das crianças.. a menininha bem delicadamente me perguntou se poderia tocar no meu nariz!!! Por um momento fiquei em dúvida, será que ela podia? Bom aquele era o meu nariz, e ela só queria tocar nele... Fizemos uma troca, cada uma tocava no nariz da outra ao mesmo tempo. E ai, logo em seguida, ela soltou: “Não é de verdade...”. Eu falei que era o meu nariz e era sim de verdade, talvez tenha deixado ela meio em dúvida. Mas o mais especial foi entender que aquele nariz, que representa tanto e esconde o mínimo possível, era de fato parte de mim....

Judith

quinta-feira, 6 de julho de 2017

O alojamento conjunto é cintilante.


O alojamento conjunto é cintilante. É um desses lugares em que o que reina é uma calmaria, uma tranquilidade. Bom, boa parte dos andares do HC são calmos, mas nenhum deles te bombardeia com essa paz que reluz arco-íris. é, não poderia ser diferente, é o milagre da vida multiplicado, naquele dia, por 33!

Judith e Antenório, quando aterrissaram no setor, prontamente foram embalados pelas vibes materno-paternas e se desfizeram de seus pertences (vulgo mochilas) como se fossem crias a serem cuidadas pelo pessoal da enfermagem. - um jogo besta mas que rendeu um elo com aquele balcão até o último minuto da atuação quando fomos busca-los de volta e estávamos atrasados (o horário tava limitado por conta da reunião às 17:30h)...levamos uma bela de uma bronca destinada a pais irresponsáveis.
Já se foi uma pág do DB e talvez o que eu mais quero compartilhar sobre esse dia é a minha relação com bebês! Não sei explicar o porque, mas miniaturas, por natureza, são encantadoras. E ai, como um subgrupo mais que especial temos os filhotes dos bichos, até mini-sapos, que vale ressaltar, são do tamanho de uma unha. Mas me arrisco a dizer que não tem nada tão hipnotizante quanto miniaturas humanas. Se você coloca um deles no braço, então, parece que qualquer sofrimento vai embora e tudo o que importa é medir cada movimento para estar no “ali e agora” e cuidar, principalmente, para que eles não caiam. E ai, para complementar essa viagem toda sobre os nenis, foi inevitável pensar que essa magia toda de alguma forma vai se dissipando e se transformando em algo menos transcendente que é a vida adulta. Lá no alojamento conjunto isso tudo se materializou como uma vontade enorme de apertar cada um deles. Com a ajuda de Kinhos, eu me controlei...
Bom, além disso tudo percebemos que muitas crianças tem nomes compostos hoje em dia; que a moeda de ouro que minha avó colocou no meu primeiro banho até agora não fez efeito; que quando há grávidas internada no AC é porque elas estão fazendo estágio para virar mamães; e que o banho de luz azul é um procedimento para virar super-herói [a própria mama mandou essa e foi um dos encontros mais incríveis do dia: ela mantinha o jogo, se divertia e de alguma forma sonhava com um filho que fizesse a diferença no mundo]

Enfim, um dia cheio de ressignificações que trouxeram, literalmente, um pouco mais de vida à minha vida.
Judith

Vínculos (e máquinas de hemodiálise)


Melca não foi atuar com a gente de novo. Aparentemente ela não vai mais se manter no projeto, ficaremos eu e Kinhos. Só chegamos a atuar juntas 1 vez, mas vou sentir falta de ter ela semanalmente comigo (a faculdade tá tão corrida que a gente nem se vê sempre).
A tarde começou com uma bela conversa com Kinhos que durou desde o momento que nos encontramos até a hora de subir o nariz. Isso também rolou das outras vezes...felizmente, me parece que tá virando rotina. É muito bom saber o que tem acontecido com ele e também compartilhar um pouco de mim...entrar em sintonia antes de atuar. E mais uma vez atuamos na enfermaria de nefro, um setor que já tem todo um carinho da minha parte.
A tarde foi recheada de momentos muito especiais! Primeiro que na hemodiálise rolou toda uma vibe com as máquinas de hemodiálise. De uma certa forma foi um jogo que carregamos de paciente em paciente, mas a ideia que ficou foi que há uma relação de amor e ódio dos pacientes com aqueles robôs filtradores de sangue. Eles têm um compromisso, há uma troca, o procedimento é um tanto invasivo mas traz muitos benefícios (às vezes a própria vida!). É um vínculo muito forte, quase um casamento, e ressignificar essa relação para eles e para mim foi bem especial.
Além disso rolou um momento de reencontros (ou reencantos): nos reencantamos com Marisol, a maravilhosa da limpeza da primeira atuação desse ciclo e eu me reencantei com um paciente que havia conhecido na primeira atuação do ciclo passado. Ele não pareceu lembrar especificamente de mim, mas Marisol lembrava até do meu nome e foi muito legal fortalecer esse vínculo.
É interessante que “vínculo” representa um conceito muito especial dentro da área da saúde e dos cuidados, e acho que pecamos em não discutir sobre isso quanto palhaços. É massa atuar em setores diferentes toda semana, mas e para onde vai esse tal desse vínculo? Esses reencontros inesperados foram boas surpresas, mas e se eles pudessem ser um pouco mais esperados?


“Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieto e agitado: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração...”
(O Pequeno Príncipe)


Judith

A igreja mais linda que eu já conheci


Eu, Kinhos e Melca não pudemos atuar essa semana e para eu não ficar sem atuação combinei de ir com Zá. Hoje foi feriado e tava batendo aquela preguiça, mas por outro lado eu tava muito animada para atuar com ela, uma mistura de curiosidade e vergonha de atuar com uma das minhas melhores amigas.

Enquanto nos trocávamos chegamos à conclusão de que passamos por um processo parecido com as atuações: antes de ir bate uma certa preguiça, a gente tem sempre tanta coisa para fazer que priorizar o projeto toda semana não é tão simples; ai enquanto estamos no quartinho dá um medo, a apreensão de quem não tem ideia do que vai acontecer depois que o nariz subir, como se fosse, mais uma vez, a primeira vez; durante a atuação é uma delícia <3; e quando tudo acaba, vem aquela exaustão realizadora de quem gosta do que faz.

Bom, o primeiro momento dessa atuação valeu pela tarde toda. Assim que a gente saiu da salinha um senhor tomou um belo de um susto. Ele era o acompanhante de uma paciente que estava internada e, no momento, ela tava com muita dor na barriga. A princípio nenhum dos dois parecia muito aberto para o jogo, mas de mansinho a gente entrou no quarto e convenceu a senhora de que tínhamos uma técnica muito mais poderosa do que remédios para curar a dor na barriga. Ela cedeu. Eu e Zá seguramos, cada uma, uma de suas mãos e pedimos que ela passasse a dor para a gente. Em seguida, falamos para ela fechar os olhos e pensar num lugar que ela gostaria de estar. Prontamente ela falou na igreja que frequenta. Pedimos que ela descrevesse o ambiente: as portas, as paredes, os móveis, as imagens, as pessoas, ela mesma e sua roupa. Fizemos, as três, uma viagem para aquele templo que trouxe paz inclusive para mim. E para fechar com chave de ouro, assim que terminamos nossa viagem, uma enfermeira chegou trazendo o remédio tão esperado.

Além desse momento massa, chegamos a conhecer uma suposta dona do hospital que até tentou conseguir um emprego para a gente trabalhar por ali, nos transformamos em insetos e dançamos Anita. Enfim, a tarde rendeu muitos momentos especiais para guardar na coleção e um alívio de ter ido até lá em pleno feriado.

Judith

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Já sinto falta disso...


(Obs: DB referente à atuação do dia 30/03/16 escrito no dia 05/07/17)

Aquele foi um dia ruim da minha vida. Na verdade, foi uma fase bem ruim. A sensação era de estar sendo engolida por uma nuvem cinza e potente que não tinha pretensão de passar. Com o projeto não era diferente, eu parecia não me encaixar e só conseguia achar que já não fazia sentido participar disso tudo. Não cheguei a registrar nada no meu DB e hoje eu entendo que não é só questão de “ser mequetrefe” ou de não cuidar do projeto, às vezes você simplesmente não consegue ou não quer por aquilo em palavras escritas.

O que poso contar sobre o dia da segunda atuação desse ciclo é que eu já tava na faculdade sem querer tá lá, também não tava com vontade de atuar e Melca já tinha dito que não poderia. Fiquei no maior dilema...se eu não tinha energia para mim, como teria para os outros? Cheguei a conversar com Kinhos pelo telefone, não queria atrapalhar a vida dele. Ele falou que eu não precisava me importar com ele, e me pediu para ponderar apenas que o setor estaria a nossa espera. Eu tomei um café e resolvi dar uma chance.

Quando nos encontramos, recebi um abraço bem apertado e fomos conversando no caminho do 11º. Chegando lá pedimos a chave, entramos no quartinho e continuamos conversando. Enquanto nos trocávamos e nos maquiávamos a conversa fluía e fluía e fluía. Já não me lembro sobre o que conversamos, talvez algo sobre judaísmo, mas eu sei que precisava desse momento, precisava falar, precisava escutar, precisava adiar um pouco mais a entrada no setor que tinha me deixado tão ansiosa. Depois de talvez 1h de muita troca, a gente subiu a energia e foi. A atuação não foi lá grandes coisas, eu não consegui estar tão presente, mas hoje eu percebo que foi a partir desse dia, graças ao meu aperreio e à sensibilidade encantadora de Kinhos que surgiu um costume de termos longas conversas antes e depois de atuar. Nossas conversas giravam em torno de judaísmo, palhaçaria, psicologia, vida...algumas vezes parecia até que a gente simplesmente marcava de se encontrar às quintas de tarde e além de colocar o papo em dia, a gente atuava. Kinhos sempre tem algo novo a ensinar, seja na conversa ou durante a própria atuação e toda essa dinâmica me deu muita força para continuar o ciclo e o semestre. Já sinto falta disso...

Judith

Marisol

Eu, Kinhos e Melca!! - MCMs me desculpem, mas quem pensou nesse trio tava de fato querendo me presentear com um ciclo muito muito especial (ou talvez eles só queriam um trio de gigantes e nos agruparam pela nossa altura – óitmo ideia J )! Ter um encontrinho semanal com essas duas pessoas tão queridas, vai ser incrível...

Bom, além da euforia dos novos MCMs, esse ciclo novo trouxe a velha insegurança de atuar. Eu tava e de certa forma ainda to meio distante disso tudo. A formação e minha evolução no projeto já esteve mais em mente, agora me parece algo distante, faz um pouco menos de sentido. Minha primeira atuação do ciclo passado também foi na enfermaria de nefro, e de alguma forma estar lá nesse primeiro momento era bem nostálgico. Por outro lado, parecia que eu nunca tinha feito isso antes na vida e de fato eu senti o tal do “se jogando no vazio”. O massa nisso tudo era que de alguma forma estávamos os 3 nessa situação, se (re)conhecendo e (re)descobrindo a vivência da palhaçaria. No meu caso, que não tinha atuado nenhuma outra vez com pessoas diferentes, parecia que eu estava despertando aspectos de Judith que eu nem sabia que existiam...

Já no começo da atuação fomos na hemodiálise.  Depois de interagirmos com alguns pacientes, conhecemos Marisol e sua amiga. Elas trabalham na limpeza do hospital e tavam com aquela fardinha azul com o nome “Soll”, o      que já rendeu um jogo besta de perguntar se ela era a própria dona da empresa. A verdade é que se o jogo era besta ou não, não importava, ela comprava todos eles sem hesitar e parecia curtir muito tudo aquilo. Dentre os momentos com Sol e sua amiga, brincamos de soletrar nossos nomes com o corpo sem falar nada, e eis que enquanto Melca tentava representar o S de Isolda, Marisol solta: ”Mas assim não vale, ela tá falando com os olhos!” – talvez nada nos represente mais quanto palhaços quanto seres que falam com os olhos... teria Melca zerado o PERTO? Seria Marisol uma guru de palhaçaria infiltrada no HC? <3 <3 <3

E ai, além desse momento incrível na hemodiálise, ela foi uma espécie de fio guia da atuação dentro do setor: nos levou em alguns quartos que ela julgou precisar da gente, reapareceu rapidamente em outros propondo jogos e pregando peças até o momento de ela ir embora toda bonita e perfumada. Bom, isso tudo poderia ser entendido como uma muleta e de alguma forma devemos evitar nos apoiarmos assim, mas acho que na dose certa para uma primeira atuação cheia de inseguranças ela me trouxe confiança. Cada vez que ela reaparecia, a gente se divertia mais uma vez e eu entendia melhor que tinha todo o sentido do mundo eu estar lá naquele momento fazendo exatamente aquilo. - O aqui e o agora!

Judith


terça-feira, 4 de julho de 2017

A última do ciclo :/ - 6ª atuação


Como assim era a última atuação do ciclo??? Justo agora que tava ficando tão bom! Eu, Pacheco, Felicia e Judith estávamos cada vez mais sintonizadas e teríamos de aceitar o fato de que o “gostinho de quero mais” era tudo o que teríamos depois daquele dia na pediatria. E bom, para fechar com chave de ouro, um setor mais que especial como esse né!

Houve uma época da minha vida em que eu tive bastante contato com crianças, mas isso já fazia algum tempo...será que eu saberia lidar com elas, ainda mais no estado de vulnerabilidade em que se encontrariam imposto pela internação hospitalar?  Não pude conter uma certa ansiedade antes da atuação que, no final, terminou se diluindo em encanto, aprendizados e muuuuita brincadeira!

Judith e Felicia chegaram tímidas no setor, mas a cada quarto que a gente entrava era como se a gente conquistasse mais e mais adeptos para o projeto de divertir naquela quinta à tarde. Nesse caminho rolou dança, corrida de carrinhos, luta de bonecos. Eu conheci a famosa Laurinha, que de fato é uma bela de uma figurinha que dá vontade de conversar por horas e horas (já falo mais dela)! E culminamos, junto com umas 10 crianças, num bom tempo de brincadeiras no hall dos elevadores. Houve momentos que eu cheguei a me dar conta de que tava num hospital e que aquelas crianças tavam ali internadas, mas na maior parte do tempo era só brincadeira! Que oportunidade incrível de aprender com a forma com que elas lidam com a doença: simplesmente não pareciam doentes! As que tinham alguma limitação, sabiam disso e respeitavam seu próprio corpo sem grandes perdas sociais. Foi lindo!

Além dos encantos, a pediatria trouxe também alguns desafios... Era difícil não se sentir como uma animadora de festa de criança (talvez a diferença de altura e o estigma palhaço-chocolate tenham influenciado nisso) e isso não me parecia ideal. Além disso, foi muito muito difícil saber sair/terminar os jogos, no final da atuação eu já tava morta, com a energia lá embaixo (por questões fisiológicas), mas eles eram incansáveis!!

E bom, mais especificamente em relação à Laurinha, o fato de ela estar há tanto tempo indo e vindo do hospital e de fato ser uma criança encantadora fez com que ela virasse uma espécie de mascote da pediatria e assim ela termina por receber muita atenção, às vezes mais que o resto das crianças. E ai percebi que é importante termos sempre o cuidado de estarmos disponíveis para todo mundo igualmente, observando o contexto e controlando nossos instintos de se manter confortável numa conversa que flui. Tirando isso, foi muito massa ver o vínculo que Pacheco tinha com ela. Por mais que isso tenha “desmascarado” Felicia, criei uma admiração ainda maior pela futura enfermeira que tem me acompanhado  <3  

Judith

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Amnesia - 5ª atuação


Bom, a verdade em relação à essa atuação é que tirando o fato de ela ter ocorrido no dia 24/11, eu não me lembro de absolutamente nada do que aconteceu. Hehe... Dentre os DBs que eu deixei em branco nessa vida, esse foi um deles e o mais louco de tudo é que dei uma filada nos DBs de Pacheco e ela também não registrou nada sobre o acontecido. Como pode as duas esquecerem uma atuação??  

OBS: Na pesquisa para ver se eu me lembrava de algo, cheguei a dar uma olhada na escala do ciclo passado e lá dizia que a gente iria atuar na enfermaria de onco, mas acho que isso terminou mudando porque relamente não me lembro de ter ido nesse setor no ciclo passado.

:/

Judith

Vida (e morte) severina - 4ª atuação


DB em forma de tópicos por motivos de tempo e/ou preguiça e/ou a tal da mequetrefice.

·         O alojamento conjunto é a coisa mais linda que há nesse hospital e atuar lá é muito gostoso – super super super receptivos

·         Será que o setor que é legal de atuar tem a ver com a especialidade que eu me identifico? Será que o setor que é legal de atuar tem a ver com a especialidade que eu me identifico?

·         Quando for pra tirar foto de palhaço com os bebês do alojamento conjunto pode me chamar que eu vou! É muito engraçado pegar eles no braço...

·         No último quarto da atuação, tinha uma mãe sem seu bebê, ele havia falecido. De cara foi muito duro, perguntar por ele e ouvir essa resposta foi destruidor (talvez o meu primeiro momento dentro desses anos de medicina que lidei com a morte de tão perto) – quantas vezes ela ainda teria que responder a essa pergunta e sofrer tudo mais uma vez? Até que conseguimos reverter um pouco a situação, chegamos a dançar com cada parte do corpo (e isso me lembrou nossa primeira atuação na hemodiálise, essa carta parece não falhar..). Rendeu alguns sorrisos dela e alguns suspiros de alívio de nós mesmas – o que parecia ser o maior PEN de todos, se transformou num momento de descontração e deu pra sentir que a gente pôde ajudar de alguma forma.

·         Eu posso imaginar as repercussões da palhaçaria no hospital, nos pacientes...mas não tenho dúvidas que os maiores beneficiados somos nós! Desde experiências e reflexões muito enriquecedoras, até o afago no ego de que somos úteis nesse mundo!

·         Ainda preciso saber lidar melhor com “como sair do jogo”


Judith

Melhores que misoprostol - 3ª atuação


Atuar no COB do HC para qualquer estudante de medicina que já passou por lá como estudante é uma experiência pela qual se espera, e muito! O ambiente que era para ser de festa e celebração de todas essas novas vidinhas que estão sendo colocadas no mundo, é, na realidade, bastante hostil. Tirando isso, lá tá sempre muito lotado e precisando de gente para ajudar nas evoluções e ai vem aquele dilema estudante de medicina X palhaça... e se eu souber ajudar em alguma coisa, como fazer isso de nariz??  E ai, para além de todas as minhas questões, minha MCM linda ama essa área e pensa até em fazer residência em obstetrícia. Ou seja, éramos duas palhacinhas cheias de expectativas em relação àquele momento, e não poderia ter sido mais especial.

De cara nos demos com um COB todo reformado, cheio de novas regras da CCIH. Quase fomos barradas por não termos roupas de bloco, mas conseguimos conversar com a enfermeira e entrar para a atuação. No setor já fomos nos conectando com várias pessoas, pacientes, médicos... Durante um jogo de esconde-esconde, o chamado de uma acompanhante num dos quartos de expectação nos proporcionaria um ótimo esconderijo – fomos sem hesitar! Chegamos lá com tudo e nos deparamos com uma mulher em pleno trabalho de parto. O que duas palhaças estariam fazendo ali??? Ela não poderia estar mais exposta...vulnerável...nua...natural...plena...MULHER. Ficamos.

Nos apresentamos; conversamos com a baby que estava por chegar; descobrimos que ela, a mãe, estava com 8cm de dilatação; explicamos que não faltava tanto, mas provavelmente algo em torno de 1 ou 2 horas. Bom, erramos feio: mais 2 minutos de conversa e uma forcinha rotineira do trabalho de parto, e a cabeça da bebê apareceu!!!!!  A gente ficou a miiiil! Saímos correndo para chamar os residentes com a euforia de quem acabou de descobrir que tem o poder de agilizar um trabalho de parto só com um nariz e uma conversa mole... E ai, um balde de água fria – a enfermeira que tinha nos deixado entrar no setor voltou atrás e disse que realmente não poderíamos mais atuar pois não estávamos de roupa de bloco... Mas como assim??? A gente tava no meio de um trabalho de parto e ia ter que ir embora! Eu fiquei sem saber o que fazer... Fefe, com a maior naturalidade do mundo, mandou: “Então porque você não me dá uma roupa dessa ai? De presente....”. Eu ainda fiquei em dúvida se poderíamos atuar sem a pele, mas a vontade de estar ali era maior e foi o que fizemos!! Voltamos para o banheiro nas pressas e nos trocamos. Foi mágico ressignificar aquela roupa... deu até para manter algumas características da minha pele original e ainda rolou um desfile bem fashion no banheiro. Voltamos correndo para o quarto do parto e ele estava com a porta fechada. Ousamos pedir para entrar, não dava para perder aquele momento.

A sala tava quente, silenciosa e bem cheia: uma futura mãe e envolta dela sua acompanhante, uma residente e talvez uns 4 doutorandos homens. Judith e Felícia ficaram no cantinho atrás da porta bem espremidinhas – ter trocado de roupa para, em seguida, superlotar uma sala de parto, era seis por meia dúzia em termos de prevenção de infecção, mas de alguma forma me parecia que nossa presença era importante ali (dando um spoiler, foi com a gente a primeira foto da baby :D). E esse momento foi uma loucura, um mix de sensações – aquele silencio todo e todos aqueles homens envolta dela analisando o que acontecia, eu só queria chegar mais perto, dar uma de palhaça-doula...mas terminamos ficando lá no nosso cantinho mandando sorrisos e olhares e, de vez em quando, uma palavra ou outra.

A gente ainda foi atrás da pequenina para acompanhar os primeiros cuidados - como deve ser para um bebê recém-nascido se deparar, ao abrir os olhos pela primeira vez, com duas palhaças? Bom, que toda a energia positiva que depositamos naquela vivência tenha sido mais influente que qualquer impacto de um nariz vermelho...

Judith

domingo, 2 de julho de 2017

Minha MCM, a melhor do mundo - 2ª atuação

Bom, mais uma vez to escrevendo com atraso... Escrever nunca foi minha melhor forma de expressão e eu termino adiando o máximo que puder.

É engraçado como cada um tem percepções diferentes sobre uma mesma vivência e isto me fez perceber que eu de fato tenho a melhor companheira do mundo! Enquanto que para mim a primeira atuação foi um momento bastante reflexivo e de quebra de expectativas (como assim eu não fiquei 2h elétrica?), Pacheco parece ter tido uma experiência incrível. Foi justamente nessa energia que a gente pegou carona lá no 11º andar.

Começamos com uma subida de energia ao som de caminho das índias que além de trazer boas memórias da formação, trouxe também uma dança pessoal cheia de libertação pro corpo! Aterrissamos no setor e eu senti uma evolução grande em relação à semana passada, de alguma forma eu me sentia um pouco mais confortável de estar ali, mas ai, aconteceu que minhas reflexões sobre a primeira atuação passaram a me paralisar de alguma forma: eu terminei racionalizando demais os momentos, quis muitas vezes pensar no jogo ideal e perdi a oportunidade de simplesmente vivenciá-lo. E ai, era justamente nesse momento de travação que Felicia vinha com as melhores sacadas. Tipo quando ela perguntou para uma pct em quimio se aqueles fios que ela tinha conectados em si eram para trazer super-poderes... <3 Enfim, eu senti que podia mesmo contar com ela sempre que "desse aquele branco"- vai ver que foi isso que inspirou seu nome!!

Rolaram vários momentos UAUs que já guardei na coleção dos segundos especiais e, em falando nessa coleção, entendi que ela é na verdade a bagagem pessoal de cada palhaço deve ir se acumulando dentro do nariz, ou algo do tipo. Mas basicamente não vai rolar de registrar tudo por aqui, as palavras não vão dar conta... E ai, vou terminar selecionando uma coisa ou outra mais especial. Dessa semana, tirando o fato de eu e Felicia termos arrumado noivos, conseguimos um médico para prescrever isso!!! Imagina que lindo que seria o mundo se os médicos pudessem prescrever relações duradouras, confiança, AMOR...

Judith

Colecionadora de segundos especiais - 1ª atuação

Hoje é dia 26/10 e já já vou pra minha segunda atuação, mas só to escrevendo agora por motivos de tempo: a falta dele e a necessidade dele para entender o que de fato rolou na hemodiálise/enfermaria de nefro semana passada. 

Eu confesso que não passei o dia pensando nisso, tava com a cabeça cheia, mas foi só eu me encontrar com Pacheco, Danda e Vitor que aquele frio na barriga tomou conta de mim. Como que eu ia fazer aquilo? Eu não me sentia preparada...Porque tinha inventado tudo isso? Já não tinha mais para onde correr, chegamos no setor e fomos nos trocar numa salinha apertada - eu que já estava encolhida por dentro, tinha pouco espaço por fora também, o que foi até aconchegante. Me trocar e me maquiar até distraiu um pouco, mas quando Danda nos chamou para subir a energia a insegurança voltou à mente. A gente contou até 10, um olhando no olho do outro e olhando e olhando e olhando... e bum! A energia de fato subiu, mas o nervoso tava junto. Sair daquela salinha foi uma loucura, eu me sentia alguma coisa diferente, tava com um sorriso estampado no rosto!

Entramos primeiro na hemodiálise, tinham só 3 pacientes. O primeiro era Seu Josué que eu acho que vai ter pra sempre um espacinho no coração de Judith... Ele entrou no jogo sem pensar duas vezes de um jeito que eu me questionei sobre o que era real. Perguntamos se ali era a casa dele, ele disse que sim: a mãe estava no fogão preparando a janta que seria cuscuz com manga, o outro lado do quarto era a sala de estar e o staff eram suas visitas. Como a abstração é linda e nos leva a lugares lindos...eu já não via mais um quarto de hospital. E assim se foi a timidez, feito dodói, ela passou mesmo. Enquanto falávamos com ele, conversamos também com outra senhorinha, um pouco mais tristonha. Felicia perguntou se ela gostava de forró, ela disse que não tinha mais idade pra isso, e putz ela tava numa cama de hospital... A gente dançou um pouco de forró, e mostrou pra ela que era possível dançar até com uma única parte do corpo (sdds oficina/dança pessoal). Não achei que ela fosse comprar a ideia, mas lá estava ela mexendo só UM dedinho ao som de Falamansa, enquanto Josué dançava com os olhos, e cada um de nós três com uma parte diferente. A terceira paciente também foi um desafio, ela não ouvia, só lia lábios, mas a gnt conseguiu conversar e ainda arrancou alguns sorrisos.

Eu poderia, enfim, fazer um DB inteiro sobre esse quarto, ou os primeiros minutos nele, mas não sei se a energia começou a baixar ou se eu simplesmente me dei conta que de fato quem tava ali era eu e que eu não tava na casa de Josué, e sim, na hemodiálise que eu tinha ido há algumas semanas aprender sobre máquinas e fístulas arterio-venosas. Me dei conta também que a primeira atuação não era como provar uma droga nova, era só vida real. Judith Todatoda é Safira e vice-versa. Atuar era sim mágico, mas não porque eu ia ficar em êxtase por 2h, mas porque eu me transformaria numa "COLECIONADORA DE SEGUNDOS ESPECIAIS". Foi uma grande quebra de expectativas, mas a verdade é que a lindeza e a pureza desses momentos incríveis duram pouco mais de alguns segundos, e ai acho que meu DB vai virar um álbum de segundos especiais UAUs e PENs...

OBS.: Nessa atuação já tivemos alguns PENs - mantivemos por todos os quartos a história de Josué. Estávamos levando nossa história , sem respeitar as histórias que cada um tinha para contar. E além disso, terminamos quebrando uma porta naquela história de "tudo que eu quero, eu quero muito"... (meta: ao querer muito entrar no quarto ao mesmo tempo, preferir fazer uma fila indiana)

Judith